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Adicais adia início da obra para negociar

Sede do BPN Suspensão é válida por duas semanas à espera que a Câmara dê um sinal para rever projecto

A Adicais abre a porta a negociações. O presidente do Conselho de Administração da empresa, Rui Costa, vai suspender, durante duas semanas, o arranque das obras da futura sede do Banco Português de Negócios (BPN). Os espectáculos de inauguração da Casa da Música - o programa começa hoje e estende-se até ao dia 25 - não serão ensombrados pelo ruído das máquinas e dos operários no terreno nas traseiras. Findo este período, o projecto avança.

Com a suspensão, a Adicais passa a bola à Câmara do Porto. É o momento para retomar as negociações, que decorreram entre 2002 e 2004, sendo decisivo para alterar ou não a proposta do arquitecto Ginestal Machado, licenciada, em Janeiro, pela autarquia portuense. "Se não o fizer até final deste mês, [a Câmara] demonstrará que não tem interesse em abrir este diálogo, o que nos conduzirá à única solução possível a construção do nosso edifício, tal como foi licenciado", sustenta Rui Costa, em entrevista ao JN (ler na página seguinte).

O entendimento não está livre de condições. A sociedade não esquece a dívida (avaliada em 13 milhões de euros) pelo atraso de nove meses na entrega do lote, nas traseiras da Casa da Música, que tinha sido adquirido em hasta pública ao Município por mais de 5,88 milhões de euros. A compra foi feita em Outubro de 2001 e só receberam a parcela em Janeiro do ano passado. Para um eventual acordo, o presidente do Conselho de Administração recusa soluções "avulsas".

A cedência do lote contíguo, que chegou a ser dado ao Conservatório de Música do Porto e posteriormente devolvido pela Direcção Regional de Educação do Norte à autarquia, "poderá permitir à Câmara amortizar a dívida para com a Adicais" e encontrar um projecto alternativo gerador de consenso, tendo em conta que, recentemente, o arquitecto Rem Koolhaas, projectista da Casa da Música, afirmou que é possível imaginar uma boa relação entre os dois edifícios.

"No nosso terreno, a solução é a que foi aprovada pela Câmara. Se o terreno for outro, com a agregação do lote 2, a solução urbanística poderia ser diferente para buscar consensos. Entre 2002 e 2004, trabalhou-se nas duas soluções, mas a Adicais, consciente de que era proprietária unicamente do lote 1, nunca descurou o licenciamento do projecto para o seu lote", esclareceu, ainda, Rui Costa.

Petição na Internet

O presidente da Câmara, Rui Rio, já mostrou disponibilidade para entregar o lote contíguo à empresa, de modo a que a actual solução urbanística sofra alterações. No entanto, o pedido de classificação da Casa da Música como imóvel de interesse público, proposto e anunciado, na semana passada, pela ministra da Cultura, lançou, entre os críticos do projecto, a expectativa de que a construção ainda pode ser inviabilizada. Já chegou à Internet uma petição (http//desfesadopublico.blospot.com).

Alegando interesse público, a revogação da licença de construção seria o caminho, porém com custos avultados para a autarquia, como adianta o jurista Francisco Souca (ler caixilho). O JN sabe que a Câmara não assumirá esse custo sozinha, até porque, neste processo, tem evitado o pagamento de indemnizações à empresa. Publicamente, Rui Rio disse apenas que pode conversar com a ministra sobre o assunto, apesar de Isabel Pires de Lima nunca ter abordado a possibilidade.

Uma hipótese que o presidente da Adicais nem sequer contempla. Rui Costa acredita que a Câmara, enquanto vendedora do terreno e promotora do loteamento, é uma "pessoa de bem" e não fará a revogação.


"A não construção no lote é um falso problema"

Disponível para voltar à mesa das negociações, o presidente do Conselho de Administração da Adicais, Rui Costa, sublinha que a alteração do projecto depende da cedência do lote contíguo na Boavista pela Câmara do Porto. A corrida contra o tempo já começou e espera-se por uma palavra da autarquia nas próximas duas semanas.

[Jornal de Notícias] Quando a Adicais adquiriu o terreno, junto à Casa da Música, pensou que pudesse causar tanta polémica no futuro?

[Rui Costa] Nunca. Como tinhamos outros investimentos no quarteirão, entendemos que seria uma aquisição interessante. Sempre considerámos que adquirir um terreno em hasta pública seria sinónimo de maior facilidade no licenciamento, porque foi a Câmara que propôs o loteamento e decidiu a capacidade construtiva de 13 506 metros quadrados.

Se tivesse a indicação de que a construção no lote seria polémica, teria comprado?

