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Ao lado do Viva Open Mall, voltado para o Parque Germânia!

Primeiro espaço de paisagismo e arte de Porto Alegre inaugura no dia 25 de novembro




Primeiro espaço de paisagismo e arte de Porto Alegre inaugura no dia 25 de novembro

Terra Verde & Co fica atrás do Shopping Viva Open Mall e recebe a exposição Organicidades, que homenageia o artista Britto Velho e apresenta obras de 38 artistas

Um espaço onde natureza e obras de arte se encontram. O Terra Verde & Co é um local que une paisagismo, esculturas e outras obras de arte. A abertura para o público em geral será na quinta-feira, 25 de novembro, a partir das 10h, na Rua Juncal, 40, atrás do Shopping Viva Open Mall. A exposição de arte Organicidades marca a estreia do local e fica em cartaz até o dia 28 de janeiro.

O Terra Verde & Co reúne em mais de 2 mil metros quadrados criações paisagísticas e obras de arte. Um jardim de esculturas ocupa a área externa e é um dos maiores de uma galeria privada do Rio Grande do Sul. Internamente são mais de 400 metros quadrados de área construída, onde arte e arquitetura estão presentes. O empreendimento nasce de uma proposta criada por Carmen Dornelles e Natália Cunha. Mãe e filha trabalham na execução de projetos de paisagismo na construção civil, residências e ambientes corporativos. Entre os clientes estão Cia Zaffari, Melnick Even, Maiojama, CFL, Cyrela, Knijink, Ivo Rizzo, Rio Novo e outros importantes players do mercado imobiliário.
“Depois de 25 anos de experiência nessa área agora realizo um sonho, de criar um grande ambiente de paisagem e arte”, conta Carmen. “É o primeiro espaço com esse conceito em Porto Alegre. Além do objetivo de oferecer todas as soluções para o paisagismo interno e externo, propomos uma exposição permanente de obras de arte para compor todos os tipos de espaço”, resume.

A primeira exposição será a ‘Organicidades’, que reúne esculturas e telas de 38 artistas. A mostra, com curadoria de Anaurelino Corrêa de Barros Netto, homenageia Britto Velho e tem Erico Santos como artista convidado. Eles chegaram a produzir obras especiais para a mostra, assim como alguns dos participantes. “Organicidades fala de como as estruturas orgânicas influenciaram a criação dos artistas ao longo da história”, resume o curador. Para 2022, o local já tem duas novas atrações programadas.

Os artistas expositores são Ana Andueza, Ana Lúcia Homrich, Beatriz Balen Susin, Britto Velho, Cho Dorneles, Clayton Ferreira, Clara Koury, Débora Irion, Eliane Abreu, Elisa Zattera, Erico Santos, Eron Teixeira, Fernando Lima, Geraldo Markes, Graça Craidy, Guto Rubin, Helena Stainer, Hidalgo Adams, José Kanan, Kira Luá, Lena Kurtz, Leo Mathias, Leonardo Loureiro, Lucio Spier, Maria Tereza Albano, Marília Fayh, Mauri Menegotto, Paulo Abenzrragh, Paulo de Araújo, Renato Cardoso da Silva, Ricardo Aguiar, Ricardo Cardoso, Rogério Livi, Rogério Maduré, Sobral, Susane Kochhann, Suzana Albano e Ubiratan Fernandes.
“A ideia é que os jardins sejam um espaço de exposição com esculturas e obras de arte para inspirar arquitetos e construtores a criar belos ambientes onde a Natureza esteja integrada”, destaca Natália Cunha, que também executa projetos de paisagismo e é uma das sócias do empreendimento. “Associar peças de arte às paisagens as tornam únicas e muito mais expressivas”, conclui.

Inauguração Terra Verde & Co
Exposição Organicidades
Endereço:
Rua Juncal, 40 – Porto Alegre
Abertura: 25 de novembro
Período da exposição: 25 de novembro a 28 de janeiro de 2022
Horário de funcionamento: segundas às sextas, das 10h às 18h, e sábados, das 10h às 13h



 

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Conheça a relação dos nazistas com fracasso para construção de porto em Torres
Grupo de técnicos alemães visitou o Rio Grande do Sul em 1933



A Federação / Reprodução

Em 1933, técnicos alemães participaram de jantar em Porto Alegre antes da viagem a Torres

O Litoral Norte gaúcho está na quinta tentativa de construção de um porto, com dois projetos para Arroio do Sal. As outras quatro foram em Torres. Os planos anteriores não vingaram, por questões políticas e econômicas. O primeiro foi uma decepção para os imigrantes alemães levados para colonização do litoral em 1826. O último foi na década de 1930, prejudicada pela chegada dos nazistas ao poder na Alemanha.
O jornalista e historiador Nelson Adams Filho recupera a história da última tentativa no livro que lançará em dezembro na Coleção História Torres. O Torres Projetk Hafen - und Eisenbahnbau - envolvia a implantação de um porto, de uma ferrovia de mão dupla até a Fronteira Oeste e o assentamento de 500 famílias alemãs no Rio Grande do Sul, numa nova colônia.
Na Biblioteca de Koblenz, na Alemanha, o jornalista localizou e adquiriu parte da documentação. Ele relata que os alemães eram favoráveis e interessados no projeto entre 1931 e 1933, apesar das incertezas sobre possíveis falcatruas em relação às terras por onde passaria a ferrovia. O padre alemão Johannnes Beil cuidaria da parte espiritual e social das famílias alemãs. Fracassado o projeto, o religioso foi para Ubatuba, em São Paulo.
Em setembro de 1931, o presidente Getúlio Vargas enviou telegrama ao amigo, correligionário e Intendente de Torres, José Krás Borges, garantindo apoio ao projeto. Um decreto federal permitia ao governo do Rio Grande do Sul construir ou abrir concorrência para a concessão. Em dezembro, a Secretaria de Estado dos Negócios das Obras Públicas publicou edital no jornal A Federação com as regras. O governo não teria participação no investimento. Os prazos para apresentação de propostas foram adiados até 1933.

