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Amigos, criei este post para trocarmos informações, notícias e opiniões sobre as ciclovias do Rio de Janeiro. Espero que gostem!
Não deixem de visitar também meu projeto em parceria com a Transporte Ativo, o Mapa Cicloviário Unificado do Rio de Janeiro, uma plataforma colaborativa que conta com vias para bicicletas, bicicletários, oficinas de bicicleta e muito mais. Confira: http://ciclorio.ta.org.br/

Infraestrutura Cicloviária do Rio de Janeiro

Infraestrutura Cicloviária é, como denotado, toda a infraestrutura destinada a ciclistas. Abrange, na esfera pública, as diferentes vias - ciclovias, ciclofaixas, vias e calçadas compartilhadas - assim como bicicletários públicos e bicicletas públicas e, na esfera privada, lojas e oficinas de bicicletas, bem como sistemas particulares de aluguel, postos com bomba de ar etc.

Tipos de vias

Infraestrutura cicloviária não é necessariamente ciclovia. Existem 4 tipos de vias, que podem ser implantadas de acordo com o fluxo de ciclistas e o espaço físico disponível:

  • Ciclovia: Via segregada para o fluxo exclusivo de bicicletas. Geralmente separada por uma calçada ou canteiro central. Salvo exceções, o uso por corredores é permitido. Exemplo: Ciclovia da Orla de Copacabana.
  • Ciclofaixa: Faixa da via de rolamento separada para o fluxo de ciclistas. Geralmente pintada de vermelho e separada do restante da via por delimitadores tipo "tachão" ou "olho de gato". Exemplo: Ciclofaixa da Rua Figueiredo Magalhães, em Copacabana.
  • Via Compartilhada: Ruas com velocidade reduzida para compartilhamento de bicicleta, com prioridade para esse veículo e velocidade máxima reduzida para 30km/h. Também conhecido como "Sharrow". Exemplo: Zona 30 de Copacabana.
  • Calçada Compartilhada: Vias em que a calçada é compartilhada com as bicicletas. Geralmente pintadas de vermelho, são utilizadas em situações em que não é possível retirar espaço dos veículos sem grandes obras, como desapropriações para o alargamento da via, ou em áreas de lazer em que não há a necessidade da separação entre ciclistas e pedestres. Exemplo: Lagoa-Botafogo, Aterro do Flamengo etc.

A história das ciclovias no Rio começa na década de 90, mais especificamente em 1992, motivada pelo evento Rio 92, quando se discutiu a necessidade da criação de uma infraestrutura exclusiva para que o carioca pudesse utilizar as bicicletas com maior tranquilidade. Nesse ano, foram criados os primeiros 27km de ciclovias, todas na orla, em obras que foram muito questionadas pela população da época, uma vez que este espaço era utilizado como estacionamento.

Hoje, vinte anos depois, temos 294,77km de vias para bicicletas implantadas por toda a cidade (dados de outubro de 2012).


(Este mapa é de meados de 2012 e já se encontra desatualizado. Clique para abrir em tamanho maior)


Rio Capital da Bicicleta

A prefeitura do Rio de Janeiro mantém um programa chamado "Rio Capital da Bicicleta", dentro da SMAC - Secretaria Municipal do Meio Ambiente, que é quem cuida das "magrelas". Aqui me permito copiar o texto todo do site da secretaria. (Notem que o texto é de 2010.)

Rio Capital Bicicleta
Incentivo a transporte não poluente
» Autor: Comunicação Social

04/04/2010
Gerência de Ciclovias da SMAC
PROGRAMA DE CICLOVIAS


INTRODUÇÃO
“Rio Capital da Bicicleta” é um dos programas estratégicos da Prefeitura do Rio e abriga diversos projetos.
A Cidade, que foi a pioneira no País na implantação de ciclovias na sua malha urbana, pretende assumir a liderança latino-americana em quilômetros de ciclovias construídas, superando a colombiana Bogotá.
Atualmente com 150 quilômetros de ciclovias, ciclofaixas e pistas compartilhadas, o Rio de Janeiro planeja dobrar sua malha cicloviária nos próximos anos, dando prioridade à consolidação do sistema da Zona Oeste.

