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O Prof Godin
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As Pousadas de Portugal são um caso único, um caso de estudo, raro em Portugal e no mundo.
Aborda a questão do património histórico e do património moderno, do século XX em Portugal.
Para que serve o património e a herança cultural? O que é um monumento? Qual é o valor de um monumento? Para que serve um monumento?

O recente governo de PT respondeu-nos de forma clara. Não vale nada! Foi uma herança da “avó”, da “fascista”, e portanto vamos vende-la e esquecer rapidamente o assunto…precisamos de renovar a nossa frota de automóveis…e mais umas coisas…o passado está morto e nada vale…

Assim resolvi-me a fazer este thread, com a informação ainda disponível, e antes que tudo seja vendido a granel, como é habito recente em Portugal……Deixo à consciência de cada um avaliar o que foi vendido, e como pode ser vendido…

Começo por fazer alguma publicidade de “imagem” sobre o que aqui vou pôr. As imagens iniciais iram desaparecendo, substituídas pelas obras em questão, integrando as fotografias aéreas apresentadas…

Ainda faço um apelo à comunidade do fórum PT, no sentido de deixarem o espaço do “café” e passarem a participar activamente no fórum com threads de fotografias e informação sobre arquitectura e urbanismo, razão de ser deste fórum…de outra forma ele morrerá, afogado nas vossas palavras e opiniões…

Começo por pôr, talvez a mais imponente pousada, a Pousada Rainha Santa Isabel, intervenção no Castelo de Estremoz, construído no século XIII, com intervenções até ao século XVII, e reabilitado no século XX, em 1939 - reparo geral do Castelo; DGEMN: 1944 - consolidação com substituição dos cunhais, reparação e regularização das paredes, reparação dos pavimentos, consolidação das abóbadas e demolição de um parapeito que existia entre torres; 1961 - reparação dos telhados; 1967 / 1988 - obras de adaptação a Pousada, projecto do Arq. Rui Angelo do Couto: execução de escavações nos pisos inferiores para instalação da zona de serviços incluindo construção de paredes exteriores e interiores, drenagens e coberturas em lages de betão revestidas a cerâmica; nos 1º e 2º andar e em parte do r/c, execução de pavimentos e tectos em lajes de betão e tijolo armado; execução de novas coberturas; execução de divisórias interiores, redes de águas, electricidade, aquecimento e ar condicionado; execução de pavimentos em mármore, mosaico e tijoleira; execução de rebocos, lambris de mármore e azulejo, carpintarias e pinturas; restauro da Torre de Menagem, da muralha e de pinturas decorativas no 1º andar; sucessivas beneficiações; 1980 / 1981 / - obras de recuperação de vários troços de muralha; 1995 - limpeza, rebocos e caiação de panos de muralha e compartimentos interiores, revestimento dos terraços em tijoleira, desentulho do esconso inferior e exterior (fachada NO.) e restauro com ampliação do gradeamento em ferro; 1997 - reconstrução e recuperação troços de panos de muralha; 1999 e 2001 - reparação de panos de muralha, incluindo limpeza e vegetação, preenchimento de lacunas, consolidação e reconstrução de cunhais, refechamento de juntas, reconstrução pontual do cordão e realização de coroamento.

É um dos meus predilectos…

Mas antes disso deixo aqui algumas imagens do que iremos ver…











































































:) :) :) :cheers:
 

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Pousada Rainha Santa Isabel - Castelo de Estremoz

Construído no século XIII, intervenções até XVII, reabilitada em 1944 e 1961, adapatação a pousada entre 1967 e 1988, com projecto do arquitecto Rui Ângelo do Couto. É toda em mármore…

















































:) :) :):cheers:




