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Discussion Starter · #1 · (Edited)
... para outras... pois é, quando se fala do Bairro do Aleixo e dos interesses económicos que lá se querem instalar, propõe-se logo uma mudança do PDM (atenção que até estou de acordo com o desmantelamento de alguns bairros sociais mais problemáticos)... para construir "A" unidade de cuidados para mães e crianças do Norte do País, é um atentado estar a mexer-se no PDM... coincidências???? Não acredito nelas, mas que as há... há :eek:) são como as bruxas... estou a brincar... se calhar até consigo apanhar aqui e ali alguma falta de coerência...

Com isto tudo arrasta-se uma situação de vários anos, com danos de gestão por parte da CMP que inclusivé coloca em risco os fundos europeus... não é surpresa, porque desde o inicio que se trata de uma obra non grata, com a CMP a construir um bairro no local onde deveria ser uma parte do CMI... até hoje o processo vem-se arrastando com avanços e recuos.

O projecto é da responsabilidade Sociedade Fase - Estudos e Projectos e apesar de só ter visto um render, até me parece um projecto bastante interessante e que deve ter a qualidade que merece uma instituição de referência do Norte do País para esta especificidade:

http://www.fase-sa.pt/fotos/gca/mjdinis.jpg

Que tal, interessante???? Aliás, no site tem um conjunto de projectos que em que me parece que a imagem de marca é a qualidade arquitectónica, entre eles, por exemplo, o novo Hotel de luxo em Vila Nova de Gaia... além disso, pelo que me é dado a perceber, o edifício maior não parece ter uma escala e uma integração disforme do que já existe no local, até porque a Maternidade Júlio Dinis também não é muito alta... mas opiniões... e se estamos à espera desse tal de IGESPAR... aiai... só de pensar que é graças a ele que a Kasa da Praia, junto ao edificio transparente, está parada porque queriam colocar um cubo luminoso à entrada :eek:) neste momento, que mais há ali para preservar além de paredes ocas e prontas a cair???? Este é apenas um dos exemplos da forma como esse organismo trabalha, porque há muito outros e não só na Cidade do Porto... enfim...


Pena que a CMP não tenha o mesmo empenho para alguns masmarrachos que por aí andam a ser construídos... ou não tenha atenção à substituição, em plena nossa zona histórica, das belas portas / portões em ferro trabalhado e das janelas de madeira, por imitações de baixa qualidade em alumínio, muitas vezes branco... coisa linda :eek:)

O artigo completo está no JN, mas de háuns meses para cá já têm havido várias noticias e quem sabe algum post aqui no fórum...

http://jn.sapo.pt/paginainicial/pai...elho=Porto&Option=Interior&content_id=1428572

Aquele abraço tripeiro para todos...
 

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Esqueçam o Centro Materno-infantil, pois o projecto está condenado. O Rui Rio sempre se opôs ao projecto devido a cozinhados políticos com o pessoal do S. João, que sempre pressionou para que o hospital fosse lá construído (até estão a fazer um pseudo-hospital com o Projecto Joãozinho).

Lembram-se que, quando se parou o primeiro projecto (do Balonas) que previa um hospital único, o RR foi logo a correr construir o bairro Parceria e Antunes no local que estava destinado ao Materno-infantil? Depois disso, o projecto do CMIN passou a ficar espalhado pelo novo polo na maternidade, pelo Santo António e pelo novo centro de ambulatório atrás da reitoria.

Pois é, este chumbo não é mais do que a desculpa para parar o projecto, agora que a Administração do Centro Hospitalar do Porto (Santo António + CMIN) mudou e que sopram novos ventos políticos.

É o país de merda que temos, em que a política não tem qualquer interesse em servir os cidadãos. Coisa de gente séria, claro está.
 

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Discussion Starter · #3 ·
Carissimo Galaico,

Não poderia estar mais de acordo com a tua linha de raciocínio, implícita, de certa forma, no texto que escrevi... mas claro está, tudo com a maior transparência ;o)

Cumprimentos tripeiros...
 