Uma comissão chegou a ser constituída em Berlim para vir a Torres. No início de 1933, Adolf Hitler assumiu como primeiro-ministro. Em maio, um grupo de técnicos alemães esteve no Rio Grande do Sul para avaliar potencialidades econômicas, incluindo os estudos do porto de Torres. Eles foram recebidos pelo prefeito de Porto Alegre, Alberto Bins, em um "jantar de cordialidade teuto-brasileira", como noticiou A Federação.
Em setembro de 1933, foram apresentadas propostas na concorrência aberta dois anos antes pelo governo estadual. A Companhia Nacional de Construção Civil queria ficar com o porto. A Companhia Comércio Construção S.A. seria responsável pelas estradas de rodagem e de ferro. O jornal A Federação, órgão oficial do governo, publicou editorial naquele final de ano elogiando o governador Flores da Cunha já que "finalmente será realizada a grande obra que é uma das maiores aspirações do nosso povo".
Como sabemos, a obra nunca saiu do papel. O pesquisador Nelson Adams Filho explica que os nacionais-socialistas não quiseram exportar mão de obra e financiar porto no Brasil. O último documento encontrado na Biblioteca de Koblenz é de outubro de 1933. Cita que as duas empresas que apresentaram propostas "não tem tanto interesse na construção do porto, mas mais em sua concessão" e "estas firmas provavelmente irão procurar financiamento no exterior e farão um bom negócio".
Em março de 1937, Flores da Cunha foi questionado sobre o porto de Torres durante um encontro com jornalistas. O general respondeu que só o custo do porto calculado pelos alemães, sem considerar a ferrovia, tornava o projeto "um sonho incapaz de ser realizado". O governador disse que "apenas daqui a muitos anos poderemos pensar em tal obra". Será que vai a ser agora em Arroio do Sal, município emancipado de Torres em 1988?


 

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Duas cooperativas gaúchas que devem virar uma só e entrar na lista das maiores do país
Proposta de incorporação da Coagrisol pela Cotrijal será avaliada por associados e forma uma gigante no segmento agropecuário


Cotrijal / Divulgação

Localizada no município de Não-Me-Toque, a Cotrijal tem 64 anos de história

O Rio Grande do Sul está prestes a entrar em uma nova era das cooperativas agropecuárias. Em um movimento ainda a ser confirmado pelos associados, a Coagrisol, com sede em Soledade, deve ser incorporada pela Cotrijal, de Não-Me-Toque. A junção de forças em uma só cria uma gigante no segmento. Neste ano, somadas, as receitas podem chegar a R$ 5,7 bilhões
— Para o ano que vem, vamos estar entre as 10 maiores cooperativas do agro do país. É um grande desafio, mas uma grande oportunidade — avalia Nei César Mânica, presidente da Cotrijal.
É um passo à frente da parceria anunciada em agosto deste ano. Na ocasião, as duas cooperativas passaram a ter comercialização com preços iguais, serviços, políticas iguais para os associados e aquisição conjunta de insumos.

— O movimento foi melhor do que esperávamos. O sentimento de pertencimento das duas cooperativas fez o processo evoluir — afirma José Luiz Leite dos Santos, presidente da Coagrisol.

Antes disso, ambas realizam, separadamente, assembleias extraordinárias, marcadas para o dia 23 de dezembro. Serão os associados que dirão se desejam confirmar essa mudança. Para esclarecer como funcionará na prática a incorporação, a Coagrisol realizará 11 reuniões, no período entre 6 e 20 de dezembro.
Com o aval em mãos, uma nova assembleia ocorre para confirmar a incorporação, em fevereiro do ano que vem. Optou-se por manter a operação toda sob o nome da Cotrijal, em razão da referência que tem mundialmente a partir da Expodireto, feira realizada anualmente em Não-Me-Toque. A próxima, marcada para 7 a 11 de março de 2022, aliás, poderá marcar a estreia da nova “supercooperativa”.
— Quem mais vai se beneficiar é o cooperado. É uma quebra de paradigmas — avalia Santos, lembrando que a união dá maior competitividade no mercado.
— Se você compete melhor, consegue passar isso ao produtor. Será um marco — reforça Mânica.


 

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Projeto de revitalização do Cais Mauá será apresentado nesta quinta-feira
Até o mês passado, o objetivo do governo gaúcho era repassar a área para a iniciativa privada até abril de 2022


André Ávila / Agencia RBS

Grupo de empresas selecionado realizou levantamentos de campo e estudos ambientais, mercadológicos e técnico-jurídicos

O projeto de revitalização do Cais Mauá, em Porto Alegre, será apresentado nesta quinta-feira (25) pelo governo do RS, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Consórcio Revitaliza. O evento está marcado para as 16h30min no Palácio Piratini, no centro da Capital.
O consórcio selecionado pelo BNDES produziu a modelagem do projeto, um trabalho que foi iniciado em maio de 2021. Na fase inicial do trabalho, realizou workshops com diferentes setores da sociedade, além de levantamentos de campo e estudos ambientais, mercadológicos e técnico-jurídicos.
O evento contará com a participação do governador Eduardo Leite, do secretário extraordinário de Parcerias, Leonardo Busatto, do prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, e de representantes do BNDES e do Consórcio Revitaliza. A apresentação será transmitida pelos canais oficiais do governo do Estado.

A apresentação ocorre uma semana após a inauguração oficial do Cais Embarcadero, também na área portuária, assim como a revitalização do Muro da Mauá, entregue há cinco dias.

No mês passado, o projeto arquitetônico e urbanístico do Cais Mauá foi mostrado ao governador e ao prefeito. De acordo com o que Busatto disse ao colunista Jocimar Farina, a ideia é fazer uma concessão de toda a área. Em fevereiro, quando o contrato com o BNDES foi assinado, o governo chegou a avaliar a possibilidade de vender trechos da área, às margens do Guaíba.
Dessa forma, o governo gaúcho concede a área pra investimento e, em troca, a empresa vencedora coordena as melhorias e os espaços comerciais recebem as intervenções de quem for administrá-los. O estudo a ser apresentado nesta quinta-feira deverá apontar o período da concessão, que até agora não havia sido definido e depende da modelagem econômica.

Entre as intervenções urbanísticas e arquitetônicas previstas estão a reforma dos armazéns, paisagismo, integração com o Centro Histórico — um pedido do prefeito Sebastião Melo — e uma alternativa ao Muro da Mauá. A proposta precisará passar por aprovação do governo do Estado e da prefeitura.
Sobre as construções previstas, além da restauração dos armazéns, tombados pelo Patrimônio Histórico, não há definição de hotel, como chegou a ser previsto no primeiro contrato — assinado em 2010 e cancelado em 2019.
Até o mês passado, o objetivo do governo gaúcho era repassar a área do Cais Mauá para a iniciativa privada até abril de 2022, para quando estava prevista a realização da licitação.



