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a revolta da francesinha
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Eu acho que naquela localização, o edifício ficaria bem. Teria muito impacto visto da praça da galiza, e acho que ficaria bonito. Não sei é se é uma boa localização para se chegar.

Mas fica ali um grande pólo de saúde.
 

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Desde que não vá para Gaia... é um pólo importantíssimo para a cidade, e um trunfo para captar mais gente e investimento na cidade. O RR só mesmo à martelada
 

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a revolta da francesinha
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Gaia é a mesma cidade... que manias... se for para a foz fica mais longe de quem mora na antas que gaia...

aliás, certo tipo de equipamentos ajudam a esbater uma certa suburbanidade, se acompanhados de bom urbanismo, podem resultar numa cidade mais uniforme.
 

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Não é ter coisas a fugir para Gaia que vamos ter uma "cidade" mais uniforme, com cada vez mais pessoas na periferia e um centro pobre e vazio. E administrativamente não são a mesma cidade.
 

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a revolta da francesinha
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O centro de Gaia está mais longe de ser periferia que as Antas... é tão central como a Boavista... se me falas em Ermesinde, ainda se percebo o periférico...
 

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a revolta da francesinha
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Acho que se deveriam construir alguns equipamentos com manifestação ampla fora do municipio do Porto. Não podemos ter todas as instituições e empresas localizados só num sítio. Os que já existem tudo bem, mas o novos...
 

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Mais uma razão para este permancer no Porto, como sempre foi.

E as Antas está longe de ser periférico do centro do Porto, chegas lá em 5m. Além de que administrativamente é na mesma cidade. Quanto a Gaia, não se sabe onde seria construido, e duvido que fosse no centro de Gaia, provavelmente fariam-no nas freguesias mais a sul.
 

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a revolta da francesinha
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administrativamente a camara só tem dificultado as coisas... quanto à zona que o equipamento vai servir, ela não corresponde a esses limites "administrativos".

E creio que esse equipamento não existia a priori no Porto, é algo que nunca existiu, creio.

eu até acho boa a localização, mas se fosse em gaia era igual ao litro.
 

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Mais uma razão para este permancer no Porto, como sempre foi.

E as Antas está longe de ser periférico do centro do Porto, chegas lá em 5m. Além de que administrativamente é na mesma cidade. Quanto a Gaia, não se sabe onde seria construido, e duvido que fosse no centro de Gaia, provavelmente fariam-no nas freguesias mais a sul.
Ai provavelmente sim? Em q te baseias para esse "provavelmente"?
Pelo q li, o preferivel era junto ao novo hospital, ou seja, monte da virgem. Mais perto da estação central do Porto, vulgo S Bento, que a Foz. E futuramente com estação de metro.
Se n achem piada a ser feito em Gaia, digam-no, mas é escusado justificar com bitaitada.
 

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Materno-Infantil pode avançar antes do parecer da Câmara
Centro Hospitalar do Porto já recebeu um fax do Tribunal de Contas a informar do visto favorável

00h30m
HERMANA CRUZ


foto DIREITOS RESERVADOS

Imagem virtual do projecto

A construção do Centro Materno-Infantil do Norte poderá avançar antes do parecer da Câmara do Porto. O Centro Hospitalar já tem um fax do Tribunal de Contas a informar do visto favorável. Para o administrador Pedro Esteves, estão reunidas todas as condições legais.

O fax foi recebido na passada quarta-feira. Dizia apenas que o processo referente à construção do Centro Materno-Infantil do Norte (CMIN) tinha recebido, na véspera, um visto favorável do Tribunal de Contas e que a notificação formal seguia por correio. O promotor do projecto ainda não a recebeu. Pensa que tal venha a acontecer na segunda-feira. “Por isso, ainda não conhecemos o despacho por completo”, diz o administrador do Centro Hospitalar do Porto, Pedro Esteves.

Segundo apurámos, a aprovação da empreitada não terá merecido qualquer argumentação por parte do Tribunal de Contas. Será, assim, um visto simples, o que, para Pedro Esteves, revela que “estão reunidas todas as condições legais para a obra avançar”.

