Skyscraper City Forum banner
1 - 20 of 47 Posts

·
SSC Brasil
Joined
·
17,672 Posts
Discussion Starter · #1 ·
Por Inês Valença

O início das operações do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, deverá representar um incremento da ordem de 160 mil empregos no Estado do Rio, com a atração de 724 indústrias do setor de plásticos. A estimativa faz parte de um estudo encomendado à Fundação Getúlio Vargas pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que avaliou o impacto do Comperj, que deverá começar a operar em 2012, na economia fluminense.

Outra boa notícia é o reforço de quase R$ 11 bilhões por ano que o Comperj trará ao PIB do Estado do Rio. Isto significa 84% da contribuição total de R$ 13 bilhões que o parque industrial representará para o PIB nacional.O crescimento do PIB nos municípios vizinhos ao complexo será da ordem de 39%. Mesmo cidades que em tese receberão menos investimentos, como é o caso de Tanguá e Guapimirim, passarão por um salto econômico de 35% e 29% do PIB, respectivamente.

O estudo avaliou infra-estrutura, recursos físicos e humanos, importância para cada município, impacto econômico e geração de empregos que o empreendimento trará para o Rio de Janeiro, além de apontar caminhos para que o estado aproveite ao máximo as oportunidades geradas. A primeira forma sugerida pelo documento é investir na captação de indústrias consumidoras de matéria plástica; a segunda, investir na estratégia de pólos produtores, com a infra-estrutura de logística que a atividade pede; e a terceira, montar um pacote de incentivos, financeiros ou não. Os municípios do estado foram divididos em área de influência direta e área de influência ampliada, de acordo com distância, infra-estrutura e recursos humanos disponíveis. A região mais beneficiada pela instalação do Comperj é formada pelos municípios de Cachoeira de Macacu, Guapimirim, Itaboraí, Magé, Rio Bonito, São Gonçalo e Tanguá, que concentrarão 46% das novas indústrias do setor.

O segundo grupo é formado por municípios da Baixada Fluminense e das regiões Serrana e das Baixadas Litorâneas. A lista é composta por Casimiro de Abreu, Duque de Caxias, Maricá, Niterói, Nova Friburgo, Petrópolis, Rio de Janeiro, Saquarema, Silva Jardim, Teresópolis, Belford Roxo, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti. Destes, também receberão grande concentração de indústrias os municípios de Duque de Caxias (13,5%), Nova Iguaçu (9,0%) e Queimados (8,8%).

Com relação à geração de empregos, o pico de ofertas na fase de implantação do Comperj está previsto para o ano de 2011, quando o complexo deverá estar em fase de finalização. Serão gerados 173 mil postos de trabalho no Brasil, sendo 75 mil no Estado do Rio de Janeiro. Em um ano típico de operação, como 2015, a previsão cresce: no cenário otimista, seriam 271 mil empregos no país, sendo 168 mil no Rio – 63 mil deles nos sete municípios da região de influência direta. O estudo prevê, em um cenário conservador, que a qualificação de trabalhadores desempregados da região de influência direta – que hoje tem taxa de desemprego de 7% - seria suficiente para atender à demanda por mão-de-obra no momento de pico de geração de empregos durante as obras do Comperj. Num cenário otimista e já com a capacidade produtiva em utilização, a migração de mão-de-obra se tornaria necessária.

Para elaborar o estudo de impacto ambiental, a FGV considerou dois cenários previstos pela Petrobras. No mais otimista, as empresas do Rio consumiriam 600 mil toneladas anuais de resina termoplástica, correspondentes a 27% da produção do Comperj. No cenário conservador, seriam 300 mil toneladas anuais, ou 13% da produção.

A construção do Comperj foi iniciada no dia 31 de março, em uma área de 45 milhões de metros quadrados em Itaboraí, com investimentos de US$ 8,4 bilhões. O início das operações deverá aumentar a produção nacional de produtos petroquímicos, graças ao processamento de 150 mil barris por dia de óleo pesado.

Fonte: http://www.imprensa.rj.gov.br/SCSSiteImprensa/detalhe_noticia.asp?ident=45061
 

·
Feliz Natal
Joined
·
15,678 Posts
ótima noticia, tomara que se concretize... Já começou a nascer alguma favela nos arredores? Peço desculpas pelo pessimismo, mas infelizmente é SEMPRE assim...
 

·
Registered
Ao lado da Ciência, dos Fatos e da Empatia
Joined
·
12,723 Posts
" Outra boa notícia é o reforço de quase R$ 11 bilhões por ano que o Comperj trará ao PIB do Estado do Rio "

Meoo Deoos !!!!!!! Isso é bom à beça !!!!!
 

·
Registered
Joined
·
24,262 Posts
ótima noticia, tomara que se concretize... Já começou a nascer alguma favela nos arredores? Peço desculpas pelo pessimismo, mas infelizmente é SEMPRE assim...
E é mesmo. Essa quantidade de grandes indústrias em torno do Rio de Janeiro atrairá mão de obra qualificada e desqualificada também que aumentarão fatalmente o subemprego e urbanização descontrolada nos arredores. É uma velha estória brasileira...
 

