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Internacional

Portugal está entre estados mais viáveis do mundo, revela estudo
Hoje às 21:45
Portugal encontra-se entre os melhor classificados no ranking dos estados mais viáveis do mundo, ficando à frente de países como Estados Unidos, França e Reino Unido. Os resultados são apresentados por duas instituições internacionais, uma norte-americana e outra turca.
Portugal encontra-se no 24º lugar no ranking dos estados mais viáveis do mundo, depois de já ter ocupado uma posição bem mais baixa, estando agora à frente de muitos países desenvolvidos, como França, Alemanha, Espanha e Reino Unido.

O Estado português não regista conflitos étnicos ou religiosos, oferece um vasto leque de serviços aos cidadãos, destacando-se também o respeito dos direitos humanos e a legitimidade das forças da ordem.

Portugal poderia ter ficado melhor classificado se não fosse a forte quebra da economia portuguesa, as desigualdades sociais e a baixa taxa de natalidade.

Noruega, Finlândia, Suécia, Suíça, Irlanda, Dinamarca Nova Zelândia e Austrália encontram-se entre os países mais funcionais.

Por outro lado, o índice dos estados mais falhados do mundo é liderado pela Somália, onde nada funciona devido a dissolução do estado e onde impera a insegurança. Zimbabué, Sudão, Chade, Congo, Iraque e Paquistão são outros países que estão no topo desta lista.

Economia Estado Internacional Natalidade
 

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Glory to Chairman Meow!
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Um registo muito mais científico - o índice de estados falhados para o ano de 2008 da Foreign Policy:



http://www.foreignpolicy.com/story/cms.php?story_id=4350&page=1

Para um mapa mundi:

http://www.foreignpolicy.com/images/fs2008/FSIndex2008.jpg

E para a "central" de informações:

http://www.foreignpolicy.com/story/cms.php?story_id=4350


EDIT: fiz um trabalho sobre estados falhados este ano e sobre as abordagens da UE para tratar deste problema. No que diz respeito à Europa, este fenómeno afecta apenas a Bósnia-Herzegovina, Moldávia e Geórgia - eventualmente o Azerbaijão devido ao separatismo do enclave de Nagorno-Karabakh; não sei porque motivo Chipre não aparece, 30% do seu território é dominado por uma entidade chamada República Turca do Norte de Chipre que só é reconhecida pela Turquia.

Quando falamos de "estados falhados" não estamos a falar das coisas de que nos queixamos em Portugal, antes que venha já alguém dizer que Portugal é um falhanço em toda a linha - um estado falhado é um estado que não é sequer capaz de cumprir os desígnios mais básicos de um estado soberano, nomeadamente o monopólio da utilização da força legítima dentro das suas fronteiras e a integridade territorial. O melhor/pior exemplo continua a ser a Somália, onde desde 1991 que quase todo o território escapa a qualquer tipo de controlo por parte das autoridades, que apenas detêm um mínimo de jurisdição sobre algumas áreas de Mogadíscio. Afeganistão, RD Congo e Zimbabwe são outros exemplos que tal...
 

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Whatever
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não sei porque motivo Chipre não aparece, 30% do seu território é dominado por uma entidade chamada República Turca do Norte de Chipre que só é reconhecida pela Turquia.
Não sabes? Então mas esse assunto é mais ou menos tabu... toda a gente conhece mas ninguém fala sobre isso, os turcos podem levar a mal...
 

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'tou na lua...
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Conheço quem tenha ido à Moldávia e realmente é uma pobreza, estamos muito bem em comparação com eles... condições de vida desumanas, pobreza extrema que leva à emigração em massa... a Moldávia também é daqueles países criados um tanto à força, visto que grande parte do país está agora na Roménia e Ucrânia...
Segundo a Wiki, mais de 1/4 da população vive com menos de 2€ por dia... vas remessas dos emigrantes perfazem 38% do PIB Moldavo, a mais alta taxa de remessas do mundo... :nuts:
 

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Glory to Chairman Meow!
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A Moldávia está no índice de estados falhados por outros motivos - uma franja do seu território, conhecida como Transnístria [Transdniester] que fica entre o rio Dniester e a fronteira com a Ucrânia, declarou-se uma entidade à parte da República Socialista Soviética da Moldávia em 1990 [um ano antes do fim da URSS] uma vez que era a região mais industrializada daquela república e que a maior parte da população era russa ou ucraniana - ao passo que os moldavos são, na prática, romenos, falam romeno [a chamada "língua moldava" é uma invenção] - e não queria que o país que em breve iria ser criado optasse pela unificação com a Roménia - que é aliás o desígnio da maior parte dos moldavos.