“Na nossa opinião, o projecto tem todas as condições para avançar”, considera o administrador do Centro Hospitalar do Porto, admitindo nem sequer esperar pelo parecer prévio da Câmara do Porto, que terá que ser concedido até ao dia 10 de Setembro. “Não é vinculativo”, vinca Pedro Esteves, lembrando que a obra já mereceu uma adjudicação prévia, com restrições, como a necessidade do visto favorável do Tribunal de Contas antes da adjudicação final. Por isso, a empreitada pode partir rapidamente para o terreno.

Pedro Esteves ressalva, contudo, que a data para o início da obra ainda vai ser acordada com a Administração Regional de Saúde do Norte. Aliás, ainda ontem a Comissão Directiva do Programa Operacional Regional do Norte (“ON.2 - O Novo Norte”) fazia um ultimato ao Centro Hospitalar, ao exigir a apresentação de uma “solução” para o CMIN, até ao próximo dia 30, tal como “uma previsão de data para o início de obras”.

Em comunicado, a Comissão lembrava o risco de arquivamento da candidatura ao Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. Mas fazia uma ressalva: “O eventual arquivamento da candidatura não implicará necessariamente o fecho definitivo do projecto e a perda do financiamento comunitário, podendo um novo concurso na área da Saúde integrar a construção do CMIN, desde que concretizada no período de aplicação do QREN”, ou seja, até 2013, lê-se no comunicado referente à reunião de anteontem para fazer um ponto da situação dos projectos, na área da Saúde, candidatos a apoios comunitários.

Agora que é conhecido o visto favorável do visto do Tribunal de Contas, o Centro Hospitalar possui aquilo que acreditava faltar para responder ao ultimato do Programa Operacional.

“A resposta será dada até à data pedida”, garante, assim, o promotor do CMIN, continuando convicto de que será possível manter os 21,7 milhões de euros de fundos comunitários.

Para tal, há ainda que respeitar os prazos acordados no protocolo celebrado em Julho passado, isto é, o edifício principal terá que estar concluído até Fevereiro de 2011.

JN, 21AGOSTO2010
 

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in "Público" -- 02-09-2010


Governo ameaça suspender PDM do Porto para salvar Centro Materno-Infantil do Norte


A Câmara do Porto tem até ao dia 10 para tornar público o parecer prévio do CMIN, mas mesmo que ele seja negativo a obra vai começar


O presidente da Comissão de Coordenação da Região Norte, Carlos Lage, garantiu ontem ao PÚBLICO que os 21,7 milhões de euros do Quadro de Referência Estratégico Nacional que estão afectos ao CMIN não se perdem, se, por alguma razão, que espera que não aconteça, a unidade de saúde não vier a ser construída nos termos agora propostos.O braço-de-ferro entre a Câmara do Porto e o Centro Hospitalar do Porto (CHP), por causa da construção do Centro Materno-Infantil do Norte (CMIN) nas traseiras da Maternidade Júlio Dinis pode terminar com a intervenção do Governo a decretar a suspensão do Plano Director Municipal (PDM), caso a autarquia opte por embargar a obra. Ao que o PÚBLICO apurou, o CHP vai apenas esperar pelo parecer prévio que, entretanto, solicitou à câmara depois de esta ter chumbado por duas vezes os pedidos de licenciamento do CMIN, alegando que a obra violava o PDM.


Se o parecer prévio, que não é vinculativo, for negativo, a obra vai mesmo arrancar, disse ao PÚBLICO o presidente do Conselho de Administração do CHP, Pedro Esteves, notando que há uma verba de 21,7 milhões de euros de fundos comunitários que não se podem perder. A autarquia tem até ao próximo dia 10 de Setembro para dar o parecer prévio à obra. Enquanto o parecer não chega, há quem aposte na concertação de posições. O PÚBLICO apurou que se realizou anteontem uma reunião, envolvendo várias pessoas, na qual a Câmara do Porto esteve representada, no sentido de se encontrar uma solução consensual, uma vez que se trata de uma obra de "grande importância" para a cidade e para a região, prometida há muitos anos. "Temos absoluta convicção de que, do ponto de vista urbanístico, cumprimos tudo o que é necessário cumprir. A única coisa que não conseguimos cumprir são as questões discricionárias que a câmara aponta", disse ontem ao PÚBLICO uma fonte do lado dos promotores do projecto, manifestando a convicção de que a autarquia acabará por recuar na sua posição. Revelou também que, antes de uma eventual intervenção do Governo, na calha há outras formas que estão já a ser pensadas, caso o município decida dar parecer negativo e opte por embargar a construção da nova unidade.