Bibliografia
BRANDÃO, Fr. Francisco, Monarchia Lusitana, 4ª Parte, Cap. 24, Lisboa, 1632; PIMENTEL, Luis Serrão, Methodo Luzitanico, para desenhar as Fortificaçoes das Praças Regulares (...), Lisboa, 1680; SEPÚLVEDA, Cristóvão Ayres de Magalhães, História organica e politica do exercito portuguez - Provas, Lisboa - Coimbra, 1907, Lisboa, 1913; CHAVES, Luís, Arqueologia Artística III - Siglas nos Edifícios Medievais de Estremoz, Lisboa, 1917; MATOS, Gastão de Melo, Nicolau de Langres e a sua obra em Portugal, Lisboa, 1941; ALMEIDA, João de Almeida, Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses, Vol.3, Lisboa, 1948; CRESPO, Marques, Estremoz e o seu termo regional, Estremoz, 1950; ESPANCA, Túlio, Fortificações da Cidade de Estremoz, A Cidade de Évora, nº 51 e 52, 1962; ESPANCA, Túlio, Inventário Artístico de Portugal-Distrito de Évora, Vol.8, Lisboa, 1975; MOP - DGEMN, Pousada da Rainha Santa Isabel, Estremoz, 1970; Pousada da Rainha Santa Isabel, Boletim da Direcção-Gera l dos Edifício e Monumentos Nacionais, nº127, Lisboa, 1977; LOBO, Susana, Pousadas de Portugal. Reflexos da Arquitectura Portuguesa no Século XX, Coimbra, Imprensa Universitária de Coimbra, 2006
 

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Discussion Starter · #3 ·
Texto Teórico

[…As Pousadas de Portugal
“As Pousadas de Portugal” foi uma ideia de turismo nacional criada em 1939 por António Ferro (1895- 1956), que nasceu sobe os auspícios de um regime que pretendia afirmar-se através da arquitectura, valorizando o seu património arquitectónico histórico, inspirado por uma corrente de pensamento neo-romântica que pretendia valorizar o aspecto bucólico e rural do Portugal da época. Influenciado pelas teorias de Raul Lino e da “Casa Portuguesa” dos anos 1900-1920, pretendia-se criar um conjunto de unidades hoteleiras que não se assemelhassem com hotéis, nos quais o hóspede tivesse a ideia que se encontrava na sua própria casa de campo e não num hotel onde seria reconhecido pelo numero do quarto em que ficava. A preocupação destas unidades não se limitava à arquitectura exterior, que deveria ter características arquitectónicas de identificação tradicionalista, regionaliza e historicista, mas ia também ao pormenor da decoração interior e do seu mobiliário de forma a existir identificação com a região em que se encontravam, permitindo uma continuidade entre interior e exterior, entre casa e campo. A materialização desta ideologia foi entregue inicialmente a dois arquitectos portugueses, Miguel Jacobetty Rosa (1901-1970) para a parte Sul do país e Rogério de Azevedo (1898-1983) para a parte mais a Norte. A ideia inicial foi interpretada por uma forte componente moderna da formação dos seus arquitectos, a que correspondeu um conjunto de obras coerentes, que com o tempo passou a ter um cunho marcadamente moderno, passando da fase tradicionalista para a fase de exaltação monumentalista, pousadas em monumentos históricos, sucedendo-lhe uma fase de construções de raiz, outra de valorização do “locus”, voltando nos últimos 20 anos a uma fase de intervenção no monumental. Neste longo percurso participaram muitos arquitectos de diversas linhas e escolas, introduzindo cada um uma mais-valia pessoal, cumprindo os programas, adaptando e interpretando o conceito de intervenção em monumentos, ou obras de raiz, mantendo o conceito original de desenhar e mobilar os seus interiores. A visita destes espaços permite-nos uma viagem no tempo, nas ideias e nos conceitos. Permite-nos ter uma visão da arquitectura portuguesa ao longo de quase 70 anos. A liberdade de criação subjacente a estas edificações, quer se trate de uma construção de raiz ou de reabilitação, permite ainda a identificação do arquitecto responsável com a sua restante obra. Deste grande conjunto de intervenções só 3 projectos se localizam em estações balneares: A Pousada da Nazaré, de Ruy Jervis de Athouguia, (195?), não construída; a Pousada do Infante D. Henrique, 1960, em Sagres, Algarve, do arquitecto Jorge Segurado e a Pousada da Ria, em Murtosa, Aveiro, projecto de Alberto Cruz em 1960. Destas só a ultima, Murtosa, se relaciona directamente com a actividade balnear pela sua localização próxima do mar e da praia, ainda que virada sobre o rio. Mas mesmo aqui não se trata de um hotel balnear.
Um conjunto de outras intervenções, que designamos de à borda d’água, constituída pela Pousada do Forte da Berlenga, 1953, Ilha Berlenga, Peniche; a Pousada de S. Pedro, 1954, numa ilha da Barragem de Castelo da Bode, Tomar; em Valença, a Pousada de São Teotónio, 1954-62, projecto de João Andresen; a Pousada de São Felipe, 1965, Setúbal; Pousada de Santa Clara, na Barragem de Santa Clara-a-Velha, 1971, Odemira, Alentejo, projecto de 1961 de Raul Chorão Ramalho; a Pousada de D. Dinis, 1982, em Vila Nova de Cerveira, na fronteira norte portuguesa, junto ao rio Minho, projecto de Alcino Soutinho e Rolando Torgo, embora se deva dividir entre pousadas de raiz, a Pousada de S. Pedro e a Pousada de Santa Clara, e pousadas em monumentos históricos, as restantes, não tem vocação balnear, limitam-se a relacionarem-se com a água pela sua localização.
Este conjunto de hotéis manteve desde o seu inicio um conceito de turismo ecléctico elitista, imagem de marca, que se separa do turismo balnear que tem necessidades próprias e se relaciona directamente com a praia …]