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A lei que impedia o início das obras do CMIN foi revogada. Era a mesma lei que ditava a demolição do Bom Sucesso, que agora fica a salvo.
 

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in "Jornal de Notícias"


Câmara quer procurar novo terreno para Materno-Infantil


Autarquia portuense insiste que equipamento não é viável junto à Maternidade Júlio Dinis


A Câmara do Porto está disponível para ajudar o Ministério da Saúde a encontrar um terreno alternativo para a construção do Centro Materno-Infantil. A Autarquia mantém-se, assim, contra a actual localização, junto à Maternidade Júlio Dinis.


Assim, o equipamento, pensado há cerca de 30 anos, pode voltar a ficar em banho-maria.


A Câmara do Porto reagiu ao comunicado de anteontem, segunda-feira, do Centro Hospitalar do Porto, a revelar a sua disponibilidade para fazer ajustamentos ao projecto do Centro Materno-Infantil do Norte (CMIN), que prevê a integração da Maternidade Júlio Dinis.


A propósito, o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar, Pedro Esteves, apelou ao ?bom senso? da Autarquia para que se encontrasse um ?acordo de solução?, que viabilizasse a conclusão do equipamento até 20012 e se evitasse a perda de 21,7 milhões de euros de fundos comunitários.
Pedro Esteves referia-se a cedências que permitissem a viabilização do actual projecto.


A Câmara do Porto insiste, contudo, que o equipamento não é exequível no terreno, com 7,9 mil metros quadrados, junto à Maternidade Júlio Dinis.


“O que fica evidente deste processo é que efectivamente o terreno tal como está não consegue comportar o projecto”, defendeu, ontem, ao JN, o vereador com o pelouro do Urbanismo, Gonçalo Gonçalves, reforçando: “O edifício proposto não cabe num terreno tão pequeno”.


“O facto de, entretanto, se ter construído o Bairro de Parceria Antunes em terreno que o Governo de António Guterres tinha expropriado para, dessa forma, ter espaço para construir tão volumosos edifícios veio dificultar, de forma brutal, a possibilidade de usar, para esse efeito, o escasso terreno que hoje ainda existe”, explicou o vereador, salientando igualmente os constrangimentos em termos de mobilidade que o CMIN iria acarretar àquela zona.


Convencido de que “pequenos ajustes” ao projecto são insuficientes para permitir a sua viabilização, Gonçalo Gonçalves propõe, então, uma alternativa: “Evidentemente que consideramos tratar-se de um equipamento importante. Por isso, estamos disponíveis para, em conjunto com o Ministério da Saúde, encontrarmos um terreno que seja adequado para aquele investimento”.


O vereador do Urbanismo admitiu que ainda não estudou em concreto qualquer localização alternativa para o CMIN, cujo projecto prevê cerca de 31 mil metros quadrados de construção.


“Estamos totalmente disponíveis para encontrar uma solução. A Câmara, como é óbvio, tem um conhecimento muito pormenorizado dos terrenos e edifícios disponíveis na cidade, sejam eles propriedade privada ou pública”, rematou.
 

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in "Público"


Deslocar Centro Materno-Infantil implica perder verbas do QREN


CCDRN está a ponderar arquivar o projecto de financiamento já aprovado, por considerar que não há perspectiva de avanço da obra


"Lamentável e reprovável" novo impasse no projecto


O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Porto (CHP), Pedro Esteves, recusa a possibilidade de o projecto do Centro Materno-Infantil do Norte (CMIN) ser transferido para outro local, conforme sugeriu, ontem, o vereador do Urbanismo da câmara portuense, Gonçalo Gonçalves. A mudança, avisa, implicaria a perda de verbas do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) já atribuídas. O novo impasse no processo levou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) a ameaçar com o arquivamento do processo.


Os fundos de 21,7 milhões de euros atribuídos ao projecto do CMIN estão em risco de se perderem. Ontem, em comunicado, a CCDRN informou que "o cumprimento de prazos no início e fim do investimento" é essencial e que, "não se perspectivando neste momento o avanço da execução do projecto e dos procedimentos contratuais que o precedem [...], o projecto de financiamento aprovado é susceptível de conhecer a breve trecho o seu arquivamento no Programa Operacional Regional do Norte".


