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Mameluco sangue azul
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Empresas registraram aumento de 15% a 30% nas vendas, enquanto a economia brasileira cresceu 5% em 2007. Evolução é resultado da profissionalização do setor. Fábricas agora são produtoras de moda

Angela Fernanda Belfort

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O pólo de confecções do Agreste do Estado vive um dos seus melhores momentos. Enquanto a economia brasileira registrou um crescimento de 5% em 2007, várias fábricas instaladas na região aumentaram as suas vendas entre 15% e 30%. Muitas delas também esperam repetir o mesmo percentual de aumento da produção este ano. O aquecimento do consumo que está ocorrendo em todo o País chegou num momento muito peculiar para várias empresas do pólo: elas se profissionalizaram – mesmo sendo familiares –, deixaram de produzir roupa e partiram para fabricar produtos de moda. Um dos indicadores desta evolução é o fato de que cinco delas vão participar, este mês, do Fashion Business, evento conceituado no Rio de Janeiro.

“É um reconhecimento ao trabalho feito na região, que atingiu um nível de notoriedade que garantiu a nossa participação”, disse o gerente de marketing da empresa Tavernit, Casimiro Neto. Com 25 anos no mercado, a Tavernit fabrica peças de jeans e produz para marcas famosas.

Existe um time de empresas no pólo de confecções (em Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe) que tem estilistas próprios, equipe de criação e empresários que fazem viagens internacionais antes de lançar as suas coleções. É o caso da Tavernit, Rota do Mar, Iska Viva e da Mamute Confecções, entre outras. “Geralmente, depois do Carnaval, vamos ao Havaí e Califórnia, nos Estados Unidos, e visitamos a Tailândia para pesquisar tendências, design e tecidos”, comentou o diretor da Rota do Mar, Arnaldo Xavier. Ele acredita que a viagem é um investimento e traz um grande retorno ao negócio.

Outra peculiaridade deste time de empresas – que se expandiu muito na última década no pólo de confecções – é que os proprietários são pessoas que começaram com roupas feitas no fundo do quintal e vendidas na feira da sulanca. “Com o tempo, percebemos que quem quer se firmar no mercado, deve pesquisar e ter um diferencial, porque um produto sem design e sem fazer moda os chineses já fazem”, comentou a diretora da Isca Viva, Vera Carvalho, que faz moda praia. Ela tem estilista própria e 25 costureiras que trabalham na sua empresa.

Para as empresas do pólo, o aumento do consumo ocorreu por vários motivos, incluindo os centros – como o Moda Center, em Santa Cruz do Capibaribe – que foram inaugurados na região, o aumento do número de representantes comerciais e as ações de marketing.

A profissionalização das empresas e o aumento da produção trouxeram mais pessoas para o pólo. É o caso de Casimiro Neto que saiu do Recife para trabalhar em Toritama. “Fui gerente de representações de marcas como Zoomp, Zapping, Cantão, Coca-cola Clothing e preferi aproveitar as oportunidades oferecidas aqui no Agreste”, contou.

O ex-trabalhador rural Manoel Lourêncio da Silva, que mora em Vertentes, também trabalha em Toritama. Antes de chegar ao pólo, ele sobrevivia de um roçado, onde plantava milho e feijão. “Aqui, o serviço é maneiro e o dinheiro é maior”, comentou Silva, que recebe um salário líquido de cerca de R$ 400. Na época que era agricultor, passava muita dificuldade, porque em alguns meses não ganhava nada.

Fonte: Jornal do Commércio
 

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Viva o Frevo
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Vi a reportagem no JC de hj. Muito bom ver aquela região crescendo. Falta agora começarem logo a duplicação da 104.
 
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