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Porto de Itapoá vai abrir o País para os supernavios

A inauguração do porto de Itapoá, no litoral norte catarinense , no primeiro semestre de 2010, colocará o Brasil na rota dos grandes navios. O terminal, o segundo totalmente privado do País, tem calado de 16 metros, capaz de receber navios para 9.000 TEU?s (unidade equivalente a contêiner de 20 pés). Além de importante canal de escoamento, principalmente de frangos e suínos, Itapoá é um reforço logístico à atração de novos investimentos regionais.

Projeto à beira de completar 20 anos, o porto de Itapoá foi idealizado pelo empresário Hildo Battistella que, num sobrevôo no local, no início da década de 90, percebeu que a cor do mar na região era mais escura, indicativo de maior profundidade. Na época, o estado era carente de infraestrutura portuária. Atualmente está recebendo investimentos de R$ 1,92 bilhão, que vão quadruplicar a capacidade instalada dos terminais até 2011 para 4,4 milhões de TEUs/ano. Só os investimentos privados somam R$ 1 bilhão.

As obras de Itapoá se aceleram num momento em que Santa Catarina se recupera de uma das maiores enchentes de sua história, que reduziu o calado do rio Itajaí Açu e ainda causa enormes prejuízos para os portos de Itajaí e Navegantes.

Fonte: http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias.php?id=44607
 

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Itapoá abre País para navios de 9 mil contêineres

Dentro desse investimento está, em Itapoá, o Tecon Santa Catarina, que no primeiro semestre de 2010 começa a operar. Trata-se do segundo porto 100% privado do Brasil (o primeiro foi o de Navegantes)

Santa Catarina ganha cada vez mais evidência no setor portuário brasileiro. Desde 2005 e até 2011 receberá R$ 1,92 bilhão em investimentos. Com estes recursos, a capacidade instalada dos portos do estado vai quadruplicar, chegando a 4,4 milhões/ano de TEUs (unidade equivalente a contêiner de 20 pés).

Dentro desse investimento está, em Itapoá, o Tecon Santa Catarina, que no primeiro semestre de 2010 começa a operar. Trata-se do segundo porto 100% privado do Brasil (o primeiro foi o de Navegantes). Itapoá tem calado natural de 16 metros e colocará o estado na rota dos grandes navios, com capacidade de 9.000 TEU’s e 19 fileiras. Atuará na concentração de cargas de importação e exportação (Hub Port) e com a redistribuição para navegação de cabotagem no Brasil e América do Sul. “Vamos receber qualquer carga conteinerizada, mas como estamos instalados numa região com grande produção de carnes, é natural que frangos e suínos congelados predominem”, diz o diretor superintendente da Itapoá Terminais Portuários, Gabriel Ribeiro Vieira.

Somente nos últimos quatro anos Santa Catarina recebeu R$ 1,01bilhão em investimentos privados, R$ 480 milhões no Porto de Navegantes, incluindo a Câmara Frigorificada (Iceport), R$ 410 milhões em Itapoá e R$ 120 milhões em Imbituba. Estão previstos ainda outros R$ 430 milhões até 2011, sendo R$ 250 milhões em Itapoá e R$ 180 milhões em Imbituba, provenientes da Santos Brasil Participações. Na área pública, o porto de Itajaí está sendo totalmente reformado com R$ 350 milhões do governo Federal liberados após as enchentes de novembro do ano passado. No porto de São Francisco do Sul estão sendo injetados R$ 130 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O presidente do porto de São Francisco do Sul, Paulo Corsi, considera que se o crescimento da movimentação dos portos for da ordem de 10% nos próximos anos há a necessidade de instalação de um novo berço a cada dois anos, o que mostra a importância dos novos investimentos no setor. “Com a conclusão das obras do porto de Itapoá, prevista para o segundo semestre de 2009, o complexo portuário de Santa Catarina vai se tornar um dos mais importantes da América Latina”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli.

Ribeiro Vieira afirma que as obras em Itapoá estão dentro do cronograma e a primeira fase termina em fevereiro do próximo ano quando o porto estará apto a operar 300 mil contêineres. Segundo ele, o investimento inicial no porto, de R$ 410 milhões, foi financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com US$ 57 milhões, pelos bancos alemães WestLB e o KFW, cada um com US$ 40 milhões e o Info Brasil, fundo de investimento administrado pelo Banco Real com R$ 110 milhões. “São empréstimos normais com garantias dos acionistas”. Segundo a empresa, detalhes como carência, taxas de juros e prazos para pagamento ainda estão sendo negociados.

Os acionistas de Itapoá são a Portinvest, empresa formada pelo Grupo Battistella e pelo Fundo Logística Brasil - Fundo de Investimento e Participações gerido pela BRZ Investimentos, que detém 70% e a Aliança Navegação Hamburg Süd , com 30%. A segunda e terceiras fases do porto vão requerer aportes de mais R$ 250 milhões para a construção de uma ponte adicional e o alargamento do berço. “Pretendemos iniciar a segunda e a terceira fase ainda este ano para que estejam prontas em julho do ano que vem”, afirma Vieira.

O empreendimento apresenta o que existe de mais moderno no mundo no setor. A movimentação de contêineres é monitorada em todas etapas com 4 portêineres Post Panamax, 11 transtêineres e 26 unidades Terminal Tractors. A tecnologia utilizada é do DGPS (Differencial GPS), RFID (Radio Frequency Identification) e ISPS Code (Regulamentação Internacional de Segurança Portuária). Terá apoio logístico de armazéns, câmaras frigoríficas, pátios de contêineres e portos secos. O píer de atracação fica a 230 metros da costa e será ligado ao pátio de contêineres por duas pontes.

