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Discussion Starter · #1 · (Edited)
Adoro essa Avenida, símbolo da cidade:)

Pra começar ilustro o thread com
uma foto antiga e outra, mais ou menos
atual.

Os posts seguintes, seguem suas Histórias

Antiga, de 1891



o engenheiro uruguaio Joaquim Eugênio de Lima inaugurou em 1891 a Avenida Paulista, com projeto similar às grandes avenidas européias
foto postada pelo forista Rafael, do livro Paulista
Jules Martin - Aquarela sobre papel - USP/MP
(Acervo do Museu Paulista da Universidade de São Paulo)


Aérea, 1999/começo dos anos 2000


crédito: cartão-postal; Studio Stajano
 

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Discussion Starter · #2 ·
Símbolo da Cidade
Nas últimas décadas do século XIX, foram instaladas as primeiras indústrias paulistas. O dinheiro movimentado pelo café financiou máquinas e importou mão-de-obra. Nesse período, a cidade de São Paulo inicia seu processo de modernização e ganha destaque como o principal centro industrial do País.

Em sintonia com esse momento de efervescência da metrópole emergente, o engenheiro uruguaio Joaquim Eugênio de Lima inaugurou em 1891 a Avenida Paulista, com projeto similar às grandes avenidas européias. Aos poucos, a nascente burguesia paulistana ocupou a avenida com seus elegantes e requintados casarões, e transformou-a numa das referências mais consagradas da cidade. A eclética arquitetura da avenida conviveu com corsos carnavalescos, corridas de automóveis e outras manifestações populares.

A partir dos anos 30, São Paulo surpreende. Entre 1934 e 1938 a indústria paulistana cresce 60%. Em 1941, já possui o maior parque industrial da América Latina, com 14 mil fábricas. Esse fenômeno provocou uma nova fase na cidade de São Paulo, particularmente na Avenida Paulista, que trocou sua vocação residencial por um acelerado processo de verticalização com a implantação dos primeiros edifícios comercias e de serviços. As novas atividades e a constante valorização dos terrenos imprimiram uma outra dinâmica à Paulista.

Mais tarde, no início dos anos 70, foram necessárias obras de alargamento na avenida para que pudesse suportar a intensa circulação de veículos. Nos anos 80, as multinacionais e as instituições financeiras construíram os primeiros edifícios de alta tecnologia. Com uma estética característica dos grandes centros comerciais internacionais e com a chegada do eficiente serviço metroviário, a população paulistana se identifica com a Paulista e a elege Símbolo da Cidade.

Depois de mais de 100 anos, torna-se fácil perceber a grandeza da Avenida Paulista. Instalada na maior cota da topografia urbana paulistana, transformou-se centro econômico mais importante do País e no centro cultural mais agitado da cidade. Uma situação sintonizada com as referências da modernidade que sintetiza os valores dissonantes da maior metrópole do continente.

Estas e outras alterações urbanas e sociais estão registradas em 450 fotografias digitalizadas, disponíveis no Banco de Dados do Itaú Cultural - Módulo Fotografia, Setor Memória Fotográfica da Cidade de São Paulo. Um conjunto de imagens que traduz o cotidiano da avenida e registra os radicais processos de mudanças arquitetônicas e urbanísticas a que foi submetida. Fotografias que celebram os vários ciclos de uma história de acertos, contradições e equívocos e refletem a dinâmica de transformação da cidade.




Rubens Fernandes Junior
Consultor do Módulo Fotografia, Itaú Cultural
 

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Discussion Starter · #3 ·
Histórico Origem




A avenida Paulista foi inaugurada no dia 8 de dezembro de 1891, graças à iniciativa do engenheiro uruguaio Joaquim Eugênio de Lima. Inicialmente, o Caminho Real Grandeza era apenas uma trilha aberta na Mata do Caaguaçu, no alto do espigão, divisor de águas dos rios Pinheiros e Tietê, a 847 m de altitude máxima.

Os proprietários da Chácara Bela Cintra idealizaram uma grande avenida plana, com 28 m de largura e 2.800 m de comprimento. O piso, recoberto de pedregulhos brancos, contrastava com magnólias e plátanos, que organizavam três faixas, uma destinada aos bondes de tração animal, outra, às carruagens e cavaleiros, e a terceira, aos passeios para pedestres em ambos os lados.

