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Rodrigo Kwiatkoski da Silva, Jornal da Manhã.


João Luís Kovaleski, secretário de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional e também professor na UTFPR mostra a área onde será instalado o Parque

Em pouco mais de um ano, os avanços foram notáveis. O futuro Parque Ecotecnológico de Ponta Grossa é fruto dos esforços de uma série de entidades de classe, empresas e universidades. O resultado é que a cidade está cada vez mais próxima de contar com a estrutura, que deverá beneficiar estudantes, professores, empresários e sociedade. Durante esta semana, uma comitiva ponta-grossense com 25 pessoas visitará os 'Parqtec' de Campinas e São Carlos, em São Paulo, em busca de experiências de sucesso.

Os parques - especialmente o de São Carlos - são referência de interação entre universidade e mercado, e por isso a visita técnica é considerada a mais importante dentre todas as feitas até agora. "Eles têm as agências de inovação com maior produção no Brasil, têm bastante experiência e estão consolidados, recebendo muitas verbas do CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa) e Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). São duas universidades muito fortes", explica Gilberto Zammar, professor da UTFPR e que integra a comitiva.

Ainda conforme Zammar, os dois parques servirão como modelo para o parque ponta-grossense, especialmente com relação à infraestrutura e tamanho do terreno. No modelo adotado por Ponta Grossa, o governo fornece a estrutura básica, como esgoto, água, luz, asfalto e fibra ótica, enquanto que às empresas interessadas cabe a construção dos barracões industriais. Na cidade poderão ser instalados entre 40 e 50 lotes, o que depende ainda do estudo arquitetônico do local.

Órgãos como Tecpar e Inmetro já demonstraram interesse em ingressar no Parque, bem como empresas que já mantém relações com as universidades locais. A administração do Parque Ecotecnológico caberá à Agência de Fomento Econômico de Ponta Grossa (Afepon). Conforme o Grupo de Trabalho que gere a implantação, a Afepon terá mais facilidade para efetuar compras e prestará contas para o Ministério Público. "Agiliza o processo. Se for comprar um computador pela Prefeitura, vai levar até 11 meses, enquanto a Afepon, não. Precisa ter agilidade maior nesse sentido", conta Zammar. Segundo ele, o modelo é usado por outras instituições. "Está havendo muita cooperação entre os parques. Não há concorrência, todos querem se ajudar. Querem contar os insucessos para que eles não se repitam em outros locais", indica Zammar.

A visita que será realizada durante a semana reunirá representantes de diversas entidades envolvidas no Grupo de Trabalho que gere a implantação do Parque.



Parque amplia conceito e vira 'Ecotecnológico'

O Parque Tecnológico de Ponta Grossa será Ecotecnológico. A ideia surgiu dentro do Grupo de Trabalho que gere a implantação do empreendimento após a escolha da área onde ele será construído, na Chácara Thilen, nos fundos da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). "O marketing do Parque ficará muito melhor", destaca João Luís Kovaleski, secretário de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional.

Mas o conceito não é apenas marketing. O projeto que está sendo elaborado prevê de fato um parque ecológico anexo ao tecnológico, o qual será dividido por uma avenida. Nos limites do parque há uma área verde e um rio, onde será implantada uma área de lazer. A ideia é manter uma estrutura ainda sem paralelo na cidade, com ciclovias e ambiente arborizado.

Deverá ser construída uma avenida de quatro quilômetros, na extensão do parque ecológico, o qual circunda toda a área, conforme o curso dos rios em volta do local. Estão previstas também melhorias no Canil Municipal, que fica dentro da chácara. Conforme Kovaleski, a ideia é criar um canil em que os animais possam ser visitados e até adotados com maior facilidade pelas pessoas que utilizarem o parque como área de lazer.

Na área em que Parque e UTFPR se encontram, uma área de 50 metros adentro deverá ser doada à instituição, para que ali sejam realizados investimentos do governo federal. A ideia é economizar recursos municipais e construir estruturas como um restaurante universitário e empresarial, bem como um centro de convenções.

