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Investimentos imobiliários no norte em plena crise: israelitas apostam na construção de hotéis e casas

Com perto de uma dezena de projetos imobiliários já concluídos na região norte de Portugal, os israelitas da Fortera mantêm a aposta no mercado nacional, apesar da crise instalada devido à pandemia da Covid-19. Depois de ter investido mais de 65 milhões de euros entre a construção de empreendimentos e a aquisição de terrenos e imóveis, este grupo prepara-se agora para voar mais alto e concentrar-se na execução de projetos mais ambiciosos, tendo em carteira investimentos na ordem dos 180 milhões de euros.

“Neste momento, estamos a alienar os nossos pequenos projetos e a focar-nos nos grandes desafios e projetos que temos em carteira”, avançou Elad Dror, CEO da Fortera, ao Negócios, detalhando que o “ano de 2019 foi de rompimento, quando fizemos aquisições estratégicas – fizemo-lo abaixo do preço de mercado, o que nos permite maior flexibilidade e capacidade para ultrapassar qualquer oscilação do mercado”.

Sobre a decisão de avançar com investimentos em plena pandemina, o gestor explica que, "embora a Covid-19 tenha impacto no curto prazo” a imobiliária está “otimista” em relação aos seus investimento em Portugal. “Felizmente, não temos nenhum hotel – os nossos estão programados para 2023-2024, sendo que todos esperamos voltar à normalidade até lá”, segundo argumenta.

Quanto ao segmento residencial, defendeu que o mercado-alvo da Fortera, “que é o mercado local, continuará a ter uma forte procura por moradias nas grandes cidades”. Sobre a situação de Portugal em relação à pandemia, o empresário israelita considerou que, “ao contrário dos seus vizinhos, conseguiu até agora evitar o caos total, o que é muito importante para os investidores que lideramos, mas sobretudo para o país”.

Os novos projetos na calha
Em maio do ano passado, por exemplo, compraram um terreno na Rua General Torres, em Gaia, junto à ponte D. Luís I, onde está previsto arrancar “em novembro” a construção de “um novo hotel de quatro estrelas, com 64 quartos, que será explorado por um grupo espanhol”, revelou ainda o gestor ao jornal, sem identificar o operador. O investimento “ronda os 8/9 milhões de euros e estará pronto no verão de 2023”.

E porque esta cidade constitui “um dos principais alvos” da Fortera, a promotora portuguesa de capitais israelitas adquiriu um terreno de 54 mil metros quadrados, nas traseiras dos Paços do Concelho, e está “em fase final de aquisição” de outro de 44 mil, “no local mais atraente da cidade, com as melhores vistas e o melhor acesso a todos os pontos de interesse de Gaia”, garantiu Dror, sem revelar a localização.

O primeiro terreno visa edificar o projeto Skyline, orçado “em 80 milhões de euros” e que é formado por um centro de congressos com 2.500 lugares, um hotel de cinco estrelas com mais de 250 quartos e um centro multiusos, com arranque da obra previsto para o próximo ano. “O centro de congressos atrairá conferências de todo o mundo e permitirá que a cidade se torne um centro de conhecimento, inovação e criatividade”, enfatizou o empresário ao diário.

Já o outro terreno, num projeto também orçado em 80 milhões de euros, destina-se à construção, a iniciar igualmente em 2021, de um complexo residencial com “mais de 300 apartamentos”, distribuídos por três torres, a edificar “entre três a quatro anos”. Entretanto, no Porto, vai arrancar, ainda este ano, com um investimento de 47 milhões de euros na construção de um hotel e 200 casas.

Na zona portuense do Bonfim, o grupo israelita Fortera prevê avançar em breve com a construção de um hotel de cinco estrelas e um complexo residencial, num investimento em parceria com os também israelitas Issta Lines e Fattal, que são a maior agência de viagens e o maior grupo hoteleiro do país, respetivamente. O hotel, que terá 258 quartos e cerca de 16.500 metros quadrados de área de construção, irá nascer na Avenida Camilo, em frente à Escola Secundária Alexandre Herculano, num investimento de 27 milhões de euros.

Ali perto, na Rua do Bonfim, a Fortera e os seus sócios vão investir 20 milhões de euros na construção de um empreendimento com cerca de 200 apartamentos. “Começaremos as obras de ambos os projetos até ao final deste ano, para terminar no verão de 2023”, garantiu o CEO Elad Dror.
 

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muito bom estás noticias dos Israelitas empreendedores, por natureza o povo israelita grande parte da população tem grande poder de compra , bem instruídos e são simplesmente muito mal recebidos em vários paises do mundo, penso que é uma oportunidade para Portugal se lançar neste mercado turistico muito desconhecido.
 

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Para o outro lado da VCI não dá. Tem muita árvore. Ouvi dizer que irá virar à direita e ligar à rotunda do bairro do Carvalhido. Da mesma forma que existe já o projeto da ligação da mesma rotunda à rua de Silva Porto. A ver vamos...
 

