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Desenvolvimento Urbano + Acessibilidade


Rio promete triplicar uso do transporte público

By Maria Fernanda Cavalcanti Agosto 9, 2012


(Foto: Pedro Carrion)

Por Pedro Carrion. Publicado no Portal Mobilize em 06/08/2012.

A quatro anos da próxima Olimpíada, a prefeitura do Rio de Janeiro apresentou na última sexta-feira (5) o projeto ‘Olímpico 2016′. Uma coletiva de imprensa no Centro de Operações da prefeitura, na região central do Rio, contou com presença do prefeito Eduardo Paes e da presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM) Maria Silvia Bastos Marques. Entre os assuntos abordados, destaque para as obras que visam a melhorar o transporte público na cidade.

O legado que as obras deixarão para a cidade também foi muito citado no evento. Segundo a presidente da EOM, o objetivo é tornar o Rio de Janeiro uma cidade modelo. “Com a implantação de todos os BRTs, pretendemos alcançar um grande aumento no uso do transporte público na cidade, a ponto de triplicar o número de usuários. Com essa e outras melhorias em demais áreas, acreditamos que até 2020 o Rio de Janeiro seja a melhor cidade para viver, visitar e trabalhar da América do Sul”, disse Maria Silvia.

Com a linha expressa BRT Transoeste já em funcionamento e a Transcarioca e a Transolímpica com obras adiantadas, apenas a linha Transbrasil ainda não começou a ser construída, o que está previsto para acontecer em junho de 2013.

“Há dois anos e meio ninguém imaginaria que estivéssemos com algumas obras tão avançadas. Já viabilizamos a linha Transoeste e a conclusão dos demais BRTs está em andamento. Assim como outras intervenções, caso do Porto Maravilha, que contará com os Veículos Leves sobre Trilhos (VLT). E do estádio Maracanã, que está com mais de 50% das obras concluídas”, afirmou Eduardo Paes.

Direto de Londres, o diretor-geral do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, Leonardo Gryner, participou do evento por videoconferência. Ele falou sobre suas impressões e o que pode tirar de positivo da Olimpíada que está sendo disputada na capital londrina. “A metodologia do planejamento utilizado aqui em Londres é bastante inspiradora, eles são muito bons nisso. Mas é preciso entender que as dimensões e características daqui e do Rio de Janeiro são diferentes. O importante é deixarmos um legado. Para as Olimpíadas, 47% das instalações que serão usadas já estão construídas, 25% vão ser temporárias e 28% serão novas”, afirmou Gryner.

Fonte: http://thecityfixbrasil.com/2012/08/09/rio-promete-triplicar-uso-do-transporte-publico/
 

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Isso é uma realidade, e já vem sendo feito. Não é a toa que o Rio já é o maior consumidor de cimento e continuará sendo até 2016. Na reportagem abaixo demonstra isso, sem contar com todo o potencial construtivo do Porto Maravilha, que não possui ainda números definidos. Além disso, há muitos projetos que não entraram na lista:


Obras tornam RJ recordista em consumo de concreto

Volume de empreendimentos faz com que material empregado no estado passe de um milhão de metros cúbicos até 2016
Por:Altair Santos

O Rio de Janeiro se transformou em um canteiro de obras de 43,7 mil km², o que equivale à sua dimensão territorial. Principal cidade-sede da Copa do Mundo de 2014, sede dos Jogos Olímpicos de 2016, protagonista dos investimentos destinados ao pré-sal e ponto turístico número um do Brasil, o estado desencadeou investimentos na ordem de R$ 213,9 bilhões, que começaram em 2010 e devem se estender até 2020. O volume de recursos faz com que o Rio de Janeiro seja recordista em quantidade de obras no país e um dos mais destacados centros da construção civil mundial na atualidade.
Linha 4 do metrô da cidade do Rio de Janeiro: uma das megaobras em construção na capital fluminense.