Antes, ao PÚBLICO, Pedro Esteves manifestara estranheza pelas declarações de Gonçalo Gonçalves ontem publicadas no Jornal de Notícias, nas quais manifestava a disponibilidade da autarquia "para encontrar terrenos onde seja possível instalar um edifício com a dimensão" do CMIN. O administrador do CHP afirmou: "Achamos estranho que, em ano e meio de contactos mantidos com a câmara, no âmbito do licenciamento, esta questão nunca tenha sido colocada. E é preciso perceber: o CMIN, do ponto de vista técnico, tem que ficar junto ao hospital central [o Santo António] e aí não há terrenos."


Pedro Esteves é também o primeiro a lembrar que mudar a localização do CMIN "inviabilizaria completamente" a atribuição das verbas aprovadas. Uma informação confirmada pela CCDRN que, no seu comunicado, acrescenta ainda: "Uma alteração marcante do projecto físico-financeiro do CMIN implicará uma nova candidatura de financiamento, não sendo susceptível de ser enquadrado no actual contrato." Contactada pelo PÚBLICO, fonte do gabinete de comunicação da Câmara do Porto reagiu: "Saber que o QREN apenas é utilizável na freguesia de Massarelos foi aspecto que a câmara nunca ouviu, nem nunca antes lhe tinha sido explicado."


Pedro Esteves diz que o CHP continua a estudar o projecto e a forma de o adaptar aos constrangimentos apontados pelos serviços camarários - e aos quais tem dez dias úteis para responder. A autarquia, pelo seu lado, frisa: "A câmara reafirma a sua completa disponibilidade apara ajudar a encontrar um outro sítio e, inclusive, convencer Bruxelas de que tal como aceitava a construção do CMIN na freguesia de Paranhos junto ao Hospital de S. João, no início da década, bem que podia, então, abdicar da exigência do mesmo ter que ser agora construído em Massarelos - freguesia simpática, mas não única na nossa cidade."
 

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O que eu acho piada é que só agora, ao 2º projecto, mtos anos depois, se lembram disto. Só agora descobriram q o terreno onde toda a gente sabia o que se estava a projectar, afinal n serve. Haja paciência...
 

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in "Jornal de Notícias"


Câmara de Gaia dá terrenos para Materno-Infantil:lol:


Autarquia sugere que centro seja construído junto ao Hospital Santos Silva


A Câmara de Gaia enviou, ontem, quinta-feira, um fax, à ministra da Saúde, a oferecer-se para receber o Centro Materno-Infantil do Norte, caso seja impossível encontrar uma solução no Porto. Para o administrador do Centro Hospitalar do Porto, essa localização não faz sentido.


No fax enviado, ontem, quinta-feira, pelo vice-presidente da Câmara de Gaia, Marco António Costa, à ministra da Saúde, Ana Jorge, o Município apresenta-se disponível “para colaborar na resolução” do “impasse” em torno do Centro Materno-Infantil do Norte (CMIN).


Mas deixa claro que apenas tenciona intervir no processo “caso se venha a constatar, a título definitivo, por parte do Governo e da Câmara do Porto, a impossibilidade de tal equipamento ser edificado nessa cidade”.


“O Município de Gaia não quer atrapalhar o processo. Queremos é garantir que não será por falta de disponibilidade de espaço que não se encontrará uma solução para o projecto”, sublinhou, ao JN, Marco António Costa.


O espaço sugerido pelo autarca social-democrata à ministra é o terreno junto ao Centro Hospitalar de Gaia, que acredita ter “espaço para albergar não só o futuro novo edifício” daquele hospital como também o CMIN.


“Faz sentido que a sul do Douro exista uma unidade materno-infantil”, defende, apontando que um dos requisitos técnicos do projecto é a sua associação a um hospital e que o concelho de Gaia tem “boas acessibilidades”. “Não faz sentido meter o CMIN no centro do Porto, com todos os problemas de mobilidade. Além disso, o terreno é gratuito, é do Estado”, acrescenta Marco António Costa.