A coordenação do Programa é da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que faz a gestão do GT Ciclovias, formado por representantes da SMU/Secretaria Municipal de Urbanismo, SMTR/Secretaria Municipal de Transportes, SMO/Secretaria Municipal de Obras e organizações não governamentais vinculadas ao tema.

O Programa, de caráter multiplicador, atende a diferentes objetivos que incluem a melhoria do transporte público, passando pela melhora da mobilidade urbana, já que o projeto prevê a contínua inserção da bicicleta como um modal de transporte, e a educação no trânsito. O Programa também está relacionado com o Projeto de despoluição, já que contribui para o atendimento das metas de redução de 8%
das emissões de gases do efeito estufa até o final de 2012 (com base no inventário de 2005). Finalmente objetiva a melhoria da qualidade de vida e da saúde do cidadão, criando uma cultura sustentável, inclusive motivando-o positivamente no sentido de preservar e usufruir a paisagem da Cidade Maravilhosa.

PROJETOS DE CICLOVIAS EM ANDAMENTO
Para atingir suas metas, a SMAC vem participando de diversos projetos e coordenando ações diretamente ligadas às questões cicloviárias, tais como:
  • Implementação de um sistema cicloviário conjugado ao T5 (Transcarioca) que prevê, além de ciclovia ao longo de todo o eixo Barra da Tijuca-Penha, a implantação de rotas (ciclovias, ciclofaixas, pistas compartilhadas) na sua área de influência, beneficiando bairros e comunidades da AP4 (70 km) e AP3(30 Km);
  • Implantação de 25 km de ciclovias ou pistas compartilhadas, nas áreas de intervenção do Projeto de macro drenagem da Bacia de Jacarepaguá (AP4);
  • Assessoria ao Projeto PAC da Colônia Juliano Moreira (SMH/Secretaria Municipal de Habitação) – prevê a construção de ---- km de ciclovias, ciclofaixas e pistas compartilhadas nas vias principais (AP4);
  • Implantação de 15 km de ciclovia no Projeto Porto Maravilha (AP1);
  • Projeto e construção de 30 km de ciclovias na Zona Oeste (Campo Grande e Santa Cruz);
  • Licenciamento de bicicletários particulares em logradouros públicos – inclusive promovendo e participando com a CET-RIO na demarcação de estacionamentos de bicicletas na via, fato inédito na cidade;
  • Instalação de bicicletários públicos;
  • Implantação do sistema de aluguel de bicicletas – Projeto PEDALA RIO - que prevê, além da instalação de estações em diversos bairros da Cidade, a execução de infra-estrutura cicloviária para a sua utilização, como as ciclofaixas de Copacabana, recentemente inauguradas.
    Ipanema, Leblon, Gávea, Botafogo, Flamengo, Centro e
    Tijuca são bairros que serão atendidos nas próximas
    fases do projeto, estando prevista a implementação de
    20 km de rede cicloviária nessas áreas.

Além dos projetos relacionados à extensão da malha cicloviária, fazem parte do Programa e da competência da Secretaria de Meio Ambiente, a conservação dos atuais 140 km de malha cicloviária existentes na cidade. Para isso, a SMAC conta com a parceria de outras Secretarias, como a de Obras (SMO), através da sua Cordenadoria de Conservação, a de Ordem Pública (SEOP) e a de Transportes, através da CET Rio.

HISTÓRICO
O Programa de Ciclovias em execução é um desdobramento do projeto “Ciclovias Cariocas”, criado em 1993, e faz parte do conjunto de projetos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente voltados para a melhoria da qualidade do ar, e visa a incentivar, nos deslocamentos entre pequenas e médias distâncias, o uso da bicicleta enquanto meio de transporte não poluente e saudável.
Em 1995 foi reiniciada a implantação das rotas cicloviárias planejadas, priorizando-se a Zona Sul e a Barra da Tijuca, em função da existência de 24 km de ciclovias ao longo da orla marítima.