Todo este património, essência da cultura arquitectónica portuguesa, foi vendido recentemente pelo estado português a um grupo privado, grupo Pestana, com as consequências que o tempo nos trará…


Notas:

Jornalista, político, produtor e realizador de cinema, entusiasta do modernismo, foi director do Secretariado Nacional de Propaganda, promotor da Exposição Histórica do Mundo Português, etc. Sobre a vida e obra veja-se, entre outros, AA. VV. "Dicionário de História do Estado Novo", direcção de Fernando ROSAS e J. M. Brandão de BRITO, Volume I, Círculo de Leitores, Lisboa, 1996; AA. VV. "O cinema sob o olhar de Salazar", coordenação de Luís Reis TORGAL, Temas e Debates, Lisboa, 2001; AA. VV. "O Estado Novo, das origens ao fim da autarcia 1926-1959", Volume II, Editorial Fragmentos, Lisboa, 1987; LEAL, Ernesto Castro “António Ferro: espaço político e imaginário social 1918-1932”, Cosmos, Lisboa, 1994; Ó, Jorge Ramos do. "Os anos de Ferro", Editorial Estampa, Lisboa, 1999.
In, AA. VV. “Arquitectura Moderna Portuguesa, 1920-1970”, Ministério da Cultura, Instituto Português do Património Arquitectónico, Lisboa, 2004.
Sobre as Pousadas de Portugal veja-se, entre outros, FERNANDES, José Manuel “Pousadas de Portugal. Obras de Raiz e em Monumentos”, in, AA. VV. , Caminhos do Património, DGEMN, Livros Horizonte, Lisboa, 1999; BARRETO, Pedro "Pousadas de Portugal: Elixir para Anchietações". In Jornal Arquitectos n.º 197, pp. 49 a 54, Setembro/Outubro de 2000; ALMEIDA, Fernando “Castelos e Pousadas de Portugal”, Enatur, Lisboa,1999; ALONSO, Pilar ; GIL, Alberto “Pousadas de Portugal “, Everest Editora, Rio de Mouro, 2002; BRANDÃO, Mariana Viterbo “Pousadas de Portugal : três estudos de caso: Pousadas de D. Dinis, Santa Marinha da Costa e Santa Maria do Bouro”,policopiado, tese de mestrado em História da Arte em Portugal, Universidade do Porto, Porto, 2001.



