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Parque Tecnológico começa a ser construído em Salvador

Antigo anseio da sociedade baiana, principalmente dos setores de ciência, tecnologia e inovação, o Parque Tecnológico de Salvador-Bahia começa a ser implantado na Avenida Paralela. A autorização para o início das obras de infra-estrutura será assinada pelo governador Jaques Wagner, na próxima terça-feira (17), a partir das 8h30, na Governadoria. Nesta primeira etapa das obras, contratadas depois de uma licitação em torno de R$ 8 milhões e previstas para serem concluídas em dez meses, serão construídos o sistema viário e as redes de água, esgoto, energia elétrica e telecomunicações.

Com forte apelo ambiental, o projeto foi cuidadosamente pensado dentro de um conceito de desenvolvimento sustentável. Para se ter idéia, o sistema viário terá piso inter-travado que permite uma maior permeabilidade e maior aderência em relação ao asfalto, além de ser ecologicamente mais recomendado por reduzir a quantidade de resíduos, possibilitando que o solo absorva uma maior parte das águas das chuvas. Já rede de energia elétrica terá postes de madeira de reflorestamento (à base de eucalipto). Ciclovias e trilhas ecológicas contarão com baba de cupim, uma liga que substitui o cimento, material bem mais ecológico. A rede de telecomunicações contará com fibras óticas, permitindo alta velocidade de transferência de dados, além da rede tradicional metálica de comunicação, esta a partir de cabos subterrâneos.

O Parque Tecnológico abrigará um consórcio de pesquisas universitárias, incubadoras e empresas de base tecnológica. Será também um centro de convergência do sistema estadual de Inovação na Bahia, nas esferas pública, acadêmica e empresarial. Ele está sendo concebido em três eixos ou vias: a da inovação (como instrumento de atração de empresas), a da tecnologia (esfera institucional de suporte à interação entre universidades e empresas) e a da ciência (estratégia de fortalecimento da produção científica local).

Para a implantação do Parque, o Governo Federal está alocando mais de R$ 44,6 milhões, provenientes do Ministério da Ciência e Tecnologia e de emenda de deputados baianos. O próximo passo deverá ocorrer dentro de quatro a cinco meses, com as obras de edificações, a exemplo do Tecnocentro, que será o módulo central, e do virtuarium, uma cúpula onde serão exibidos conteúdos digitais de alta definição em 360°.

As três áreas escolhidas como prioritárias para o Parque Tecnológico – Biotecnologia e Saúde, Energia e Ambiente e Tecnologia da Informação e Comunicação – estão no foco de quase todos os parques tecnológicos do mundo, mas cada lugar prioriza as sub-áreas nas quais tenha mais potencial. A Bahia tem vocação para a área de energia, então serão priorizadas pesquisas em petróleo e gás, energia solar, eólica e biocombustíveis. Na área de biotecnologia, o objetivo é estimular as pesquisas com células-tronco, desenvolvimento de novos fármacos, prospecção de biodiversidade, vacinas e kits para diagnóstico e produção agrícola. Para as TICs, a expectativa é focar em conteúdos midiáticos para indústrias criativas, computação distribuída e plataformas de suporte ao desenvolvimento, ou seja, geração de tecnologia e automatização. Este setor inclusive está em amplo crescimento na economia brasileira com grande potencial para a geração de empregos de alto valor agregado.

Segundo o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira, o Parque será um moderno habitat de instituições e empresas de base tecnológica. O secretário explica que o foco do Parque Tecnológico será na Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). “Existe uma grande preocupação do Governo em fazer com que o Parque seja um modelo de empreendimento eco sustentável, portanto a área de meio ambiente será tratada de forma transversal como parte integrante e prioritária em todas as áreas”, disse.

De acordo com o coordenador do Parque Tecnológico, Horácio Hastenreiter, um dos atrativos do empreendimento é o envolvimento dos responsáveis pela formação dos recursos humanos, a exemplo das universidades. “Este é um fator importante para o êxito do projeto, pois são os responsáveis pela pesquisa, desenvolvimento e pela geração de uma dinâmica produtiva, relacionada à inovação e geração de novos empreendimentos”, explicou.

Harmonia com o meio ambiente

O parque terá infra-estrutura montada próxima à Avenida Paralela, num terreno doado pela Prefeitura Municipal de Salvador, e será empreendido por fases, num projeto de longo prazo. A intenção é manter a harmonia com o meio-ambiente, através da implantação de empresas com tecnologias limpas e da conservação da vegetação nativa de Mata Atlântica, que ocupará cerca de 50% da área. O Parque Tecnológico é fruto de uma parceria entre os governos Federal, Estadual e Municipal, contando com a participação de centros de pesquisas e universidades baianas (Fiocruz, Ufba, Univasf, Ufrb, Uneb, Uefs, Uesc, Uesb e Unifacs), além da Federação das Indústrias (Fieb), e do Sebrae, com a coordenação executiva da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia (Secti).

Fonte: AGECOM
 
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