Na Zona Sul foram implantados 15,6 km que têm, como principais rotas, a Ciclovia Mané Garrincha (14 km) e a Rubro Negra (4 km). Na Barra da Tijuca foi construída a Ciclovia Ayrton Senna, com 8 km de extensão, e na rua Francisco Otaviano a Ciclovia João Saldanha, ligando as ciclovias das praias de Ipanema e Copacabana.
Em 1997, com a conclusão da primeira etapa do anel cicloviário da Zona Sul, a Secretaria de Meio Ambiente começou a construção das rotas planejadas para os bairros de Santa Cruz, Campo Grande e Bangu, onde já é intenso o uso da bicicleta como meio de transporte.
Em 1999 foram executados 7,4 km de faixas compartilhadas para pedestres e ciclistas, ao longo das vias internas do Parque Nacional da Tijuca (Floresta da Tijuca). Ainda nesse ano, foi inaugurada a Ciclovia Fernando Pinto, em Bangu, com 3,5 Km. No ano 2000 foi construída a Ciclovia Alfredo Del Cima, em Campo Grande, com 4,5 km, que permite o acesso de bicicleta às estações de trem de Benjamim do Monte e Inhoaíba.
A partir de 2001 houve um crescimento significativo na malha cicloviária em função, principalmente, da execução de projetos ambientais, da ampliação de rotas existentes e da implantação de novas rotas. Desta forma foram acrescentadas à malha, até o ano de 2004, mais 44 Km de novas ciclovias que têm como principais rotas:

Tricolor (2,5 Km); Jardim de Alah (1,8Km); Lagoa-Botafogo (3,5 Km); Corredor Esportivo do Moneró (0,6 Km); Jequiá
(1,6 Km); Eco Acari (2,1 Km); Rio Cidade Cocotá (0,9 Km); Rio Cidade Marechal Hermes (0,7 Km); Barra-Jacarepaguá (8,5 Km); Eco Orla (6,8 Km); Eco Macumba (1,4 Km); Eco Curicica (0,8 Km); Pedra de Itaúna (4,0 Km); Rio Centro (3,1 Km); Inhoaíba-Paciência (3,3 Km); Rio Cidade Bangu (0,3 Km); Eco Brisa (2,0 Km); Ciclovia Recreio-Itaúna, entre outras.

Hoje, a malha cicloviária da Cidade conta com uma extensão de 150 km.
Embora a bicicleta não seja a solução dos problemas de transporte nos grandes centros urbanos, acreditamos no potencial deste veículo não motorizado como uma alternativa a mais, no conjunto de medidas que objetivam um tráfego mais acolhedor, não poluente e uma cidade mais humana.
A meta deste projeto é a implantação de sistemas cicloviários compreendendo ciclovias, ciclofaixas, faixas compartilhadas, bicicletários, sinalização adequada e a elaboração de normas, regras e campanhas educativas - que estimulem a adoção e a utilização segura deste meio de transporte.
O conceito de implantação das rotas cicloviárias tem sido de “construí-las” junto aos principais eixos de circulação viária, de forma a permitir a ligação entre os centros dos bairros e a

sua integração com os meios de transporte de massa - trens, barcas e metrô.
Os custos de implantação das ciclovias ainda são altos, em função da carência de espaços vazios no meio urbano, e da necessidade de criação desses espaços, através da reorganização de todos os elementos existentes nos logradouros.
A conservação do sistema cicloviário também exige investimentos constantes, a fim de evitar sua degradação, seja pelo natural desgaste das pistas e seus elementos, ou pelo vandalismo que existe nas grandes cidades.