 

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Parque de flores será inaugurado nesta sexta perto da Serra Gaúcha – e está lindo!

Bruna Scirea

A partir desta sexta viajantes que passeiam pela Serra Gaúcha poderão esticar a viagem até os Campos de Cima da Serra para conhecer uma atração novinha em folha – e colorida e cheirosa demais! É o Mátria Parque de Flores, um espaço de 135 hectares com mais de 300 espécies de plantas, cultivadas em 30 jardins.
O parque fica em São Francisco de Paula, um dos melhores destinos para visitar perto de Porto Alegre, distante 35 km de Gramado e de Canela. O paisagismo é todo inspirado em jardins italianos, austríacos e suíços e tem investimento de R$ 25 milhões.
A visitação começa nesta sexta, 26 de novembro, mas claro que já fomos atrás de um aperitivo de como estão as paisagens por lá. Espia só:










Fotos: Jô Moreira
Para se ter uma ideia do tamanho da nova atração, o Parque do Ibirapuera em São Paulo tem 158 hectares! Nesta imensidão toda, um dos pontos mais fotografados do parque certamente será o túnel de glicínias, com 102 metros de comprimento:

O túnel de glicínias floresce no fim do inverno e início da primavera. Foto: Márcio Pinto
O empreendimento também contará com árvores frutíferas – e na época certa, os visitantes poderão colher os frutos! Os ambientes são ligados por 12 quilômetros de trilhas, sendo que quatro deles serão em meio à mata de araucárias, bastante característica na região.
O ponto central do parque é uma construção à beira do chamado Lago Azul, que conta com um deck sobre a água. Neste espaço fica um restaurante que servirá pratos da culinária gaúcha, além de lanches.







Foto: Marcelo Messias
Os ingressos para o Mátria Parque de Flores custam R$ 119 para adultos e R$ 59,50 para adolescentes entre 12 e 16 anos, pessoas com mais de 60 anos, moradores de São Francisco de Paula e PNEs e acompanhantes. Crianças até 11 anos não pagam.
As entradas podem ser compradas diretamente no site do Mátria. O parque abre diariamente, incluindo sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h.


 

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O que haverá atrás de tapume que cobre boa parte da Avenida Cristiano Fischer
Condomínio de casas deve ocupar várias quadras em ponto mais próximo do centro da Capital


Condomínio de altíssimo padrão está planejado para as margens da Avenida Cristiano Fischer

Quem passa pela Avenida Cristiano Fischer, em Porto Alegre, tem a atenção chamada por um tapume que se estende por várias quadras. A coluna, claro, foi averiguar do que se trata.
Descobriu um projeto imobiliário que, se não for inédito, há muito não se realizava em área mais próxima do centro da Capital: será um condomínio de casas de altíssimo padrão.

Conforme Bruno Zaffari, CEO da Belmondo Empreendimentos, o terreno de 35 mil metros quadrados foi comprado ainda em 2003, e exigiu muita análise para definir seu destino. Mas o projeto ainda é tão novo ainda que não tem nome definido. A expectativa do empresário é de que a licença da prefeitura saia até o final deste ano.

— Depois de muito estudo, porque não era algo óbvio, porque há uma tendência de verticalizar, decidimos fazer um condomínio de lotes para casas de altíssimo padrão. Existe uma demanda reprimida de pessoas que querem morar em casa. As alternativas de condomínio horizontal em Porto Alegre são mais distantes do centro — detalha Bruno.
A coluna quis saber se a pandemia, que revalorizou espaços ao ar livre, foi decisiva para a definição. O empresário afirmou que foi uma "externalidade que acabou reforçando a tese", porque o projeto já estava esboçado nesse formato antes da covid-19. Bruno detalha que várias alternativas foram descartadas, como shopping, multiuso. A conclusão foi de que já havia vários na cidade.

— Quando a Belmondo se envolve em um projeto, gosta de fazer algo que marque — afirma, com a experiência de uma pedreira literal no currículo, quando construiu um prédio comercial na Anita Garibaldi.
O projeto do clube que será o centro do condomínio é do arquiteto Isay Weinfeld, conhecido por selecionar empreendimentos em que participa, relata Bruno. Nesse caso, pondera, a assinatura é uma espécie de chancela de algo não trivial. Cada terreno terá entre 1 mil e 2 mil metros quadrados.
— Haverá um plano diretor interno que definirá limites de altura, regras de afastamento, mas também muita liberdade para que cada condômino faça sua casa como quiser.
Como ainda espera pela licença da prefeitura e precisava começar a definição do nome, relata, a Belmondo resolveu fazer uma pesquisa com família e amigos. Nesse processo de consultas a pessoas próximas, conta, surgiu uma lista informal de inscritos que resultou em um número de interessados maior do que a capacidade de entregar terrenos:
— Serão 18 terrenos, temos mais de 20 potenciais compradores. Claro, nem todos vão fechar negócio, mas é um bom indicativo do interesse.



 

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O que haverá atrás de tapume que cobre boa parte da Avenida Cristiano Fischer
Condomínio de casas deve ocupar várias quadras em ponto mais próximo do centro da Capital


Condomínio de altíssimo padrão está planejado para as margens da Avenida Cristiano Fischer

Quem passa pela Avenida Cristiano Fischer, em Porto Alegre, tem a atenção chamada por um tapume que se estende por várias quadras. A coluna, claro, foi averiguar do que se trata.
Descobriu um projeto imobiliário que, se não for inédito, há muito não se realizava em área mais próxima do centro da Capital: será um condomínio de casas de altíssimo padrão.

Conforme Bruno Zaffari, CEO da Belmondo Empreendimentos, o terreno de 35 mil metros quadrados foi comprado ainda em 2003, e exigiu muita análise para definir seu destino. Mas o projeto ainda é tão novo ainda que não tem nome definido. A expectativa do empresário é de que a licença da prefeitura saia até o final deste ano.

— Depois de muito estudo, porque não era algo óbvio, porque há uma tendência de verticalizar, decidimos fazer um condomínio de lotes para casas de altíssimo padrão. Existe uma demanda reprimida de pessoas que querem morar em casa. As alternativas de condomínio horizontal em Porto Alegre são mais distantes do centro — detalha Bruno.
A coluna quis saber se a pandemia, que revalorizou espaços ao ar livre, foi decisiva para a definição. O empresário afirmou que foi uma "externalidade que acabou reforçando a tese", porque o projeto já estava esboçado nesse formato antes da covid-19. Bruno detalha que várias alternativas foram descartadas, como shopping, multiuso. A conclusão foi de que já havia vários na cidade.

