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Discussion Starter · #1 · (Edited)
Começando pelas notícias que saíram na mídia:




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Discussion Starter · #3 · (Edited)
Acho bastante complicado. A linha ignora o planejamento do PDTU, PDM e PDUI. Fora integrar em Estácio e não na Cidade Nova, passando pela Linha 2 e a ignorando. Pagando bem que mal tem?

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Eduardo Lima
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Finalmente uma notícia sobre investimentos em transporte no RJ.

Achei a proposta interessante, mas pelo traçado informado, certamente precisará de muitos ajustes ainda, caso torne-se realidade.
  1. Qualquer técnico da prefeitura sabe o tamanho da complexidade que foi passar o BRT TransBrasil pela região do INTO. Vai ser outra dor de cabeça passar esse metrô leve em superfície ou elevado por ali.
  2. Vão integrar somente com Estácio? E Cidade Nova?
  3. Cometem o mesmo erro de achar que uma linha atenderia à UFRJ, ao Parque Tecnológico e os escambau só com uma conexão com o terminal do BRT. Ali está o maior potencial de atração de passageiros. Basta olhar o estado do 485 na Leopoldina ou mesmo a quantidade de carros que circulam no Fundão, sem contar os inúmeros ônibus fretados. Se o plano de construir mais moradias universitárias um dia avançar, serão mais milhares de novos moradores na ilha.
A alternativa que eu vejo: o metrô seguiria pelas margens do Canal do Mangue até a Rodoviária e ali faria uma curva para acessar o terreno do antigo Gasômetro sob os viadutos. Dali seguiria paralelo ao BRT pela faixa de domínio preservada da via férrea desativada, que está preservada. Ali caberia até uma estação INTO/Feira de São Cristóvão, na altura da igreja. Dali de trás do Edifício Av. Brasil, deveria entrar em um túnel de uns 400 m de comprimento para poder atravessar os acessos à ponte e sair junto do pátio ferroviário do Porto. Ali caberia inclusive uma estação Caju/Cemitério.

Em seguida, aproveitaria o alinhamento da Av. Portuária por um trecho e viraria em direção à ETE Alegria. Tangenciando a ETE, pegaria uma pequena ponte para acessar o Fundão pelos fundos da Reitoria, onde ficaria pertíssimo do Parque Tecnológico e caberia ali já uma estação Reitoria/Parque Tecnológico UFRJ. O metrô leve seguiria pela reta do Fundão com estações no CT/CCMN UFRJ e Terminal do Fundão/Hospital UFRJ. Aí sim seguiria para o aeroporto.
 

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Eduardo Lima
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Acho bastante complicado. A linha ignora o planejamento do PDTU, PDM e PDUI. Fora integrar em Estácio e não na Cidade Nova, passando pela Linha 2 e a ignorando. Pagando bem que mal tem?

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Eu não tenho o conteúdo de todos os documentos de cabeça, mas o PDM não prevê a linha de metrô (acho que era a 5) ligando o Centro ao Galeão pelo Fundão?

Eu acho também o Lote 29 prioritário em relação a essa nova ligação, assim como a Gávea, mas essa conversa só está acontecendo porque eles estudam uma forma de custeio a partir da outorga do RioGaleão pela concessão. Por isso pode ser politicamente viabilizado. Se bem planejada, é uma relação ganha-ganha.
 

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Discussion Starter · #7 ·
O PDM prevê isto:

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E sim, com certeza, o objetivo é fazer a linha sem dinheiro público do estado. Tive acesso à apresentação do projeto (infelizmente não tenho autorização para compartilhar....) mas a proposta é exatamente essa. Inclusive essa divulgação na mídia tem como estratégia tentar criar essa pressão. A conferir se funcionará.

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Eduardo Lima
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Mas fala-se numa expansão para a Ilha.

O PDM prevê isto:

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E sim, com certeza, o objetivo é fazer a linha sem dinheiro público do estado. Tive acesso à apresentação do projeto (infelizmente não tenho autorização para compartilhar....) mas a proposta é exatamente essa. Inclusive essa divulgação na mídia tem como estratégia tentar criar essa pressão. A conferir se funcionará.

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Então o PDM prevê a "metronização" do TransBrasil, que sequer está pronto ainda? Curioso que já há séculos fala-se que o BRT não daria conta... A conferir.