"O facto de a câmara dar parecer negativo não quer dizer que o juiz que se vier a pronunciar esteja de acordo com os fundamentos apresentados e pode muito bem achar que os regulamentos fixados pelo PDM e pelo Regulamento Geral de Edificações Urbanas são respeitados", adiantou outra fonte que também pediu para não ser identificada.


Contactada pelo PÚBLICO, a Câmara do Porto recusou-se a dar qualquer informação sobre o parecer prévio, declarando não ter nenhum comentário a fazer, uma vez que ainda está a decorrer o prazo legal de apreciação do projecto.
 

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in "Público" -- 03-09-2010


Obras do CMIN devem ser consignadas até 15 de Setembro


Carlos Lage pede bom senso e diz que a cidade precisa de uma unidade de referência que preste cuidados avançados às crianças


O presidente da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), Carlos Lage, lançou um apelo a todas as entidades envolvidas no projecto do Centro Materno-Infantil do Norte (CMIN) para que se entendam e tornem possível a construção da nova unidade, prevista para os terrenos de Parceria e Antunes. Lage disse ao PÚBLICO que a consignação da obra será feita durante a primeira quinzena de Setembro, uma etapa que, afirma, corresponde ao arranque da construção da unidade.


Apesar de ter esta garantia por parte do Centro Hospitalar do Porto e de acreditar que o CMIN vai mesmo avançar, Carlos Lage revela que da parte da CCDRN não está excluída a hipótese de abrir um novo concurso para uma eventual candidatura do equipamento a fundos comunitários. Que só avançará - sublinha - no caso de não se conseguir chegar a um entendimento entre o centro hospitalar e a Câmara do Porto que ficou de dar um parecer prévio (que não é vinculativo) até ao dia 10 de Setembro.


"Há a consciência de que a cidade precisa de uma unidade moderna que preste os cuidados de saúde mais avançados às mães e às crianças e todos esperamos que haja um compromisso entre todas as partes envolvidas no sentido de viabilizarem o centro materno-infantil", declarou ao PÚBLICO o presidente da CCDRN. Defendendo de forma empenhada a construção do CMIN, que será, segundo vaticina, "um centro materno-infantil de referência", Carlos Lage pede bom senso e confirma que contactou o Centro Hospitalar do Porto (CHP), responsável pela obra, no sentido de saber se há condições para que a nova unidade se faça mesmo uma vez que o cumprimento dos prazos há muito que foi esgotado. "Funcionamos hoje num calendário muito apertado de candidatura que não pode deslizar indefinidamente", disse ainda aquele responsável.


Preocupado com a situação, o Bloco de Esquerda quer fazer um ponto da situação relativamente ao processo de construção do CMIN. Para hoje de manhã está marcada uma reunião entre o presidente do Conselho de Administração do CHP, Pedro Esteves, e os deputados ao Parlamento e à Assembleia Municipal João Semedo e José Castro. "Queremos saber o que é que efectivamente foi alterado em termos de projecto e qual vai ser o modelo, porque, desde que foi construído o bairro Parceria e Antunes, já foram introduzidas pelo Governo várias alterações ao programa funcional", disse João Semedo.


O deputado referiu também ao PÚBLICO que vai aproveitar a reunião para questionar Pedro Esteves sobre as razões que determinaram a transferência do serviço de Pediatria do Centro Hospitalar do Porto para o Hospital Maria Pia e saber se essa transferência é provisória ou definitiva. "É preciso perceber se é desta vez que o CMIN arranca mesmo ou se vai ficar enredado no novo conflito que estalou entre o CHP e a Câmara do Porto", declarou João Semedo.
 

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Apesar de ser um projecto importantissimo este tipo de comportamento é lamentavel.