O Parque:

Localização: fundos da UTFPR

Área: 600 mil metros quadrados

Espaço: 40 a 50 lotes industriais

Utilidade: Industrial e lazer

Administração: Afepon

Função: unir esforços entre governo, mercado e universidade



***

Parque alia mercado e universidades

Acadêmicas da UEPG analisam amostras em pesquisa sobre infecção hospitalar, na Universidade Estadual de Ponta Grossa

A implantação do Parque traz novamente a discussão sobre a relação entre governo, universidade e mercado. "Esse é o maior problema nesse tipo de empreendimento, porque juntamos esses três vértices. No governo, tem muita burocracia, na universidade estão as ideias e o mercado quer o lucro. Para poder gerir isso enfrenta-se um conflito grande", analisa Gilberto Zammar, da UTFPR.

"O mercado pega os melhores cérebros, vai comprar as idéias boas. Nesse ponto, a pessoa que não quer ser empreendedora vai disputar mercado. Mas tem alunos que têm ideias inovadoras, e eles o mercado quer", afirma. Conforme o professor, um empreendimento do porte do Parque Tecnológico precisa administrar um conflito de ideias. "Alia investimento público, idéias e capital de risco. É um triângulo problemático mas é virtuoso, porque consegue as melhores ideias, financiamento público e privado. É um ambiente que tem ideias antagônicas, mas que levam para o mesmo rumo, que é o do desenvolvimento, da geração de empregos e do recolhimento de impostos", diz.

Para o pesquisador em Comunicação Social Sérgio Gadini, "a sociedade deve acompanhar o processo de implantação e ter que o Parque pode ser uma contribuição, em formas de melhorar qualidade de vida, mas que acima de tudo possam contemplar a maioria da população". Gadini observa que o sentido de existência do Parque é um desafio para os seus gestores. "É um desafio o sentido de um Parque - que tem as universidades públicas como eixo -, que deve ter um compromisso com a sociedade e não só com o mercado. Se reduzir a sociedade a mercado, vamos chamar os contribuintes de consumidores, um dano histórico. Aí a universidade vai esquecer que tem um compromisso com a sociedade", analisa.

"É fundamental que os gestores desse modelo olhem as demandas que temos. Vários setores poderiam ser impulsionados. Temos um problema sério com relação à moradia", exemplifica. Para Gadini, uma pesquisa no setor de construção poderia beneficiar o mercado, mas de maneira indireta, pois o foco seria na redução do problema social. O princípio valeria para uma possível indústria farmacêutica custeada com dinheiro público. "Espero que em algum momento essa discussão se torne mais ampla", observa.

Segundo o Grupo de Trabalho envolvido na implantação, os Parques Tecnológicos criam o ambiente ideal para que se promovam negócios baseados em conhecimento científico. Entre os objetivos, estão a transferência de tecnologia, a pesquisa científica, o desenvolvimento tecnológico, a inovação e a incubação de empresas, o treinamento e a implantação de infraestrutura para feiras, exposições e desenvolvimento mercadológico.



'É preciso aplicar a tecnologia desenvolvida na universidade'

Para o professor Ângelo Legat, da UEPG, "o papel fundamental da universidade é formar recursos humanos de alto nível, seja na graduação ou na pós-graduação". Na seqüência, verifica, vem a questão da transferência de tecnologia do ensino superior para o mercado. "As pesquisas têm que ter esse aproveitamento", diz.