A nova avenida seria Avenida das Acácias ou Prado de São Paulo, mas, opondo-se aos amigos que queriam seu nome, Joaquim Eugênio de Lima declarou: "Será Paulista, em homenagem aos paulistas
 

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Discussion Starter · #4 ·
Período 1891 - 1937


A primeira fase da Avenida Paulista é o momento de concretização da vocação de grandeza desse fenômeno urbanístico de São Paulo. Aos poucos ela se transformou em foco de animação da cidade. Os ricos senhores do café e da nascente burguesia comercial, industrial e financeira construíram elegantes casarões, de um ecletismo arquitetônico incomum. Corridas de charrete, de cabriolés e dos primeiros automóveis, os corsos carnavalescos dos anos 20 e 30, a beleza da mata nativa do Parque da Avenida e a folia dos Salões do Belvedere Trianon traduziam a presença marcante da Paulista na história da cidade.

No final do anos 20, seu nome foi alterado para Avenida Carlos de Campos, em homenagem ao ex-presidente do Estado de São Paulo, mas veio a reação da sociedade e, com ela, a volta ao nome já popularmente consagrado.


Foto da Av. Paulista - início do século XX



Notas

Hospital Santa Catarina

Inaugurado em 1906, o primeiro hospital particular da cidade de São Paulo foi obra das irmãs da Congregação Assistencial Santa Catarina. Ao longo dos anos, o hospital sofreu diversas alterações em suas instalações. Nas revoluções de 1924 e 1930, o então Sanatório Santa Catarina transformou-se em asilo de refugiados e operou como banco de sangue. Em 1952, foi inaugurada a primeira torre, com sete andares, e fundada a Escola de Auxiliares de Enfermagem Santa Catarina, hoje Faculdade de Enfermagem Santa Catarina.

Grupo Escolar Rodrigues Alves

A instituição Escolas Reunidas da Avenida Paulista, mais tarde Grupo Escolar Rodrigues Alves, começou a funcionar em 1907, em prédio alugado na esquina da Paulista com a Rua Pamplona.
O atual edifício inaugurado em 1919 é projeto do escritório Ramos de Azevedo, e representa o esforço do primeiro período republicano para ampliar a instrução escolar através da atuação do Estado. Foi tombado em 1985 pelo Condephaat.

Casa das Rosas

A Casa das Rosas foi o último projeto de Ramos de Azevedo, realizado em 1928. Construída em 1935 para sua filha, a casa foi concebida nos padrões do classicismo francês. Dividida em quatro pavimentos, tem 2.845 m2 de área construída num terreno de 5.500 m2.
Nos amplos jardins, também desenhados ao gosto francês, as roseiras consagraram a Casa das Rosas. Tombada pelo Condephaat em 1986, ela é atualmente uma Galeria de Arte vinculada à Secretaria de Estado da Cultura.

Instituto Pasteur

Em 1903, empresários paulistas fundaram o Instituto Pasteur de São Paulo, cuja proposta era incentivar a pesquisa do vírus rábico. Desde o início está instalado no mesmo edifício na Avenida Paulista, 393.
Devido às dificuldades financeiras em 1916, foi doado ao então Serviço Sanitário do Governo do Estado. Atualmente, está subordinado à Secretaria de Estado da Saúde, desenvolvendo pesquisas e coordenando o Programa de Profilaxia da Raiva Humana.

São Silvestre

É o evento esportivo mais tradicional de São Paulo, iniciado em 1924 pelo jornalista Cásper Libero. Do Belvedere Trianon deu-se a largada com 60 atletas percorrendo 8 km até a Associação Atlética São Paulo. O vencedor foi Alfredo Gomes, do Clube Espéria.
A prova se internacionalizou em 1945 e, desde 1975, é realizada também a corrida feminina. Nos últimos anos teve seu percurso alterado diversas vezes e, desde 1989, seu horário foi transferido para tarde do último dia do ano.