— Quando a Belmondo se envolve em um projeto, gosta de fazer algo que marque — afirma, com a experiência de uma pedreira literal no currículo, quando construiu um prédio comercial na Anita Garibaldi.
O projeto do clube que será o centro do condomínio é do arquiteto Isay Weinfeld, conhecido por selecionar empreendimentos em que participa, relata Bruno. Nesse caso, pondera, a assinatura é uma espécie de chancela de algo não trivial. Cada terreno terá entre 1 mil e 2 mil metros quadrados.
— Haverá um plano diretor interno que definirá limites de altura, regras de afastamento, mas também muita liberdade para que cada condômino faça sua casa como quiser.
Como ainda espera pela licença da prefeitura e precisava começar a definição do nome, relata, a Belmondo resolveu fazer uma pesquisa com família e amigos. Nesse processo de consultas a pessoas próximas, conta, surgiu uma lista informal de inscritos que resultou em um número de interessados maior do que a capacidade de entregar terrenos:
— Serão 18 terrenos, temos mais de 20 potenciais compradores. Claro, nem todos vão fechar negócio, mas é um bom indicativo do interesse.



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A coluna poderia ter colocado uma imagem recente do GE.

Aqui está, imagem de 13 de outubro:

 

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Em Nova Petrópolis/RS
Dono de editora e cursos de espiritualidade, grupo da Serra investe R$ 10 milhões em nova sede
Unidade terá 4,1 mil metros quadrados e capacidade para 200 funcionários

25/11/2021 - 07h39min
Giane Guerra

Giane Guerra

Arquiteto Neander Port / Grupo Luz da Serra / Divulgação

Projeto mostra como será a nova sede do grupo em Nova Petrópolis
Arquiteto Neander Port / Grupo Luz da Serra / Divulgação
Grupo de Nova Petrópolis que oferece cursos e livros para desenvolvimento pessoal e da espiritualidade, o Luz da Serra está investindo R$ 10 milhões para abrir uma nova sede na cidade. A operação terá 4,1 mil metros quadrados cobertos, capacidade para até 200 funcionários, restaurante, auditório e até academia.
A sede abrigará todas as cinco empresas do grupo fundado em 2005 pelos sócios Bruno Gimenes, Patrícia Cândido e Paulo Henrique Trott Pereira. São elas: Fitoenergética, Luz da Serra Virtual, LS Live, Iniciados e Luz da Serra Editora, que é o atual carro-chefe. A editora atua em três linhas editoriais: espiritualidade, desenvolvimento pessoal e prosperidade. O catálogo tem mais de 60 livros publicados, de 27 autores e vende, além do Brasil, também para Portugal.

As demais unidades do Grupo Luz da Serra serão fechadas e ficarão concentradas no prédio novo. A impressão de livros da editora é terceirizada, mas as partes administrativa, estratégica e editorial também ficarão na sede.
A coluna perguntou sobre a criação de empregos com o investimento. A empresa respondeu que sempre há cerca de 20 vagas em aberto e, com a transferência para o prédio novo, isso continuará. É possível ver os empregos no link "Trabalhe Conosco", no site do grupo. Atualmente, há vagas de analista de audiovisual, de redes sociais, redator e vendedor.

 

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Em Gramado/RS
Construtora da Serra prepara projeto de R$ 35 milhões que entregará moradias completas
Unidades terão móveis e eletrodomésticos, por exemplo

25/11/2021 - 12h36min
Giane Guerra

Giane Guerra





Construtora da serra gaúcha, a Wert Estrada & Co. está apostando em um modelo de negócio imobiliário novo no seu portfólio com a venda de apartamentos já prontos para morar. O empreendimento Relevo Gramado será entregue com mobília e equipamentos tradicionais de uma moradia, além de ar-condicionado e calefação instalados. A ideia do diretor Giovani Ghisleni é que o cliente já possa ficar no imóvel assim que receber a chave.
— Com isso, o cliente economiza de 3 a 4 meses — diz ele.

As obras começam em janeiro de 2022 e o empreendimento será entregue em 2025. O investimento no projeto é de R$ 35 milhões, com estimativa de que as vendas atinjam R$ 45 milhões. Durante a construção, serão gerados cerca de cem empregos diretos.
Mas há opção para o cliente, que poderá escolher entre quatro composições de materiais, com acompanhamento do arquiteto Rogério Menin. O preço dos apartamentos varia de R$ 850 mil a R$ 1,5 milhão. Outro atrativo anunciado pela empresa é um serviço permanente de concierge para os moradores, o que tem sido uma prática adotada em imóveis de luxo já há algum tempo em Porto Alegre. É como uma consultoria para indicar de produtos para casa a enxoval, passando por um café da manhã especial.

 

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Projeto propõe ‘ocupação cultural’ do Cais Mauá como alternativa à privatização 🙃



"Estudos técnicos" apontariam que há viabilidade econômica para revitalização do Cais voltada para ocupação cultural

Pelo projeto, os armazéns seriam divididos em dez módulos:

direitos humanos e literatura;
cultura e memória;
eventos; cênico e dança;
cultura afro e indígena;
gastronomia
economia solidária,
artesanato e antiquário;
artes visuais e plásticas;

e música e audiovisual.👀





Professores de três departamentos diferentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e representantes do Coletivo Cais Cultural Já apresentam na tarde desta terça-feira (23), em coletiva de imprensa, uma proposta para que a revitalização do Cais Mauá seja destinada para a promoção de atividades culturais e para que não seja necessária a privatização da área.
O estudo “Diretrizes Gerais – Proposta de Ocupação Cultural do Cais do Porto de Porto Alegre” foi apresentado pelos professores Eber Pires Marzulo e Inês Martina Lersch, da Faculdade de Arquitetura, por Luciano Fedozzi, do Departamento de Sociologia, e por Pedro de Almeida Costa, da Escola de Administração. Eles destacaram que o estudo é resultado do trabalho de diversos projetos de extensão desenvolvidos na universidades: o Projeto de Extensão Ocupação Cais do Porto Cultural (coordenado por Marzulo), o Projeto de Extensão Práticas de Patrimônio Insurgente (coordenado por Lersch), o Projeto As Metrópoles e o Direito à Cidade – Observatório das Metrópoles (o qual Fedozzi faz parte) e o Núcleo de Estudos em Gestão Alternativa (do qual Costa faz parte).

