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Reorganização dos museus em Lisboa, urgente!

14233 Views 49 Replies 16 Participants Last post by  JR2
O que me pergunto é quando vai ser feita uma reorganização dos museus da cidade de Lisboa?, pq aqui ja falamos da necessidade de criar grandes museus em Portugal, e em especial em Lisboa que servissem como referencia internacional. O que eu acho é que existe patrimonio suficiente como para constituilos mas esse patrimonio esta disseminado por varios pequenos museus.
Vejo por exemplo a necessidade urgente de criar um Museu das Descobertas, já que se em algo se destaca o nosso pais historicamente é nesta area, existem numerosos monumentos e patrimonio arquitectonico que constatam essa realidade, mas nenhum espaço que reuna essa memoria e seja uma referencia a hora de traduzir esse passado. É curioso que o que devia ser exposto ai esta na actualidade espalhado por varios museus na cidade, museu da Marinha, Museu de Arte Antigo, Museu da Cidade e tenho a impressao de que tb pelo futuro Museu do Oriente entre outros.(nao apenas em Lisboa). Não é preciso dizer que unido ao museu poderiam ficar replicas de barcos que dotassem de um maior simbolismo e representatividade o espaço, falo da naus que ja existem, e ate da Fragata D.Fernando II e Glória que tb se poderia enquadrar no espaço.
Tambem existe o caso curioso de um Museu de Arte contemporaneo, vai ser criado um Museu de Arte Contemporânea em Lisboa para a colecção de Joe Berardo, mas chama a atenção de que ja existe o Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea, alem do Museu de Arte Moderno e diversas colecçoes espalhadas por outros museus. Quantos museus de arte contemporanea se pretendem? não seria melhor ter todas essas colecçoes reunidas num só espaço mesmo pertençendo a diversos propietarios?
Ainda temos o caso de um Museu de Arte Antiga, ja existe um museu nacional com esse nome, mas há uma quantidade enorme de patriomonio espalhado por varios museus que se estivesse reunido formaria uma colecçao com muito mais valor do que como se encontra agora, espalhada por varios museus, muitas das vezes desconheçidos e que passam desapercibidos aos turistas sejam eles nacionais ou não. Exemplos sao o Museu Nacional de Arte Antiga, o Museu Calouste Gulbenkian, etc.
Estes é um exemplo de tres museus referencia que podiam ser criados. É por isso que vejo urgente uma reorganizaçao e procurar novas localizaçoes cheias de simbolismo. Existe o problema de que muitas das obras e peças poderiam por logica estarem em varios museus, de ai tb a necessidade de pensar em priporidades e nessa reorganização.
Existiriam assim tres museus chave e depois uma serie de museu mais tematizados.
Vai ser criado agora ou pelo menos pretende-se criar um Museu pombalino, comcerteza que terao de vir obras e peças do museu da cidade e mais algum outro museu, ja poderia ser um inicio da mudança.
Há muito patrimonio que poderia ser aproveitado para fazer estes tres grandes museus, Museu Nacional de Arte Antiga, Fundação Calouste Gulbenkian, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea, Museu de Arte Moderno, Colecção de Joe Berardo, Museu da Marinha, Museu da cidade, Museo do Oriente, Museu dos Coches, Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva, etc, etc. alem de mecenas nacionais que existem, e que poderiam expor as suas obras.
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Li uma notícia que em Paris querem dividir o museu do Louvre por vários pequenos museus espalhados pela cidade, seguindo o exemplo de Lisboa.
:lol:
Li uma notícia que em Paris querem dividir o museu do Louvre por vários pequenos museus espalhados pela cidade, seguindo o exemplo de Lisboa.
A noticia please :D:lol:
Estás a duvidar de mim?? Foi neste jornal.
Notícia de 2012:

A Câmara de Lisboa quer pagar quase 19.000 euros ao ex-presidente do Centro Cultural de Belém (CCB), António Mega Ferreira, por um estudo sobre os museus da cidade.
Fonte: Público

Como ficou esta história? O que mudou nos museus?
Dúvida saneada :eek:kay:

Pobre Nessie :cry:
Estás a duvidar de mim?? Foi neste jornal.
http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO321911.html?page=0

"O património de um país não se resume ao que é estritamente nacional. Da Vinci não tem nada a ver com Paris e todos vamos ver a Mona Lisa"
Pedro Lapa: "O CCB é o sítio adequado" para a coleção Miró

