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SSC Brasil
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Cabo Verde tem proposta para linhas oceânicas

Por Ascom da Secretaria de Transportes

O secretário estadual de Transportes, Julio Lopes, recebeu, nesta quarta-feira (28/05), representantes da Moura Company, a maior operadora de transportes rodoviário e hidroviário de Cabo Verde, na África. O grupo está interessado em operar as linhas marítimas que o estado pretende fazer em parceria com as prefeituras, ligando o Centro da cidade à Barra da Tijuca, Recreio, à Região Oceânica de Niterói e Maricá.

Os empresários apresentaram um modelo de catamarã, com capacidade para 500 passageiros, que navega com total estabilidade em mar agitado e é capaz de enfrentar ondas de até três metros sem oferecer risco à segurança dos passageiros. Após conhecer o projeto da Secretaria de Transportes para as linhas oceânicas, os investidores mostraram interesse em operar o sistema e disseram que, para isso, também estariam dispostos a construir quatro embarcações que inicialmente circulariam nos trechos.

- Temos total interesse em sermos parceiros do Estado do Rio de Janeiro. Há mais de dois anos, fazemos o transporte marítimo regular entre nove ilhas do arquipélago de Cabo Verde. Transportamos anualmente 200 mil pessoas. Já temos o know-how e já procuramos no Brasil um estaleiro para construir as embarcações caso essa parceria seja firmada – afirmou António Lopes da Moura, presidente da companhia.

Segundo ele, cada embarcação teria um custo aproximado de US$ 4 milhões. Os empresários já estiveram reunidos com o estaleiro ETP, em Niterói, que ficaria responsável pela eventual construção dos catamarãs. Com vistas à operação do sistema, a Moura Company pretende se estabelecer no Rio de Janeiro e buscar financiamento junto ao BNDES e fundos de investimentos africanos.

A empresa opera em Cabo Verde com dois catamarãs, com capacidade para 315 passageiros e o outro para 225, e já tem encomendados outros cinco, com capacidade para transportar 140 passageiros. As viagens feitas no arquipélago duram em média o mesmo tempo que as previstas para o sistema da navegação em mar aberto no litoral do Rio. O trajeto mais curto leva em média 20 minutos para ser percorrido. Um pouco menos que o tempo estimado pela secretaria para a viagem até a Barra da Tijuca, que seria feita em 27 minutos. Já para o Recreio seriam 43 minutos.

O secretário de Transportes Julio Lopes ficou entusiasmado com a reunião. No entanto, destacou que esse projeto precisa do apoio da prefeitura para ser executado.

-Nós precisamos de alternativas de transporte. As linhas oceânicas são bem-vindas, mas precisamos do aval das prefeituras envolvidas para construir o terminal de passageiros e toda infra-estrutura que o projeto requer. Vou apresentar a proposta da Moura Company e das demais empresas interessadas em ser parceira da secretaria nessa empreitada aos candidatos à prefeitura. Assim, já deixamos esse assunto alinhavado – disse Julio Lopes.

Na seqüência, o secretário também irá conhecer as propostas de operadoras de transporte marítimo de outros países como Croácia, Austrália, Noruega, EUA e Hong Kong, que também já demonstraram interesse em operar o sistema de linhas oceânicas.

Fonte: http://www.imprensa.rj.gov.br/SCSSiteImprensa/detalhe_noticia.asp?ident=45175
 

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phverano
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Maravilhoso!

Não é so metrô que é solução! O ideal é ter opções! Até porque dependendo de onde você venha, pode valer mais a pena um transporte do que outro... dependendo do dia e preço tambem!!!
 

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Que ótima notícia...tomara que vire realidade. O transporte hidroviário aqui em POA é apenas um sonho...muito distante!
 

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A volta do malandro
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Ai... essas idéias demoram mesmo a sair do papel... tudo bem, que fiquem mais uns 2 anos discutindo isso. Só quero que se torne realidade! É uma ótima solução pro transporte Barra-Centro!
 

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Precisamos disso (que seria muito interessante, aliás), e das linhas 3, 4 e 6 do metrô. Meu, com 3 linhas de metrô, o Rio não ia precisar pensar em transporte público por muuuuuitos anos. Que cidade pode se dar ao luxo, do tamanho do Rio, de pensar assim?