O trabalho começou a ser desenvolvido após a rescisão do contrato pelo Governo do Estado com o consórcio privado Cais Mauá do Brasil S.A., que ocorreu em 2019 após o consórcio apresentar reiterados problemas e nunca ter conseguido realizar a revitalização. Contudo, apesar de a rescisão ter partido de uma decisão do governo de Eduardo Leite, o Estado e a Prefeitura de Porto Alegre seguem apostando na privatização como solução para a revitalização do Cais. O governo estadual, inclusive, contratou o BNDES para formular um modelo de privatização do Cais e espera realizar a licitação em 2022.
:sleep:
Na coletiva, os professores destacam que buscam uma alternativa para a área. A proposta apresentada traz soluções que poderiam garantir recursos para a realização da revitalização dos armazéns do Cais Porto e para viabilizar a manutenção da estrutura posteriormente. O projeto prevê a exploração comercial da área por empreendimentos econômicos e de forma comercial, como restaurantes e bares, mas também prevê que os espaços sejam ocupados por uma série de outras atividades e setores ligados à economia criativa.


No âmbito desta “ocupação cultural”, pretende aliar:
a) um conjunto de atividades gratuitas (no campo da arte/educação/conhecimento);
b) atividades culturais de diversas modalidades em forma de hospedagem (passageira) no uso de espaços e equipamentos de pequeno, médio e grande porte;
c) atividades artísticas, de entretenimento e de lazer comercializadas, para fins de remuneração dos eventos e contribuição com a autossustentabilidade dos armazéns;
d) empreendimentos econômicos baseados em práticas cooperativas e na sustentabilidade ambiental, a exemplo da economia solidária, das feiras agroecológicas e do artesanato;
e) empreendimentos gastronômicos de médio e pequeno porte, com destaque para culinária local e sociobiodiversidade, além de outros;
f) eventos de grande porte, tais como a Feira do Livro, Bienais de Artes, Festivais Culturais, Congressos Científicos e outros eventos;
g) polo de economia criativa, segmento que se apresenta nos últimos anos como de grande crescimento no RS51, com significativo número de postos de trabalho (130.079), estabelecimentos (27.645) e renda média com potencial de crescimento (R$ 2.655,94), cuja polarização tende a estar em Porto Alegre e região metropolitana.

Uma das formas propostas para viabilizar a revitalização dos armazéns é a alienação do setor das Docas do Cais do Porto em troca de compensações econômicas. Estudos realizados no âmbito das faculdades apontaram que a venda da área das Docas pelo governo do Estado para a construção de empreendimentos comerciais, habitacionais ou hotéis poderia render, em valores de mercado, entre R$ 64,3 milhões e R$ 94,2 milhões. Eles destacam que o Consórcio Cais Mauá do Brasil S.A. prometia recuperar os armazéns com R$ 45 milhões.

Já em um segundo momento, a manutenção da estrutura, incluindo armazéns e os projetos propostas, viria de uma “cesta de atividades”, que incluiriam a locação e permissão de usos de espaços para restaurantes e conveniência, de taxas de permissão de uso por coletivos e grupos culturais, da captação de recursos de leis de incentivo à cultura, da exploração publicitária da área, da locação de espaços abertos e fechados para atrações culturais de maior público, da exploração de bicicletário e outros meios de transporte, de aporte de recursos públicos para conservação do espaço, de aporte anual do empreendedor privado que explorar a área das docas e do IPTU gerado pelas edificações privadas no setor das docas.

Para os professores, essa ampla gama de fontes de recursos seria suficiente para garantir a manutenção da área em condições adequadas e, ao mesmo tempo, permitir que atividades culturais que não tenham viabilidade econômica própria possam contribuir com valores menores ou sejam isentas de contribuição. “A gente não precisa de um lugar 100% privado para que ele seja viável do ponto de vista econômico e financeiro”, disse o professor Pedro Costa.
Costa pondera, por outro lado, que Porto Alegre teria dificuldade de demanda para a ocupação de todos os espaços dos armazéns por restaurantes e atividades culturais de exploração privada. “Naquele espaço cabem vários Araújos Vianna. Tem espaço para tudo. Não queremos roubar de ninguém a possibilidade de empreender”, afirmou.
Por sua vez, Marzulo destacou que o projeto surge da oposição à ideia de privatização dos espaços públicos da cidade:sleep:. “É contra esse movimento que apresentamos um projeto de viabilização do conjunto de armazéns do Cais do Porto para a ocupação por atividades culturais”, disse.

Para Marzulo, a iniciativa dos professores também tem por objetivo denunciar que o patrimônio público tem sido abandonado em uma estratégia para justificar a posterior privatização e negar que seria possível alcançar uma solução em que a governança da área continue pública, como propõe o projeto apresentado por eles. Ele ponderou também que o trabalho buscou referências internacionais que seriam mais modernas do que o Puerto Madero, de Buenos Aires, que é constantemente citado como referência para a revitalização do Cais Mauá.
“O loteamento do Cais é inspirado no Puerto Madero. Trata-se de um projeto absolutamente defasado e o mundo nos oferece outros projetos muito mais interessantes de área público defronte à água para a utilização pública e não para a utilização privada. Nesse ponto de vista, a nossa proposta se encontra em articulação, não só com a história do Cais, mas também com as experiências mais avançadas de reutilização de áreas públicas, particularmente, de frente a água”, disse.
Luciano Fedozzi salientou que o projeto considera como fundamental que a área do Cais seja devolvida para a população de Porto Alegre a partir de uma lógica do direito de todos à cidade, e não em uma lógica de privatização e elitização do espaço:sleep: que eles consideram que seria a consequência da privatização para exploração cultural de toda a área.
“Essa devolução, nós entendemos, deve se dar para toda a população da cidade, sem seleção de público ou de frequentadores por recorte socioeconômico, racial, de gênero:sleep: ou outros. Simplesmente, trata-se de implementar aquilo que a legislação já prevê no Estatuto das Cidades em termos de direito à cidade”, disse.
Fedozzi destacou que uma das consequências da revitalização do Puerto Madero, em Buenos Aires, foi a de transformar a área em um dos dois bairros mais caros da América Latina, ao lado de Ipanema, no Rio de Janeiro, o que seria um exemplo de movimento excludente.:sleep:
Por outro lado, ponderou que a revitalização da Orla do Guaíba, considerado um case de sucesso pelas últimas gestões da cidade, só foram possíveis porque, no passado, movimentos da sociedade civil se levantaram contra projetos que permitiriam a exploração comercial e privatização daqueles espaços.
Fedozzi ressaltou também que os estudos técnicos evidenciam que a ocupação cultural do Cais pode ser viabilizada pensando da priorização do caráter público e que o trabalho apresentado serve como contraponto a ideia de que a privatização seria inevitável, o que, segundo ele, é a ideia que prevalece desde os anos 1980.
“Há alternativa, mas depende de um projeto que, evidentemente, deve partir da boa vontade dos governos estadual e municipal, e que o diálogo seja aberto, o que não houve até agora. Houve várias tentativas, desde o final do ano passado, pedindo audiências para o governo do Estado e município e, lamentavelmente, não houve abertura ao diálogo. Nós temos oferecendo um estudo técnico que demonstra a viabilidade prática de efetivar um projeto que realmente devolva o Cais do Porto para a cidade, não a partir de um perfil altamente elitizado, segregacionista, :sleep: onde apenas 25% da população teria acesso”, diz.