Para Legat, o ambiente criado pelo Parque pode fazer com que a proximidade entre pesquisa e sua aplicação seja mais efetiva. "A sinergia deve ocorrer para que toda essa tecnologia seja revertida em bem-estar para a comunidade. O Parque permitirá que o processo seja mais rápido e mais efetivo", observa. Legat lembra que "a tecnologia caminha na velocidade da luz. Por isso é preciso permitir que tão logo seja descoberta uma nova tecnologia, ela seja aplicada o mais rápido possível. Se você olhar o ganho nesse processo pelo lado da universidade, o principal é o retorno de ver que tudo o que for produzido pode ser aplicado. A partir do momento em que esse processo for mais efetivo, o retorno será muito maior", aponta, levando em conta um provável aumento no número de bolsas e linhas de pesquisa.

Para Legat, o Parque permitirá que haja também o ganho pelo lado empresarial, com a aplicação de uma tecnologia de ponta oriunda de uma fonte segura e garantida, que é a universidade, enquanto a sociedade ganha através da viabilização de um produto inovador, que se reverte no seu bem-estar.



'Harmonia é o grande fator de sucesso'


Vista aérea da Chácara Thilen, nos fundos da UTFPR, onde será implantado o Parque Ecotecnológico

Em abril de 2008 o Grupo de Trabalho (GT) do Parque Ecotecnológico de Ponta Grossa reuniu-se pela primeira vez, contanto com treze entidades. A partir daí, em pouco mais de um ano, uma série de visitas técnicas e ideias surgiram e foram se tornando cada vez mais possíveis de serem realizadas.

"Verificou-se no mundo inteiro que inovação e empreendedorismo são itens fundamentais para o crescimento. E nisso os parques tecnológicos são essenciais", analisa Sérgio Escorsim, coordenador do Grupo de Trabalho. Para isso, afirma, "a comunidade tem que se juntar. É importante a junção de forças", aponta. Conforme definição de Escorsim, os integrantes do GT formam "um grupo heterogêneo e focado na tecnologia". Como ideal de país com foco na tecnologia estão o Japão, os 'Tigres Asiáticos, como Coreia e Taiwan, além da China. "Baseado nisso, observamos que o caminho é esse. Hoje temos muitos recursos disponíveis", considera.

Para o professor da UEPG e coordenador da Incubadora Tecnológica de Ponta Grossa (Intecponta), o Parque é o elemento que falta para a consolidação de um ambiente em que seja possível o crescimento sustentado em uma base tecnológica. Até agora, aponta, os acadêmicos das universidades desenvolvem projetos, sendo que alguns crescem nas incubadoras. O processo, no entanto para por aí. Somente em um Parque Tecnológico será possível levar a ideia para a indústria, de forma rápida e muito mais fácil do que atualmente.

Durante a caminhada para a consolidação do Parque, Escorsim aponta a data de 9 de julho de 2008 como emblemática. "Durante uma audiência pública, sentimos da comunidade e das entidades que era o momento. E o mais importante foi que não houve cisão do grupo durante a eleição municipal. E com a eleição, o prefeito, que se comprometeu a implantar o parque", conta. A partir daí veio a escolha da área onde será realizada a implantação. "É muito positivo que a área seja ao lado da UTFPR e a cinco minutos da UEPG ou do Cescage. O Contorno Leste foi essencial para que o parque acontecesse", ressalta. O local, indica, será "uma oportunidade imensa para empresas de fora e também para as pratas-da-casa".



Parque pode atrair e segurar talentos

O Núcleo Setorial de Tecnologia da Informação (NSTI) é um dos apoiadores do Parque. "A Tecnologia da Informação (TI) é um segmento transversal, atendemos todos os setores. A TI trabalha em conjunto com a tecnologia de outros setores para fornecer tecnologia para todo mundo. Por isso damos subsídio para a geração do Parque, assim como os outros segmentos que vão trabalhar junto", explica Adriano Augusto Krzyuy. A empresa de Krzyuy participa da rede de Arranjos Produtivos Locais de TI no Paraná e aplica os conhecimentos obtidos no Estado na idealização do Parque.