Ô politicoszinhos toscos que nós temos nessa cidade... :eek:hno:
 

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SSC Brasil
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Ai... essas idéias demoram mesmo a sair do papel... tudo bem, que fiquem mais uns 2 anos discutindo isso. Só quero que se torne realidade! É uma ótima solução pro transporte Barra-Centro!
Tudo depende dos próximos prefeitos. Já existe um grande interesse de várias empresas em operar essas linhas.
 

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A volta do malandro
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^^
Pois é... de vez em quando esse assunto vem à tona... por isso vou aguardar mais um tempo. Acho que dentro de uns 2 anos sai!
 

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A volta do malandro
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30/05/2008 18h07

Empresa mostra interesse em ligação marítima para a Barra

Por Ascom da Secretaria de Transportes

A consulta internacional que a Secretaria de Transportes está fazendo para atrair empresas interessadas na implantação das linhas de transporte oceânico de passageiros no litoral do Rio de Janeiro começa a dar os primeiros resultados. A empresa Moura Company, que opera o transporte marítimo de passageiros no Arquipélago de Cabo Verde, na África, manifestou interesse em operar a ligação marítima entre o Centro do Rio e a Barra da Tijuca. Pela proposta, apresentada nesta quarta-feira (28/5), ao secretário de Transportes, Julio Lopes, seriam construídos quatro catamarãs, com capacidade para 400 ou 500 passageiros, para atender a essas linhas.

Segundo o secretário, estes são ainda contatos iniciais, para conhecer as empresas, avaliar as características e a capacidade delas atenderem ao projeto do governo de ligação marítima para a região oceânica de Niterói e para a Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, e que poderá ser estendida à Ipanema e Leblon e até mesmo a Angra dos Reis, no litoral Sul fluminense. - Buscamos no mercado empresas que operem barcos com tecnologia para navegar em alto mar e que garantam o conforto dos passageiros. Já temos um levantamento dos tipos de embarcações que utilizam flutuadores, permitindo a navegação em alta velocidade, a uma média de 60km/h, e sem impacto das ondas para os passageiros, o que pode tornar a viagem desconfortável. Essas embarcações específicas navegam com o casco fora da água, evitando assim enjôos e desconforto para quem estiver a bordo – explicou o secretário.

O presidente da Moura Company, António Lopes da Moura, disse ao secretário que já consultou o Estaleiro ETP, sediado em Niterói, sobre o interesse em construir aqui mesmo no Rio de Janeiro os catamarãs para serem usados nas linhas oceânicas. O estaleiro é o mesmo que constrói os catamarãs para a concessionária Barcas S.A. De acordo com o empresário, o estaleiro poderá construir as embarcações no prazo de um ano, aproximadamente, que utilizariam estabilizadores eletrônicos para resistir às ondas. O preço, segundo ele, é de US$ 4 milhões cada embarcação.

A empresa Moura Company, que explora o serviço de ônibus há 15 anos nas ilhas de Cabo Verde, iniciou há dois anos a operação dos catamarãs, usando duas embarcações oceânicas, um deles com capacidade para 315 passageiros e o outro para 225 passageiros, para fazer a ligação entre nove ilhas. O maior trajeto é de 160 milhas náuticas, que dura mais ou menos de quatro a cinco horas de viagem, e o menor trecho é de 10 milhas, feito em 20 minutos. O presidente da empresa disse ao secretário Julio Lopes que está encomendando mais cinco catamarãs, para 140 passageiros cada, que serão utilizados nas linhas do arquipélago. Segundo ele, lá as ondas são de três a quatro metros, e que os catamarãs com estabilizador eletrônico navegam sem problemas e com conforto para os passageiros.

Antônio Lopes explicou que em cabo Verde as embarcações são das empresas e que o governo concede licença para o setor privado operar as linhas sociais criadas pelo Estado pelo prazo de um ano, podendo o contrato ser renovado. Ele disse ao secretário Julio Lopes que a Moura Company já recebeu convite de São Tomé, Angola e Moçambique para operar serviços de catamarãs.

Julio Lopes disse ao empresário que vai estudar a proposta e que vai mostrar o projeto aos candidatos a prefeito do Rio, já que a construção da infra-estrutura para as estações de embarque – atracadouros, intervenções nas orlas da praia, licenciamento etc. – são de responsabilidade do poder municipal.