Mais uma reportagem com o "selo" de qualidade Sul21 💩
 

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Governo do RS apresenta novo modelo para revitalização do Cais Mauá
Projeto foi elaborado em parceria com BNDES e Consórcio Revitaliza



Anselmo Cunha / Agencia RBS

Novo projeto de revitalização da região portuária da Capital foi apresentado nesta quinta-feira


Após três décadas de discussões e tentativas frustradas de revitalizar o Cais Mauá, em Porto Alegre, o governo gaúcho apresentou nesta quinta-feira (25) um novo projeto destinado a superar entraves anteriores e transformar os antigos armazéns em uma referência de lazer, gastronomia e turismo na cidade a um custo de R$ 1,3 bilhão em investimentos em todo o trecho de 3,3 quilômetros da Usina do Gasômetro às docas.

Para isso, o modelo de aproveitamento da área desenhado em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Consórcio Revitaliza prevê iniciativas como a remoção parcial do Muro da Mauá e a destinação de 70% da área útil das docas para moradia, e os 30% restantes para uso corporativo. A ideia é viabilizar a parceria com a iniciativa privada por meio de alienação do terreno das docas, onde poderiam ser erguidos nove novos prédios (o mais alto no esboço apresentado nesta quinta teria 90 metros de altura), incluindo um hotel, e de concessão no setor dos armazéns. O prazo dessa concessão será definido até o começo do ano que vem, mas deverá ficar entre 25 e 30 anos.
Parte das definições não é impositiva e pode ser alterada dependendo do interesse dos futuros investidores e de estudos complementares, como o número, a altura ou a distribuição dos novos edifícios. Mas alguns pontos apresentados são obrigatórios.

Uma das exigências é derrubar cerca de um quilômetro do muro desde o Gasômetro até as proximidades da estação da Trensurb (onde a retirada não teria grande impacto visual e traria problemas operacionais). O novo sistema de proteção contra cheias teria duas frentes: a construção de um passeio elevado com 1m20cm de altura entre os armazéns e o Guaíba — sobre o qual, se necessário, poderiam ser instaladas barreiras móveis complementares. Essa estrutura deverá se estender por toda a extensão do projeto, mas o tipo de barreira a ser usada ainda está sob análise.

O evento, realizado no Palácio Piratini, teve a participação do governador Eduardo Leite, do secretário extraordinário de Parcerias, Leonardo Busatto, do secretário municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade, Germano Bremm, além de outras autoridades e de representantes do BNDES e do Revitaliza.
Antes de chegar à etapa atual de apresentação das linhas gerais para o futuro do local, na fase inicial do trabalho destinado a formatar um novo modelo de aproveitamento daquele espaço, foram realizados workshops com diferentes setores da sociedade civil, além de levantamentos de campo, estudos ambientais, de mercado e jurídicos.
Mesmo antes da implantação do novo modelo para revigorar uma das mais importantes áreas da Capital, o cais já vem recebendo intervenções pontuais. Há cerca de uma semana, foi realizada a inauguração oficial do Cais Embarcadero, localizado na extremidade Sul do terreno, e entregue a revitalização do Muro da Mauá.
— Governos anteriores erraram ao tentar resolver isso, nós aprendemos com esses erros e estamos dando um novo passo — afirmou o governador.

A partir de agora, deverão ser detalhados os planos de alienação e de concessão das áreas, e a íntegra do novo projeto de modelagem deverá ser aprovada até o primeiro trimestre do ano que vem. Depois disso, estão previstas consulta e audiência pública, envio da documentação ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e lançamento do edital no segundo trimestre de 2022 — quando também deve ser realizado o leilão para a área das docas.

Ainda não está definido qual será o formato do leilão para a iniciativa privada, se quem comprar a área das docas será também responsável pela reforma dos armazéns ou se serão investidores diferentes.
— Se determinarmos que quem ficar com a área das docas deve reformar os armazéns, ganhamos segurança, mas o número de interessados pode ser menor — explicou Busatto.
Se forem processos separados, será preciso decidir de que forma o recurso obtido com a alienação das docas será utilizado para viabilizar a reforma na parte do cais.
Outra decisão pendente é se o terreno para as novas construções será oferecido como um bem único ou fatiado para diferentes propostas de múltiplos investidores. A construção dos prédios privados deverá concentrar mais de R$ 1 bilhão dos recursos previstos.
A expectativa é de que os contratos sejam assinados em agosto do ano que vem e, assim, dar início à nova tentativa de tirar do papel a sonhada renovação de uma das paisagens mais emblemáticas da Capital.
Se não houver imprevistos, o novo cais seria entregue em três anos após a formalização do acordo.