Belvedere Trianon

Durante a administração do prefeito Barão de Duprat (1910), foram adquiridos os terrenos do Parque Villon e do Belvedere Trianon - projeto de Ramos de Azevedo inaugurado em 1916 por Washington Luís. O Trianon com seu restaurante e confeitaria converteu-se no ponto de encontro da sociedade paulistana: bailes, homenagens políticas, carnaval e até o manifesto modernista. A partir dos anos 30 foi perdendo importância e lentamente foi sendo abandonado. Em 1951, abrigou o Pavilhão da I Bienal de São Paulo.

Parque Tenente Siqueira Campos

O parque é uma área verde de 48.624 m2 remanescente da Mata Atlântica, no alto do Caaguaçu. Inaugurado em 1892 como Parque Villon, logo se transformou num elegante ponto de encontro paulistano. Nos anos 30, passou a se chamar Parque Tenente Siqueira Campos. As mais significativas intervenções foram as do arquiteto inglês Barry Parker e a de Burle Marx. Possui espécies nativas, diversas esculturas e foi tombado pelo Condephaat em 1982.

Joaquim Eugênio de Lima

Nasceu em Montevidéu, Uruguai, em setembro de 1845. Urbanista e jornalista, diplomou-se em Agronomia na Alemanha e, depois e viajar por vários países da Europa, fixou residência em São Paulo. No início de 1890, idealizou a Avenida Paulista, criando para a cidade uma grande artéria, similar às existentes nas metrópoles européias.
Como jornalista possibilitou, em 1873, a circulação de dois jornais: "Omnibus" e "Cidade de São Paulo". Morreu em junho de 1902.

Residência Joaquim Franco de Mello

Construída em 1905 pelo engenheiro Antonio Fernandes Pinto, a casa constitui-se no único exemplar remanescente da primeira fase residencial da Avenida Paulista. Situada num terreno de 4.720 m2, com grande área verde, a residência tem 35 cômodos e caracteriza-se pelo ecletismo de sua fachada: estilo Luís XV na ornamentação rococó do frontão curvo e nos caixilhos das janelas, mansarda renascentista com telhas francesas e torreão.

Colégio São Luís/Capela São Luís de Gonzaga

O Colégio São Luís de Gonzaga é uma instituição educacional fundada em 12 de maio de 1867, em Itu, por padres jesuítas. Transferiu-se para São Paulo em 1918, logo após a compra do edifício Gymnasio Anglo-Brazilian School, localizado na Avenida Paulista.
A Capela do Colégio, construída na década de 30, tem projeto do arquiteto Luiz Ignácio Romeiro de Anhaia Mello. Em 1960, a capela tornou-se Paróquia São Luís de Gonzaga, aberta ao público.
 

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Período 1938 - 1975




A partir dos anos 30, coincidindo com o levantamento aerofotogramétrico realizado pela empresa italiana SARA para a cidade de São Paulo, a modernidade chega à Paulista. Inicia-se o processo de verticalização. Seus casarões começam a ser substituídos por edifícios residenciais. O Belvedere Trianon é demolido. A avenida ganha nova personalidade: surgem conjuntos comerciais e de serviços, galerias e lojas de departamentos; constroem-se o MASP e o Complexo Viário em seu trecho final, completando o novo perfil com as obras de alargamento.

Assim, entre várias edificações de expressão, a I Bienal Internacional de São Paulo, o Restaurante Fasano e o Cine Astor, ambos no Conjunto Nacional, e o prédio da Gazeta interam-se à Paulista, transformando-a em centro comercial, residencial, cultural e de lazer.


Foto da Av. Paulista - 1972



Notas

Painel do Edifício Nações Unidas

No Edifício Nações Unidas, localizado na Paulista, 648, encontra-se um painel de Clóvis Graciano, feito de cerâmicas quadradas, em 1959. O artista nasceu em Araras, em 1907. Mudou-se para São Paulo em 1934 e começou a frequentar o ateliê de Waldemar da Costa e a Escola de Belas-Artes como aluno livre.
A partir de 1937, frequentou o Palacete Santa Helena, juntamente com Rebolo, Zanini, Bonadei e outros. Em toda sua carreira Clóvis Graciano permaneceu fiel ao figurativismo.