Embora privado, o Tecon Santa Catarina custou a sair do papel. O porto de Itapoá nasceu da idéia do grupo Battistella de implantar um terminal portuário que atendesse não apenas a demanda de exportação das suas empresas, como também pudesse atender a demanda da indústria do Estado, contribuindo com o desenvolvimento da região que era carente de infra-estrutura portuária. O Conglomerado Battistella identificou esta necessidade na década de 90, quando teve dificuldades para exportar cavacos de madeira para o exterior pelo porto de São Francisco do Sul.

O local onde está sendo construído o Tecon SC foi descoberto pelo empresário Hildo Battistella num sobrevôo pelo litoral Norte de Santa Catarina, quando percebeu que a cor do mar na região de Itapoá era mais escura, o que indicava maior profundidade. Na região havia um projeto quase centenário de um porto de uso militar, que abrigaria uma base de fuzileiros navais. A base fazia parte de um plano estratégico elaborado numa época em que o Brasil acreditava na possibilidade de se envolver em alguma guerra com países vizinhos. O governo havia desapropriado a área, mas depois a devolveu aos descendentes dos proprietários originais.

O calado natural de 16 metros e a localização na Baía da Babitonga, que já contava com o porto de São Francisco do Sul, foram decisivos para a escolha do local. O grupo Battistella começou a comprar os terrenos em 1991 e só concluiu o processo em 1998.

Posteriormente a Aliança Navegação e Logística (Hamburg Süd) juntou-se ao projeto que passou a contar com o apoio do governo do estado de Santa Catarina na infraestrutura para a melhoria do acesso rodoviário (SC-415) e o fornecimento de energia, com a construção de uma linha de transmissão de 138 kV até Itapoá. A pedra fundamental do porto foi lançada no dia 22 de dezembro de 2005.

Em abril de 2009, a construção do porto, realizada pela Andrade Gutierrez, mobiliza mais de 550 trabalhadores. O Tecon Santa Catarina vai gerar três mil empregos diretos e indiretos e começa a operar no primeiro semestre de 2010, com capacidade instalada inicial para movimentar cerca de 300 mil contêineres/ano.

Os portos privados foram regulamentados no final de outubro do ano passado com a edição do Decreto 6.620, publicado no Diário Oficial da União (DOU). A partir de então, a iniciativa privada passou a poder explorar portos destinados a movimentar cargas de terceiros, mediante concessão do serviço - definido como público na Constituição - por processo licitatório. Os contratos de concessões são de 25 anos, prorrogáveis por mais 25.

Fonte: http://www.transportabrasil.com.br/2009/05/itapoa-abre-pais-para-navios-de-9-mil-conteineres/
 

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Catarinense
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Fantástica essa foto!

Esse porto será diferenciado por estar situado em mar aberto...

Estavamos precisando...:cheers:

Demorou, mas está aí...
 

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Noticia boa pra Santa Catarina e pro Brasil.:)
 

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Parabéns Itapoá. Agora só falta uma ponte ligando a Vigorelli a Vila da Glória.
 

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Bem grande e organizado.
 

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Excelente obra, nem sabia da sua existência até então.
Agora... E o acesso?

Que eu sei, não faz nem muito tempo que asfaltaram a estrada de acesso a Itapoá, e não creio que tenha sido dimensionada para tráfego pesado de caminhões. Ainda, um ramal da ferrovia que leva até o porto de São Francisco para o novo porto ajudaria e muito.
 

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Excelente obra, nem sabia da sua existência até então.
Agora... E o acesso?

Que eu sei, não faz nem muito tempo que asfaltaram a estrada de acesso a Itapoá, e não creio que tenha sido dimensionada para tráfego pesado de caminhões. Ainda, um ramal da ferrovia que leva até o porto de São Francisco para o novo porto ajudaria e muito.
A situação da SC-415 eu não sei dizer, mas creio que o principal problema é que é necessário passar por Garuva para chegar até Itapoá vindo da BR-101, ou seja, Garuva vai ser prejudicada com a passagem de caminhões e tal. Quanto a um ramal até São Chico não creio que seja necessário, além de difícil execuçao pois Joinville está no caminho. O jeito mais fácil seria conectar Itapoá à linha Jaraguá - São Chico contornado Joinville pelo lado oeste.
 

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bye Iguaçu, hi Tietê
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A situação da SC-415 eu não sei dizer, mas creio que o principal problema é que é necessário passar por Garuva para chegar até Itapoá vindo da BR-101, ou seja, Garuva vai ser prejudicada com a passagem de caminhões e tal. Quanto a um ramal até São Chico não creio que seja necessário, além de difícil execuçao pois Joinville está no caminho. O jeito mais fácil seria conectar Itapoá à linha Jaraguá - São Chico contornado Joinville pelo lado oeste.
A SC-415 não é o acesso asfaltado a Itapoá; é a chamada estrada da Serrinha, que, quando passei por ali no começo do ano, estava sendo reconstruída para permitir acesso direto ao porto. Desta forma, o acesso ao balneário e ao porto ficam separados, sem interferência. A interferência de fato haverá nos 7 km entre a estrada da Serrinha e Garuva, principalmente no trecho urbano - que já era extremamente complicado. Aí não sei como será resolvido.

A ligação férrea já apareceu em alguns estudos sobre a ferrovia litorânea catarinense, seguindo esta proposta de contornar Joinville. Se esta ferrovia sair do papel, e o porto estiver operando com sucesso, é muito provável que esta extensão norte também saia. A meu ver deveria ser condição prévia para a construção do porto - de qualquer porto de grande porte.
 

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Eu tava pensando com meus botões aqui, se ao invés de ter duas ligações com terra, uma em angulo e outra na ponta, as duas ficassem no meio, abriria a possibilidade de 4 navios atracarem ao mesmo tempo

EDIT: ^^ foi mal
 
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