Quando a URSS se dissolveu totalmente no final de 1991 e a nova República da Moldávia foi declarada, além da unificação com a Roménia, um dos seus desígnios foi o de recuperar aquela franja de território que se afastou do seu controlo e que, legalmente, lhe pertencia. Foi assim que em 1992 houve uma guerra civil de curta duração - da qual eu não me recordo e duvido que muita gente na Europa ocidental tenha recordações dela, uma vez que deve ter sido completamente ofuscada pela guerra dos Balcãs - e que resultou na separação de facto das duas entidades, a República da Moldávia, reconhecida por todos e com capital em Chisinau e a auto-proclamada República da Transnístria

Embora nenhum estado soberano reconheça a Transnístria [só a Abecázia e a Ossétia do Sul o fizeram], esta entidade separatista contou com o apoio de facto da Rússia, enquanto a Moldávia contou com o apoio da Roménia - Moscovo terá tido razões estratégicas para o fazer, uma vez que após a dissolução da URSS e conhecidos os desejos de unificação entre a Moldávia e a Roménia, bem como a aproximação de Bucareste à NATO, a Rússia não se podia dar ao luxo de ver um novo estado soberano, considerado como parte do "estrangeiro próximo", a entrar na órbita ocidental.

Desde então, este é um dos considerados frozen conflicts, juntamente com as repúblicas separatistas do Nagorno - Karabakh, Abecázia e Ossétia do Sul [este já descongelou entretanto...]. Foram formadas rondas negociais com a presença da Moldávia, das auto-proclamadas autoridades da Transnístria, da Ucrânia, da Rússia e da OSCE mas anos e anos de encontros e negociações não conseguiram levar a um desanuviamento. O governo da Transnístria é uma fachada para actividades criminosas, durante anos aquela entidade foi um ponto de passagem no tráfico de droga, armas e seres humanos para a Europa ocidental e indivíduos com cargos de alta responsabilidade nas autoridades locais estão envolvidos até ao pescoço em actividades ilícitas e enriquecem brutalmente graças a esta situação...tudo isto com o apoio tácito da Rússia, que mantém tropas na Transnístria, chamadas "tropas de manutenção da paz" mas que acabam por ser uma garantia de manutenção do status quo naquela região, uma vez que, tal como no Cáucaso, a presença militar russa constitui o principal obstáculo às tentativas de resolução do conflito.

Phew! E tudo isto para explicar que a Moldávia está no índice de estados falhados não só por ser um país bastante pobre mas, e sobretudo, por uma parte importante do seu território lhe ter fugido e ainda não ter sido possível restaurar a integridade de jure daquele estado.
 

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contornando o problema dos 30% de Chipre ocupados pela República Turca do Norte de Chipre, o tabu, o resto da ilha está mto bem e recomenda-se, dai não parecer estranho k apareça aqui :dunno:
 

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Não sabes? Então mas esse assunto é mais ou menos tabu... toda a gente conhece mas ninguém fala sobre isso, os turcos podem levar a mal...
Por acaso não foram os turcos ou os cipriotas-turcos que lutaram contra a unificação pré-entrada de Chipre na UE...

E por acaso até são os Turcos e os Cipriotas-Turcos que estão a lutar pela unificação: http://www.setimes.com/cocoon/setimes/xhtml/en_GB/newsbriefs/setimes/newsbriefs/2009/07/14/nb-05

A mim parece-me que nos ultimos anos quem fez com que a ilha de Chipre não se una foi mesmo a Grécia e os Cipriotas-Gregos!
 

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uma coisa é os Gregos e Turcos da ilha (é relativo, muitos nem da ilha são, vieram da Anatolia a reboque das autoridades Turcas), os ilhéus querem é paz e a unificação, outra os Turcos do continente, os politicos, estes ultimos não querem a unificação da ilha pela posição geopolitica que tem.
 

