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PAD.Primeira Pesquisa por Amostra Domiciliar de Minas traçou o mapa socioeconômico do Estado

Pobres ou indigentes são 17,7% dos lares na Grande BH

Em 2009, Minas tinha 1,7 milhão de analfabetos; ocupados eram 92%



Publicado no Jornal OTEMPO em 29/10/2010


Em Minas, 17% do Produto Interno Bruto (PIB) estão nas mãos de apenas três municípios: Belo Horizonte, Contagem e Betim. Mesmo concentrando grande parte da riqueza do Estado, a região metropolitana ainda revela grandes desigualdades e alto índice de pobreza. Foi o que revelou a primeira Pesquisa por Amostra Domiciliar (PAD), realizada pela Fundação João Pinheiro em 308 municípios mineiros entre junho e novembro de 2009.

De acordo com a metodologia, a região metropolitana, que concentra 34,1% de toda a população do Estado, possui 10,1% dos domicílios classificados como indigentes, ou seja, com renda per capta mensal de até R$ 65,78. Já em 17,7%, a renda por morador não ultrapassa R$ 222,54, sendo considerados pobres. Se comparada às outras áreas urbanas de Minas, a região metropolitana tem mais lares pobres e indigentes proporcionalmente à população.

O coordenador do curso de economia do Ibmec, Márcio Antônio Salvato, explica que a renda elevada nos grandes centros urbanos está concentrada nas mãos de poucas pessoas, elevando o índice de desigualdade. "Isso acontece em praticamente todas as regiões metropolitanas do Brasil. Exatamente por gerar mais emprego e renda, estas áreas atraem mais as pessoas com baixa qualificação, e elas ou não são absorvidas pelo mercado, ou conseguem trabalho em renda baixa, e continuam sendo pobres", explica Salvato.

Segundo o economista, a pobreza na região metropolitana é mais intensa do que no restante do Estado. "Aqui o custo de vida é maior. No meio rural, o trabalhador planta o próprio alimento, se desloca a pé, etc. Na cidade, a pobreza é muito mais sofrível", avalia.

A pesquisa foi desenvolvida com o apoio do Banco Mundial e vai servir de base para orientar as ações e políticas públicas do governo do Estado. De acordo com a secretária de Planejamento e Gestão de Minas, Renata Vilhena, conhecer as diferenças regionais permite desenvolver ações específicas para reduzir a pobreza e aumentar os índices de qualidade de vida. "A política de desenvolvimento tem que ser regionalizada, desigual, para conseguirmos superar as desigualdades", completou a secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Ana Lúcia Gazzola.

Ocupação.

De acordo com PAD, em 2009, Minas possuía 19.274.000 habitantes, sendo que 85,3% tinham dez anos ou mais, ou seja, eram considerados População em Idade Ativa (PIA), mas apenas a metade, ou 8,97 milhões, eram considerados População Economicamente Ativa (PEA) - pessoas ocupadas ou não, mas que fazem parte do mercado de trabalho. Destes, quase 92% estavam ocupadas, sendo 58,7% homens e 41,3% mulheres.

Escolaridade.

A pesquisa apontou níveis preocupantes na taxa de escolarização: 6,9 anos de estudo. Isso significa que o período médio de educação formal não chegou a corresponder sequer ao ensino fundamental. Na região metropolitana, o nível é ligeiramente superior: 7,3 anos, enquanto na área rural do Estado, a média foi de 4,8 anos de estudo.

"Vemos que essa carência em educação se reflete no mercado de trabalho. Hoje, o Brasil caminha para o pleno emprego, mas ainda assim muitos jovens não conseguem se inserir no mercado. Isso porque, sem experiência, o que conta é a formação e muitos não têm", explicou Ana Lúcia Gazzola. O alto índice de analfabetismo também chamou a atenção na pesquisa. Em 2009, 9,2% da população mineira não sabiam ler nem escrever.

PAD
Amostra. A PAD 2009 visitou 18 mil domicílios em 308 municípios de Minas

Convênio.
A pesquisa foi feita pela Fundação João Pinheiro em parceria com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão e apoio do Banco Mundial

Investimento. O levantamento custou R$ 1,8 milhão

Próxima. A PAD será bianual. A coleta de dados em 2011 acontecerá entre junho e novembro.
Problema
Jovens não têm acesso à cultura nem à internet

Os jovens entre 14 e 24 anos são 20% de toda a população de Minas Gerais. Muitos deles continuam distantes do acesso à cultura. De acordo com a Pesquisa por Amostra Domiciliar (PAD), 55,5% dos jovens não utilizam a internet, 63% não lêem livros (exceto didáticos), quase 70% declararam que nunca foram ao cinema e mais de 60% revelaram nunca passear em shoppings. Outros 46,2% responderam que nunca lêem jornais e revistas.

"Eu acredito que o acesso à internet está se ampliando, mas ainda assusta ver quantos jovens não se conectam à rede. Me chamou muito a atenção esse resultado da população entre 14 e 24 anos. A gente que vive em um grande centro urbano não faz ideia de que milhares de pessoas não têm acesso a equipamentos básicos como um shopping ou uma academia de ginástica", comentou a coordenadora da PAD 2009, Nícia Raies.

Sobre trabalho e estudo, a pesquisa mostrou que, entre aqueles que não possuíam atividade remunerada, 66,9% frequentavam a escola. Já entre os jovens que trabalhavam, apenas 31% conseguiam conciliar o emprego com a educação. (AL)


Link:http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=154707,OTE&IdCanal=5
 

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(...)
De acordo com a metodologia, a região metropolitana, que concentra 34,1% de toda a população do Estado (...)
Se a RMBH concentra 34,1 de toda a população do estado que é de 19.274.000 habitantes....são mais de 6.5 milhões de habitantes na RMBH; acho que a porcentagem não ta correta.
 

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É um absurdo. Principalmente os dados sobre a juventude. Essa desigualdade reflete, de forma micro, a desigualdade do país. E o fato de apenas Belo Horizonte, Betim e Contagem concentrarem a maior parte da riqueza piora a situação. Já li em algum lugar (não sei se procede) que a maior parte da depredação do patrimônio público de Belo Horizonte é praticado por moradores da RMBH. Não sei se dá para gabar pela "terceira metrópole" do país, quando, na verdade, o que se tem é uma ínfima ilha de riqueza rodeada por um oceano de...
 

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Se a RMBH concentra 34,1 de toda a população do estado que é de 19.274.000 habitantes....são mais de 6.5 milhões de habitantes na RMBH; acho que a porcentagem não ta correta.
O erro é em relação a região, não é a RMBH que possuí 34 % mas a região central do estado.
A RMBH possuí cerca de 26% da população do estado ( de acordo com meus cálculos)
 
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