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População portuguesa entrou em crescimento natural negativo

15.05.2008

Em 2007, houve em Portugal mais mortes do que nascimentos. Nunca é assim, mas pode agora ser essa a tendência. "Mais um passo no declínio", comenta o presidente da Associação Portuguesa de Demografia

Olhando para os dados disponíveis, nas mais recentes séries cronológicas do Instituto Nacional de Estatística (INE), que remontam a 1900, não se encontra outro ano em que em Portugal tenha acontecido o que agora se sabe que aconteceu em 2007: o número de mortes (103.727) superou o de nascimentos (102.213). A diferença é de 1514.

É certo que, para alguns períodos, os dados são apresentados apenas de cinco em cinco anos, mas os anos posteriores a 1990 - cenário de grandes quebras na natalidade - estão lá todos; e, apesar da tendência decrescente do número de nados-vivos, até 2007 os que nascem são sempre mais do que os que morrem.

Os números do INE para o ano passado são provisórios e foram publicados no último Boletim Mensal de Estatística, disponível no portal do instituto (www.ine.pt). Não causam grande surpresa ao presidente da Associação Portuguesa de Demografia, Mário Leston Bandeira: "Estava mais ou menos à vista que íamos entrar num ciclo de crescimento natural negativo. É inevitável e é mais um passo no declínio."

Saldo natural negativo

O crescimento natural da população traduz a diferença entre nados-vivos e óbitos (a outra forma de crescimento demográfico está associada à população migratória). Nos últimos anos, explica Leston Bandeira, "o saldo natural tem vindo a reduzir-se" e a tendência que se esboça para o futuro é que Portugal possa vir a seguir o que já está a acontecer noutros países europeus e apresente um saldo natural negativo.

Dois factores de enorme peso contribuem para esse rumo, lembra: por um lado, a natalidade está em queda e nascem cada vez menos bebés (ver gráfico, que inclui os números de 1950 e 1960); por outro, o envelhecimento da população vai fazendo aumentar o número de óbitos (há mais "candidatos", uma vez que o grupo dos mais velhos tem um peso cada vez maior).

No ano passado, morreram 103.727 pessoas; tinham sido 101.990 em 2006. Nos últimos dez anos, este valor tem oscilado entre 100 mil e pouco mais de 107 mil, sendo difícil detectar uma tendência.

"Teste do pezinho"


A diminuição de nascimentos volta a ser clara no último ano: menos 3236 bebés do que em 2006. Os números do Instituto Nacional de Estatística confirmam uma realidade antecipada ao PÚBLICO, logo em Janeiro, pelo presidente da Comissão Nacional do Diagnóstico Precoce, Rui Vaz Osório.
Uma vez mais, o número de "testes do pezinho" tinha diminuído drasticamente de um ano para o outro - e isso, numa altura em que a taxa de cobertura do rastreio anda muito próxima dos 100 por cento, só pode significar que tinham nascido muito menos bebés.

Tem sido assim várias vezes nos últimos anos e voltou a ser assim em 2007: o Instituto de Genética Médica Jacinto de Magalhães, no Porto, que centraliza a análise das amostras de sangue recolhidas através da picada no calcanhar do recém-nascido, logo nos primeiros dias de vida, tinha estudado menos 3030 amostras do que no ano anterior. O total tinha caído de 105.125 para 102.095.

É por isso agora, também sem surpresa, que Vaz Osório toma conhecimento do número de nascimentos (provisório) que consta das estatísticas oficiais. Para já, 2008 parece estar a correr melhor. Nos primeiros três meses deste ano, o rastreio - que actualmente despista 24 doenças hereditárias do metabolismo e o hipotiroidismo congénito - foi feito a 25.471 crianças, mais 453 do que as picadas no primeiro trimestre do ano passado.

Vaz Osório não arrisca previsões, nem para o resto do ano nem para o futuro próximo. "É um bocado difícil... Mas dá-me a impressão de que estamos quase a bater no fundo. Baixar mais do que isto [no número de nascimentos] é muito difícil, já estamos em desequilíbrio..."