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Eudaimonia
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Um “hub” criativo e 35 mil vinis para escuta: a nova casa da música é em Campanhã
Mariana Correia Pinto, Manuel Roberto




Quando João Brandão montou um estúdio de gravações em Sá da Bandeira, em 2007, o Porto ainda era “outra cidade”: a baixa estava ainda semi-vazia, os vizinhos eram poucos, os turistas ainda menos. Os anos trouxeram clientes nacionais e internacionais ao projecto e tornaram a urbe mais “obstruída” – o espaço onde se havia instalado a Estúdios Sá da Bandeira era curto para as ambições. Na cartilha de requisitos na hora de buscar outro tecto, havia um irrevogável: permanecer na cidade. E assim Campanhã se foi desenhando um destino apelativo.
Durante um mês, percorreu ruas e ruelas da freguesia oriental onde os esqueletos da revolução industrial continuam visíveis e, um dia, foi dar com um antigo armazém com um pé direito impressionante onde os sonhos pareciam caber. O negócio fechou-se. E a entretanto baptizada Arda Recording Company expandiu horizontes: a Plataforma Campanhã é a nova casa da empresa, mas também um polo criativo onde se juntam outros projectos e um local de gravação para artistas. Lá dentro, está também a Fonoteca municipal, com 35 mil vinis para escuta, programação regular e um projecto educativo que devem arrancar já em Setembro.

Quem sobe a rua de Pinto Bessa e dá com uma pequena artéria em terra batida do seu lado direito, não imagina que a poucos metros, no 122, está um dos mais sofisticados complexos da Europa no que à indústria da música e audiovisual diz respeito. João Brandão pensou em grande quando, em 2017, encomendou ao arquitecto e designer Carlos Aguiar o projecto. Cada sala e estúdio foi pensado com todo o detalhe e se daqui a uns meses acontecesse uma obra de grandes dimensões no espaço ao lado, por muito ruído e vibrações emitidos, lá dentro nada se sentiria, garante.

A Plataforma Campanhã nasceu para ser um “hub criativo” e uma “casa aberta”, com a ideia de “criar um lugar agregador da indústria musical do Norte”. Na cidade, diz João Brandão, havia “uma série de agentes culturais que não tinham um espaço onde pudessem trabalhar em conjunto” – e era isso que a Arda queria mudar.
No espaço, estão já instalados a editora Lovers & Lollypops, o artista André Tentugal e uma empresa alemã que faz mobiliário para estúdios de gravação. Há escritórios, três salas de gravação, câmara de eco, espaços para gravar voz off e fazer restauro de fitas magnéticas ou outros suportes, zonas de lazer. E “sinergias” à espera de serem criadas. Ali perto – e por pura coincidência – fica o centro comercial Stop, há muito usado como espaço de gravação de dezenas de artistas. João Brandão já por lá andou e atribui-lhe uma importância fulcral: “Serviu para mostrar que faz sentido e funciona juntar gente com o mesmo chip num mesmo espaço.” Embora o Porto seja “uma aldeia grande”, aponta, não se confundam as duas estruturas: “Faz sentido existirem os dois porque temos papéis diferentes. E a proximidade é muito interessante.”

Um inquilino chamado Câmara do Porto

Estava já o destino da Arda Recording Company definido, em 2017, quando uma conversa informal com Rui Moreira originou uma parceria inesperada. A Câmara do Porto acabara de receber uma doação de cerca de 16 mil discos da RDP e descobrira, a propósito disso, que havia mais 18 mil exemplares guardados – e praticamente esquecidos – na Biblioteca Almeida Garrett desde 2008, quando a Rádio Renascença fez também uma oferta ao município. “Tivemos a ideia de dinamizar este acervo”, recorda Guilherme Blanc, braço direito de Moreira na área da cultura.
Dos quase 35 mil discos, 10 mil já foram limpos, documentados e digitalizados: um trabalho de minúcia que será continuado e cuja base de dados estará acessível a todos num site e também presencialmente. A pequena sala da Fonoteca municipal, com inauguração prevista para Setembro, tem três pontos de escuta e vai funcionar como um espaço de programação pública, com conversas, escuta orientada, sessões temáticas. E, não menos importante, revela Guilherme Blanc, com um projecto educativo que passará por uma relação estreita com as escolas básicas e secundárias da freguesia de Campanhã.

O acervo “muito diversificado” tem música etnográfica, clássica, erudita, pop, fado, folclore, temas nacionais e internacionais. Coisas raras, como o caso de um rancho folclórico de Trás-os-Montes gravado nos anos 60 ou gravações de aplausos e risos, mas também discos mais comuns, como Depeche Mode ou Michael Jackson.
Guilherme Blanc desconhece pormenores da viagem feita por estes vinis até aqui, mas imagina que a colecção seja uma mistura de compras das rádios e de materiais recebidos – no tempo onde todos queriam enviar as novidades para a radiofonia. Hoje é “património da cidade” e tem ambições de crescer: “O projecto está receptivo a doações, que naturalmente são sempre avaliadas, e também está disponível para adquirir discos.”

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