Se você observar, o projeto não está de todo fora do PDM: é aproximadamente a junção das linhas 6c e 7a.

Por isso que eu estou me esforçando para amadurecer a ideia aqui. Não estou preocupado em saber se o Galeão vai ter mais passageiros ou não. Estou pensando em como a cidade pode se beneficiar deste investimento: conectar melhor a Ilha do Governador e Ilha do Fundão com a região do Centro e Zona Sul, permitindo até mesmo pegar uma boa parte da demanda do BRT TransBrasil, para que este não precise depois ser "metronizado" e opere para uma demanda mais condizente com sua capacidade.
 

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Mas fala-se numa expansão para a Ilha
falar eles falam, mas fazer é outros 500. se fala desde os anos 70 sobre a linha 5 do metrô e a única coisa que saiu do papel de fato foi a linha 1+4.

permitindo até mesmo pegar uma boa parte da demanda do BRT TransBrasil,
se ele fosse de facto pra ilha, ele criaria demanda das classes mais ricas que usam frescão/carro e roubaria a demanda de quem não quer ir até o brt e quer passar longe da brasil. no imaginário coletivo insulano a avenida brasil é algo pra ser evitado a todo custo.
 

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Eduardo Lima
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falar eles falam, mas fazer é outros 500. se fala desde os anos 70 sobre a linha 5 do metrô e a única coisa que saiu do papel de fato foi a linha 1+4.



se ele fosse de facto pra ilha, ele criaria demanda das classes mais ricas que usam frescão/carro e roubaria a demanda de quem não quer ir até o brt e quer passar longe da brasil. no imaginário coletivo insulano a avenida brasil é algo pra ser evitado a todo custo.
Concordo com você. Na engenharia, essa proposta é o primeiro rabisco antes de uma ideia virar projeto, para então virar realidade. Muita coisa pode mudar, muitos fatores entram em jogo e no final, se a ideia sobreviver, poderá ter muito poucas das características originais.

Eu acho que já fomos tantas vezes sacaneados no Brasil que temos dificuldade de pegar uma ideia e buscar meios de melhorá-la. Já achamos que não vai sair do papel, que a ideia tá errada e que não tem como consertar e, no fim, a ideia morre ou é feita sem participação popular. Quem perde sempre somos nós.

No mundo ideal, a sociedade civil organizada da Ilha e de outros bairros cortados pela nova linha já estariam se movimentando para cobrar esclarecimentos e fazer propostas para melhorar o projeto, além de o poder público estar de portas abertas para recebê-los. Ou seguimos sofrendo sem acesso a um transporte público digno ou sofremos correndo atrás do mundo ideal pra ter a chance de mudar alguma coisa.
 

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Discussion Starter · #13 ·
Não tenho autorização para compartilhar o projeto, mas há a previsão de uma estação (e o CM) próximo ao Hospital da Força Aérea do Galeão, tendo a linha um pequeno Y entre o Galeão e o HFAG. Imagino que seria possível as linhas de ônibus alimentadoras irem até ali.

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Oceanographer in motion
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Esse projeto do Galeão não leva em conta aquele estudo da UFRJ para levar o VLT até o Fundão, pelo jeito. Que eu me lembre, o estudo considerava o traçado pelo Caju, não LV.

Penso se poderia compatibilizar esse metrô leve com o BRT, fazendo-os compartilhar a faixa de domínio. Espaço para ultrapassagem (e até para faixa segregada expressa na Brasil) tem.
 

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Bom, confirmando essa atenção especial à Ilha do Governador, creio que as barcas afundam de vez (perdão o trocadilho). Ou será remodelada para embarcações bem menores e mais rápidas talvez, a CCR já está querendo há anos devolver a concessão, mas uma expansão para São Gonçalo talvez fosse tornar interessante (junto a Niterói que é o que realmente dá lucro hoje). De qualquer forma, do jeito que o GE se encontra hoje, qualquer investimento (principalmente em trilhos) é muito, muito interessante. E não adianta que dizer que Linha 4 isso, Linha 2 aquilo, falar de trem etc, não tem como misturar as coisas. Os recursos vindo da concessão do Galeão, obviamente tem que atender os interesses de expansão da projeção do aeroporto.
 

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Eduardo Lima
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Esse projeto do Galeão não leva em conta aquele estudo da UFRJ para levar o VLT até o Fundão, pelo jeito. Que eu me lembre, o estudo considerava o traçado pelo Caju, não LV.