Fonte: Público

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Discussion Starter · #2 ·
Governo deve apoiar integração dos jovens e melhorar a rede de creches

15.05.2008

As mulheres portuguesas são das que mais trabalham fora da casa na União Europeia. São mal pagas e, muitas vezes, penalizadas por estarem grávidas. Os maridos pouco ajudam em casa. A rede pública de creches e jardins-de-infância é insuficiente e as medidas de conciliação entre trabalho e vida familiar são uma miragem. As razões por detrás da queda de natalidade em Portugal estão identificadas. Urge agora, segundo os especialistas ouvidos pelo PÚBLICO, que o Governo dedique à protecção da maternidade o mesmo empenho que aplicou à redução do défice. Até porque, se nada for feito, dentro de 25 anos Portugal (que já é o sétimo país mais envelhecido do mundo) terá 242 idosos por cada cem jovens, conforme alertou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Primeiro, as causas. Para a média nacional de 1,36 crianças por mulher que o INE registou em 2006, contribuíram, além dos já apontados, factores como "o clima de pessimismo que leva a que as perspectivas das pessoas poderem ter uma vida melhor sejam muito reduzidas", adianta Mário Leston Bandeira, presidente da Associação Portuguesa de Demografia (APD), que recua até 1983 para apontar no calendário o primeiro ano em que a taxa de natalidade ficou abaixo dos 2,1 filhos por mulher necessários para garantir a substituição de gerações. "Na altura, quase ninguém deu por isso", sublinhou, antes de formular a pergunta que anda na cabeça de todos: "Quando tivermos 30 por cento da população com mais de 65 anos, quem irá pagar as pensões e os cuidados de saúde a que essas pessoas têm direito?". Assim, insiste, fica claro que "sai muito mais barato investir na natalidade do que depois arcar com as despesas de uma população fortemente envelhecida".

Convencer as mulheres?

Mas, afinal, como é que se convence as mulheres portuguesas a terem mais filhos? "Garantindo a integração dos jovens no mercado de trabalho, porque, enquanto a actual precariedade se mantiver, estes não terão condições para constituir família e procriar", responde Leston Bandeira. Considerando que as recentes medidas de apoio à natalidade adoptadas pelo Governo são benéficas, "até por ajudarem a falar de uma questão que estava esquecida", o presidente da APD considera que é necessário ir muito mais longe na protecção à maternidade. "Gostava de saber até que ponto o novo Código de Trabalho contempla medidas para que as mulheres possam conciliar o trabalho com a vida familiar. As empresas que tenham creches ou políticas "amigas da família" são recompensadas? As que não têm são castigadas por isso?"
Na mesma linha de ideias, Ana Fernandes, demógrafa e docente na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, desvia o olhar para a realidade francesa. "Os franceses tinham uma taxa de natalidade de 1,7 e conseguiram subir para os 2,1 crianças por mulher", sublinha. Por cá, e devido à crise económica, não será fácil atribuir um subsídio às mulheres que queiram, por exemplo, contratar alguém para tomar conta das crianças em casa, como acontece em França. Mas "pode-se e deve-se fazer mais ao nível dos infantários e das creches públicas, alargando a sua taxa de cobertura e tornando os preços mais acessíveis", sugere a especialista, para afirmar convicta: "Se houvesse condições, haveria muito mais mulheres a ter mais filhos e a não retardar tanto o nascimento do primeiro filho."

"Há 20 por cento de portuguesas em idade fértil que gostariam de ter três ou mais filhos e só cinco por cento têm", corrobora Fernando Castro, da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN), para quem as recentes medidas do Governo no apoio à natalidade são uma gota de água. "O que era importante, por exemplo, era indexar as reformas em função do número de filhos", preconizou. E explicou: "O Governo paga às famílias de acolhimento 300 euros por cada criança, valor esse que depois conta para a reforma. Não pedimos que aos pais biológicos paguem essa quantia, mas pedimos que, quando chegar a altura de fazer as contas para a reforma, estas se façam como se os pais tivessem ganho aqueles 300 euros por mês". Ainda em sede fiscal, o presidente da APFN defende que os casais deveriam poder deduzir até seis mil euros por filho, à semelhança do que se passa com os pais separados e que deduzem o montante pago a título de pensão de alimentos.

Menos filhos a norte

Tradicionalmente mais conservadora, a Região Norte é, actualmente, a região onde as mulheres têm menos filhos, lembrou Mário Leston Bandeira. "O índice de fecundidade é de apenas um filho por mulher, abaixo da média nacional", adiantou aquele responsável.