Edifício Top Center

O Edifício Top Center foi inaugurado em 1975, com projeto dos arquitetos Jorge Zalszupin e José Gugliota. Tem 37.000 m2 de área construída, distribuída em 17 pavimentos.
A construção se destacou por adotar um moderno sistema de segurança: portas corta-fogo localizadas em lugares estratégicos, alarmes e sistema sprinklers em todas as dependências, escada de incêndio externa, iluminação de emergência e heliponto.

Túnel 9 de Julho

O projeto de execução de uma avenida no Vale do Saracura, ligando o centro da cidade ao Jardim América, data dos anos 20. Sem interromper a Avenida Paulista, ultrapassava o espigão por meio de dois túneis paralelos.
As obras foram iniciadas em 1929 e inauguradas em 1938. Foi necessária a execução, em parte a céu aberto, de abóbadas de concreto que, recobertas por um grande aterro, formaram a Praça Alexandre de Gusmão, na qual construiu-se um caramanchão neoclássico como remate do sistema de ventilação dos túneis.

MASP

O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand foi inaugurado em 2 de outubro de 1947. A atual sede, na Avenida Paulista, projetada pela arquiteta Lina Bo Bardi em 1957 e inaugurada em 1968, ocupa o local do antigo Belvedere Trianon. Sua pinacoteca, organizada por Pietro Maria Bardi, reúne a arte ocidental mais significativa da América Latina.
Tombado pelo Condephaat em 1986, o edifício é um simples paralelepípedo suspenso por dois pórticos de concreto protendido que possibilitam um vão livre de 74 m.

Conjunto Nacional

O Conjunto Nacional, projeto do arquiteto David Libeskind inaugurado em 1956, ocupa uma das maiores áreas da Avenida Paulista. O conjunto, com 150.000 m2, é composto de volumes básicos, sendo um horizontal, ocupando toda área disponível da quadra, e outro vertical, dividido em três torres contíguas, recuadas da avenida, com 25 andares cada uma. Revolucionário para a época, o primeiro shopping center da América Latina viveu seus dias de glória nos anos 60, quando atraiu para a Paulista o comércio elegante do centro da cidade.

Restaurante Fasano

O Fasano iniciou suas atividades na Paulista em 1957, inaugurando a confeitaria que ocupava uma loja no andar térreo do Conjunto Nacional. No ano seguinte, começaram a funcionar o Salão de Festas, que era alugado para bailes e eventos sociais, e o Jardim de Inverno, cujo restaurante promovia os famosos jantares em que cantaram Nat King Cole, Marlene Dietrich, Sara Vaughan, entre outros.
Em 1963, o restaurante foi vendido pata o Grupo Liquigás e, em 1968, o térreo foi vendido ao Banco Francês e Brasileiro. Hoje, outro restaurante com o mesmo nome funciona na Rua Haddock Lobo.

Edifício Sul-Americano

Destinado às instalações de um banco e mais tarde incorporado pelo Conglomerado Itaú, o Edifício Sul-Americano foi projetado em 1962 pelo Escritório Rino Levi Arquitetos Associados.
Situado na esquina da Rua Frei Caneca, compõe-se de dois blocos superpostos: um horizontal, de cinco pavimentos, ocupando toda área disponível do terreno, e um bloco vertical, com 20 andares. Entre os dois blocos, um andar parcialmente livre apresenta terraço-jardim projetado por Burle Marx.

Maison Madame Rosita

O ateliê de alta-costura Madame Rosita foi inaugurado na década de 30 pela uruguaia Rosita Libman, com o nome de Peleteria Americana, na Rua Barão de Itapetininga.
Em março de 1963, transferiu-se para a Paulista, no Conjunto Nacional, trazendo o comércio de luxo para a região. No ano seguinte, muda-se para endereço próprio, Avenida Paulista, 2.295, adotando o nome que tem até hoje. Em 1993, mudou-se para a Alameda Jaú.
 