Apesar de todos os 92 municípios do estado estarem envolvidos em obras, 60% delas estão concentradas na capital fluminense. No entanto, a que irá consumir o maior volume de concreto localiza-se em Angra dos Reis. Trata-se da terceira usina nuclear em construção, e que envolverá 200 mil m³ do material. Ainda sem números fechados, a Secretaria de Obras do Rio de Janeiro estima que todos os empreendimentos irão consumir mais de um milhão de metros cúbicos de concreto. Além de Angra 3, o Arco Metropolitano – anel rodoviário que unificará todas as rodovias que cruzam o estado – também receberá um volume intenso de concreto. Calcula-se 92 mil m³.
Levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio de Janeiro mostra que, dos R$ 213,9 bilhões a serem investidos, R$ 83 bilhões irão para a cadeia de exploração e produção de petróleo. A logística e a infraestrutura urbana receberão R$ 61,9 bilhões. Em seguida, virão os setores de siderurgia (R$ 20,1 bilhões); energia (R$ 14,8 bilhões); petroquímica (R$ 14,6 bilhões), indústria naval (R$ 9,5 bilhões); indústria de transformação (R$ 7,9 bilhões); serviços (R$ 1,3 bilhão) e telecomunicações (R$ 800 milhões). Ainda de acordo com o documento elaborado pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) denominado Decisão 2011-2013, desse volume de recursos R$ 181 bilhões serão investidos até 2013.
Entre as obras prementes estão a reforma do estádio Maracanã, que consumirá 31 mil m³ de concreto; a linha 4 do metrô, que facilitará o acesso do transporte público à Barra da Tijuca, e que consumirá 108 mil m³, além das quatro linhas de BRT (Bus Rapid Transit), que dos 180 quilômetros de extensão terão 125 executados em pavimento de concreto. A ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) assessora o projeto, que custará R$ 16 bilhões. Cada linha (TransOeste, TransCarioca, TransOlímpica e TransBrasil) deverá absorver perto de 70 mil m³ de concreto. No conjunto de construções, estão previstas 60 obras de arte, com duas pontes estaiadas e três túneis.
Outro empreendimento relevante é o que promoverá a maior intervenção urbana em uma capital brasileira. Trata-se do Porto Maravilha, que irá transformar os 5 milhões de m² da região portuária e do centro histórico do Rio de Janeiro, cujo investimento em obras de infraestrutura chega a R$ 7,6 bilhões. Previsto para ser entregue em 2015, esse projeto, assim como os demais em construção, promete concorrer com os cartões postais que o Rio herdou da natureza. Agora, moldados em concreto.


Confira relatório da Firjan sobre investimentos no Rio de Janeiro: clique aqui

Entrevistados
Secretaria de Obras do Rio de Janeiro (SEOBRAS), Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio de Janeiro e Firjan

Contatos: [email protected]/ [email protected] /[email protected]
Créditos foto: Divulgação/Governo do RJ
Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330

_________________________
Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/obras-tornam-rj-recordista-em-consumo-de-concreto/
 

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No dia em que classe A usar transporte público de massa para deslocamento, aí sim acreditarei que teremos sistemas de transporte eficientes.
Não consigo visualizar o Eduardo Paes ou o seu sucessor pegando o Metrô para trabalhar todos os dias.
 

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No dia em que classe A usar transporte público de massa para deslocamento, aí sim acreditarei que teremos sistemas de transporte eficientes.
Não consigo visualizar o Eduardo Paes ou o seu sucessor pegando o Metrô para trabalhar todos os dias.
Penso o mesmo! Classe A imiscuindo-se as demais classes é algo impensado....:cheers:
 

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Eu espero sinceramente que isso não ocorra, ou seja, que continua havendo alguma segregação econômica no transporte, pois isso ajuda a manter uma segregação econômica que considero positiva em termos de, com exceção de favelas, pessoas pobres e classe alta não morarem próximos mas em uma distância razoável.
 

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No dia em que classe A usar transporte público de massa para deslocamento, aí sim acreditarei que teremos sistemas de transporte eficientes.
Não consigo visualizar o Eduardo Paes ou o seu sucessor pegando o Metrô para trabalhar todos os dias.

Conheço gente classe AAA que mora em Ipanema e não se lembra da última vez que tirou o carro da garagem.

Tem muita gente com grana que anda de metrô na zona sul.
 