"Vejo que você se mobiliza para criar um ambiente propício para a inovação, atraindo e mantendo talentos na cidade, criando um ambiente favorável para a empresa". Adriano está na comitiva que irá até o ParqTec de São Carlos e afirma que é um exemplo de como se pode dar a interação entre universidade e mercado, gerando desenvolvimento. "Já conheço o Parque de São Carlos e é muito positivo. O maior exemplo que eu conheci foi o da Embraer. Lá, criaram um ambiente dentro do ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica), em São José dos Campos. E foi onde surgiu a maior empresa aeronáutica do Brasil", exemplifica. É o que eu digo, você cria um ambiente favorável e mantém os talentos lá", afirma.

Reportagem: Jornal da Manhã

http://www.jmnews.com.br/index.php?setor=NOTICIAS&nid=393743
 

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Christopher
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Tomara que dê tudo certo aí em Ponta Grossa, pois é um projeto muito bom!

Eu desconheço a adminstração municipal daí, mas torço para que não seja igual a administração passada de Cascavel que propagou uma tal de "Cascavel Tecnópolis" que só gastou dinheiro com marketing, e viagens do alcaide para o Canadá..
 

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Discussion Starter · #3 ·
Tomara que dê tudo certo aí em Ponta Grossa, pois é um projeto muito bom!

Eu desconheço a adminstração municipal daí, mas torço para que não seja igual a administração passada de Cascavel que propagou uma tal de "Cascavel Tecnópolis" que só gastou dinheiro com marketing, e viagens do alcaide para o Canadá..
A administração municipal daqui é muito boa, o problema nossa é a representação política em Brasília. E a divisão de forças políticas, críticas por perda de eleição, e coisas desse tipo. Mas especialmente nesse projeto a cidade como um todo tem se empenhado, já que só vai trazer benefício, e não tem um "PAI" o projeto, por isso não há tanta briga em torno dele.
 

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Christopher
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A administração municipal daqui é muito boa, o problema nossa é a representação política em Brasília. E a divisão de forças políticas, críticas por perda de eleição, e coisas desse tipo. Mas especialmente nesse projeto a cidade como um todo tem se empenhado, já que só vai trazer benefício, e não tem um "PAI" o projeto, por isso não há tanta briga em torno dele.
Esperar que a força dos empreendedores daí façam alguma coisa de útil. Porque dos políticos...

Muitas coisas aqui em Cascavel só estão saindo, na base da ladainha, por intervenção das Associações de Classe.
 

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Ponta Grossa se destaca como ‘berço’ de inovação tecnológica no Paraná

Um projeto inovador está em fase de implementação em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná, e promete oferecer uma grande oportunidade para acadêmicos e representantes de empresas e indústrias que se interessem por Tecnologia da Informação (TI). O plano geral de edificação do Parque Ecotecnológico de Ponta Grossa é fruto do esforço de entidades de classe, iniciativa privada e poder público, visando proporcionar um ambiente ideal para o desenvolvimento de estudos nas áreas de Engenharia de Alimentos, Informática, Automação Industrial e Mecânica.

Com previsão de conclusão das obras para 2011, o Parque Ecotecnológico será desenvolvido em um espaço de aproximadamente 600 mil metros quadrados, com possibilidade de construção de indústrias em 50 lotes que vão dispor de fibra ótica, luz, água, esgoto e apoio universitário como forma de fornecimento de mão de obra qualificada aos empresários interessados. No projeto, o governo fornecerá a estrutura básica, enquanto as empresas interessadas em se instalarem no local se encarregam da construção de barracões industriais. A administração do Parque será realizada pela Agência de Fomento Econômico de Ponta Grossa (Afepon), que ficará responsável pelas compras e por prestar contas ao Ministério Público.

A ideia inicial do espaço é acompanhar o perfil socioeconômico da região e proporcionar possibilidades de parcerias, estágios, treinamentos e pesquisas dos estudantes, especialmente dos cursos de Engenharia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), com empresas instaladas no local. Os alunos poderão desenvolver projetos, ideias e produtos por meio de incubadoras tecnológicas, criando uma boa relação entre empresários e pesquisadores.