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uma coisa é os Gregos e Turcos da ilha (é relativo, muitos nem da ilha são, vieram da Anatolia a reboque das autoridades Turcas), os ilhéus querem é paz e a unificação, outra os Turcos do continente, os politicos, estes ultimos não querem a unificação da ilha pela posição geopolitica que tem.
Não viste o link que deixei pois não?!
" President Abdullah Gul said on Monday (July 13th) that Turkey wants to see Cypriot reunification talks concluded soon and a referendum held by the end of the year"

E quem votou contra a unificação no ultimo referendo foram os ilhéus da parte Grega da ilha!!
 

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não reparei no link, reconheço :eek:kay: com as condições que a Turquia quer para a unificação (continuar a ingerir nos assuntos do pais) é natural k a comunidade Grega não aceite a unificação, tira-lhe as condições Turcas e faz um referendo de novo na parte Grega :dunno:
 

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não reparei no link, reconheço :eek:kay: com as condições que a Turquia quer para a unificação (continuar a ingerir nos assuntos do pais) é natural k a comunidade Grega não aceite a unificação, tira-lhe as condições Turcas e faz um referendo de novo na parte Grega :dunno:
Quem fez as condições do referendo de 2004 (que resultaria num Chipre unido e inteiramente na União Europeia) foi o pouco Turco Kofi Annan!
E só 24.17% dos Cipriotas-Gregos aceitaram contra 64.90% do "sim" dos cipriotas-Turcos!
 

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Glory to Chairman Meow!
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Provavelmente porque uma reunificação nesses termos iria reconhecer e tornar irreversíveis as ocupações de casas e propriedades por turcos após a invasão de 1974 [no ano passado vi um filme grego sobre uma família grega que vive em Istambul de onde são expulsos nos anos 70 pelas autoridades, não porque tenham feito algum mal, mas por retaliação pelas tensões entre gregos e turcos em Chipre].

Além disso, a Turquia parecer reservar-se o direito de intervenção no caso de perturbação da ordem e isto é algo que aos olhos dos cipriotas é inaceitável.

Já agora, não existe "parte grega", o que existe é a República de Chipre, o único estado cipriota reconhecido por virtualmente todos os estados soberanos do Mundo, excepto pela Turquia que apenas reconhece a República Turca do Norte de Chipre, por isso cada vez que se utiliza a palavra "Chipre" isso designa a República de Chipre.
 

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Provavelmente porque uma reunificação nesses termos iria reconhecer e tornar irreversíveis as ocupações de casas e propriedades por turcos após a invasão de 1974 [no ano passado vi um filme grego sobre uma família grega que vive em Istambul de onde são expulsos nos anos 70 pelas autoridades, não porque tenham feito algum mal, mas por retaliação pelas tensões entre gregos e turcos em Chipre].

Além disso, a Turquia parecer reservar-se o direito de intervenção no caso de perturbação da ordem e isto é algo que aos olhos dos cipriotas é inaceitável.

Já agora, não existe "parte grega", o que existe é a República de Chipre, o único estado cipriota reconhecido por virtualmente todos os estados soberanos do Mundo, excepto pela Turquia que apenas reconhece a República Turca do Norte de Chipre, por isso cada vez que se utiliza a palavra "Chipre" isso designa a República de Chipre.
Não se pode falar de um assunto tão delicado como este quando só se vê um dos lados... Não podes ver um filme Grego e pronto... Experimenta ver um Turco, para veres os dois lados...

As condições levadas a referendo foram feitas por Koffi Annan, e aprovadas pela ONU e pela UE...

O que acontece é que a Grécia não quer a Turquia na UE, e como para a Turquia entrar é preciso a questão de Chipre ser resolvida, a Grécia tenta fazer com que esse assunto não seja resolvido...

Existe sim uma parte Grega da ilha, e uma parte Turca... E ainda existe uma
zona tampão da ONU e umas bases Britânicas...
A ONU reconhece a situação como tal, apenas não reconhece a legitimidade do Estado Cipriota-Turco...
 

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Houve expulsão de população Turca e Grega de ambos os lados, e ocupações de ambos os lados. O mesmo se passou nos actuais territórios de Gracia e Turquia onde houve deslocações massivas de populações de ambos os lados. Se não tivesse havido intervenção militar Turca em Chipre o que teria acontecido a população Turca que lá vivia? Havia n aldeias de maioria Turca no lado ocidental e vice-versa, o que aconteceu foi uma perca de identidade cultural enorme.

Relativamente a Moldavia, poderá estar numa situação difícil actualmente mas ira recuperar de certeza. O problema não reside no enclave, nem tão pouco a população se quer juntar a Romenia.
 
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