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Projeto Corta Caminho



Já começou. Obra de saneamento no Jardim Leblon prepara a passagem do Corredor Norte Sul

Corta Caminho. Técnicos já estão visitando moradores e comerciantes avisando sobre possíveis desapropriações

Novas vias ligando regiões de BH começam a sair do papel
Três novos anéis são prioridades; obras aguardam verba do governo federal

Eugênio Martins
O projeto Corta Caminho, antes chamado de Viurbs, que prevê a criação de anéis viários ligando regiões de Belo Horizonte sem passar pelo centro ou pelos atuais corredores de tráfego, começou a sair do papel. Os projetos executivos de três dos quatro principais novos trajetos já estão sendo elaborados (veja mapa na página ao lado). Os técnicos estão nas ruas averiguando onde serão necessárias possíveis desapropriações. O custo estimado das 178 intervenções do programa, que era de R$ 2,5 bilhões, passou para R$ 6 bilhões.

A prefeitura estima que serão gastos R$ 500 milhões só com os três novos anéis, que ligarão as regiões Leste a Oeste, Nordeste a Venda Nova e Venda Nova a Barreiro. A corrida agora é para tentar garantir recursos junto ao governo federal. Ontem, o vice-prefeito Roberto Carvalho esteve em Brasília para negociar a incorporação das obras do Corta Caminho no PAC da Mobilidade. As intervenções que serão beneficiadas pela União devem ser anunciadas até o início de agosto, quando a prefeitura saberá se conseguirá tornar os anéis viários realidade antes da Copa do Mundo de 2014.

A consultora técnica da Secretaria Municipal de Políticas Urbanas, Maria Caldas, afirma que, se o recurso não for liberado rapidamente, as obras necessárias para amenizar o impacto do trânsito não ficarão prontas até o Mundial. "A prioridade do governo federal será as obras diretamente ligadas à realização da Copa. Por isso, acreditamos que possamos conseguir recursos, pelo menos, para alguns trechos dos corredores", afirmou Caldas.

Segundo ela, a intenção é criar vias transversais que promovam a articulação do atual sistema, que hoje envia todo o tráfego para o centro.

Nas ruas. Enquanto isso, a mobilização de técnicos das empresas contratadas para elaborar o projeto executivo gera expectativas em moradores e comerciantes. No bairro União, região Nordeste, especialistas fazem medições em ruas próximas a avenida José Cândido da Silveira. O comerciante Lourival Dionízio de Souza, 63, é dono de uma barbearia na rua Camilo Prates há 30 anos. Ele conta que foi comunicado nesta semana, pelos técnicos da prefeitura, que terá que deixar o imóvel. "Já estou procurando um outro ponto aqui perto. Essa obra é muito necessária", disse.

No bairro Jardim Leblon, em Venda Nova, já está sendo executada uma obra de saneamento em córregos, que adiantará os trabalhos para a construção do Corredor Norte Sul. Segundo Maria Caldas, todos os projetos executivos serão finalizados até março do próximo ano. "Então saberemos quantas desapropriações precisarão ser feitas, qual o melhor traçado para viabilizar as obras e quantas pessoas serão beneficiadas", afirmou.

A dona de casa Maria Simone Aparecida, 50, moradora do Jardim Leblon, já está a procura de um novo local. "Não gostaria de sair daqui, porque foi onde eu sempre morei. Mas como parece que a obra não vai demorar a começar, vou tentar pelo menos não ir para muito longe."

Porta Sul

Mais perto. Segundo o vice-prefeito Roberto Carvalho, o superintendente do Dnit, Ideraldo Cânon, garantiu que até o dia 15 de agosto será licitada a obra do Portal Sul, no valor de R$ 3 milhões.
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FOTO: ANGELO PETTINATI
Estudo. Técnicos já iniciaram medições no bairro União, que irá receber o Anel Intermediário

Pra depois

Segunda fase das obras terá túnel na Pedro II e Anel Sul
O segundo lote de licitações para projetos executivos de obras do Corta Caminho já está sendo preparado pela prefeitura e deve ser lançado ainda neste ano. Além do trecho que completará o corredor Norte Sul, a próxima prioridade da prefeitura será a implantação de trajetos secundários para melhorar a articulação viária dentro da região do Barreiro.

Além dos três anéis viários, o governo municipal ainda estuda estender o Corredor Norte Sul, que ligará a avenida Civilização, em Venda Nova, à Via do Minério, no Barreiro, até o Centro Administrativo, no bairro Serra Verde. Previsto no projeto do corredor, o túnel que será erguido no fim da avenida Pedro II passando por baixo do Anel Rodoviário ficará para a segunda fase.

O Anel Intermediário, que sairá da avenida Andradas até a Barão Homem de Melo, também atingirá a avenida Carlos Luz, no Caiçara, onde será construída uma trincheira, no cruzamento da Pedro II, e um túnel, que fará a ligação direta com a Tereza Cristina. Segundo Maria Caldas, outra prioridade será criar novos trajetos na região do Barreiro.