De acordo com Sandra Trujilo Costa, consultora do Sebrae/PR e conselheira da Incubadora Tecnológica de Ponta Grossa (Intecponta), o espaço também se destacará como fonte de análise de questões voltadas ao empreendedorismo, relacionando o comportamento das empresas e o perfil dos empresários ao interesse dos estudantes universitários. “As pesquisas e estudos universitários certamente serão utilizados como fonte de aproveitamento pelas empresas do setor industrial. Dessa forma, a comunidade empresarial pode fornecer um pouco de sua realidade aos estudantes e eles também podem contribuir, desenvolvendo novos estudos e produtos para atender demandas que surjam a partir da proximidade com as indústrias”, comenta.

Recentemente, o grupo que gerencia o projeto do Parque Tecnológico de Ponta Grossa visitou Campinas, em São Paulo, um dos principais polos de tecnologia do País. No dia 13 de agosto, uma comitiva formada por 25 pessoas conheceu o Centro de Pesquisas em Telecomunicações, a Companhia de Desenvolvimento de Polo de Alta Tecnologia, a incubadora de empresas existente na Unicamp e o Núcleo Setorial de Tecnologia da Informação, para visualizar iniciativas de sucesso já em funcionamento e que são exemplos de união entre o poder público, privado e universidade.

Sandra Trujilo afirmou que, em Campinas, é muito forte a realidade de universidades atuando em parceria com empresas dos segmentos de tecnologia, incentivando o empreendedorismo e fornecendo subsídios para o crescimento dos negócios. “A visita a Campinas possibilitou às peças-chave, para o desenvolvimento do Parque, colher experiências e conhecer boas ideias que possam ser implementadas em Ponta Grossa”, explicou.

No Paraná, o desenvolvimento de tecnologias, conceito de inovação, conhecimento e motivação proporcionados pela criação do Parque, juntamente com o apoio físico, de serviços, estrutura, acompanhamento de marketing e negócios fornecidos às empresas interessadas e possibilidade de formação de mão de obra qualificada e aliada ao empreendedorismo, auxiliarão no desenvolvimento das indústrias e pequenos negócios locais. “As empresas interessadas em se instalarem no espaço poderão contar com planejamentos atualizados de ideias e objetivos voltados aos seus negócios, com base em um modelo de gestão fornecido pelos próprios estudantes e comunidade acadêmica. Dessa forma, a construção do parque movimenta a economia local e beneficia toda a comunidade”, conclui Sandra Trujilo.

Conceito ecológico

O Parque Tecnológico de Ponta Grossa passou a ser chamado de Ecotecnológico, graças ao espaço determinado para sua construção, na área de preservação ambiental da Chácara Thilen, localizada nos fundos da UTFPR.

O projeto elaborado prevê um parque ecológico anexo ao tecnológico, que serão divididos por uma avenida. Nos limites do Parque, serão mantidos um rio, grande espaço de área verde e uma área de lazer, com ciclovias e ambiente arborizado. Além disso, será construída uma avenida com quatro quilômetros de extensão circundando toda a área do parque ecológico, conforme o curso dos rios do local.

Estão previstas ainda obras de melhoria no Canil Municipal, que também integra o espaço, como forma de aproximar a visitação e adoção dos animais por pessoas que utilizem o Parque como espaço de lazer. O Parque contará também com um restaurante universitário e empresarial e um centro de convenções.

http://www.paranashop.com.br/coluna...72&PHPSESSID=566d0fe86fd47aefe3b579742ac47920
 

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Discussion Starter · #7 ·
Parque Ecotecnológico garante verba para 1ª fase

Recurso para a viabilização da primeira fase do Parque Ecotecnológico já está na Caixa Econômica Federal e liberado através do Ministério das Cidades

O Parque Ecotecnológico de Ponta Grossa - orçado em R$ 12 milhões - já garantiu recursos para a viabilização da primeira das três etapas previstas de implantação, através do Ministério das Cidades. O recurso de R$ 4 milhões, proveniente da emenda parlamentar do deputado federal Afonso Camargo (PSDB), já está na Caixa Econômica Federal.