Explicações possíveis: "O sistema de subsistência na região, muito assente na agricultura e na indústria, entrou em crise e o rendimento das famílias baixou." Não menos importante, segundo o presidente da Associação Portuguesa de Demografia, foi a perda de influência da Igreja Católica. "A Igreja Católica portuguesa tinha ali a sua base de apoio, mas foi perdendo grande parte da sua influência. Hoje, o discurso contra o contraceptivo e o preservativo já não convence ninguém", conclui.

"Há 20 por cento de portuguesas em idade fértil que gostariam de ter três ou mais filhos, e só cinco por cento têm", refere a APFN

Fonte: Público
 

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Discussion Starter · #3 ·
Em 2006 houve 62 mil pedidos de residência

15.05.2008

Imigrantes podem atrasar envelhecimento do país

Já foi à custa dos imigrantes que Portugal conseguiu passar a barreira dos 10,5 milhões de habitantes. E poderão ser os imigrantes também a solução para "atrasar" o envelhecimento progressivo da população portuguesa. "A entrada de imigrantes pode ajudar e muito a desacelerar o processo de envelhecimento mas, para isso, há que garantir a integração desses imigrantes", afirma a demógrafa Ana Fernandes. Considera, porém, que "tal só acontecerá, se o Estado não deixar a integração dos imigrantes nas mãos do capitalismo selvagem".

Que os estrangeiros que escolhem Portugal como país de acolhimento poderão inverter a queda da natalidade e, consequentemente, o envelhecimento populacional sugere--o a "cambalhota" estatística registada nos últimos anos e que colocou a região do Algarve como a "campeã" da natalidade, com um índice de fecundidade de 1,8, ou seja, acima da média nacional das 1,36 crianças por mulher. "É uma inversão interessante e que penso terá que ver com o facto de no Algarve viveram muitos imigrantes e, claro, não estou a falar dos seniors que ali vão gozar a sua reforma, mas daqueles que chegam para trabalhar", afirma Mário Leston Bandeira, da Associação Portuguesa de Demografia. Também ele pensa que Portugal vai ter de se preparar melhor para acolher os imigrantes. "É preciso darlhes condições para se poderem instalar, receber a família e ter direitos: se assim for, eles darão um contributo importante para a natalidade."

Durante o ano de 2006, e segundo o INE, 62.332 estrangeiros solicitaram autorização de residência em Portugal. Destes, 46,8 por cento tinham idades compreendidas entre 25 e 39 anos de idade e 14,7 por cento tinham entre zero e 14. ..anos. Um sopro de juventude. N.F.

Fonte: Público
 

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População portuguesa entrou em crescimento natural negativo

15.05.2008

Em 2007, houve em Portugal mais mortes do que nascimentos. Nunca é assim, mas pode agora ser essa a tendência. "Mais um passo no declínio", comenta o presidente da Associação Portuguesa de Demografia

Olhando para os dados disponíveis, nas mais recentes séries cronológicas do Instituto Nacional de Estatística (INE), que remontam a 1900, não se encontra outro ano em que em Portugal tenha acontecido o que agora se sabe que aconteceu em 2007: o número de mortes (103.727) superou o de nascimentos (102.213). A diferença é de 1514.

É certo que, para alguns períodos, os dados são apresentados apenas de cinco em cinco anos, mas os anos posteriores a 1990 - cenário de grandes quebras na natalidade - estão lá todos; e, apesar da tendência decrescente do número de nados-vivos, até 2007 os que nascem são sempre mais do que os que morrem.

Os números do INE para o ano passado são provisórios e foram publicados no último Boletim Mensal de Estatística, disponível no portal do instituto (www.ine.pt). Não causam grande surpresa ao presidente da Associação Portuguesa de Demografia, Mário Leston Bandeira: "Estava mais ou menos à vista que íamos entrar num ciclo de crescimento natural negativo. É inevitável e é mais um passo no declínio."

Saldo natural negativo

O crescimento natural da população traduz a diferença entre nados-vivos e óbitos (a outra forma de crescimento demográfico está associada à população migratória). Nos últimos anos, explica Leston Bandeira, "o saldo natural tem vindo a reduzir-se" e a tendência que se esboça para o futuro é que Portugal possa vir a seguir o que já está a acontecer noutros países europeus e apresente um saldo natural negativo.