Eu vou continuar na minha, de que se há regras, todos as devemos cumprir. Se ha um PDM e esta construção nao o respeita deve ser alterada. Se vamos abrir excepções para todas as obras significativas, vamos continuar a piorar a cidade.

Pessoalmente preferia este projecto numa zona mais ampla, com uma envolvente melhor, mas o mais importante é que avance algo e que se respeite as regras de urbanismo pra ver se um dia saimos do caos!
 

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Apesar de ser um projecto importantissimo este tipo de comportamento é lamentavel.

Eu vou continuar na minha, de que se há regras, todos as devemos cumprir. Se ha um PDM e esta construção nao o respeita deve ser alterada. Se vamos abrir excepções para todas as obras significativas, vamos continuar a piorar a cidade.

Pessoalmente preferia este projecto numa zona mais ampla, com uma envolvente melhor, mas o mais importante é que avance algo e que se respeite as regras de urbanismo pra ver se um dia saimos do caos!
Estou de acordo, cumpra-se a lei. Demolição do Bom Sucesso e esplanada do Piolho já!
 

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Discussion Starter · #35 ·
Infelizmente, o Dr Rui Rio semeou este problema e agora está a gerar-se uma enorme tempestade em torno dele... quem não se lembra da polémica que envolveu a construção do novo Bairro Parceria Antunes??? O Dr Rui Rio, apesar dos constantes avisos que aquele terreno seria, em parte, para albergar o Centro Materno Infantil do Norte (e em abono da verdade, face aos recuos e indefinição do governo), resolveu dar início às obras de mais um bairro social para a cidade (ele até já existia, mas em condições degradantes)... E é a partir deste exacto momento que todo o processo empanca uma vez que são necessários cumprir todo um conjunto de regras de volumetria, distâncias, espaços...

Um projecto desta dimensão, qualidade e importância como serviço social, deveria ser um projecto mobilizador e de concordância... se nem com um projecto desta importância se consegue, podemos imaginar o resto... enfim, as pessoas não se conseguem abstrair das politicas e dos interesses, e quando assim é, é muito complicado... a qualidade e dimensão que nos é dada a conhecer neste projecto, deveria também ser a âncora de desenvolvimento de mais uma zona da cidade, daí que nem achasse descabida a escolha do vale de Campanhã para a sua construção... ideias :eek:)

Uma coisa acho certa, se esta obra não se realizar no local que lhe está destinado, penso que será mais um rude golpe na estratégia de afirmação da cidade do Porto (parece que a única forma que tem de se regenerar é através de hóteis e não da captação de serviços e marcas)... em contraponto, será um novo alento para um qualquer outro conselho da AMP, seja ele: Matosinhos, Maia, Gaia, ... conselhos esses que continuam a captar cada vez maior investimento com maior qualidade quer a nível de espaço público, quer a nível de investimento privado...

Cumprimentos tripeiros para todos...
 

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A CMP não pode impedir a construção desta obra. Ela não precisa de licenciamento e o parecer que vai ser emitido pela CMP não é vinculativo. O CMIN pode e deve começar a ser construído. E é pena que o Sr. Rio, aquele que está sempre a reclamar que o Porto é prejudicado pelo estado central, é o mesmo que cria entraves um investimento desta magnitude.
 

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RR nunca quis o CMIN ao lado da Maternidade, tendo-o "enviado" para o S. João.

O Parceira e Antunes foi construído em tempo recorde (e com fraca qualidade pelo que se diz) para tapar o espaço onde ia ficar o Hospital e assim inviabilizar qualquer eventual contrariedade a esta decisão (como se verifica agora).

O RR é o "homem sério" que diz ser para ganhar eleições?

Infelizmente, o Dr Rui Rio semeou este problema e agora está a gerar-se uma enorme tempestade em torno dele... quem não se lembra da polémica que envolveu a construção do novo Bairro Parceria Antunes??? O Dr Rui Rio, apesar dos constantes avisos que aquele terreno seria, em parte, para albergar o Centro Materno Infantil do Norte (e em abono da verdade, face aos recuos e indefinição do governo), resolveu dar início às obras de mais um bairro social para a cidade (ele até já existia, mas em condições degradantes)... E é a partir deste exacto momento que todo o processo empanca uma vez que são necessários cumprir todo um conjunto de regras de volumetria, distâncias, espaços...