No fax, o autarca adianta a Ana Jorge que Gaia dispõe de outras localizações para o CMIN, caso o Centro Hospitalar não seja visto como a solução mais adequada. “Temos outros terrenos, nomeadamente na zona da Arrábida”, especificou, ao JN, Marco António, recuperando, assim, uma tese defendida há quatro anos, em particular pela Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos.


“Na altura, defendeu-se que o melhor sítio era mesmo Gaia, porque dispunha de grandes terrenos”, recordou, ao JN, o presidente da secção regional daquela Ordem, José Pedro Moreira da Silva, lembrando que o CMIN é uma obra essencial, nomeadamente porque o Hospital Maria Pia “está absolutamente desusável”.


Segundo o administrador do Centro Hospitalar do Porto, Pedro Esteves, apesar das recentes remodelações, no valor de dois milhões de euros, o Maria Pia e a Maternidade Júlio Dinis têm um prazo de validade de dois anos, que era o tempo previsto para a conclusão do CMIN. “São duas unidades de saúde com uma idade muito avançada. O Maria Pia não tem condições de segurança para durar mais que dois anos. Tem um fim como unidade hospitalar. Já a Maternidade não tem condições para o ensino”, diz.


Pedro Esteves discorda, porém, que o CMIN seja construído em Gaia. “Primeiro, o concelho está a aguardar a construção de um novo hospital. Depois, isso obrigaria a que se reiniciasse o processo, o que aumentaria a demora na concretização do projecto”, justificou, convencido de que o Centro Hospitalar do Porto está “melhor apetrechado, do ponto de vista das funcionalidades de apoio” para receber o Materno-Infantil.


A Câmara de Gaia defende, todavia, que a mudança para a outra margem do Douro não provocaria mais atrasos. Marco António crê que as obras poderiam começar de imediato. À ministra lembrou que, assim, poder-se-ia “impedir a perda de fundos e de tão importante equipamento”.



P.S.: tenho uma dúvida, se nas próximas autarquicas o Meneses for para Pres. da Câmara do Porto, ele também vai começar a desviar/tirar projectos/instalações ao municipio de Gaia!!:lol::lol::lol:
 

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O PDM é mudado por tudo e por nada em camaras mais pequenas até chegam tornar areas de parque natural urbanizaveis.
Porque é que aqui para uma equipamento de de utilidade pública não o alteraram.:eek:hno:
 

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O Meneses limita-se a aproveitar as oportunidades. Faz ele mto bem. Mas pelo q li, eles ressalvam q apenas disponibilizam caso n encontrem alternativa no Porto.
Mas sinceramente acho intoleravel a postura da CMP neste caso. N se entende como isto é possível... Pq n disseram isto logo qdo chumbaram o primeiro projecto? Pq foi preciso esperar pelo segundo? Parece q andam a gozar...
 

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O Meneses limita-se a aproveitar as oportunidades. Faz ele mto bem. Mas pelo q li, eles ressalvam q apenas disponibilizam caso n encontrem alternativa no Porto.
Mas sinceramente acho intoleravel a postura da CMP neste caso. N se entende como isto é possível... Pq n disseram isto logo qdo chumbaram o primeiro projecto? Pq foi preciso esperar pelo segundo? Parece q andam a gozar...
Depois os senhores da cmp dizem que a cidade perde população a culpa é deles porque não sabem gerir a cidade que teêm.
A competividade entre municpios da mesma AM é forte se municipio central(principal) fica parado vai perder população para os os outros que investem mais.
 

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Tens razão mas sabes se Gaia aceita perder a sua indepedencia administrativa.
Desfazer um concelho com uma população elevada não deve ser facil.
 

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Ministério diz que Centro Materno-Infantil "respeita regras urbanísticas"

O Ministério da Saúde considera que o projecto do Centro Materno-Infantil do Norte "respeita escrupulosamente as regras urbanísticas em vigor na cidade", afirmando "total abertura ao diálogo" com a Câmara do Porto na busca de uma solução.