O próximo passado da Prefeitura é terminar o projeto do parque para que o Ministério das Cidades aprove. Com isso, o próprio Ministério libera o montante para que o processo de licitação inicie. "O processo de licitação é de responsabilidade da Prefeitura", explica o secretário Municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, João Luis Kovaleski. Os projetos, afirma ele, estão sendo trabalhados em conjunto pela Secretaria Municipal de Agricultura - em função do Parque Ecológico - e pela Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional. A expectativa é que os projetos sejam finalizados até o final deste mês e que o Ministério das Cidades os aprove até o final de maio. "Se tudo ocorrer dentro do previsto, os processos licitatórios poderão ocorrer em junho para iniciarmos a execução da obra em agosto", planeja Kovaleski.

O deputado federal, Afonso Camargo, destaca que o projeto do Parque Ecotecnológico é importante em função de Ponta Grossa abrigar duas universidades públicas. "Procuro atender o apelo da comunidade e é sabido que o parque vai alavancar o potencial de Ponta Grossa", frisa.

A primeira etapa das obras prevê a construção da infraestrutura do espaço e será destinada para a construção de avenidas e ruas, passeios, galerias, rede de água e esgoto. O secretário da pasta observa que a implantação do Parque Ecotecnológico de Ponta Grossa é um projeto que vai gerar mais postos de trabalho, sendo que o recurso para que seja viabilizado é federal. "Quem ganha é o contribuinte, que vai morar em uma cidade com mais trabalhadores empregados e com mais poder de compra", diz.

O terreno no qual será instalado o parque fica no entorno da Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR) e conta com uma área total de 360 mil metros quadrados, cujas obras serão voltadas para o setor empresarial, sendo que 250 mil metros quadrados serão destinados para loteamento empresarial. O Parque Tecnológico terá ainda uma área de interface com a UTFPR, com 20 mil metros quadrados - também doados pela Prefeitura de Ponta Grossa, que deve abrigar o Restaurante Universitário Empresarial (RUE), Centro de Convenções e laboratórios.

As novidades com relação ao Parque Ecotecnológico serão anunciadas no próximo dia 16, às 8 horas, em reunião que acontece na sede da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg). O deputado federal, Afonso Camargo, além do prefeito de Ponta Grossa, Pedro Wosgrau Filho, também devem estar presentes. Foram convidados ainda a participar da reunião os representantes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), além do grupo de trabalho do Parque Ecotecnológico.

Projeto deve ser concluído em 2012

A segunda fase do Parque Tecnológico será voltada para a estruturação do empreendimento e está planejada para 2011. O valor do investimento é de R$ 4 milhões, que serão utilizados para o pavimento do estacionamento, rede de energia elétrica, rede de fibra ótica e para a abertura das quadras do loteamento empresarial e terraplanagem. Já a terceira fase de consolidação do projeto deve acontecer em 2012 e vai custar R$ 4 milhões.

O Parque Tecnológico de Ponta Grossa passou a ser chamado de Ecotecnológico, graças ao espaço determinado para sua construção, na área de preservação ambiental da Chácara Thilen, localizada nos fundos da UTFPR.O projeto elaborado prevê um parque ecológico anexo ao tecnológico, que serão divididos por uma avenida. Nos limites do Parque, serão mantidos um rio, grande espaço de área verde e uma área de lazer, com ciclovias e ambiente arborizado. Além disso, será construída uma avenida com quatro quilômetros de extensão circundando toda a área do parque ecológico, conforme o curso dos rios do local.