·
Registered
Joined
·
403 Posts
ótima noticia, tomara que se concretize... Já começou a nascer alguma favela nos arredores? Peço desculpas pelo pessimismo, mas infelizmente é SEMPRE assim...
não seja tão pessimista zeh...

Concurso irá definir entorno do Comperj

Jornal do Commercio, 22/02/2008

As diretrizes para organizar o desenvolvimento da região no entorno do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que será construído em Itaboraí, serão definidas por meio de um concurso nacional de projetos de urbanismo. O edital do concurso está em fase final de elaboração e, em cerca de 20 dias, escritórios de arquitetura poderão inscrever seus projetos. O resultado final deve sair em agosto. Segundo Cabral, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) já tem condições de fornecer água para as obras do Comperj. A assinatura do contrato com a Petrobras deverá ocorrer na semana que vem.

O foi feito pelo governador Sérgio Cabral, nesta quinta-feira, na abertura do Fórum Comperj, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Centro do Rio. O termo de compromisso para a realização do concurso foi assinado pelo governador, o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, a presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), Dayse Barbosa de Araújo Góis, e o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

O Comperj representa investimento de US$ 8,5 bilhões. Ocupará área de 45 milhões de metros quadrados e terá a pedra fundamental lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por Cabral, no próximo dia 31 de março. Segundo o governador, o objetivo do concurso é "produzir um projeto que contemple habitação, mobilidade, gestão do solo e preocupação ambiental, entre outros temas".

"O concurso, por ter âmbito nacional, permitirá que todo o país se envolva na discussão do Comperj. Considero fundamentais a previsão e o planejamento do que este empreendimento proporcionará para nosso estado. Temos exemplos no Brasil e no exterior de grandes empreendimentos que causam impacto sócio-econômico positivos numa região e outros dramáticos. Queremos que este seja muito bem-sucedido - destacou.

O subsecretário de Urbanismo Regional, que coordenará o concurso, Vicente Loureiro, espera que os municípios se envolvam no projeto de ocupação urbanística. "Queremos levar os prefeitos a discutirem um projeto de urbanismo regional, que integre todos com qualidade. Tenho certeza de que teremos bons resultados dessas discussões", disse Loureiro.

COMPETITIVIDADE. Segundo o presidente da Firjan, investimentos como o do Comperj vão melhorar a competitividade do Brasil. "Isso mostrará que somos competentes e que podemos invadir o mundo com nossos produtos", afirmou. Gouvêa Vieira lembrou ainda o bom momento econômico vivido pelo Estado. A Firjan apresentou no fim do ano o estudo Decisão Rio, que consolida os investimentos previstos para o período 2008-2010, e os números são considerados animadores: R$ 107,3 bilhões, com a criação de 310 mil empregos.

Na primeira mesa de debates do dia, sobre a importância do Comperj como fator de desenvolvimento, o presidente do Conselho Empresarial de Energia da Firjan, Armando Guedes, abordou a indústria petroquímica e apresentou números mostrando que a capacidade instalada de produção de resinas termoplásticas já está no limite. "Se não forem feitos esses novos investimentos, teremos que importar um produto de alto valor agregado. O déficit brasileiro nessa transação seria praticamente o custo de um Comperj (R$ 17,7 bilhões)", analisou.
 

·
Piu Forte, porra!
Joined
·
7,278 Posts
E é mesmo. Essa quantidade de grandes indústrias em torno do Rio de Janeiro atrairá mão de obra qualificada e desqualificada também que aumentarão fatalmente o subemprego e urbanização descontrolada nos arredores. É uma velha estória brasileira...
Bem,a mão-de-obra desqualificada,o subemprego e a urbanização descontrolada são a síntese do que é Itaboraí.
Queridos,pior não pode e nem vai ficar.Ainda mais com este projeto urbanístico para a região.
 

·
A volta do malandro
Joined
·
8,633 Posts
^^
^^
Danollive, tomara que isso se concretize. Todo projeto desse porte deveria ser acompanhado de uma iniciativa desse tipo.
 

·
Piu Forte, porra!
Joined
·
7,278 Posts
Acho que nós,fluminenses,não nos demos conta da dimensão desse investimento para a história de todo o estado.Creio que a instalação do Comperj poderá ser o equivalente ao que foi a instalação das automobilísticas no ABC paulista.Poderá ser a remissão definitiva da RM carioca,adentrando em uma nova era de dinamismo econômico e progresso social enfim.
 

·
A volta do malandro
Joined
·
8,633 Posts
^^
Não só este, mas todos os megaprojetos que estão em curso... e são MUITOS. Acho que só nos daremos conta quando isso se refletir em números como PIB, PIB per capita, renda per capita, etc.
 

·
Piu Forte, porra!
Joined
·
7,278 Posts
^^E o povo sentirá a diferença no bolso.
 