Fonte do Ministério da Saúde disse à Lusa "considerar que o Centro Hospitalar do Porto [CHP], na resposta que deu esta sexta-feira à Câmara do Porto, demonstra de forma cabal que o projecto do Centro Materno-Infantil do Norte (CMIN) respeita escrupulosamente as regras urbanísticas em vigor na cidade e que o seu chumbo só poderá resultar de uma atitude discricionária e preconceituosa".

"O mesmo documento do CHP mostra que o projecto que esteve em apreciação na Câmara do Porto desde Agosto de 2008 não conduz a nenhuma sobrecarga das redes viárias da zona e, antes pelo contrário, melhora as soluções de funcionalidade e de estacionamento, criando um parque público com mais de 300 lugares", refere.

O Ministério realçou ainda à Lusa que se trata da construção de uma unidade hospitalar para "melhorar as condições de atendimento" na Maternidade Júlio Dinis e para substituir com grande vantagem o hospital pediátrico Maria Pia, considerando que "estas são missões de enorme interesse público, que devem unir os poderes nacional e municipal".

"O Ministério da Saúde, que nunca foi contactado pela Câmara do Porto sobre este assunto, manifesta a sua total abertura ao diálogo para que se possa encontrar uma solução, que não pode deixar de ter presentes os superiores interesses dos cidadãos, neste caso das crianças e das mulheres da região", sublinhou a mesma fonte.

Na sequência da desistência do licenciamento do Centro Materno-Infantil do Porto, a Câmara do Porto acusou o Governo de uma "atitude prepotente", que "revela um total desnorte, um absoluto desrespeito pelas leis e uma inqualificável falta de sentido ético".

O Centro Hospitalar do Porto desistiu de tentar licenciar o Centro Materno-Infantil do Norte, considerando que, legalmente, a construção do equipamento não exige autorização da Câmara.

http://jn.sapo.pt/paginainicial/pai...elho=Porto&Option=Interior&content_id=1640888

....

Rui Rio:bash:
 

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Materno-Infantil avança mesmo sem licenças


O Centro Hospitalar do Porto quer construir o Centro Materno-Infantil do Norte mesmo sem a autorização da Autarquia. Ontem, sexta-feira, solicitou a retirada do pedido de licenciamento e pediu antes um parecer prévio. Para a Câmara, trata-se de uma "atitude prepotente".

Ao fim de dois anos de projecto e de dois indeferimentos da Câmara do Porto, o Centro Hospitalar do Porto alega agora que, afinal, não carece de licenciamento municipal para avançar com a construção do Centro Materno-Infantil do Norte (CMIN), junto à Maternidade Júlio Dinis. Bastará um parecer prévio da Autarquia, sem carácter vinculativo.

“Dúvidas não existem que a construção do CMIN está isenta de licenciamento”, afirma o administrador do Centro Hospitalar do Porto, Pedro Esteves, na defesa entregue ontem, sexta-feira, na Câmara do Porto, no âmbito da audiência prévia após o indeferimento do passado dia 29 ao CMIN, por violar o Plano Director Municipal.

É que, segundo o Centro Hospitalar, embora o CMIN seja uma entidade pública empresarial, não lhe são aplicadas regras do Direito privado. “As entidades públicas empresariais fazem parte integrante do sector da administração indirecta do Estado”, argumenta, referindo que apenas se trata de um modelo de gestão.

A Câmara do Porto não concorda. Lembra que foi o próprio Centro Hospitalar quem tomou a iniciativa de pedir o licenciamento. Por isso, acusa o Governo de tentar avançar, por todos os meios, com uma obra que viola o Plano Director Municipal (PDM).

“Esta atitude prepotente revela um total desnorte, um absoluto desrespeito pelas leis e uma inqualificável falta de sentido ético”, reage a Autarquia, num comunicado em que acusa José Sócrates de voltar à “postura arrogante”.

O verniz estalou, assim, de vez no braço-de-ferro entre Câmara do Porto e Governo em torno do CMIN. Tal já se adivinhava pelo conteúdo da resposta do Centro Hospitalar do Porto. “Tudo parece ter sido feito para levar à rejeição do pedido. O requerente, porém, como pessoa de boa fé, não quer que assim seja”, lê-se.