CONCLUSÃO
Com o projeto “Ciclovias Cariocas” a Secretaria Municipal de Meio Ambiente está, ao longo dos últimos anos, modificando o cenário do sistema de transportes na cidade do Rio de Janeiro, induzindo o carioca a uma mudança de cultura no seu modo de locomoção, através da conscientização quanto aos benefícios ambientais que a bicicleta proporciona à cidade e aos seus habitantes. Neste sentido podemos afirmar que o processo de humanização e racionalização do trânsito tem nas ciclovias um instrumento de fundamental importância, cujos resultados comprovam e justificam os investimentos realizados neste projeto.
Ainda há muito o que fazer.

Apesar de tudo, avançamos muito em tão pouco tempo. Não só em função da quantidade de quilômetros de ciclovias implantadas, mas sobretudo por inserir na cultura e no planejamento de nossa cidade este componente saudável, econômico, lúdico e principalmente não poluente do sistema de transportes, que é a bicicleta.
(Fonte: http://www.rio.rj.gov.br/web/smac/exibeconteudo?article-id=756384)

Dados e Mitos

Ao contrário do que muitos imaginam, a maior parte das vias para bicicletas não está na Zona Sul da cidade. Segundo dados de julho de 2012:

A cidade conta atualmente com 259 km de ciclovias construídas, se somadas também as obras já licitadas ou em construção chegamos a 286 km de infraestrutura cicloviária. Destes 259 km, 49,65 km situam-se na Zona Sul e Centro, 35,62 na Zona Norte e 173,77 na Zona Oeste, conforme gráficos apresentados abaixo:





(Fonte: MAIS AMOR MENOS MOTOR - MOBILIDADE E CULTURA DE BICICLETA NO RIO DE JANEIRO, BINATTI, GABRIELA - 2012)
 

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Discussion Starter · #2 · (Edited)

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Ótimo thread! Vou tentar contribuir com fotos e novidades!

Projetos são bem vindos?


Para contribuir com informação, já começo apontando um erro no Mapa Cicloviário da Prefeitura. Aqui na Barra, eles colocam no mapa com se a ciclovia da Américas fosse conectada com a da Dulcídio Cardoso mas nunca foi.

Na imagem:
Em preto: Ciclovias inexistentes, nunca houve essas ligações.
Em Marrom: Recente calçada feita pela Prefeitura, chamada de "ciclovia".




Tem tbm um trecho que oficialmente seria uma continuação da ciclovia existente de 300 metros que na verdade é uma calçada (Em marrom). Seria no máximo uma faixa compartilhada mas não tem nenhuma marcação.

Está inclusive na relação postada:
Acréscimo na ciclovia do Canal de Marapendi
Região, Bairro/AP: Barra da Tijuca
Extensão: 0,3km
Construída em: 2012

Imagem:
 

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Discussion Starter · #5 ·
Ótimo thread! Vou tentar contribuir com fotos e novidades!

Projetos são bem vindos?
Com certeza!


Para contribuir com informação, já começo apontando um erro no Mapa Cicloviário da Prefeitura. Aqui na Barra, eles colocam no mapa com se a ciclovia da Américas fosse conectada com a da Dulcídio Cardoso mas nunca foi.

Na imagem:
Em preto: Ciclovias inexistentes, nunca houve essas ligações.
Em Marrom: Recente calçada feita pela Prefeitura, chamada de "ciclovia".




Tem tbm um trecho que oficialmente seria uma continuação da ciclovia existente de 300 metros que na verdade é uma calçada (Em marrom). Seria no máximo uma faixa compartilhada mas não tem nenhuma marcação.

Está inclusive na relação postada:
Acréscimo na ciclovia do Canal de Marapendi
Região, Bairro/AP: Barra da Tijuca
Extensão: 0,3km
Construída em: 2012

Imagem:
No Mapa Cicloviário Unificado está correto:



O mapa tá ficando tão bom que a própria Prefeitura está usando os dados dele, especialmente no tocante à bicicletários. ;-)

[]s
 

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Aqui na Ilha do Governador fizeram um projeto de "anel cicloviário". A imagem abaixo está com a informação equivocada, já que esse anel consiste de um misto de ciclofaixa, faixa e calçada compartilhada, salvo engano não existe nenhum trecho de ciclovia segregada.