Eduardo Cardoso MASCARENHAS DE LEMOS “Implementação do Modelo Balnear em Portugal: As Pousadas de Portugal”, in, “Modelos urbanos e a formação da cidade balnear. Portugal e a Europa”, tese de doutoramento em Arquitectura, especialidade de Planeamento Urbano, Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Wroclaw, Polónia, 2006
 

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Discussion Starter · #5 ·
Arpels; said:
olhe k não é toda em marmore Godin, em marmore é apenas a torre de menagem do castelo :sly:
A torre de menagem e tudo quanto é cantarias de pedra lavrada, escadarias, etc…em Estremoz até a calçada dos passeios é em mármore…
 

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Discussion Starter · #6 ·
Pousada do Marvão


Aqui fica uma foto de um italiano qualquer…:D

Apesar de ter havido um projecto, que data de 1946, para a instalação de uma Pousada onde hoje se encontra a Câmara Municipal, este nunca foi concretizado, segundo se diz devido a rivalidades existentes entre Marvão e Castelo de Vide. Só através da iniciativa de uma figura de relevo da época, o Senhor Jeremias da Conceição Dias, é que Marvão ficou dotado do primeiro estabelecimento hoteleiro.

Herdeiro de uma casa que uniu à do vizinho sacristão, entretanto adquirida, construiu e aí instalou uma estalagem, à qual deu o sugestivo nome de “Ninho D’ Águias”, a funcionar com 5 quartos. Cerca de 10 anos depois, foi integrada pelo S.N.I. na sua rede de Pousadas, ampliando-a para 8 quartos e aproveitando a extensa varanda para aí instalar um restaurante envidraçado, de onde se pode apreciar a magnífica panorâmica.

De 8 quartos passou para 13 em 1987, utilizando um pequeno jardim anexo ao restaurante e em 1992, após um encerramento de 15 meses para obras de ampliação e remodelação, reabriu com 28 duplos e 1 suite. Nesta ampliação, foi recuperada uma antiga fundição já em ruínas, localizadas em frente ao edifício original da Pousada. Manteve-se a localização do Restaurante, ligeiramente ampliado, antigos quartos deram lugar à actual sala de estar/bar com uma confortável lareira para as noites de Inverno e um terraço próximo foi aproveitado para esplanada panorâmica. Todos os quartos foram reequipados com mini-bar, rádio, TV com parabólica, telefones com linha directa para o exterior e secadores de cabelo.

Novamente em 2003 algumas alterações foram feitas, fruto de aquisição de mais uma casa contígua à Pousada. Assim, remodelaram-se 5 quartos que passaram a ter uma pequena varanda, e fizeram-se de novo 2 suites e uma sala de estar. Foi ainda fechado o terraço junto ao bar, para melhor aproveitamento desse espaço, que se tornava de amplitudes térmicas extremas. Já em 2004, e com o fim das obras, iniciou-se a remodelação da decoração da Pousada.












 

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Discussion Starter · #7 ·
Pousada de Santa Bárbara

Coimbra, Oliveira do Hospital, Lagos da Beira





















Arquitecto | Construtor | Autor
ARQUITECTO: Manuel Tainha; ARQUITECTO PAISAGISTA: Gonçalo Ribeiro Telles; DECORAÇÃO: Manuel Tainha e Tierno Bagulho; ENGENHEIRO CIVIL: Jovito Mendes Tainha; ENGENHEIRO ELECTROTÉCNICO: Alberto de Lemos Rola; ESCULTOR: Fernando Conduto e João Abel Manta; MOBILIÁRIO: Manuel Tainha e Tierno Bagulho;

Cronologia
1954 - DGEMN comprou o terreno onde deveria ser construída a pousada; apresentação do 1.º ante-projecto pelo arquitecto Manuel Tainha; 1955 - continuação dos estudos, pela Direcção dos Serviços de Construção e Conservação, para a construção dos novos edifícios destinados à instalação da pousada; 1956 - apresentação do 2.º ante-projecto; 1956 / 1957 - continuação dos estudos tendo em vista a construção, pelos Serviços de Construção e Conservação; 1959 - conclusão dos projectos para construção da pousada; 1966 - dado o atraso de anos na construção da pousada, houve necessidade de reavaliar todo o projecto e considerar a sua actualização. Contudo, a Direcção de Serviços de Construção deliberou que o projecto ainda se encontrava actual, necesitando apenas de pequenos reajustes que o arquitecto autor do projecto poderia resolver sem problema; 1968 - apresentação, pelo arquitecto Tainha, da proposta de estudos de mobiliário, equipamento e decoração dos sectores da pousada e da habitação do concessionário; 1969 - apresentação do projecto de arranjos exteriores pelo arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Teles; 1970 - aquisição de várias parcelas de terreno anexas ao edifício, não só para resguardar a privacidade da pousada, limitando qualquer tipo de construção na envolvente, mas também para a captação de água para abastecimento do estabelecimento; 1971, 13 de Junho - inauguração da pousada, com a presença do Presidente da República, Almirante Américo Tomás; 1980 - o edifício foi entregue à Direcção Geral do Turismo; 1988 - o imóvel foi registado em nome da ENATUR; 2003 - a pousada foi desintegrada da rede Pousadas de Portugal, encerrada e vendida a um particular; 2004 - o estabelecimento reabre, como estalagem, e com projecto de reabilitação do arquitecto Manuel Tainha;