Prédio vai comportar empresas

Parque Tecnológico e Científico de Ponta Grossa será um prédio estruturado arquitetonicamente para comportar a instalação de empresas de base tecnológica, que inclui desde o desenvolvimento de software até de biotecnologia, por exemplo. O Parque em si, consiste de uma estrutura formada pela incubadora, espaços para a construção de um condomínio tecnológico - com estrutura desde a pré-incubação, incubação até a admissão de empreendimentos de empresas de base tecnológica. Entre esses espaços podem ser construídos escritórios, laboratórios, auditórios, salas de reunião, entre outros.

Patrícia Biazetto Moreira Diogo / Jornal da Manhã

http://www.jmnews.com.br/index.php?setor=NOTICIAS&nid=453186
 

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o grande problema destes projetos de tecnoparques e etc, é que às vezes os gerentes públicos não entendem que tecnologia não nasce em árvore nem brota do chão.

Para empresas tecnológicas acontecerem precisa de boas escolas públicas e universidades com bons cursos nas áreas tecnológicas, além de boa infraestrutura como energia, telecomunicações, rodovias e principalmente aeroportos.

Vários municípios pegam 2, 3 alqueires loteiam e acham que a coisa vai brotar, e na maior parte dos casos não acontece nada além de propaganda.

Aqui na minha cidade tb tão querendo montar um parque desses, já tem até nome "E3", único problema que a cidade não tem um curso superior de tecnologia, então até que me provem o contrário, vai continuar a ser um belo projeto mas com futuro comprometido.

Espero que Ponta Grossa avance mais que isso.
 

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Discussion Starter · #9 ·
Parque Ecotecnológico - Apoio parlamentar é essencial, diz Kovaleski

Em pronunciamento na Câmara Municipal, nesta segunda-feira, o secretário municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, João Luiz Kovaleski informou aos vereadores que depois de ser submetido a um extenso planejamento, o Parque Ecotecnológico vai começar a receber os primeiros serviços, base para as obras de infraestrutura.

Segundo Kovaleski, o apoio dos parlamentares municipais é essencial para o estabelecimento do parque, porque ali serão envolvidas somas substanciais de recursos públicos e – principalmente – porque ali será gerada uma nova cultura produtiva em Ponta Grossa, com reflexos em toda a região e no Estado, “afetando diretamente a vida de uma população de quase um milhão de habitantes e promovendo uma verdadeira revolução no modo de se entender produção e mercado. Estamos no limiar de uma mudança de paradigmas: a base tecnológica agrega muito mais valor e consome muito menos recursos do que a base técnica, por exemplo”. Além disso, completa o secretário, o status do novo parque, devido à sua conotação ambiental, permitirá ainda uma interação importante entre o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental, além de garantir uma reserva bastante expressiva de áreas preservadas, nativas e recuperadas.
A expectativa inicial é de que a consolidação do parque se dê dentro de dois anos, no máximo. “Estamos trabalhando para isso”, adianta Kovaleski. Para este ano, a estimativa é de investimentos num total de R$ 4 milhões, com ênfase para a construção da avenida principal, com uma área projetada de 20.000 metros quadrados, mais uma via secundária, a avenida Interface, com 3.500 m² - em que serão despendidos mais de R$ 2 milhões. Também estão previstas ruas – num total de mais 10.000 metros quadrados e outros 4.700 m² de passeios, representando mais de R$ 1 milhão em investimento adicional. Além disso, estão previstas as obras de implantação da rede de água, esgotos e de galerias pluviais, que devem consumir perto de R$ 850 mil.
Para 2011, estão previstos mais R$ 4 milhões em investimentos, que incluem rede de fibra ótica (R$ 1 milhão), pavimentação do estacionamento (R$ 837,5 mil) e rede de energia elétrica (R$ 312 mil), ainda com a abertura das quadras de loteamento empresarial e terraplanagem para os 100 lotes, com 2.500 metros quadrados cada, o que demandará aporte de mais R$ 1,8 milhão.
Já a fase de consolidação, prevista para 2012, estabelece como metas a construção de um portal, uma estrutura de dois blocos com dois pavimentos cada, para abrigar a Agência de Fomento Econômico, que terá papel relevante na condução do Parque e também uma incubadora tecnológica, além de elevadores para garantir acessibilidade. “Para este ano, já contamos com a totalidade da verba prevista, através de uma emenda parlamentar de R$ 4 milhões, de autoria do deputado federal Affonso Camargo”, explicou Kovaleski aos parlamentares.
Segundo o secretário de Indústria e Comércio, além de promover espaço para negócios baseados em conhecimento, um parque tecnológico tem que buscar outros objetivos, não menos importantes, como a transferência de tecnologia, a pesquisa científica, o desenvolvimento tecnológico, a inovação e a incubação, o treinamento de mão-de-obra e ainda garantir à cidade estrutura para feiras, exposições e desenvolvimento mercadológico.
Em todo o país, demonstrou Kovaleski, existem hoje 74 parques tecnológicos, entre os projetados, os que estão em implantação e os que já estão em funcionamento. Só no Paraná são seis, além do (projetado) de Ponta Grossa: Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu e Pato Branco. “Nenhum deles”, destaca Kovaleski, “que conte com uma universidade tecnologica e um parque ecológico em sua área, em seu interior”. Para ele, esse diferencial é estratégico: “temos condições de oferecer muito mais do que uma boa idéia ou uma oportunidade. Hoje, nossa proposta é oferecer boas idéias, oportunidades e, além disso, uma espetacular oferta de mão-de-obra de elevada qualificação. Ninguém mais tem um pacote como esse, e provavelmente será esse diferencial que vai nos colocar, como em diversas outras áreas, na frente”.