Achei muito bom o projeto, a Ilha estava precisando, mas foi muito mal executado em alguns trechos. Ciclofaixas que começam do nada e obrigam o motorista a desviar repentinamente, faixas compartilhadas em vias com limites de velocidade de 60 e 80 Km/h (Est. do Galeão, altura do Casa Show por exemplo), além de mal sinalizadas e calçadas compartilhadas que não tem espaço para o tráfego de pedestres.

Eu acho que o mínimo que deveria ser feito, era pinta a faixa compartilhada de outra cor pra ficar bem claro pro motorista que ali a prioridade é do ciclista, já que eu vejo muitos casos do ciclista estar correto e o motorista de carro reclamar como se a faixa só fosse pra carro.
 

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Discussion Starter · #8 ·
^^
Pois é, eu só vi agora, estava lá olhando o mapa deles, está muito bom mesmo, estava conferindo as ciclovias daqui pois conheço bem e estão todas corretas!
Obrigado. =)
 

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Discussion Starter · #9 ·
Do blog da construtora Metrô Linha 4:

Vá de Bike

A partir de dezembro, mais 51 bicicletários serão instalados no Leblon. Só na Avenida Ataulfo de Paiva serão 29. Outros locais de grande movimento como a Rua Dias Ferreira e a Conde de Bernardote também ganharão seus postos. Ao todo, serão 210 vagas espalhadas pelo bairro. Para incentivar ainda mais o uso das “magrelas”, Carlos Roberto Osório, secretário municipal de Transportes do Rio de Janeiro, informa que a região também ganhará mais bicicletas do projeto “Bike Rio”.

Todo o esforço é para facilitar a mobilidade e evitar os engarrafamentos durante a interdição de dois trechos da Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon, para as obras da Linha 4.
Veja no mapa interativo os locais dos novos bicicletários no bairro.
E o mapa está no link: http://www.metrolinha4.com.br/2012/11/29/va-de-bike/
 

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^^:eek:kay:

Esse é um projeto ambicioso aqui pra Barra que eu tinha feito usando o Google Maps a um tempo atrás:



(Obs: Em verde seriam ligações emergenciais para a ciclovia atual)

1) Ligação Américas/Praia

Essa é uma ligação importantíssima. Hoje em dia, os moradores da metade de todo o Bairro ficam isolados da praia por não ter ponto de conexão. Alguns condomínio que ficam na margem da lagoa ainda contam com serviço de balsa mas pagam caro pra isso e a outra metade que fica no outro lado da Avenida não tem nenhuma ligação com a praia, tendo que se dirigir até a Alvorada ou Recreio para poder chegar ao mar, que é o destino de lazer da maioria. O ponto onde coloquei a ciclovia, teria que ser construída uma simples ponte de apenas alguns metros por ser o lugar mais próximo entre as duas margens. No plano Lúcio costa este local teria uma via para carros, não acho que seja necessário pois de carro a Alvorada é perto mas para pedestres e ciclistas seria muito importante a conexão.


2) Ciclovia Lagoa de Jacarepaguá

A Lagoa de Jacarepaguá, apesar de muito bonita, não está valorizada atualmente, em poucos pontos podemos apreciar sua vista tão bonita. Seria interessante criar um novo e belíssimo ponto turístico da Cidade, passando por lugares importantes no Rio: Parque dos Atletas, Parque Olímpico, Vila Olímpica, Ponte Estaiada e a Lagoa com seu imenso espelho D´água. Seria tbm uma conexão facilitada entre a Abelardo Bueno e o meio da Barra com seus mais variados serviços.