A questão deve ser vista por outro prisma. A Câmara participava no capital da Porto 2001 e definiu o loteamento para enquadrar a Casa da Música. À data, os administradores da Porto 2001 não se opuseram ao loteamento nem tentaram adquirir o terreno em hasta pública. Se somarmos a isto que Rem Koolhaas, no estudo urbanístico para a zona, previa um edifício de serviços naquele local, creio que a não construção naquele terreno é um falso problema.

Que esforços foram feitos entre a Câmara e a Adicais para encontrar uma solução urbanística alternativa?

Sempre houve um bom diálogo com a Câmara. Entre 2002 e 2004, a Adicais trabalhou, com custos acrescidos, em duas soluções a que tínhamos direito; e outra em que se projectava a entrega do lote 2 [terreno cedido ao Conservatório de Música do Porto]. No nosso terreno, a solução urbanística é a que foi licenciada pela autarquia. Se o terreno for outro, com a agregação do lote 2, a solução urbanística pode ser diferente para alcançar consensos.

O desenho do edifício em vidro resultou das negociações, tendo em conta o estudo urbanístico feito por Koolhaas?

O edifício foi idealizado para uma utilização empresarial. É transparente e não espelhado e vai ao encontro da imagem que o próprio Rem Koolhaas defendia para cenário da Casa da Música.

O arquitecto afirmou que os edifícios podem coexistir desde que o projecto da Adicais seja ajustado. Que ajustamentos estão dispostos a fazer?

Teoricamente, há um grande espaço de trabalho, mas o tempo é curto. O arranque da construção torna-se iminente. Este Verão, os trabalhos de movimentação de terras deverão ser feitos. As alterações não dependem de nós. No nosso terreno, o projecto é aquele.

Só com a cedência de um novo terreno, como o lote 2, é que podem fazer-se alterações?

Sim. A Câmara tem de demonstrar vontade para resolver o problema. Como entidade licenciadora, tem de convidar a Adicais e os projectistas da Casa da Música para uma reunião em busca de uma solução alternativa. Se não o fizer até final deste mês, demonstrará que não tem interesse em abrir este diálogo, o que nos conduzirá à única solução possível a construção do nosso edifício, tal como foi licenciado. A Adicais sempre disse que não aceita soluções avulsas, mas está disponível para uma solução global, do ponto de vista urbanístico e empresarial.

Teria de ser garantido, por exemplo, o pagamento de indemnizações pelo atraso na entrega do terreno?

A Adicais terá de ser ressarcida dos prejuízos sofridos, nomeadamente pelo incumprimento do acordo na entrega do terreno. A solução urbanística, a projectar para os lotes 1 e 2, poderá permitir à Câmara amortizar a dívida para com a Adicais.

Já tem licença de construção. Por que é que ainda não iniciou a obra?

A Adicais suspendeu o arranque dos trabalhos por duas semanas para aliar-se ao evento e não perturbar a inauguração da Casa da Música. Este tempo deve ser aproveitado para encontrar soluções que conduzam a uma eventual alteração urbanística.

Como vê o pedido de classificação da Casa da Música?

Sempre consideramos que podia acontecer, face à magnitude do edifício, à dimensão do projectista e ao investimento.

Teme que a classificação sirva de argumento para que a Câmara revogue a licença de construção da Adicais?

Não comento tais hipóteses, pois espero que a Câmara actue como pessoa de bem e não queira expropriar um terreno que vendeu e já recebeu por isso.

fonte:JN
 

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gosto bastante do edificio e n acho nada que vá tapar a casa da musica... a unica coisa que ele é capas de tapar é a quantidade de pato bravo que está naquela zona, como se vê muito bem nesta imagem

 

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Whatever
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concordo plenamente contigo Smeagol, uma obra daquelas, pujante e possante no meio daquela desgraceira, tá mesmo a precisar de algo que a tape. Eu aliás até acho que o novo edifício se enquadra perfeitamente com a casa da música.
 

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Eu também acho muito bom o edifício... não sei quem é que andava aí a dizer que não gostava... está mesmo um espanto ( só não gosto da porta ;) ). E também acho que fica muito bem a envolver a casa da musica :eek:kay:
 

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Whatever
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a porta é um bocado retro, faz-me lembrar as portas de várias caixas gerais de depositos que se encontram por esse país fora, especialmente a de Beja e Portalegre.
 

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Whatever
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para mim é mesmo o melhor, faz-me lembrar o la grande arche, na la defense em PAris. mais picanino é claro!:)
 

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Whatever
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sou muito modesto...e envergonhado...:D
olha barrita, tenho que ir às compras agora, tenho a mercearia vazia! Inté. volto daqui a umas horitas. É claro que já deves tar a dormir por essa altura!!!

Ai a conversa de café...amanha temos a polícia (FERN) à porta!;)
 
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