Dois factores de enorme peso contribuem para esse rumo, lembra: por um lado, a natalidade está em queda e nascem cada vez menos bebés (ver gráfico, que inclui os números de 1950 e 1960); por outro, o envelhecimento da população vai fazendo aumentar o número de óbitos (há mais "candidatos", uma vez que o grupo dos mais velhos tem um peso cada vez maior).

No ano passado, morreram 103.727 pessoas; tinham sido 101.990 em 2006. Nos últimos dez anos, este valor tem oscilado entre 100 mil e pouco mais de 107 mil, sendo difícil detectar uma tendência.

"Teste do pezinho"


A diminuição de nascimentos volta a ser clara no último ano: menos 3236 bebés do que em 2006. Os números do Instituto Nacional de Estatística confirmam uma realidade antecipada ao PÚBLICO, logo em Janeiro, pelo presidente da Comissão Nacional do Diagnóstico Precoce, Rui Vaz Osório.
Uma vez mais, o número de "testes do pezinho" tinha diminuído drasticamente de um ano para o outro - e isso, numa altura em que a taxa de cobertura do rastreio anda muito próxima dos 100 por cento, só pode significar que tinham nascido muito menos bebés.

Tem sido assim várias vezes nos últimos anos e voltou a ser assim em 2007: o Instituto de Genética Médica Jacinto de Magalhães, no Porto, que centraliza a análise das amostras de sangue recolhidas através da picada no calcanhar do recém-nascido, logo nos primeiros dias de vida, tinha estudado menos 3030 amostras do que no ano anterior. O total tinha caído de 105.125 para 102.095.

É por isso agora, também sem surpresa, que Vaz Osório toma conhecimento do número de nascimentos (provisório) que consta das estatísticas oficiais. Para já, 2008 parece estar a correr melhor. Nos primeiros três meses deste ano, o rastreio - que actualmente despista 24 doenças hereditárias do metabolismo e o hipotiroidismo congénito - foi feito a 25.471 crianças, mais 453 do que as picadas no primeiro trimestre do ano passado.

Vaz Osório não arrisca previsões, nem para o resto do ano nem para o futuro próximo. "É um bocado difícil... Mas dá-me a impressão de que estamos quase a bater no fundo. Baixar mais do que isto [no número de nascimentos] é muito difícil, já estamos em desequilíbrio..."

Fonte: Público

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Isso, eu ja savia.. eu penso que Portugal tem de ajudar mais apopulacao para eles tenhan mais dinheiro de compra!
 

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Isto já era previsivel...So nao imaginava esta situação quem nao quisesse..
Já é tempo de se implementarem verdadeiras medidas de natalidade identicas ás que a suécia implementou ha 20 anos.
 

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O abono seria uma percentagem inversa do rendimento total dos pais..
Não concordo, ou melhor... depende da real necessidade... com isso que estás a referir qual a vantagem de a classe média, média/alta, alta, terem filhos?

Com o actual abono, este só é efectivo para a classe baixa, média/baixa, que já são por diversos motivos as que têm mais filhos... e também as que têm menos condições para os ter...

Estamos num mundo capitalista, o sentimentalismo já lá vai... mesmo com os filhos... por isso o governo tem que ser agressivo, e jogar com as novas regras... quando faz o abono tem que ver qual é o mercado alvo... para ter efectividade em todas as classes... tem que ser com % relativas aos rendimentos dessas classes.

Se vamos com os sentimentalismos... as classes melhores colocadas "não têm filhos"...

Uma licenciada, que luta por uma boa profissão, pensa em tirar douturamento, depois começa a progredir na carreira... etc etc... em qualquer altura um filho é um fardo que a impedirá de ter sucesso... não é com um abono de 5 croas que se vai motivar estas mulheres a terem filhos. (E os pais...)

P.S. Eu gostava era de ver o indice de envelhecimento por classes... isso mostraria um dos motivos porque temos tanta dificulade em avançar na europa... com a actual politica de natalidade, em portugal "só nascem pobres"...
 

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O abono seria uma percentagem inversa do rendimento total dos pais..
Concordo completamente com o Carlos. Isso que dizes seria o fim.

