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Encontrei esta notícia no arquivo do site Cruzeiro do Sul, da cidade de Sorocaba. Coincidentemente, o link para ela acabou de sair do ar, pois a notícia não é nova.

Como não encontrei por aqui algum thread tratando do tema, resolvi postar o texto que por sorte consegui copiar antes de sair do ar.

Afinal, a idéia abaixo é boa ou não é?
Por que será que não foi aproveitada?

Sorocabana propõe presídio vertical e o Estado aprova
[ 07/06 - 09:42 ]

Um modelo de presídio que tem a preocupação de manter a segurança dos profissionais que trabalham lá dentro, ressocializar os presos e diminuir, ao máximo, a comunicação entre eles. O projeto parece complicado, mas foi desenvolvido por uma arquiteta sorocabana e aprovado por especialistas em segurança pública do governo estadual. Mas continua no papel.

De acordo com a arquiteta Maria Lúcia Cássia dos Santos, a idéia de projetar um presídio em forma octogonal (com oito lados) e vertical (com três andares), surgiu quando ela fez um trabalho no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Sorocaba. "Passei quinze dias lá construindo celas com um material chamado monolite e comecei a ver as dificuldades das pessoas que trabalham e vivem lá", disse.

Segundo ela, a arquitetura tem várias funções, entre elas a de vigiar e nas pesquisas realizadas chegou ao conceito de "panóptico" proposto por Jeremy Benthan. O conceito aborda a vigilância a partir de um ponto central.

A planta do presídio é relativamente simples, cada andar teria oito celas com capacidade para 12 presos, além de armário, mesa, pia, chuveiro e sanitário. Ao redor das celas, tanto interna, quanto externamente, dois corredores farão a circulação das pessoas, mas o interno é de uso dos funcionários e trabalhadores tercerizados e o externo, para os presidiários. "Assim não haverá a comunicação entre os funcionários e os presidiários", explicou.

Até a pia, chuveiro e sanitário são colocados de forma que não necessite o contato com os presos quando for necessário fazer reparos. Do lado do corredor interno haverá uma janela em ângulo para que os funcionários possam observar tudo o que acontece no interior das celas. Do lado externo, serão colocadas janelas grandes gradeadas e com plantas do lado de fora para melhorar o aspecto do ambiente, conforme detalhou a arquiteta.

Todo esse complexo, que poderia abrigar até 288 pessoas é projetado para uma área de 400 metros quadrados, pouco mais que um lote comum. Como os prédios são em formato octogonal, mesmo que um seja construído ao lado do outro, as janelas não ficariam umas de frente para as outras. "Isso impediria a comunicação entre os presos e mesmo que houvesse rebelião em um prédio o outro poderia ser controlado", disse.

Em 2003, o projeto e as plantas foram apresentadas para o então secretário de Assuntos Penitenciários, Nagashi Furukawa, que se interessou pela idéia. "Chequei a me reunir com os engenheiros de São Paulo, mas as conversas pararam aí", contou Maria Lúcia. Para ela, os profissionais de várias áreas deveriam ter maior envolvimento na comunidade e assim ajudar a combater a criminalidade. Maria Lúcia ainda pensa em mostrar o projeto para outras pessoas e quem sabe, algum dia vê-lo implantado.

Márcia Belmello
[ Redação Cruzeiro do Sul ]
 

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Avatar: Juca Pato
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Aqui em São Bernardo, o Governo do Estado tentou construir um, por pressões populares, foi embargado, pois ficaria em meio a uma área residencial muito valorizada aqui da cidade, e centralizada.

Os alicerces e uns 2¨0% da obra, agora estão lá, inacabados e abandonados.

O Presídio (CDP) foi construído no bairro Cooperativa, bem distante do Centro, em uma região meio que remota.
 
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