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Período 1976 - 1993




A visão de futuro, empresarial e urbanística, de Joaquim Eugênio de Lima possibilitou à Avenida Paulista suportar, nas duas últimas décadas, radicais processos de transformação, embora o adensamento urbano e as decorrentes solicitações de transporte tivessem alterado suas relações orgânicas com a cidade.
A Paulista continua sendo importante centro das atenções políticas, econômicas e culturais da cidade, por onde circulam mais de um milhão de pessoas e mais de cem mil veículos por dia. Cinemas, museus, centros culturais, bancos, empresas nacionais e internacionais, edifícios de alta tecnologia e as sofisticadas estações do ramal metroviário traduzem sua função de referencial de metrópole primeiro mundista.
Em 1990, a população de São Paulo elegeu a Avenida Paulista "Símbolo da Cidade".

Notas

Torres

As torres do espigão Paulista-Sumaré tornaram-se uma das características de São Paulo. Só na Avenida Paulista existem atualmente 12 torres de transmissão de rádio e TV. O interesse das emissoras pela Paulista deve-se ao fato de ser o ponto mais alto da cidade, de onde se pode atingir toda a Grande São Paulo. Destacam-se as torres da TV Globo/TV Gazeta, sobre o edifício da Fundação Cásper Líbero, inaugurada em 1983, com 110 m de altura, e a TV Jovem Pan UHF, no edifício Senai, com 120 m de altura.

Edifício do Senai

A sede do Departamento Regional do Senai - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, que desde 1942 contribui para a formação de mão-de-obra especializada para a indústria brasileira, localiza-se na Avenida Paulista, 750. O edifício, projeto do Escritório Rino Levi Arquitetos Associados, tem 25 andares, fachada em concreto aparente e heliponto na cobertura.

Fiesp/Ciesp

Na Avenida Paulista, 1.313, localiza-se, desde 1979, o edifício projetado pelo Escritório Rino Levi Arquitetos Associados, sede da Fiesp/Ciesp.
Em abril de 1928 foi fundado o Ciesp - Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, primeira associação a congregar as indústrias paulistas. Três anos mais tarde foi fundada a Fiesp - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, reunindo empresas privadas e sindicatos patronais.

Citicorp/Citibank

O edifício Citicorp/Citibank, com 93 m de altura e 20 andares, foi inaugurado em 1986. O projeto do Escritório Croce, Aflalo e Gasperini destacou-se no perfil da Paulista, em especial pelas cores contrastantes dos materiais utilizados no revestimento da fachada: a pedra granítica rosa e o vidro azul. Ele é um dos marcos arquitetônicos da avenida, caracterizando o pós-modernismo dos anos 80.

Relógio Itaú

Desde 1976 funciona na Avenida Paulista, no alto do Conjunto Nacional, o relógio luminoso Itaú, onde esteve instalado durante 16 anos o relógio da Willys.
Tendo sido reformado em 1992, o atual relógio é constituído por um complexo eletrônico de última geração, controlado por um computador que marca a hora e a temperatura, legíveis a 15 km de distância. Tem 2.400 m2, dividido em três faces, e está apoiado numa estrutura de aço que pesa 230 toneladas.

Incêndio no Edifício da CESP

No início da noite de 21 de maio de 1987, iniciou-se nos edifícios sede 1 e sede 2 da CESP - Companhia Energética de São Paulo um incêndio que rapidamente atingiu dimensões incontroláveis. No momento da catástrofe, estavam no local apenas funcionários da limpeza e manutenção.
No mês seguinte, a empresa Construção, Desmonte e Implosão, do engenheiro Hugo Takahashi, implodiu a estrutura em 4 segundos, com 100 kg de dinamite.

Praça Mal. Cordeiro de Farias

Localizada na antiga ligação da Av. Paulista com a Av. Dr. Arnaldo, a praça, conhecida como Praça dos Arcos, foi inaugurada em dezembro de 1991 durante as comemorações do centenário da Av. Paulista.
No local foi instalada a Escultura dos Arcos de Lilian Amaral e Jorge Bassani, realçada com iluminação especial. Também foi construído um tabuleiro de xadrez de 1,2 mil m2, com peças de fibra de vidro medindo de 50 cm a 1 m de altura, que pode ser usado pela população.

Graffiti

O Complexo Viário Paulista/Rebouças/Dr. Arnaldo foi palco de pichação a partir dos anos 80. Os grafiteiros apropriaram-se deste e de outros espaços urbanos criando uma nova linguagem visual, periférica ao circuito tradicional da arte. O graffiti, embora fosse contestador em sua origem, ganhou status de manifestação artística visual e hoje está presente em museus e galerias.