Penso se poderia compatibilizar esse metrô leve com o BRT, fazendo-os compartilhar a faixa de domínio. Espaço para ultrapassagem (e até para faixa segregada expressa na Brasil) tem.
Não é possível fazer essa adaptação num projeto já em execução. Isso significaria recomeçar toda a obra do TransBrasil. Existem diversos fatores como estrutura do pavimento, gradiente, raio de curva, altura e configuração da plataforma, compatibilidade de pontes e viadutos, entre outros aspectos que precisariam ter sido considerados nas fases iniciais de projeto.
 

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Bom, confirmando essa atenção especial à Ilha do Governador, creio que as barcas afundam de vez (perdão o trocadilho). Ou será remodelada para embarcações bem menores e mais rápidas
esse modelo está vigente graças a pandemia. nos horários de pico a ccr consegue angariar 300 pessoas. isso é ~110% da ocupação de um mc-25 ou +50% da de um flyingcat. (precisei brigar por assento com uma fura fila) o serviço se provou rentável até certo ponto nesse modelo, já se foi a época que o insulano dependia das barcas. só falta a ccr adequar os horários e vender o produto melhor.
 

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Eduardo Lima
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Fato... Acho que existe tanto potencial desperciçado no transporte por barcas. Especialmente se abrissem a mente para novas estações, como São Gonçalo e Botafogo.

Não tenho autorização para compartilhar o projeto, mas há a previsão de uma estação (e o CM) próximo ao Hospital da Força Aérea do Galeão, tendo a linha um pequeno Y entre o Galeão e o HFAG. Imagino que seria possível as linhas de ônibus alimentadoras irem até ali.

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Putz, mas pra levar a linha até o HFAG, que levassem alguns metros à frente pelo menos até a altura do McDonald's. Idealmente, que chegasse até o Hortifruti perto do Ilha Plaza numa primeira etapa e, posteriormente, poderia seguir por um túnel de 2,5 km sob o Dendê (onde poderia ter uma estação) e chegaria no Cocotá. Assim creio a Ilha estaria muito bem servida. Além disso, a linha Paquetá x Praça XV poderia ser cortada para Paquetá x Cocotá e operar com uma frequência um pouco maior. Acho que assim facilitaria a inserção de Paquetá no dia-a-dia da cidade.
 

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Viva a comida caseira!
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OK, vou comentar agora com a mente mais organizada.

Ao meu ver o principal interesse do concessionário do aeroporto é aumentar a sua demanda, e não ser agente do transporte metropolitano.

O Santos Dumont teve em 2019 um movimento de 9 milhões de passageiros (~25 mil pax / dia). Por sua vez o Galeão teve movimento de 13,5 milhões (~37 mil pax / dia). Combinados dão 22,5 milhões ou 62 mil pax/dia.

Hoje já existe uma rede que no papel atende o deslocamento Galeão x Centro / Zona Sul. Podemos concordar que a operação do trem não é a ideal, a do Transcarioca menos ainda, mas a rede existe. E ela poderia (e deveria) funcionar de forma supimpa, mas ainda continuaria sendo um serviço de transporte coletivo convencional.

Fazer um serviço apenas para replicar a rede existente seria um contrassenso, além de que atrair o passageiro do Santos Dumont deve requerer um esforço maior. Daí a necessidade de oferecer um serviço diferenciado, e a ideia do vagão VIP. Hoje você pode até ter opção de um ônibus executivo, um Uber Black e tudo mais, mas todas esses "luxos" acabam não valendo a pena se o sujeito fica preso no engarrafamento. Daí um serviço por vias segregadas teria essa vantagem. Como hoje não há isso, o trem parece uma alternativa lógica.

Ficam dois questionamentos básicos (que provavelmente vão acabar sendo levantado por órgãos como a ANAC e o TCU):

Afinal, qual é o objetivo da concessionária? Construir e operar uma linha de metrô? Ocorre que tal feito diverge da sua atividade-fim (ainda que ela seja beneficiária direta ou indireta), e pode gerar sério risco ao equilíbrio econômico da concessão.

Segundo, que considerando-se a sua atividade-fim, seria possível (a um custo bem menor) criar um serviço de ônibus executivo Centro x Galeão utilizando as calhas dos BRTs Transbrasil e Transcarioca.
 
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