3) Ciclovia Parque

Essa ciclovia já foi planejada, ela seria construída no novo parque a ser criado com a despoluição das Lagoas da Barra. Com a criação do novo parque, seria de fundamental importância criar acesso para ciclistas de toda a região, vindo de Jacarepaguá, Barra e Recreio.


4) Ligação Américas - Armando Lombardi

É uma ligação fundamental que já deveria ter sido feita. Hoje em dia não há conexão entre a ciclovia da Av. das Américas com o Jardim Oceânico. Uma simples ligação traria benefícios a todos os ciclistas e pedestres do Jardim Oceânico que tem como destino o Downtown, Cita América, etc. Com a chegada do metrô então ela se torna ainda mais importante, para receber quem vem pela ciclovia da Américas em direção à estação do metrô e aliviando o provável congestionamento que se criará com a estação Jardim Oceânico como final de linha. A conexão seria simples e poderia ser feita aproveitando a atual ponte e as reformas que haverão para levar o BRT até o Jardim Oceânico.


5) Ligação Canal de Sernambetiba

Ligação importantíssima para se dar uma função maior à ciclovia da Estrada dos Bandeirantes, fazendo a conexão com o Recreio e transpondo o rio. Faria a função tbm de ligação com a praia para os moradores desse lado do Recreio e de Vargem Grande.


6) Ligação Estrada dos Bandeirantes - Américas

Uma conexão óbvia para trazer os ciclistas das Vargens para o Recreio, facilitando o acesso inclusive ao BRT, que já conta com bicicletário. Em sua continuação, fazer uma ligação cicloviária para todo o Recreio, trazendo mais velocidade e segurança para os ciclistas e incentivando o uso desse meio por dentro do Bairro. Como essa via já está asfaltada, a simples proibição do estacionamento e demarcação de uma ciclofaixa com pequenas divisórias seria necessário.
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Um diferencial do projeto seria que a ciclovia não seguiria as ruas mais movimentadas em sua maior parte, evitando que o tráfego pesado conviva com os ciclistas.

Uma fotomontagem simples:

 

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Tipos de vias

Infraestrutura cicloviária não é necessariamente ciclovia. Existem 4 tipos de vias, que podem ser implantadas de acordo com o fluxo de ciclistas e o espaço físico disponível:

  • Ciclovia: Via segregada para o fluxo exclusivo de bicicletas. Geralmente separada por uma calçada ou canteiro central. Salvo exceções, o uso por corredores é permitido. Exemplo: Ciclovia da Orla de Copacabana.
  • Ciclofaixa: Faixa da via de rolamento separada para o fluxo de ciclistas. Geralmente pintada de vermelho e separada do restante da via por delimitadores tipo "tachão" ou "olho de gato". Exemplo: Ciclofaixa da Rua Figueiredo Magalhães, em Copacabana.
  • Via Compartilhada: Ruas com velocidade reduzida para compartilhamento de bicicleta, com prioridade para esse veículo e velocidade máxima reduzida para 30km/h. Também conhecido como "Sharrow". Exemplo: Zona 30 de Copacabana.
  • Calçada Compartilhada: Vias em que a calçada é compartilhada com as bicicletas. Geralmente pintadas de vermelho, são utilizadas em situações em que não é possível retirar espaço dos veículos sem grandes obras, como desapropriações para o alargamento da via, ou em áreas de lazer em que não há a necessidade da separação entre ciclistas e pedestres. Exemplo: Lagoa-Botafogo, Aterro do Flamengo etc.
Entendo que o uso para corridas permitidas não tira o caráter de ciclovia.
Estou com algumas duvidas desse critério de fomar mais abrangente para classificar.


A "ciclovia" da ampliada Est. dos Bandeirantes na verdade é uma calçada compartilhada. Não tem segregação. No Google Earth atualizado já da até para perceber o pós obras pra quem não conhece a região.

