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Transformação dá novos ares a casa com mais de 20 anos


Uma casa com mais de 20 anos de idade foi o ponto de partida do projeto desta residência, desenvolvido por Saul Vilela. Implantada em Belo Horizonte, a construção tinha, segundo o arquiteto, “ares de pagode japonês”. O cliente que encomendou a transformação ao projetista tinha como intenção fazer uma reforma mais simples e vender o imóvel. “Ele comprou por um bom preço e tinha o objetivo inicial de reformar e vender”, conta Vilela.

A transformação proposta pelo arquiteto foi de tal ordem, no entanto, que o proprietário acabou se identificando com a proposta e resolveu morar na casa. “Ele se apaixonou pelo projeto. A coragem dele de reformar completamente o imóvel é que possibilitou uma mudança do espaço”, reforça o arquiteto.

Sem aumentar a área construída, a modificação proposta por Vilela foi total. Do lado externo, foram retirados o telhado - por fora ficou a aparência de laje plana - e todos os ornamentos existentes. Internamente, a casa ganhou fluidez, uma vez que os espaços compartimentados foram abertos. Contudo, a organização do programa - um tanto incomum - foi mantida. Como o terreno é em declive, no piso superior (implantado meio nível acima da cota da rua) ficam a sala de estar e os dormitórios; no pavimento inferior, meio nível abaixo da via pública, ficam os setores de serviços, a garagem, a sala de jantar e a área de lazer.

Dos quatro dormitórios originais sobraram três, sendo que o principal foi ampliado e ganhou uma sala de banho. Uma grande varanda - tipicamente mineira - foi incorporada à sala de estar.

A posição da escada que interliga os dois andares não foi alterada. Contudo, todos os acabamentos desse antigo elemento foram trocados. “Havia um guarda-corpo de madeira horrível”, recorda Vilela.
























No piso inferior, a cozinha foi interligada à sala de jantar e a moradia ganhou um terraço. Segundo o arquiteto, a casa não estabelecia relação com o exterior: “As janelas foram todas trocadas: eram muito pequenas”. Na área externa, a piscina possuía dimensões de 4 x 10 metros. “Para aumentar visualmente o espelho d’água, criei uma espécie de prainha que encostou a piscina na divisa do fundo”, relata Vilela. Assim, ela ficou com 6 x 10 metros de área. No limite posterior do lote, havia um muro alto de alvenaria que impedia a vista panorâmica. O autor trocou-o por fechamento em vidro (que também está presente no gradil frontal), o que permitiu que de todos os ambientes voltados para o fundo se desfrutasse da vista.


Texto resumido a partir de reportagem
de Fernando Serapião
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 339 Maio de 2008


O acesso principal se dá pelo piso superior, através de escada


Saul Vilela formou-se em 1976 pela Escola de Arquitetura da UFMG. Foi, junto com Éolo Maia, Jô Vasconcellos e Sylvio de Podestá, um dos fundadores da revista Pampulha, criada em 1979. Em 1993, a convite do Ministério de Ciências e Tecnologia e do CNPq, fundou e dirigiu o Centro Nacional de Multimídia, em Belo Horizonte. Atualmente, está finalizando o projeto do Museu Inimá de Paula, também na capital mineira



 

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A volta do malandro
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Oooou... BEM melhor que aquela outra... tá vendo como, às vezes, só um detalhe em madeira já quebra todo aquele gelo? É "clean" também, mas essa souberam fazer... de ótimo gosto. São essas coisas que diferenciam um bom arquiteto de um mixuruca, como o da outra casa.
 

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Uma observação: essa casa fica no Mangabeiras. Nesse bairro, algumas das vias tem calçadas bem largas, e aí todas as casas tem esses jardins abertos na frente.
 

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Mto massa a casa!!
 
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