Um projecto desta dimensão, qualidade e importância como serviço social, deveria ser um projecto mobilizador e de concordância... se nem com um projecto desta importância se consegue, podemos imaginar o resto... enfim, as pessoas não se conseguem abstrair das politicas e dos interesses, e quando assim é, é muito complicado... a qualidade e dimensão que nos é dada a conhecer neste projecto, deveria também ser a âncora de desenvolvimento de mais uma zona da cidade, daí que nem achasse descabida a escolha do vale de Campanhã para a sua construção... ideias :eek:)

Uma coisa acho certa, se esta obra não se realizar no local que lhe está destinado, penso que será mais um rude golpe na estratégia de afirmação da cidade do Porto (parece que a única forma que tem de se regenerar é através de hóteis e não da captação de serviços e marcas)... em contraponto, será um novo alento para um qualquer outro conselho da AMP, seja ele: Matosinhos, Maia, Gaia, ... conselhos esses que continuam a captar cada vez maior investimento com maior qualidade quer a nível de espaço público, quer a nível de investimento privado...

Cumprimentos tripeiros para todos...
 

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Centro Materno-Infantil arranca até ao final do ano

O vice-presidente da Comissão Parlamentar de Saúde, João Semedo, recebeu, ontem, do Centro Hospitalar do Porto a garantia de que a construção do Centro Materno-Infantil do Norte arranca até ao final do ano, seja qual for a posição da Câmara do Porto.

“A obra avançará seja por necessidades políticas gerais, seja por necessidades dos serviços de saúde”, afirmou, ontem, João Semedo, minutos depois de reunir com o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Porto (CHP).

“Saio com a convicção de que depois do dia 10, o CHP, a Administração Regional de Saúde do Norte e o Ministério da Saúde andarão muito depressa para pôr as máquinas no terreno”, acrescentou o deputado do BE.

A Câmara do Porto – que chumbou por duas vezes o pedido de licenciamento do Centro Materno-Infantil junto à Maternidade Júlio Dinis – terá de dar um parecer prévio, não vinculativo, ao projecto até à próxima sexta-feira.

Recorde-se que depois dos dois chumbos, o CHP retirou o pedido de licenciamento, alegando que apenas necessita de um parecer não vinculativo para avançar com a obra.

João Semedo considera que o projecto, apesar de já não ser o que era, é “absolutamente indispensável” e não entende que haja da Câmara do Porto “uma qualquer birra ou obstáculo artificial que impeça o início da obra”.

Para o deputado, o argumento da violação do Plano Director Municipal (PDM) não convence. “A actual Câmara não é exemplo na defesa do PDM. Vemos na cidade várias construções que o violam.

Por isso, condenamos esse excesso de zelo”, afirmou João Semedo, que se enquadra no grupo dos que defendem que a administração pública deve estar dispensada de pedir licenças às câmaras. “O que não significa que possa violar o PDM”, realça.

Após o segundo chumbo da Autarquia, o CHP, diz Semedo, fez novas correcções ao projecto: “aumentou o número de lugares de estacionamento, a área de espaço verde e a distância para o bairro [Parceria e Antunes]”.

Sobre o processo,o bloquista distribui culpas para ambas as partes: “o Centro Hospitalar do Porto ao pedir o licenciamento [em 2008] perde agora alguma autoridade para o retirar”.

Por outro lado, continua, a Câmara dispensou de licença o edifício de Cirurgia de Ambulatório do Hospital de Santo António “o que também não abona muito a seu favor”.

http://jn.sapo.pt/paginainicial/pai...elho=Porto&Option=Interior&content_id=1654844
 

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"CMIN vai ficar resolvido dentro de dias"

O secretário de Estado Adjunto da Saúde, admitiu ontem que "nos próximos dias" vai concluir-se o processo de diálogo entre o Ministério da Saúde e a Câmara do Porto sobre a construção do Centro Materno Infantil do Norte (CMIN). "Estamos confiantes de que rapidamente daremos um sinal positivo sobre esse avanço", disse, no Porto, Manuel Pizarro.