Mural Volpi

O mural de 320 m2 ocupa a empena do Edifício Walter Junghans, localizado no cruzamento da Consolação com a Paulista. Baseia-se em quadro de autoria do pintor italiano Alfredo Volpi (1896/1988). Intitulado Vela, foi restaurado em setembro de 1991 para as comemorações do centenário da avenida.
 

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Discussion Starter · #7 ·
Cronologia




1891 - Dia 8 de dezembro - Inauguração da Avenida Paulista.

1892 - Inauguração do Parque Villon, atual Parque Tenente Siqueira Campos, projetado pelo francês Paul Villon.

1894 - Lei municipal proíbe a construção de fábricas, a passagem das boiadas que vinham do interior para o Matadouro de Vila Clementino e regulamenta o loteamento para uso residencial de alto nível.

1895 - Expedição dos primeiros alvarás de construção emitidos pelo setor de obras particulares da Prefeitura Municipal.

- Construção da residência de Von Bullow, projeto do arquiteto Augusto Fried.

1896 - Construção da residência do Conde Alexandre Siciliano, primeiro projeto do arquiteto Ramos de Azevedo para a Avenida Paulista.

- Construção da residência do Conde Francisco Matarazzo, projeto dos arquitetos italianos Giulio Saltini e Luigi Mancini.

1900 - Eletrificação da avenida e circulação do bonde elétrico em substituição aos de tração animal.

1902 - Morre Joaquim Eugênio de Lima.

1903 - A diretoria do Instituto Pasteur, fundado neste mesmo ano, adquire prédio na avenida.

Executa-se a primeira pavimentação com macadame, entre o Caminho de Santo Amaro (atual Avenida Brigadeiro Luís Antônio) e Consolação.
Instalação do colégio Gymnasio Anglo-Brazilian School, no local do atual Colégio São Luís.
Na esquina da Rua Augusta constrói-se a primeira residência inteiramente art-nouveau de São Paulo, projeto do arquiteto francês Victor Dubugras para Horácio Sabino.
1904 - Iniciada a construção do primeiro edifício da Maternidade São Paulo.

1905 - Construção da residência de Joaquim Franco de Mello no nº 1.919, única remanescente dessa primeira fase da avenida.

1906 - Inauguração do Sanatório Santa Catarina, o mais antigo hospital particular da cidade de São Paulo, que teve como primeiro diretor clínico o austríaco Walter Seng.

1908 - O prefeito Conselheiro Antonio Prado realiza a primeira transformação no arruamento, alargando os passeios.

1909 - José Nunes Belfort Matos monta em sua residência um observatório meteorológico - Observatório da Avenida.

- A Avenida Paulista é a primeira via pública asfaltada de São Paulo, com material importado da Alemanha.

1910 - O prefeito Barão de Duprat determina a construção, em área demarcada, do Parque da Avenida, do Belvedere Trianon, cujo projeto foi confiado a Ramos de Azevedo.

1916 - O prefeito Washington Luís inaugura o Belvedere Trianon e o novo sistema de iluminação elétrica.

1919 - Inauguração do Grupo Escolar Rodrigues Alves, projeto do escritório Ramos de Azevedo.

1920 - No final da avenida constrói-se uma praça e um monumento em homenagem ao poeta Olavo Bilac (hoje Praça Mal. Cordeiro de Farias).

1924 - Realização da Primeira Corrida de São Silvestre.

- A avenida é interrompida por barricadas da Revolução de 24.

1927/30 - Alteração do nome de Avenida Paulista para Avenida Carlos de Campos, ex-presidente do Estado de São Paulo.

1934 - Construção da Capela São Luís, projeto de Luís Ignácio Romeiro de Anhaia Mello, ex-prefeito de São Paulo.

1935 - Construção da Casas das Rosas, projeto de Ramos de Azevedo para sua filha Lúcia Azevedo Dias de Castro, tombada pelo Condephaat em 1986.

1937 - Lei municipal considerada a avenida como "zona estritamente residencial ".