Parte da "ciclovia" na Av. do Contorno no Recreio ( próximo a entrada com P. Marapendi) também é calçada compartilhada, depois quando passa para o canteiro central da Via 9 ( B. da Silveira) é que vira por uma ciclovia.
 

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Um diferencial do projeto seria que a ciclovia não seguiria as ruas mais movimentadas em sua maior parte, evitando que o tráfego pesado conviva com os ciclistas.
Gosto muito dessa idéia.

A ciclovia no canteiro da Américas é um mico por causa disso. Ela afasta o usuário que se não tiver o intuito de atravessar a via não vai usar. Com o BRT vai ficar pior, se ela não acabar claro por completo.

Eu penso que bairros como Recreio e Jardim Oceânico deveriam priorizar mais a bicicleta. As avenidas principais tinham que ter ciclofaixas acabando com estacionamento junto ao meio e nas ruas de acesso placas informando que são vias compatilhada, tipo o zona 30 de Copa.

Esses bairros deveriam priorizar esse tipo de crescimento sustentável, até pq são novos.
É uma forma até de combater esse rodoviarismo burro que estimula a compra de carros sem garagem. É muito fácil constatar que os carros velhos nº2 das famílias que só tem uma vaga são largados na rua.

Falando em BRT, a Transoeste poderia corrigir um erro. Ampliar uma faixa encurtando o canteiro lateral e transformadno a pista sentido Barra em ciclovia e calçada. Quero ver como vão fzer com outros BRT´s com Transcarioca e Transolimpica na Salvador Allende. Tem muitos receios.
 

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Discussion Starter · #13 ·
^^:eek:kay:

Esse é um projeto ambicioso aqui pra Barra que eu tinha feito usando o Google Maps a um tempo atrás:

(imagem)

(Obs: Em verde seriam ligações emergenciais para a ciclovia atual)

Um diferencial do projeto seria que a ciclovia não seguiria as ruas mais movimentadas em sua maior parte, evitando que o tráfego pesado conviva com os ciclistas.
Achei o projeto bem interessante. O encaminhei para a Transporte Ativo, uma ONG que tem bastante contato com o pessoal do GT Ciclovias na Prefeitura, assim que tiver um feedback eu repasso.

Entendo que o uso para corridas permitidas não tira o caráter de ciclovia.
Estou com algumas duvidas desse critério de fomar mais abrangente para classificar.

A "ciclovia" da ampliada Est. dos Bandeirantes na verdade é uma calçada compartilhada. Não tem segregação. No Google Earth atualizado já da até para perceber o pós obras pra quem não conhece a região.

Parte da "ciclovia" na Av. do Contorno no Recreio ( próximo a entrada com P. Marapendi) também é calçada compartilhada, depois quando passa para o canteiro central da Via 9 ( B. da Silveira) é que vira por uma ciclovia.
Idem, também repassei para ver o que ele fala.

Gosto muito dessa idéia.

A ciclovia no canteiro da Américas é um mico por causa disso. Ela afasta o usuário que se não tiver o intuito de atravessar a via não vai usar. Com o BRT vai ficar pior, se ela não acabar claro por completo.

Eu penso que bairros como Recreio e Jardim Oceânico deveriam priorizar mais a bicicleta. As avenidas principais tinham que ter ciclofaixas acabando com estacionamento junto ao meio e nas ruas de acesso placas informando que são vias compatilhada, tipo o zona 30 de Copa.

Esses bairros deveriam priorizar esse tipo de crescimento sustentável, até pq são novos.
É uma forma até de combater esse rodoviarismo burro que estimula a compra de carros sem garagem. É muito fácil constatar que os carros velhos nº2 das famílias que só tem uma vaga são largados na rua.