Tipologia
Arquitectura civil turística, do século 20, de expressão "moderna". Pousada construída de raiz, inserida na segunda fase de construção destes estabelecimentos, cronologicamente situada entre os meados da década de cinquenta e os anos de sessenta. Foram projectadas para esta fase quatro novas pousadas: Ria de Aveiro, Vilar Formoso, Portela da Gardunha, Oliveira do Hospital e Valença, e cujos estudos, entregues a arquitectos da nova geração, pretendiam uma clara ruptura com as experiências anteriores, trazendo estes edifícios para uma linguagem mais moderna e contemporânea. Contudo, o processo acabou por ver ficar pelo caminho os projectos de Vilar Formoso, da autoria do arquitecto Teotónio Pereira, e Portela da Gardunha, do arquitecto Francisco Blasco. Os projectos de Oliveira do Hospital e Valença do Minho, de João Andresen (v. PT011608150028), prosseguem mas arrastam-se durante mais de uma década (LOBO, 2006, p. 81-87)

Características Particulares
Estabelecimento de hotelaria desintegrado da rede Pousadas de Portugal.

Dados Técnicos
Não definido

Materiais
Betão, granito, madeira, vidro

Bibliografia
Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1955, Lisboa, 1956; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1956, Lisboa, 1957; "Quatro novas pousadas", Arquitectura, n,º 62, Set. 1958, pp. 5-23; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério nos anos de 1957 e 1958, 1º Volume, Lisboa, 1959; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério nos Anos de 1959, 1º Volume, Lisboa, 1960; M.O.P.-DGEMN, Pousada de Santa Bárbara, s.l., 1971; Anos 60, Anos de Ruptura: Arquitectura Portuguesa nos Anos Sessenta, Lisboa, 1994; FERNANDES, José Manuel, "Pousadas de Portugal: obras de raiz e em monumentos", Caminhos do Património, Lisboa, 1999; LOBO, Susana, "1942-2002 - 60 Anos de Pousadas" in Arquitectura Moderna Portuguesa 1920-1970. Um Património a Conhecer e Salvaguardar, Lisboa, IPPAR, 2004, pp. 83-101; LOBO, Susana, Pousadas de Portugal. Reflexos da Arquitectura Portuguesa do Século XX, Coimbra, Imprensa da Universidade de Coimbra, 2006;

Fonte: Varias e www.monumentos.pt

























:) :) :) :cheers:
 

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Excelente thread :applause:! A da Póvoa das Quartas e a do Caramulo eram duas pousadas com excelentes vistas :drool:... Lamentável terem sido desanexadas :doh:...
 

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Discussion Starter · #10 ·
raonidantas; said:
Era legal ter colocado os nomes! mas são todas bem peculiares! :)
…foi só uma apresentação geral. Agora vou pondo uma por uma com a identificação respectiva…:)

pedrodepinto; said:
Excelente thread :applause:! A da Póvoa das Quartas e a do Caramulo eram duas pousadas com excelentes vistas :drool:... Lamentável terem sido desanexadas :doh:...
…a pousada do Caramulo era também das minhas predilectas. Pequenina, também só com 5 quartos. Depois foi ampliada e perdeu muito da sua graça inicial…tenho uns slides mas já só com a ampliação…que com pena minha aprovei o projecto nos meus tempos de burocra da CCR…:)
 

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…a pousada do Caramulo era também das minhas predilectas. Pequenina, também só com 5 quartos. Depois foi ampliada e perdeu muito da sua graça inicial…tenho uns slides mas já só com a ampliação…que com pena minha aprovei o projecto nos meus tempos de burocra da CCR…:)
Sempre gostei muito das paisagens da Beira Alta, especialmente daquela zona :eek:kay:! A ampliação foi quando :dunno:? Já sabia que tinha sofrido obras, agora o ano ao certo...
 