Projeto em números
  • R$ 1,3 bilhão de investimento total - R$ 300 milhões nos primeiros cinco anos
  • Dez a 15 anos de prazo para desenvolvimento do projeto nas docas
  • Três anos de prazo para desenvolvimento do projeto nas áreas do cais e do Gasômetro
  • 45 mil empregos diretos durante a obra e 5 mil indiretos
  • 4 mil empregos permanentes após revitalização
  • 15 mil visitantes por dia na área do cais
Grupo tem proposta alternativa para a área
O plano oficial de recuperação do Cais Mauá não é o único lançado para debate nos últimos dias. Na terça-feira (23), grupos de pesquisa e projetos de extensão da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Coletivo Cais Cultural Já de Porto Alegre apresentaram uma proposta alternativa para a recuperação do espaço junto ao Guaíba.
Um dos pilares desse estudo independente, que não tem participação dos governos municipal ou estadual, é de que a área tenha um aproveitamento voltado para o setor cultural — o que pode envolver gastronomia, artesanato e polo artístico.
— Não concordamos com a área das docas para moradias — diz a representante do Coletivo Cais Cultural Já, Jacqueline Custódio.
Por esse outro caminho, a gestão do cais seria feita de forma tripartite, envolvendo representantes dos empreendedores, do poder público e da sociedade civil. Conforme texto divulgado pelo grupo, "os armazéns e o Gasômetro são bens inalienáveis que precisam estar ao alcance de todos, sem discriminação socioeconômica ou de outra ordem. O modelo de revitalizações de áreas portuárias no mundo (Waterfront Regeneration) baseado somente em empreendimentos comerciais para consumo de alta renda é causador de elitização dos espaços urbanos e promotor de mais segregação socioespacial e desigualdade nas cidades (...)".


Histórico da tentativa de revitalização do Cais
  • Há três décadas, ainda no começo dos anos 1990, surgiram os primeiros planos para revitalizar o Cais Mauá transformando-o em espaço de lazer, gastronomia e cultura.
  • Após sucessivos projetos fracassados, em 2010 a então governadora Yeda Crusius assinou contrato para revitalização do cais por meio de concessão à iniciativa privada.
  • Uma série de obstáculos legais e burocráticos atrasa a concessão de todas as licenças necessárias para o começo das obras.
  • Em dezembro de 2017, a prefeitura concede as licenças de instalação que permitem o início das obras na primeira fase do projeto (recuperação dos armazéns).
  • Em fevereiro de 2018, é assinada ordem de início da reforma. As obras começam por limpeza e cercamento do terreno por conta da empresa Cais Mauá.
  • Em abril de 2018, operação da Polícia Federal envolve antigos gestores da Cais Mauá em suspeitas de irregularidades envolvendo fundos de investimento (que não incluem o fundo do cais). Mas isso espanta investidores e interrompe o cronograma.
  • sucessivas mudanças nas empresas e nos gestores responsáveis por comandar a revitalização, mas as obras seguem suspensas. A diretoria da Cais Mauá prometia lançar uma "prévia" da revitalização até março de 2019, mas o prazo também não se confirmou.
  • Em maio de 2019, o governador Eduardo Leite anuncia a rescisão do contrato com a Cais Mauá por conta de sucessivos descumprimentos de cláusulas e falta de obras relevantes.
  • O rompimento dá lugar a uma disputa entre a Cais Mauá e o governo, mas o Piratini acaba vitorioso e determina que a empresa desocupe a área.
  • Em outubro de 2020, por meio de uma portaria federal, o cais passa a ser de propriedade direta do Estado, o que facilita futuros projetos em parceria com a iniciativa privada.
  • Em maio de 2021, o governo estadual começa a definir uma nova modelagem para a revitalização do espaço (qual a forma de viabilizar os investimentos) em parceria com BNDES e Consórcio Revitaliza - selecionado pelo BNDES entre sete concorrentes.
  • Nas últimas semanas, foi inaugurado o espaço Embarcadero, espécie de "prévia" da reforma do cais, e entregue a revitalização do Muro da Mauá. Agora, foi apresentado o plano geral que deverá guiar a recuperação geral da região.
 

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Bracho! Paola Bracho!
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Haverão de sustentar o Cais Mauá vendo miçangas, com saraus und so weiter. Parafraseando Buckley, prefiro ser governado pelos mil primeiros nomes da lista telefônica de Porto Alegre do que pelo corpo docente da UFRGS.
Projeto propõe ‘ocupação cultural’ do Cais Mauá como alternativa à privatização 🙃

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"Estudos técnicos" apontariam que há viabilidade econômica para revitalização do Cais voltada para ocupação cultural

Pelo projeto, os armazéns seriam divididos em dez módulos:

direitos humanos e literatura;
cultura e memória;
eventos; cênico e dança;
cultura afro e indígena;
gastronomia
economia solidária,
artesanato e antiquário;
artes visuais e plásticas;

e música e audiovisual.👀

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Professores de três departamentos diferentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e representantes do Coletivo Cais Cultural Já apresentam na tarde desta terça-feira (23), em coletiva de imprensa, uma proposta para que a revitalização do Cais Mauá seja destinada para a promoção de atividades culturais e para que não seja necessária a privatização da área.
O estudo “Diretrizes Gerais – Proposta de Ocupação Cultural do Cais do Porto de Porto Alegre” foi apresentado pelos professores Eber Pires Marzulo e Inês Martina Lersch, da Faculdade de Arquitetura, por Luciano Fedozzi, do Departamento de Sociologia, e por Pedro de Almeida Costa, da Escola de Administração. Eles destacaram que o estudo é resultado do trabalho de diversos projetos de extensão desenvolvidos na universidades: o Projeto de Extensão Ocupação Cais do Porto Cultural (coordenado por Marzulo), o Projeto de Extensão Práticas de Patrimônio Insurgente (coordenado por Lersch), o Projeto As Metrópoles e o Direito à Cidade – Observatório das Metrópoles (o qual Fedozzi faz parte) e o Núcleo de Estudos em Gestão Alternativa (do qual Costa faz parte).

O trabalho começou a ser desenvolvido após a rescisão do contrato pelo Governo do Estado com o consórcio privado Cais Mauá do Brasil S.A., que ocorreu em 2019 após o consórcio apresentar reiterados problemas e nunca ter conseguido realizar a revitalização. Contudo, apesar de a rescisão ter partido de uma decisão do governo de Eduardo Leite, o Estado e a Prefeitura de Porto Alegre seguem apostando na privatização como solução para a revitalização do Cais. O governo estadual, inclusive, contratou o BNDES para formular um modelo de privatização do Cais e espera realizar a licitação em 2022.
:sleep:
Na coletiva, os professores destacam que buscam uma alternativa para a área. A proposta apresentada traz soluções que poderiam garantir recursos para a realização da revitalização dos armazéns do Cais Porto e para viabilizar a manutenção da estrutura posteriormente. O projeto prevê a exploração comercial da área por empreendimentos econômicos e de forma comercial, como restaurantes e bares, mas também prevê que os espaços sejam ocupados por uma série de outras atividades e setores ligados à economia criativa.