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Eu espero sinceramente que isso não ocorra, ou seja, que continua havendo alguma segregação econômica no transporte, pois isso ajuda a manter uma segregação econômica que considero positiva em termos de, com exceção de favelas, pessoas pobres e classe alta não morarem próximos mas em uma distância razoável.

Eu li isso????????????????????????????????????????? :eek2:

Que preconceito é esse, hein?????????????????????????????? :eek2:
 

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Conheço gente classe AAA que mora em Ipanema e não se lembra da última vez que tirou o carro da garagem.

Tem muita gente com grana que anda de metrô na zona sul.
Metrô. Aí, sim.

Mas com ônibus não se chegará a lugar algum. E o Rio de JAneiro, equivocadamente, escolheu transporte de pobre (ônibus) para investir bilhões, ao invés de metrô/trens modernos/monotrilhos e, ao fazer isso, se comprometeu com a mediocridade por pelo menos mais 30 anos em transporte públcio (já que não haveria clima político para substituir a Transoeste por uma linha de VLT entre Recreio e Santa Cruz + metrô Recreio-Jardim Oceânico, por exemplo.
 

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Que preconceito é esse, hein?????????????????????????????? :eek2:
Eu não disse que os pobres deve morar mal. Só acho que é interessante ter bairros homogêneos de forma geral, seja na tipologia de residências (bairros só de casas, bairros só de prédios, bairros só de comércio, bairros só de equipamentos públicos/órgãos públicos), seja no perfil de moradores (Bairros só de classe média, bairros ricos, bairros de baixa renda). Esses últimos não precisam ser violentos, nem mal-cuidados, e devem ter estrutura adequada ao nível r
 

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Eu não disse que os pobres deve morar mal. Só acho que é interessante ter bairros homogêneos de forma geral, seja na tipologia de residências (bairros só de casas, bairros só de prédios, bairros só de comércio, bairros só de equipamentos públicos/órgãos públicos), seja no perfil de moradores (Bairros só de classe média, bairros ricos, bairros de baixa renda). Esses últimos não precisam ser violentos, nem mal-cuidados, e devem ter estrutura adequada ao nível r
Bobagem!! Um bom exemplo é a praia, o lugar mais democrático do Rio de Janero. Um bom exemplo disso é o Leblon, tido como um dos mais caros da cidade devido a renda e localização, inclusive tem na orla o m² mais caro do país. Nesse mesmo bairro nobre, muitos favelados e pobre usufruem da praia que é pública. Daí eu pergunto: como fazer a segregação??????

Não existe isso de separar A, B, C, D, E em todas as situações. Além da praia, os logradouros são públicos :)
 

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armatissimi & liberissimi
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O problema não é a classe A não querer andar de transporte público gente, o problema é a classe C não andar e a parte mais pobrinha da B haha.
Qual a porcentagem de classe A no rio ou no Brasil? 10%...
 

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Bobagem!! Um bom exemplo é a praia, o lugar mais democrático do Rio de Janero. Um bom exemplo disso é o Leblon, tido como um dos mais caros da cidade devido a renda e localização, inclusive tem na orla o m² mais caro do país. Nesse mesmo bairro nobre, muitos favelados e pobre usufruem da praia que é pública. Daí eu pergunto: como fazer a segregação??????

Não existe isso de separar A, B, C, D, E em todas as situações. Além da praia, os logradouros são públicos :)
Em momento algum em falei em segregar a praia, embora isso possa ser um reflexo natural automático (por exemplo, banindo vendedores ambulantes da praia e só deixando quiosques caros, o que ajuda a selecionar o público).

Praia é detalhe. O mais importante é evitar a proximidade excessiva de níveis muito díspares de renda em um mesmo bairro ou região da cidade.
 

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Riopretense
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O resultado seria tentador. 3x mais gente usando o transporte público seria ótimo.

Só que há 2 vias para se chegar a isto. Uma delas é criando gulags para bus-haters em Campos dos Goytacazes, com um Joe Arpaio em cada um. A outra é desregularização em massa do transporte público e redução da burocracia e impostos para que sejam feitos investimentos em bons sistemas de ônibus e principalmente metro.

E a primeira forma, em meus 21 anos como Brasileiro, me parece bem mais provável de ser aplicada.
 
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