05/02/2014 | 14:10 | Dinheiro Vivo
É fundamental que as 85 obras de Miró permaneçam em Portugal e o CCB é o sítio adequado para albergá-las. A convicção é de Pedro Lapa, diretor do Museu Coleção Berardo.
“Esta é uma segunda oportunidade, depois de uma situação que foi tão desastrosamente e precipitadamente resolvida, como, de resto, o tribunal o comprovou. É uma segunda oportunidade para o país pensar a sério a importância e a relevância destas obras”, disse Pedro Lapa.
O responsável critica a “leitura estritamente economicista” do Estado, que vê a coleção como “um ativo que tem de se vender para abater rapidamente uma dívida que, todos sabemos, é gigantesca". Se o leilão da Christie's se tivesse concretizado e o Estado conseguisse os 36 milhões de euros da base de licitação, apenas 0,8% das dívidas da Caixa Geral de Depósitos seria amortizado. Esta é, para Pedro Lapa, uma “péssima visão da questão”, já que “há outros valores que a coleção pode trazer ao país”.
Leia também: Ministério Público interpôs nova providência cautelar para obras de Miró

Em primeiro lugar, “há valores formativos e educativos. O Estado português nunca colecionou obras de arte internacionais, ao contrário de vários outros países”. E importa esclarecer, continua, que, hoje em dia, “o património de um país não se resume àquilo que é estritamente nacional. O Leonardo da Vinci não tem nada a ver com Paris e, no entanto, vamos todos a Paris para ver a Mona Lisa”.
Há ainda valores económicos. “Não é a perda de 36 milhões que está em causa. O valor que isto terá para o país, em termos de turismo, e obviamente não a curto prazo, mas a médio prazo, é mesmo muito superior a isso”.
Antes de decidir para onde deve ir a coleção dos Miró, acredita o diretor do Museu Berardo, é importante mostrar estas obras. “Os portugueses têm direito de saber aquilo que foi escondido durante muitos anos. As pessoas nem sabem do que se está a falar. Dos especialistas, só eu e mais duas ou três pessoas terão visto a coleção. Isto foi escondido intencionalmente e, neste momento, o importante é que os portugueses percebam o que é aquilo, que seja mostrado em Lisboa e, sugiro, numa situação itinerante, em diversos espaços. Felizmente, Portugal não tem falta de espaços para exibir esta coleção. Ela não comporta gastos nenhuns nesse sentido, só comporta mais valias”.
Depois, então, poder-se-á pensar quais são os museus que o país tem que sejam adequados. Pedro Lapa exclui vários museus nacionais e acredita que o CCB será o sítio ideal. “O Museu do Chiado é um museu com uma coleção estritamente nacional, não tem coleções internacionais, portanto não é um local que faça sentido para esta coleção”. O Dinheiro Vivo contactou o Museu do Chiado, mas não obteve comentários. Já Serralves “tem outro âmbito cronológico, mais contemporâneo, e Miró é um pintor do século XX”. O Centro de Arte Moderna, parte da Fundação Calouste Gulbenkian, é privado, pelo que “não será esta a vocação do CAM”.
“Penso que, obviamente, o CCB é o sítio adequado. Foi criado para ser um grande espaço de exposições e é bastante importante fixar naquele espaço património de grande qualidade. O CCB, com a escala que tem, é o espaço para albergar em permanência um núcleo desta coleção, ou mesmo para dar uma continuidade à coleção Berardo. Temos já um grande núcleo surrealista e seria fantástico ter uma expansão com um núcleo Miró”, disse Pedro Lapa.
O diretor do Museu Berardo não exclui, no entanto, a hipótese da Culturgest, fundação da Caixa Geral de Depósitos. “Dar a coleção à CGD era uma possibilidade que juntava as duas coisas. A CGD tem uma coleção de arte muito importante, ainda que seja dominantemente portuguesa, mas talvez possa construir um núcleo próprio para isto”, conclui.
devia era ir para o Museu do Chiado que agora vai ser ampliado.
quanto à venda dos quadros pelo Governo, não me espanta. os governos de portugal nunca tiveram amor pelo país, até eram e são capazes de vender a própria mãe, se for preciso.
Direcção do Património abre processo de classificação de toda a colecção Ricardo Espírito Santo




Colecção da Fundação Ricardo Espírito Santo fica já sujeita a uma protecção legal especial. Despacho diz que se trata do "maior e mais completo coleccionador de arte português do século XX".


"A Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) determinou já a abertura do processo de classificação da colecção inicial da Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva (FRESS), soube o PÚBLICO. Em causa está o mobiliário português no Museu de Artes Decorativas Portuguesas, as obras plásticas e decorativas na posse da Fundação e ainda os livros, publicações e documentos, mas também o facto da colecção ser um exemplo do coleccionismo português do século XX. Desta forma a colecção fica sujeita a uma protecção legal especial.

Nos próximos dias deverá ser publicado em Diário da República o despacho assinado pelo director-geral do Património, Nuno Vassallo e Silva, a dar conta da abertura do procedimento, justificando com a importância da colecção e do coleccionador. Depois disso, a proprietária da colecção, a administração da FRESS, tem 15 dias úteis para se pronunciar.

Esta decisão surge na sequência da crise no Grupo Espírito Santo que era, juntamente com o Banco Espírito Santo (BES), o principal mecenas da fundação, que agrega o Museu de Artes Decorativas e a sua colecção, as escolas de formação e as importantes oficinas de conservação e restauro em Lisboa..."

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