Falando em BRT, a Transoeste poderia corrigir um erro. Ampliar uma faixa encurtando o canteiro lateral e transformadno a pista sentido Barra em ciclovia e calçada. Quero ver como vão fzer com outros BRT´s com Transcarioca e Transolimpica na Salvador Allende. Tem muitos receios.
Exatamente. A gestão atual da prefeitura (2009-2012) teve como meta "quantidade", saltaram dos 150km da gestão anterior para praticamente 300km. O objetivo é passar Bogotá, que tem a maior rede na América Latina. Agora já foi anunciado que a gestão seguinte terá como meta "qualidade", refazendo trechos já existentes, seja no mesmo lugar seja em rotas paralelas, como me parece ser o mais adequado no caso da Avenida das Américas.

Um outro projeto que está bem interessante é o do Porto Maravilha, o projeto original traz uma malha cicloviária e há um grupo de trabalho com propostas para expandi-la, à ser apresentado assim que o prefeito (re)tomar posse em 2013. Assim que eu conseguir posto aqui (e na thread do Porto Maravilha também).

[]s
 

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Discussion Starter · #16 ·
^^
Pô, que legal, valeu! Se soubesse teria caprichado mais :)

:eek:kay:
A resposta dele foi a seguinte:

Muito legal!

O lance do Recreio, que ora é calçada ora é ciclovia bate com aquele problema que tenho te falado e uma via com diferentes trechos, como na ilha.
A prefeitura chama tudo de ciclovia. Este é um problema de comunicação, geral, não só da prefeitura, apesar de saber que existem diversos tipo de infraestrutura cicloviária, acaba por se usar o termo ciclovia aí gera uma confusão danada!
Esse é um dos motivos do post já começar explicando a diferença. =)

E continua:

Ainda não vi pessoalmente, mas já recebi muitas reclamações sobre a qualidade do acabamento e do projeto na estrada dos bandeirantes. Principalmente no trecho da Vargem Pequena.
Esta foi feita junto com a duplicação da EB e nem passou pelo GT ciclovias. Esse tipo de coisa não deve se repetir a partir de agora o que deverá manter um mínimo de coerência e qualidade.
De qualquer maneira, já anotei na lista de pendências aqui os comentários, quando tiver um tempinho (provavelmente só na semana que vem) vou editar o mapa com as correções que vocês mencionaram.

[]s
 

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Discussion Starter · #18 · (Edited)
^^ Obrigado :)

Em tempo: eu criei uma página no Facebook para documentar as alterações no mapa, tais como inclusão de lojas de bicicleta e bicicletários, se algum de vocês tiver interesse em entrar para acompanhar, o endereço é https://www.facebook.com/MapaCicloviarioRio (likes são bem-vindos! =))
 

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Nighto, estou fazendo uma lista dos bicicletários, lojas, chuveiros e ciclovias que faltam no seu mapa. O que exatamente vc precisaria para cada marcação? A loja precisa de apenas nome ou endereço, telefone, etc? Os bicicletários precisa de imagem ou apenas a localização? Várias informações podem ser confirmadas pelo Street view e pelo satélite.

Curti sua página com a minha página da Barra, quando completarmos o mapa da Barra eu compartilho lá na minha página, valeu!
 

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Discussion Starter · #20 ·
^^ Ah, foi você que mandou então? Legal! Imaginei que tivesse sido mas tinha certeza, hehe.

Para as lojas e bicicletários, se for possível/conveniente, seria interessante uma foto do local, mas se não for possível também não tem problema. Quanto mais detalhes melhor, se você tiver endereço/telefone/site da loja ótimo, se não eu posso verificar pelo Google Street View ou procurar no Google (ou até deixar sem detalhes, o que seria a pior opção naturalmente).

No caso do bicicletário se for possível duas fotos, sendo uma bem próxima para identificar o modelo do bicicletário e a quantidade de vagas e uma mais distante para identificar a posição em relação aos outros objetos do mobiliário urbano/entrada do estabelecimento... mas se não puder basta a posição mesmo.

Quanto à posição, você pode me mandar uma lista de endereços no google maps (se possível com street view) ou fazer um arquivo KML no google earth com os pontos.

Muito obrigado! =)

[]s
 
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