·
Registered
Ao lado da Ciência, dos Fatos e da Empatia
Joined
·
12,723 Posts
O Estado do Rio vive mesmo um momento de investimentos recordes. Não só o Comperj, mas, a CSA e outros ... Li uma notícia que dizia que o Rio seria o estado que mais receberia investimento até 2015.
 

·
A volta do malandro
Joined
·
8,633 Posts
Juro que ainda vou fazer uma lista de todos os investimentos proveistos pro estado... são muitos mesmo. Até aquela lista cheia de investimentos que a Firjan fez ano passado já está defasada. Depois disso foram anunciados muitos outros projetos para o estado.
 

·
Registered
Joined
·
43 Posts
Essa questão do desenvolvimento regional, organização habitacional e de diretrizes gerais pra crescimento da cidade, é uma questão a ser olhada, hoje, com muito mais atenção que há 30, 20 anos atrás. O que o ABC paulista viveu, durante seu início de desenvolvimento, aconteceu num período, naturalmente, menos "inflado", mais vazio que hoje.

Itaboraí, felizmente, é uma cidade que pode viver isso, porque, por mais que quem diga que ela é um bolsão de subemprego, de mão-de-obra desqualificada, tenha razão, ela também é um local com um grande potencial de crescimento sustentável. Quem a conhece, sabe que o que mais ela tem são gigantescas áreas verdes, fazendas etc. Eu diria que ela tem 70 a 80% do seu território ocupado por áreas "vazias". O que, claramente, permite que se faça um projeto bem pensado.

Mas, em relação à RM do RJ, são poucos os municípios que têm essa chance. Eu diria que Guapimirim, Magé e Itaguaí são os únicos. O resto, tal como São Gonçalo, infelizmente, é um mega bolsão de pobreza, com um crescimento marginalizado. Essa cidade, por exemplo, é a segunda mais populosa do rio, e qualquer projeto de reurbanização da cidade, com abertura de avenidas, o que for, custaria muito mais que em outras regiões, por conta dos altos valores de desapropriações.

Infelizmente, não acho que a RM do Rio pode ser um ABC paulista, uma Londrina, uma Ribeirão Preto, ou uma Paulínia...
 

·
Piu Forte, porra!
Joined
·
7,278 Posts
Essa questão do desenvolvimento regional, organização habitacional e de diretrizes gerais pra crescimento da cidade, é uma questão a ser olhada, hoje, com muito mais atenção que há 30, 20 anos atrás. O que o ABC paulista viveu, durante seu início de desenvolvimento, aconteceu num período, naturalmente, menos "inflado", mais vazio que hoje.

Itaboraí, felizmente, é uma cidade que pode viver isso, porque, por mais que quem diga que ela é um bolsão de subemprego, de mão-de-obra desqualificada, tenha razão, ela também é um local com um grande potencial de crescimento sustentável. Quem a conhece, sabe que o que mais ela tem são gigantescas áreas verdes, fazendas etc. Eu diria que ela tem 70 a 80% do seu território ocupado por áreas "vazias". O que, claramente, permite que se faça um projeto bem pensado.

Mas, em relação à RM do RJ, são poucos os municípios que têm essa chance. Eu diria que Guapimirim, Magé e Itaguaí são os únicos. O resto, tal como São Gonçalo, infelizmente, é um mega bolsão de pobreza, com um crescimento marginalizado. Essa cidade, por exemplo, é a segunda mais populosa do rio, e qualquer projeto de reurbanização da cidade, com abertura de avenidas, o que for, custaria muito mais que em outras regiões, por conta dos altos valores de desapropriações.

Infelizmente, não acho que a RM do Rio pode ser um ABC paulista, uma Londrina, uma Ribeirão Preto, ou uma Paulínia...
São Gonçalo engana.A cidade,apesar de ser muito feia e aparentar bastante pobreza em 2000 tinha um IDH de 0,782,o melhor dentre todas as grandes cidades da RM do Rio.Melhor do que de Fortaleza ou Manaus também.Conclui-se que São Gonçalo não é esse poço de miséria que se vê.A cidade ganha muito devido à proximidade com Niterói e tem uma capacidade instalada subaproveitada,oriunda do boom industrial da década de 50.Há sim o problema de grandes desapropriações.Mas o volume de dinheiro que entraria na cidade compensa qualquer grande desapropriação.São Gonçalo tem potencial para crescer bastante também.
O que falta efetivamente ao município é um governo decente.Passa ano,entra ano e a cidade só elege prefeitos da pior espécie.E tudo indica que nada mudará tão cedo_Os três candidatos com chance de vitória são péssimos.
Eu acredito sim em uma virada na RM do Rio que a possa por em pé de igualdade com a RM de São Paulo,o que não é,hoje,algo tão impalpável do que já foi em um passado recente.Embora o arco de influência direta do Comperj limita-se ao Leste Fluminense,a RM como um todo vem sofrendo vários investimentos de todas as ordens que vão frutificar em alguns anos.
 
1 - 20 of 47 Posts
Top