A construção do novo grande hospital materno-infantil, que se destina a servir todo o norte do país, está há anos debaixo de polémica, devido à sua dimensão e, sobretudo, devido à localização: junto à Maternidade Júlio Dinis; ou junto ao Hospital de S. João.

Há grupos de pressão de ambos os lados e perspectivas “politizadas”: o Ministério da Saúde, do actual governo PS, promotor do projecto, defende a construção junto à maternidade, na Baixa portuense, mas a Câmara do Porto, de maioria PSD/CDS, chumbou por duas vezes o plano de edificação – que, entretanto, já foi alterado.

Enquanto isso, os grupos de pressão mantêm-se activos. Anteontem à noite, quinta-feira, reuniu o “Grupo dos 40” (lote de personalidades lideradas por Rui Nunes, ex-presidente da Entidade Reguladora de Saúde), que aponta vantagens na construção do CMIN junto ao S. João.

Em reunião à porta fechada, o grupo concluiu sobre a necessidade de enviar à Ministra da Saúde uma carta de recomendações. A missiva, que já será a segunda, segue para Ana Jorge na próxima semana.
http://jn.sapo.pt/paginainicial/pai...elho=Porto&Option=Interior&content_id=1670574
 

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in "Público"


Centro Materno-Infantil do Norte mantém financiamento europeu mais algum tempo


Programa Operacional do Norte vai abrir concurso para construção de novas unidades de cuidados continuados, disponibilizando 14 milhões de euros para 400 a 500 novas camas


A autoridade gestora do Programa Operacional do Norte (ON.2), que gere os fundos comunitários do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), ainda acredita que será possível encontrar uma solução que permita avançar com a construção do Centro Materno-Infantil do Norte (CMIN). Por isso, para já, a ON.2 não vai anular o financiamento de 21,7 milhões de euros, afectos ao projecto.


Numa reunião mantida ontem à tarde com a Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN) e o Centro Hospitalar do Porto (CHP), os responsáveis da ON.2 foram informados do ponto de situação do processo do CMIN. No final, a expectativa é que ainda seja possível concretizar o projecto - mesmo que ele venha a ser alterado.


"A autoridade de gestão do ON.2 acalenta a expectativa de que possa haver convergência entre as partes, no sentido de garantir a concretização do CMIN e a actual candidatura, mesmo que haja lugar à reformulação do projecto", disse ao PÚBLICO fonte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), que integra a gestão do ON.2.


Anteriormente, a CCDRN já fizera saber que só libertaria as verbas disponibilizadas para o projecto caso houvesse garantias de legalidade do mesmo. O aviso surgiu na sequência de um conjunto de pareceres negativos, não vinculativos, da Câmara do Porto. A CCDRN também já fizera saber que qualquer alteração de fundo ao - incluindo a mudança de localização do CMIN - inviabilizaria a actual candidatura, obrigando à abertura de um novo concurso.


Na semana passada, o presidente da autarquia, Rui Rio, afirmou que o processo do CMIN não estava "parado", indicando, assim, que as conversações com o Ministério da Saúde ainda se manteriam. Ontem, a tutela não quis fazer qualquer comentário ao processo.


Novos projectos em saúde


Na reunião de ontem, o CMIN não foi o único tema da agenda. No encontro ficou também acordado que o ON.2 iria lançar um novo concurso de financiamento para a criação de unidades de saúde continuadas. Os gestores do ON.2 disponibilizaram-se a abrir um concurso que "poderá criar 400 a 500 camas, o que permite completar a rede existente", diz fonte da CCDRN. O montante de financiamento deverá chegar aos 14 milhões de euros, para um investimento global de 20 milhões.


Na reunião de ontem foi ainda feito um balanço dos projectos dos hospitais de Amarante e Lamego, financiados pelo ON.2. E verifica-se um "desfazamento" entre a execução financeira e o avanço da obra no terreno - com esta a avançar mais rapidamente. Os responsáveis esperam que nos próximos meses seja possível terminar os dois projectos.
 
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