1938 - Inauguração do túnel da Avenida 9 de julho.

1949 - Inauguração da Sears - loja de departamentos.

1950 - Demolição do Belvedere Trianon.

1951 - I Bienal Internacional de São Paulo realizada no Pavilhão Trianon.

1952 - Legislação municipal permite na Avenida Paulista construções e instalações de prédios institucionais e de serviços.

1956 - Inauguração do Conjunto Nacional, projeto de David Libeskind.

1957 - Abertura do Restaurante Fasano.

1958 - Construção do edifício residencial Nações Unidas, projeto de Abelardo Reidy de Souza.

1961 - Inauguração do Cine Astor.

1962 - Modificação de legislação municipal autorizado o funcionamento de lojas e edifícios comerciais.

- Inauguração do Edifício Sul-Americano, projeto do escritório Rino Levi Arquitetos Associados.

1967 - Prefeito Faria Lima anuncia desapropriação para alargamento da Avenida Paulista.

1968 - Retirada dos bondes elétricos da avenida.

- Inauguração do MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, projeto de Lina Bo Bardi.

1972 - Prefeito Figueiredo Ferraz inaugura o Complexo Viário.

1974 - Prefeito Olavo Egydio Setúbal inicia as obras de alargamento da Avenida Paulista.

1976 - Instalação do relógio luminoso Itaú no alto do Conjunto Nacional.

1977 - Grande comemoração na conquista do Campeonato Paulista de Futebol pelo Corinthians, primeira grande comemoração na avenida.

1979 - Instalação da Fiesp/Ciesp.

1980 - Edifício Savoy, construído por Alfredo Mathias em 1954, é o primeiro edifício residencial transformado para uso de escritórios.

1981 - Incêndio no prédio de escritórios Grande Avenida.

- Incêndio no Cine Astor.

1982 - São demolidos os últimos casarões significativos da Avenida.

1984 - Iluminação da torre da TV Globo no edifício da Fundação Cásper Líbero.

1986 - Inauguração as sedes dos bancos Sudameris e Citibank, projetos do arquiteto Gian Carlo Gasperini.

1987 - Incêndio nos Edifícios da CESP - Companhia Energética de São Paulo.

- Implosão do que restou dos Edifício da CESP.

1989 - Inauguração do Centro de Informática e Cultura I do Instituto Cultural Itaú, que atualmente passou a ser chamado de Itaú Cultural.

1990 - Campanha realizada pelo Banco Itaú e Rede Globo elege a Avenida Paulista "Símbolo da Cidade ".

- Inauguração do shopping Paulista.

- Início das operações do Metrô - Ramal Paulista.

1991 - Em novembro a Praça Mal. Cordeiro de Farias é reformada e ampliada para a comemoração do centenário da Paulista.

- Dia 8 de dezembro - Centenário da Avenida.

1992 - Início da construção do edifício-sede do ICI - Instituto Cultural Itaú, projeto da Equipe ICI.

1993 - Desocupação do Edifício Baronesa de Arary, pelo Contru, para reformas em suas instalações elétricas.

- Demolição do casarão onde funcionou a sede do Madame Rosita.





Informações sobre o material



Material fornecido pelo Itaú Cultural
Itaú Cultural
Av. Paulista, 149
CEP: 01311-000 - São Paulo - SP
Tel: (011) 238-1700 Pabx
Fax: (011) 238-1720

fonte:www.agperformance.com.br/paulista
 

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cives totius mundi
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Essa pintura é linda, me impressiona mais vê-la do que a foto da avenida atual !
Quem dera existisse um único vestígio da época de sua inauguração, em nossos dias, talvez apenas as árvores do Parque Trianon !!
 

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Banned
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Parabéns!
Excelente dossiê histórico. Eu sabia que a Av. Paulista tinha muita história, mas é a primeira vez que leio tantos detalhes.
 

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bah curti muito a foto dos anos 2000....nota-se a clara diferença entre os predios residenciasi e os comercias...muito interessante
 

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NON FVCOR FVCO
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Eu vi na fnac da Paulista pra vender uns livroes ( em 3 volumes) com a história de SP. Se eu andasse bem de $$$, compraria...
 
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