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DIARIO DE CUIABÁ
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“Ouro negro” no Estado

Emenda poderá voltar os olhos dos pesquisadores e de investidores do setor para o potencial mato-grossense

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem

Os estudos ainda são incipientes, mas a possível existência de “manchas petrolíferas” e gás natural em solo mato-grossense, já começa a despertar a curiosidade dos técnicos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão responsável pela regulação de projetos na área de prospecção de petróleo e gás natural no Brasil. No foco das pesquisas estão a região do Parecis e até mesmo, o Pantanal. É a primeira vez que o assunto surge diante da opinião pública e poderá transformar a realidade estadual.

Tanto que já se encontram em pleno andamento estudos voltados para a descoberta de possíveis reservas encravadas nos chapadões ou mesmo na floresta amazônica, a exemplo do que já acontece com os estados do Acre e Amazonas.

Na Bacia do Parecis, no noroeste de Mato Grosso, por exemplo, nas amostras recolhidas foram encontradas moléculas de hidrocarbonetos, que revelam a possibilidade de petróleo. No entanto, estes estudos ainda estão recentes.

Há quem diga ainda que até mesmo o Pantanal mato-grossense abriga o chorume negro ou gás em seu subsolo. Na pior das hipóteses, os técnicos apostam na existência de hidrocarbonetos, um indicador de gás natural e que dá sinais da riqueza do subsolo mato-grossense.

A ANP diz que há 7,5 milhões de quilômetros quadrados (km²) de bacia sedimentares a serem exploradas no Brasil. Cerca de 93% da área ainda está por explorar.

Para se ter uma idéia, no ano passado, o país fez apenas 103 furos em seu território para estudos de petróleo, enquanto – em um comparativo – no Sul dos Estados Unidos, no mesmo período, foram feitos 2,75 mil furos.

Os estudos brasileiros para a descoberta de novos lençóis petrolíferos começaram há alguns anos com levantamentos aéreos. Atualmente, a ANP está fazendo estudos geoquímicos. São recolhidas amostras dos terrenos para serem analisadas.

De acordo com a ANP, em geral, são necessários de 10 a 12 anos para se realizar os estudos destinados a descobrir reservatórios, e mais oito anos para poder começar a comercialização do petróleo. Somando, são cerca de 20 anos de estudos em média até o produto chegar aos consumidores. (Veja mapa com a demarcação das áreas ao lado)

OBSTÁCULOS - Na realidade atual dos negócios do petróleo no mundo, já existe quem fale de uma “Amazônia petrolífera”. Alguns estados da Amazônia Legal já evidenciaram o seu potencial e agora é a vez de Mato Grosso avançar nas pesquisas em busca do tão cobiçado “ouro negro”.

O levantamento já começou a ser realizado pela ANP e o professor João Carlos Ribeiro da Cruz, do Departamento de Geofísica da Universidade Federal do Pará (UFPA), já lembra que a exploração de petróleo na Amazônia, como também a atividade de produção, é mais difícil que em outras áreas terrestres do Brasil.

Ele diz que as dificuldades operacionais estão relacionadas à localização das bacias, situadas em áreas remotas e florestadas, de difícil acesso, com muitas reservas indígenas e florestais, o que causa restrições operacionais e legais. Esta localização afugenta investimentos e até pode demover estudos.

Segundo o professor, por causa do soterramento de material orgânico, as bacias sedimentares são associadas à presença de combustíveis fósseis, principalmente petróleo e gás natural. "Como estão situadas distantes dos grandes centros consumidores, são pouco atrativas aos investidores devido às dificuldades de transportar gás por longas distâncias. Precisam, portanto, de uma regulação específica, com redução de taxações, para compensar os riscos exploratórios e os custos operacionais elevados, e atrair novos investimentos", afirma o geólogo. (Veja mais na página C2)
 

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É mesmo proibitivo fazer investimentos no Brasil.
Precisamos de uma revolução fiscal. Acabar com esses emaranhado de impostos que só engordam os bolsos dos políticos e empreiteiros associados.
 

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Apoiado Kaiki !

Dinheiro nas mãos das pessoas é melhor que nas mãos dos políticos. Impostos mais baixos significam maior movimento comercial, geração de empregos e crescimento.
 
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