O Parque Ecotecnológico de Ponta Grossa tem uma área de 726 000 metros quadrados, assim distribuídos:
- Universidade Tecnológica Federal do Paraná – 155.000 m²
- Parque Tecnológico – 351.000 m²
- Parque Ecológico – 150.000 m²
- Secretaria Municipal de Educação – 70.000 m²


Prefeitura Municipal
http://www.pg.pr.gov.br
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o grande problema destes projetos de tecnoparques e etc, é que às vezes os gerentes públicos não entendem que tecnologia não nasce em árvore nem brota do chão.

Para empresas tecnológicas acontecerem precisa de boas escolas públicas e universidades com bons cursos nas áreas tecnológicas, além de boa infraestrutura como energia, telecomunicações, rodovias e principalmente aeroportos.

Vários municípios pegam 2, 3 alqueires loteiam e acham que a coisa vai brotar, e na maior parte dos casos não acontece nada além de propaganda.

Aqui na minha cidade tb tão querendo montar um parque desses, já tem até nome "E3", único problema que a cidade não tem um curso superior de tecnologia, então até que me provem o contrário, vai continuar a ser um belo projeto mas com futuro comprometido.

Espero que Ponta Grossa avance mais que isso.
Essa é uma grande verdade, pois no setor de tecnologia o insumo mais caro, porque raro, é justamente a mão de obra!! e aí é que tá o Xis! Se PG quer realmente abraçar esta idéia, que acho magnânima até porque estas empressas preferrem cidades de médio porte com qualidade de serviços e infra (que é o caso de PG, se não é vai ser breve), terá que mostrar sua lição de casa PRIMEIRAMENTE, com educação de primeiríssimo nível para os seus jovens.
AlíAs, me emputece essa tal "crasse de políticos" que nós temos, que PQP não sabem disso,,,, tomá banho véio!!, é o óbvio ululante em qualquer país do primeiro mundo que qualquer projeto para um povo, passa antes pelo fator educação humana...
Mas tô torcendo muito pra PG, alías berço do melhor deputado que nós temos em Brasília, o Serraglio!
 
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