Anel Sul. Outros dois grandes projetos do Corta Caminho são a criação do Anel Sul e a revitalização do atual Anel Rodoviário. O Anel Sul será uma nova opção de acesso de moradores do Barreiro e de cidades vizinhas, como Ibirité, ao centro da capital. O trecho que começa na divisa com Ibirité e segue por uma via que seria construída paralela à linha ferroviária Águas Claras, até o entroncamento do Anel Rodoviário com a BR-356, vai complementar o Rodoanel Metropolitano, projeto que deve ser licitado pelo Estado em agosto.

"O Anel Sul desviaria o tráfego pesado da área urbana. No entanto, só poderá ser feito após a recuperação do Anel Rodoviário e da Nossa Senhora do Carmo, porque pode trazer uma sobrecarga de fluxo para essas duas vias", explicou Maria Caldas. Já o Anel Rodoviário passará por intervenções em 17 interseções e terá os trechos de marginais completados. (EM)

Verba

Indenizações. Quase a metade do custo previsto para o Corta Caminho deverá ser gasta com desapropriações. O projeto da avenida Carlos Luz está sendo adaptado para reduzir as remoções de moradores.
Publicado em: 23/07/2009

http://www.otempo.com.br/otempo/not...&IdSubCanal=&IdNoticia=116699&IdTipoNoticia=1

http://www.otempo.com.br/otempo/not...&IdSubCanal=&IdNoticia=116711&IdTipoNoticia=1
 

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a cidade fez uma escolha de investir em infraestrutura que encoraja o transporte particular! nunca vi tanto investimento em BH, ou ao menos noticia de futuros investimentos! mas 95% deles visam o transporte particular!
Sei que essas obras sao importantes para a cidade! mas ja que eh impossivel investir em tudo que eh necessario uma escolha tem que ser feita, esperava/desejava que eles investissem em transporte em massa, mas infelizmente isso nao esta acontecendo!
Estamos criando uma cidade que eh altamente dependente de carros!
E nao sei onde isso vai parar se a economia brasileira continuar crescendo e o credito para a populacao obter mais carros ficar mais facil!
 

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a cidade fez uma escolha de investir em infraestrutura que encoraja o transporte particular! nunca vi tanto investimento em BH, ou ao menos noticia de futuros investimentos! mas 95% deles visam o transporte particular!
Sei que essas obras sao importantes para a cidade! mas ja que eh impossivel investir em tudo que eh necessario uma escolha tem que ser feita, esperava/desejava que eles investissem em transporte em massa, mas infelizmente isso nao esta acontecendo!
Estamos criando uma cidade que eh altamente dependente de carros!
E nao sei onde isso vai parar se a economia brasileira continuar crescendo e o credito para a populacao obter mais carros ficar mais facil!
Pode até ser que a execução dessas vias acarrete em mais carros, mas também temos que olhar pelo outro lado: as vias que contemplam o Viurbs (ver arquivo em ".pdf" no site da BHTRANS) são em sua maioria perimetrais, o que no futuro poderá existir várias linhas com esse tipo de serviço com o intinerário por essas vias, sem precisar passar pelo centro.
Eu acredito que, com a adoção do sistema de Bogotá, várias linhas diametriais deixarão de existir (posso citar as lihas 1207,1404,2402 e por aí vai...) para entrarem na sistemática "tronco/alimentado".
Esse Anel Sul poderia se extender até a BR-262 em Betim (sentindo triângulo mineiro), passando por Ibirité, Sarzedo e Bairro Bandeirinhas, tendo outras ramificações. Depois irei postar aqui alguns "estudos" que fiz e como ficaria um modelo de sistema integrado, em minha opinião.
 

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Eu acho que a cidade tem outras prioridades. Mas se vai de lambuja fazer obras de saneamento básico e remoção de favelas, pode ser uma boa.
 

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Ôpa. Acho que vai ajudar e muito a desafogar o trânsito da aéra central e das vias de acesso à área central.

E se essas obras realmente sairem, teremos dois novos túneis em BH.

Numa cidade com o relevo como o nosso túneis deveriam ser comuns, mas por aqui parece que há um tabu na construção deles, como se fossem obras impossíveis.

Sei lá, é a impressão que tenho.
 

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Eis aqui o Tópico específico do assunto:
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=713486
Página da Tectran:
http://www.tectran.com.br/trabalhos/viurbs.php

Outra observação que tenho à fazer, além das que já citei: apesar de concordar que há a possibilidade da frota de carros aumentar, não podemos nos esquecer que a cidade e a RMBH (principalmente) está crescendo, e muito, consequentemente aumentando a demanda por novas vias. É fato que com essas obras, não se investe diretamente no transporte público, mas, por se tratarem de serem essencialmente vias perimetrais, não se torna menos importante por que sem elas continuaremos à depender do Anel Rodoviário, que está sempre "entupido", para fazer deslocamentos mais distantes sem ter que passar pelo Hiper-Centro. Sem elas, a cidade daqui um tempo pára, mas não significa que não se deve dar atenção ao transporte público, sendo ônibus e/ou metrô. Transporte público e vias de uma cidade dependem uma da outra para terem um bom funcionamento e uma boa função, respectivamente.
 
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