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Fica perto da Beira Litoral, mas ainda faz parte da Beira Alta ;).
A trilogia beirã contida na anterior divisão provincial - Beira Alta, Beira Baixa e Beira Litoral - ainda permanece bem viva no espírito de muitos portugueses, com a qual se mantêm identificados apesar de a nova divisão territorial do continente apenas estabelecer duas Beiras, a Litoral e a Interior. A redução resultou essencialmente da fragmentação da Beira Alta. A maior parte dos concelhos do distrito de Viseu passou a integrar a Beira Litoral, do mesmo modo que a quase totalidade dos restantes, pertencentes ao distrito da Guarda, foi associada à Beira Baixa, passando a constituir a Beira Interior.
http://www.drabl.min-agricultura.pt/base/beira_litoral.htm
 

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pois, tb não sei se esse site que indiquei é credível. Eu é que estava na ideia que o Caramulo era Beira Litoral. ;)


edit: afinal é credível.. é do ministério da agricultura :p
 

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Discussion Starter · #17 ·
…coisas dos dias de hoje…beira é beira…uma identidade cultural própria…depois vieram os políticos a dividir, para reinar…

…Mas, pedrodepinto, a ampliação já tem uns 10 anos…
Diz-se, que o celebre médico do Caramulo, o do sanatório, do museu, etc…Dr. Lacerda (penso??), mandou construir a pousada para receber condignamente hospedes mais "importantes"…e que posteriormente foi integrada na rede das Pousadas de Portugal…

Na verdade, o tempo dos sanatórios terminou nos anos 50, com a descoberta da penicilina…Depois fecharam todos…depois veio o 25 e quiseram "nacionalizar" os museus do Dr. Lacerda…

Creio que foi nesse contexto que a pousada foi integrada…mas não tenho a certeza…
 

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pois, tb não sei se esse site que indiquei é credível. Eu é que estava na ideia que o Caramulo era Beira Litoral. ;)
Tenho uma enciclopédia que menciona que o Caramulo faz parte da Beira Alta ;)... Estas divisões são todas muito duvidosas, cada um tem a sua versão e tal :nuts:...
 

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…Mas, pedrodepinto, a ampliação já tem uns 10 anos…
(...)
Na verdade, o tempo dos sanatórios terminou nos anos 50, com a descoberta da penicilina…Depois fecharam todos…depois veio o 25 e quiseram "nacionalizar" os museus do Dr. Lacerda…
Obrigado, Professor :eek:kay:!
Depois da década de 50 foi o descalabro total desse tipo de instalações, com muita pena minha, que adoro termas e sanatórios :eek:hno:...
 

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Discussion Starter · #20 ·
Pousada de Palmela - Castelo de Palmela

Castelo de Palmela / Convento e Igreja de Santiago / Pousada de Palmela

Localização
Setúbal, Palmela, Palmela




Época Construção
Séc. 12 / 13 / 15 / 17 / 20

Arquitecto | Construtor | Autor
ARQUITECTO: Luís dos Santos Castro e Lobo (projecto de adaptação do convento a pousada); DECORADOR: Maria Eduarda Ribeiro da Cunha

Afectação
Enatur, DL 662/76, de 04 Agosto e Despacho conjunto do Ministro das Finanças e do Plano e Turismo, DR. 43, 2.ª série, 21 Fevereiro 1980 (castelo) / Câmara Municipal de Palmela, auto de cessão de 19 Outubro 1939 e de 26 Junho 1999 (parte do castelo e igreja).

















:) :) :) :cheers:
 
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