“É de perguntar, muito claramente, aos decisores municipais se pretendem, ou não, que se concretize, na cidade do Porto, a construção do CMIN, sabendo-se de antemão que não existem alternativas viáveis para outra localização”, prossegue-se, rejeitando-se, assim, a oferta da Câmara para se procurar terrenos alternativo.

Segundo o Centro Hospitalar, “a aparente má vontade dos serviços municiais” raiará nalguns pontos “o absurdo”, nomeadamente ao chumbar-se o projecto pela falta de 18 lugares de estacionamento. Aliás, esse é o único ponto que se admite alterar para cumprir as exigências da Câmara.

Numa resposta com 40 páginas, o Centro Hospitalar não apresenta qualquer alteração de fundo ao projecto. Nada é dito, por exemplo, quanto à exigida distância de 16 metros face ao bairro Parceria Antunes. Já quanto à volumetria do prédio principal do CMIN só se aponta que na zona existem edifícios com 7 pisos.

“Não é aceitável, não é razoável, não é proporcional”, considera o Centro Hospitalar sobre a atitude da Câmara, acusando-a de fazer “vista larga” sobre “muitas operações urbanísticas privadas”.

Fonte: http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=1640637
 

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Construção do Centro Materno- -Infantil deve começar em Setembro

A crise e as objecções da Câmara do Porto não deverão impedir que a obra arranque já no próximo mês, nos terrenos junto a Parceria Antunes.

A construção do Centro Materno--Infantil do Norte (CMIN) junto ao Bairro de Parceria Antunes, no Porto, irá arrancar, ao que tudo indica, no próximo mês, apesar da polémica com a Câmara Municipal do Porto (CMP), que se recusa a licenciar o projecto. A convicção é do presidente da Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN), Fernando Araújo, que espera receber, até ao final deste mês, uma resposta positiva do Tribunal de Contas (TC). "É com algum grau de confiança que digo que nos próximos dias poderemos ter uma resposta favorável e, seguramente, em Agosto", sublinha.

Este responsável revelou que o TC colocou "algumas questões técnicas", entretanto respondidas, e que não deverão obstar a uma aprovação. Para além do visto do TC, fica a faltar a resposta, não vinculativa, da CMP ao pedido de parecer prévio. Pedido esse que foi enviado na última sexta-feira, dispondo a autarquia de 20 dias para responder.

Com o visto do TC e a resposta camarária, Fernando Araújo adianta que fica apenas a faltar "uma decisão política, que pode acontecer no próximo mês". "Na semana seguinte, será colocado o estaleiro", adianta. Questionado sobre se a situação financeira do país poderá atrasar o projecto, o presidente da ARSN afastou esse cenário, argumentando que aproximadamente metade dos cerca de 46 milhões que o CMIN deverá custar virá do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e a outra metade será disponibilizada pelo Centro Hospitalar do Porto. Se, por qualquer motivo, se perderem as verbas do QREN, então reconhece que "muito dificilmente haverá CMIN".

Fernando Araújo insiste que quer a autarquia como parceira neste projecto - "quando as câmaras são abertas e receptivas, as coisas fazem-se sempre mais rapidamente e com mais sucesso" -, mas deixa claro que uma eventual oposição municipal não impedirá a concretização do projecto. "As crianças e as mulheres precisam do CMIN. Não deixaremos de responder às necessidades das crianças e mulheres do Porto e do Norte", diz.

Quanto à localização prevista para o CMIN e à recusa de ofertas de terrenos noutros concelhos, o responsável pela ARSN lembra que foram ouvidos "mais de 100 peritos" e que o projecto foi submetido a discussão pública. Revelou ainda que a obra, nos moldes actuais, irá merecer o apoio de instituições de ensino e hospitalares, das ordens dos médicos e enfermeiros, bem como do Sindicato Independente dos Médicos.

http://jornal.publico.pt/noticia/20...nfantil-deve-comecar-em-setembro-20053070.htm
 
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