No âmbito desta “ocupação cultural”, pretende aliar:
a) um conjunto de atividades gratuitas (no campo da arte/educação/conhecimento);
b) atividades culturais de diversas modalidades em forma de hospedagem (passageira) no uso de espaços e equipamentos de pequeno, médio e grande porte;
c) atividades artísticas, de entretenimento e de lazer comercializadas, para fins de remuneração dos eventos e contribuição com a autossustentabilidade dos armazéns;
d) empreendimentos econômicos baseados em práticas cooperativas e na sustentabilidade ambiental, a exemplo da economia solidária, das feiras agroecológicas e do artesanato;
e) empreendimentos gastronômicos de médio e pequeno porte, com destaque para culinária local e sociobiodiversidade, além de outros;
f) eventos de grande porte, tais como a Feira do Livro, Bienais de Artes, Festivais Culturais, Congressos Científicos e outros eventos;
g) polo de economia criativa, segmento que se apresenta nos últimos anos como de grande crescimento no RS51, com significativo número de postos de trabalho (130.079), estabelecimentos (27.645) e renda média com potencial de crescimento (R$ 2.655,94), cuja polarização tende a estar em Porto Alegre e região metropolitana.

Uma das formas propostas para viabilizar a revitalização dos armazéns é a alienação do setor das Docas do Cais do Porto em troca de compensações econômicas. Estudos realizados no âmbito das faculdades apontaram que a venda da área das Docas pelo governo do Estado para a construção de empreendimentos comerciais, habitacionais ou hotéis poderia render, em valores de mercado, entre R$ 64,3 milhões e R$ 94,2 milhões. Eles destacam que o Consórcio Cais Mauá do Brasil S.A. prometia recuperar os armazéns com R$ 45 milhões.

Já em um segundo momento, a manutenção da estrutura, incluindo armazéns e os projetos propostas, viria de uma “cesta de atividades”, que incluiriam a locação e permissão de usos de espaços para restaurantes e conveniência, de taxas de permissão de uso por coletivos e grupos culturais, da captação de recursos de leis de incentivo à cultura, da exploração publicitária da área, da locação de espaços abertos e fechados para atrações culturais de maior público, da exploração de bicicletário e outros meios de transporte, de aporte de recursos públicos para conservação do espaço, de aporte anual do empreendedor privado que explorar a área das docas e do IPTU gerado pelas edificações privadas no setor das docas.

Para os professores, essa ampla gama de fontes de recursos seria suficiente para garantir a manutenção da área em condições adequadas e, ao mesmo tempo, permitir que atividades culturais que não tenham viabilidade econômica própria possam contribuir com valores menores ou sejam isentas de contribuição. “A gente não precisa de um lugar 100% privado para que ele seja viável do ponto de vista econômico e financeiro”, disse o professor Pedro Costa.
Costa pondera, por outro lado, que Porto Alegre teria dificuldade de demanda para a ocupação de todos os espaços dos armazéns por restaurantes e atividades culturais de exploração privada. “Naquele espaço cabem vários Araújos Vianna. Tem espaço para tudo. Não queremos roubar de ninguém a possibilidade de empreender”, afirmou.
Por sua vez, Marzulo destacou que o projeto surge da oposição à ideia de privatização dos espaços públicos da cidade:sleep:. “É contra esse movimento que apresentamos um projeto de viabilização do conjunto de armazéns do Cais do Porto para a ocupação por atividades culturais”, disse.

Para Marzulo, a iniciativa dos professores também tem por objetivo denunciar que o patrimônio público tem sido abandonado em uma estratégia para justificar a posterior privatização e negar que seria possível alcançar uma solução em que a governança da área continue pública, como propõe o projeto apresentado por eles. Ele ponderou também que o trabalho buscou referências internacionais que seriam mais modernas do que o Puerto Madero, de Buenos Aires, que é constantemente citado como referência para a revitalização do Cais Mauá.
“O loteamento do Cais é inspirado no Puerto Madero. Trata-se de um projeto absolutamente defasado e o mundo nos oferece outros projetos muito mais interessantes de área público defronte à água para a utilização pública e não para a utilização privada. Nesse ponto de vista, a nossa proposta se encontra em articulação, não só com a história do Cais, mas também com as experiências mais avançadas de reutilização de áreas públicas, particularmente, de frente a água”, disse.
Luciano Fedozzi salientou que o projeto considera como fundamental que a área do Cais seja devolvida para a população de Porto Alegre a partir de uma lógica do direito de todos à cidade, e não em uma lógica de privatização e elitização do espaço:sleep: que eles consideram que seria a consequência da privatização para exploração cultural de toda a área.
“Essa devolução, nós entendemos, deve se dar para toda a população da cidade, sem seleção de público ou de frequentadores por recorte socioeconômico, racial, de gênero:sleep: ou outros. Simplesmente, trata-se de implementar aquilo que a legislação já prevê no Estatuto das Cidades em termos de direito à cidade”, disse.
Fedozzi destacou que uma das consequências da revitalização do Puerto Madero, em Buenos Aires, foi a de transformar a área em um dos dois bairros mais caros da América Latina, ao lado de Ipanema, no Rio de Janeiro, o que seria um exemplo de movimento excludente.:sleep:
Por outro lado, ponderou que a revitalização da Orla do Guaíba, considerado um case de sucesso pelas últimas gestões da cidade, só foram possíveis porque, no passado, movimentos da sociedade civil se levantaram contra projetos que permitiriam a exploração comercial e privatização daqueles espaços.
Fedozzi ressaltou também que os estudos técnicos evidenciam que a ocupação cultural do Cais pode ser viabilizada pensando da priorização do caráter público e que o trabalho apresentado serve como contraponto a ideia de que a privatização seria inevitável, o que, segundo ele, é a ideia que prevalece desde os anos 1980.
“Há alternativa, mas depende de um projeto que, evidentemente, deve partir da boa vontade dos governos estadual e municipal, e que o diálogo seja aberto, o que não houve até agora. Houve várias tentativas, desde o final do ano passado, pedindo audiências para o governo do Estado e município e, lamentavelmente, não houve abertura ao diálogo. Nós temos oferecendo um estudo técnico que demonstra a viabilidade prática de efetivar um projeto que realmente devolva o Cais do Porto para a cidade, não a partir de um perfil altamente elitizado, segregacionista, :sleep: onde apenas 25% da população teria acesso”, diz.


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