O secretário acredita que é possível que a empresa que venha a operar o serviço possa contar com financiamentos de fontes como o BNDES, por exemplo. Desde fevereiro deste ano, a Secretaria de Transportes já identificou 200 empresas em países como Austrália, Japão, China, Coréia, Singapura, Itália, França e Estados Unidos que são operadoras de embarcações de diversos tipos, como catamarãs, ferry boats, barcas, hidrofólios (aerobarcos). A secretaria já enviou correspondência para cerca de 100 empresas, entre elas oito brasileiras, convidando para conhecer o projeto de ligação marítima para o litoral oceânico do Rio de Janeiro.

Para a ligação hidroviária entre o Centro do Rio e a Barra da Tijuca, a secretaria calcula que sejam necessários barcos com capacidade para 250 a 300 passageiros. Um estudo feito pela consultoria DTA Engenharia estima que seria possível fazer a ligação por mar entre o Centro do Rio e a Barra da Tijuca em meia hora. Já para o Recreio dos Bandeirantes, a viagem duraria 43 minutos. Entre as diversas vantagens da ligação pelo mar estão o transporte rápido de passageiros, a redução da emissão de gás carbônico para o mesmo número de pessoas transportadas, com melhor dispersão fora da área urbana, e a possibilidade do uso de combustíveis alternativos, como o biodiesel e o GNV. Além disso, a navegação oceânica é segura e tornaria o Rio viável para a realização de grandes eventos como a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016. Para o secretário de Transportes, a principal função das embarcações é atender ao transporte de passageiros da região, diminuindo, principalmente, o número de veículos que transitam entre o Centro e o Recreio dos Bandeirantes na hora do rush. Outro grande incentivo para que as obras saiam do papel são as exigências feitas pelo Comitê Olímpico Internacional, no que diz respeito às formas de transportes e de hospedagem, para a realização da olimpíada aqui no Rio.

- Para grandes eventos, como a Copa de 2014 e possivelmente as Olimpíadas de 2016, podemos utilizar o Porto do Rio de Janeiro para atracar de oito a dez navios que serviriam como hotéis flutuantes. Essa ligação marítima facilitaria em muito o deslocamento do público e dos turistas para as áreas de competição hoje já instaladas na Barra da Tijuca como no Recreio - explicou Julio Lopes, que disse ainda que as embarcações contarão com bares, ar condicionado, poltronas reclináveis, TV e estabilizador eletrônico.
 

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^^ Olimpíada de 2016, no Rio? Desculpa, mas é devaneio, tem que melhorar muiiiiiiiiiiiiiiiiiito a infra-estrutura para isso...
 

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Mas com ou sem Olimpíadas já sabemos que a infra-estrutura de transportes do Rio e sua região metropolitana tem de ser reformulada, priorizando o transporte coletivo/de massa e deixando de ser centrada no individual. A expansão do Metrô, as melhorias na SuperVia, a modernização do sistema de ônibus urbanos e o transporte marítimo são peças fundamentais disso.

O potencial é grande e a demanda está aí, o problema é que todo mundo sabe que temos pessoas públicas da mentalidade mais reacionária possível, ou melhor, achando que servir à população se trata um ato de favor ou de boa vontade, e não uma obrigação, embora sejem (muito bem) pagos para isso.


Abraços...
 

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espero que cabo-verde ganhe :banana:
união entre os paises lusos :D
 

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MUITO BOM!!!

Um estudo feito pela consultoria DTA Engenharia estima que seria possível fazer a ligação por mar entre o Centro do Rio e a Barra da Tijuca em meia hora. Já para o Recreio dos Bandeirantes, a viagem duraria 43 minutos.
Duvido!!! São 27km da Praça XV até a Barra. A 60 km/h em mar aberto não há como garantir conforto.

Além disso, onde vai ficar o atracadouro? Terão que construir um mega quebra-mar para fazer um porto ou dragar o Canal da Joatinga. Não sei como ainda se considera esta idéia de jerico. Ainda mais com o metrô chegando.

Só para se ter uma idéia, na surreal possibilidade de se fazerem 30 minutos da Pça XV até a Barra o intervalo entre os barcos, para ser de 10 minutos, demandaria 6 embarcações o que dá uma capacidade de míseros 1.500 PAX/hora/sentido, contra 40.000 do metrô. Mesmo em relação aos ônibus a capacidade é ridícula e o preço deve ser muito superior.

Ou seja, muita grana para pouco resultado. Se forem fazer, tem que modelar como roteiro turístico.
 
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