Basicamente estarias a tirar todos os incentivos a uma mulher de carreira de sucesso para ter filhos e por outro lado a dar todos os incentivos a mulheres com poucas ambições em termos de trabalho e que por si só não deviam estar a ter 4/5 filhos se forem responsáveis (porque por mais subsidio que se dê, um filho é algo caro e o subsidio nunca pode cobrir tudo).

O que tem de se fazer é ser directmente proporcional ao salário. De outra forma continua o que tem vindo a acontecer. A mulher de carreira (e o homem também) pesa os prós e contras de ter filhos e vê que nunca é a altura certa pois deixará de ganhar dinheiro e do estado recebe pevas. Só é altura certa quando já tem muito dinheiro no banco e uma casa em condições..........mas por vezes nessa altura já está nos 30 e muitos e não tem mais do que 1/2 filhos (logo não ajuda assim tanto).

Claro que tem de haver um patamar de topo para que uma empresária com um salário milionário não receba quantias astronómicas mas não são as pessoas com salários astronómicos que não têm filhos. É a classe média.

Olha que por exemplo em Lisboa a classe pobre continua a tê-los. Não precisam de muitos incentivos. Dá para ver isso em qualquer estabelecimento de apoio social. O problema é que depois estes miudos vivem mal.
 

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deve haver proporcionalidade tendo em conta os salários e tendo em conta k mta gente se poderá aproveitar das condições para fazer filharada a torto e a direito apenas para receber o subsidio e não fazer nenhum vivendo á custa do estado, neste caso acho k o estado deve analisar os casos, com recursso a declarações de rendimentos dos agregados, e se houver situações "estranhas" entrar com apoio directo á criança (formação/educação) para evitar esse ponto das crianças viverem em condições más.
 

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Discussion Starter · #12 ·
Claro que não seria tão simples como eu referi..

Estaria obviamente relacionado com um conjunto variado de factores idênticos aos hoje utilizados para a obtenção de bolsa académica, penalizando as famílias que nada fazem para aumentar os seus rendimentos.
 

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Isso não é nada bom para a demografia!!! :eek:hno:
Assim nunca irmos ultrapassar a Grécia no número de habitantes!!! :eek:hno:
 

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^^ também não percebo mas parece ser um pensamento recorrente neste forum que quanto mais população tivermos, de alguma forma melhor estamos :dunno:

Não percebo esta mentalidade. Olhem para a Dinamarca, suécia, Finlândia, Irlanda, etc etc. vejam lá se eles não têm indicadores de qualidade de vida superiores a muitos outros e não têm tido uma evolução espantosa nos ultimos anos. Parte disso foi por terem pouca população.

Os novos países da união europeia que mais tem progredido também têm pouca população.

Quando um país não vai muito bem e está a tentar mudar o panorama, ter um país superpopuloso não é nada vantajoso. É mais facil fazer reformas com um país com pouca gente do que para uma população enorme.

Quando se está bem é que se pensa em aumentar a população à bruta. Não é quando se tem desemprego e crise económica.:eek:hno:
 

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Em que é que termos mais população que a Grécia iria alegrar a nossa vida? :sly:
:lol:

Mas é chato que este crescimento negativo afecte principalmente as regiões menos povoadas do país e que estão desde há muito e ainda hoje a perder pessoas por outras razões que não as do saldo natural.
 

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1º Acho que se devia criar condições para fixar o pessoal do interior ao proprio interior,senão qualquer dia a maior parte das vilas estão desertas fora dos periodos de ferias e/ou fins de semana

2º Acho que ninguém quer ter filhos se não tiver a certeza que tem as condições minimas para o criar,o tempo da mentalidade que por pouco se tenha dá para dividir por todos já era

3º Tem-se de culpabilizar os empresários em termos efectivos,com multas ou mesmo processo em tribunal que ainda despedem as mulheres que entretanto ficaram grávidas,esse tipo de comportamento já não se devia usar

4º O estado se acha que o crescimento da população é essencial tem de apoiar mais os casais que querem ter filhos,com o aumento dos subsidios que se aplicam nessas condições
 

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Assim nunca irmos ultrapassar a Grécia no número de habitantes!!! |2|

mas nao vai ser muito dificil.. eles tambem devem estar a entrar neste processo.. e a diferenca entre a populacao dos dois paises e muito pouca mesmo..
 
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