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Mameluco sangue azul
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Publicado em 22.06.2008

Convênio firmado com o BNDES vai permitir a recomposição dos painéis que adornam paredes do Convento de Santo Antônio, no Centro do Recife

Um a um, os 29.420 azulejos distribuídos em 14 ambientes do Convento de Santo Antônio, no Centro do Recife, começarão a ser recuperados a partir da próxima semana, quando o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai liberar a primeira parcela dos recursos para a restauração dos painéis, em processo de deterioração.

A obra, no valor de R$ 1,8 milhão, será realizada sob a coordenação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O patrocínio será feito no âmbito da Lei Rouanet, que permite a uma empresa destinar a projetos culturais parte dos impostos devidos ao Governo Federal.

O contrato entre o BNDES e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Federal de Pernambuco (Fade), que contratará o serviço, foi assinado em abril.

O projeto de restauração dos azulejos do convento franciscano, que começou a ser construído em 1606, é do Iphan. As causas da degradação das peças são a umidade, poluição e trepidação. O convento, localizado na Rua do Imperador, ocupa uma área de aterro. “Até mesmo as peças aparentemente preservadas sofrem descolamento da parede”, explica a arquiteta do Iphan Carmem Muraro.

O trabalho de recuperação prevê a remoção de cada peça para o restauro. No lugar de voltar para a parede, os azulejos serão montados sobre uma argamassa especial. As peças não voltarão a ter contato direto com a parede. A previsão é fazer a montagem em suportes de policarbonato, tipo de plástico, que impedirá que a umidade atinja os painéis. “Para o público, não haverá diferença. Parecerá que os painéis estarão mesmo na parede”, adianta Carmem.

A obra deve durar um ano e meio. Durante o serviço, o convento permanecerá aberto à visitação pública. O frei Roberto Oliveira, responsável pelo Departamento de Patrimônio do convento, acredita que o trabalho de restauração será uma atração a mais. “A recuperação dos azulejos não atrapalhará as atividades.”

Para os franciscanos, que somam 15 frades ocupando as instalações do convento, a intervenção permitirá à ordem religiosa colocar em prática um projeto turístico. “Pretendemos criar o circuito dos azulejos, com visitas aos conventos da Rua do Imperador, Olinda e Sirinhaém. Os painéis do Convento de Santo Antônio, após a restauração, serão uma espécie de vitrine do projeto.”

Os azulejos são de origem portuguesa e foram instalados na igreja entre os séculos 17 e 18. A base, chamada biscoito, é feita de argila. A segunda camada é de esmalte, onde é feita a pintura, e o revestimento é vitrificado. Os temas são religiosos, como os painéis sobre a criação do mundo, que ocupa o claustro e o corredor da sacristia, e também barrocos, a exemplo dos existentes na entrada da igreja.

Fonte: Jornal do Commércio.
 

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MA meu tesouro,meu torrão
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Em São Luis existe uma fábrica de azulejos antigos. Eles restauram os azulejos antigos e fabricam novos iguaizinhos. Impressionante o trabalho deles. Se bem que eu acredito que no Recife deva ter esse tipo de trabalho também. Parabéns ao Recife por mais essa iniciativa.
 

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Mameluco sangue azul
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Discussion Starter · #5 ·
Em São Luis existe uma fábrica de azulejos antigos. Eles restauram os azulejos antigos e fabricam novos iguaizinhos. Impressionante o trabalho deles. Se bem que eu acredito que no Recife deva ter esse tipo de trabalho também. Parabéns ao Recife por mais essa iniciativa.
:bash: Calaboca Zeca!!!!!!!!!!!!!!! Eu não gostaria de ver um azulejo industrial na restauração do nosso patrimônio. Tem que se empregar as mesmas técnicas da época, passou disso é crime...
 

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MA meu tesouro,meu torrão
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KKK tu ta louco, Alfenim?

:bash: Calaboca Zeca!!!!!!!!!!!!!!! Eu não gostaria de ver um azulejo industrial na restauração do nosso patrimônio. Tem que se empregar as mesmas técnicas da época, passou disso é crime...

Quem te disse que eles são feito em escala industrial? é tudo artesanalmente. Um por um e utilizando as antigas técnicas. Eis a razão de muitos dos nossos prédios ainda não terem recebido seus novos (velhos) azulejos.

Nós também nos empenhamos em conservar nosso acervo,
 

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Mameluco sangue azul
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Discussion Starter · #7 ·
^^ Tu que disseste que era uma fábrica e eu, num raro momento de exagero pernambucano, já transformei em indústria... :lol:

Alguns desses desenhos aí também foram usados em Recife, Olinda, Igarassu e Goiana. Esse amarelinho do lado direito da primeira linha era um dos mais usados.
 
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