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Rene Hass
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RS – Um breve passeio ao Vale dos Vinhedos (Bento Gonçalves) – onde estão algumas das melhores vinícolas brasileiras, com direito a bonus pics do exclusivo Hotel Spa do Vinho

Quem tem acompanhado os meus threads já deve ter percebido que sou fã incondicional do Vale dos Vinhedos. Este deve ser o meu terceiro thread sobre essa região que eu já visitei inúmeras vezes, levando amigos de fora do RS e até mesmo do exterior para conhecer essa que é uma das regiões mais singulares e prósperas do Sul do Brasil. Mesmo na minha infância, quando ele não existia oficialmente com esse nome, eu costumava visitar o vale com os meus pais.

No mesmo passeio que eu fiz junto com amigos à região de Garibaldi e Bento Gonçalves no final de novembro último, nós aproveitamos para descer o Vale dos Vinhedos até Monte Belo do Sul, parando em alguns lugares para fotografar, apreciar as belezas do lugar e fazer degustação de vinhos e queijos. Por isso eu considero este thread a continuação do meu thread de Garibaldi.

O que mais me impressionou nessa ida mais recente ao Vale dos Vinhedos foram as cores verdejantes do final da primavera. Eu já estive ali no verão e no início do outono. Mas essa foi a primeira vez que eu o visitei na primavera. E sempre as cores da natureza no Vale são diferentes de acordo com a estação. Agora só falta eu visitá-lo no inverno.

Também percebi lugares novos, como a Vinícola Almaúnica. É o Vale dos Vinhedos não parando de progredir.

Eu já considero a região de Bento Gonçalves-Garibaldi o segundo pólo turístico do Rio Grande do Sul, perdendo apenas para a imbatível região de Gramado-Canela.

Essa região produtora de vinhos finos já está despertando a atenção de críticos de vinho do exterior, como se percebe pelos artigos em inglês fornecidos pelos foristas colegas [email protected]_Cwb e Thesapox no thread de Garibaldi. Eu fiz uma tradução livre desses dois artigos para aqueles que não sabem ler em inglês, e a íntegra das duas traduções segue em postagens abaixo, depois das fotos.

O Vale dos Vinhedos tem tudo para em breve figurar na lista das grandes regiões produtoras de vinho no mundo.

De acordo com Kevin Zraly, renomado crítico de vinhos norte-americano, em seu livro “Windows on the World: Complete Wine Course” (2008), os dez países maiores produtores de vinho, por ordem, são: França, Itália, Espanha, Estados Unidos, Argentina, Austrália, África do Sul, Alemanha, Chile e Portugal.

E as suas regiões preferidas produtoras de vinho são: Napa Valley (Califórnia, EUA), Sonoma (Califórnia, EUA), Bordéus, ou Bordeaux, (França), Borgonha (França), Champagne (França), Vale do Ródano (França), Toscana (Itália), Piemonte (Itália), Vale do Mosela (Alemanha), Vale do Reno (Alemanha), Rioja (Espanha), Vale do Douro (Portugual), Mendoza (Argentina), Vale do Maipo (Chile) e o Sul da Austrália.

Apesar de não sermos um país tradicionalmente grande consumidor de vinhos, quem sabe um dia o Brasil e o Vale dos Vinhedos não integrem uma lista dessas. Afinal, sonhar não faz mal.

Bonus pics (Spa Hotel do Vinho):

Quando este thread chegar em sua segunda página, eu vou postar algumas fotos do Hotel Villa Europa, mais conhecido como Hotel Spa do Vinho, localizado no meio do Vale dos Vinhedos, em frente à Vinícola Miolo. Mais detalhes acompanharão as fotos.

Também colocarei algumas fotos de Bento Gonçalves na seção bonus pics.

Todas as fotos aqui são de minha autoria e foram tiradas no dia 27/11/2010. A maioria das fotos está comentada. Para aqueles que gostarem do que vão ver e ler, eu incluí nos textos links que remetem aos sites oficiais das vinícolas aqui retratadas.

Espero que gostem do thread.

Mais adiante, criarei o thread do Caminhos de Pedra.


Foto 01: Lírios no início da estrada RST-444, que corta o Vale dos Vinhedos, também conhecida como Estrada do Vinho. A RST-444 começa junto à RST-470, um pouco antes da entrada de Bento Gonçalves. A partir deste ponto, a RST-444 segue até Monte Belo do Sul.


Foto 02: Hortênsias na beira da RST-444. O final da primavera e o início do verão são a época em que as hortênsias estão floridas, gerando belas fotografias na beira da estrada. Aqui elas estão no início da florescência.


Foto 03: A primeira capela que encontramos no Vale dos Vinhedos.


Foto 04: Uma das primeiras montanhas cobertas de parreirais que vemos no Vale dos Vinhedos.


Foto 05: Vinícola Vallontano - http://www.vallontano.com.br/


Foto 06: Não, não se trata de nenhuma “Cow Parade” na Serra Gaúcha. É apenas a vaquinha símbolo da Queijaria Valbrenta.


Foto 07: Casa onde funciona a Queijaria Valbrenta - http://www.queijariavalbrenta.com.br/. Aqui é possível degustar queijos fantásticos.


Foto 08: Fundos da Queijaria Valbrenta com parreirais.


Foto 09: Zoom dos parreirais nos fundos da Queijaria Valbrenta. Notem que o terreno está divido em pelo menos três partes que são separadas umas das outras por plátanos, que funcionam como se fossem cercas. Em cada parte, os parreirais estão em estágios distintos de desenvolvimento.


Foto 10: As placas padronizadas na beira da estrada indicam os lugares onde os turistas podem entrar e visitar. Alguns são vinícolas com degustação e varejo. Alguns são pousadas, e outros, cafés. Normalmente não se paga nada para a degustação, que pode ser de vinhos, sucos e queijos. Até onde eu sei, a Vinícola Miolo é a única que cobra pela visita e degustação. O varejo significa a lojinha que cada vinícola tem onde são vendidos os seus produtos, aparentemente com preços mais baratos. Digo aparentemente porque eu encontrei vinhos da Aurora sendo vendidos mais baratos em supermercados de Porto Alegre do que na própria loja da Aurora em Bento Gonçalves. Não deveria ser assim, pois as lojas dessas vinícolas, a princípio, vendem seus vinhos a preço de custo. Como os supermercados cobram o lucro, os preços deles deveriam ser mais caros.


Foto 11: Entrada de acesso a algumas residências particulares. Havia uma placa ali indicando a existência de uma pousada.


Foto 12: Eis a placa informando sobre a pousada – Pousada Ca’di Valle – com a Queijaria
Valbrenta ao fundo.


Foto 13: Esta deve ser a pousada Ca’di Valle.


Foto 14: Uma bela residência no Vale. Notem como eles aproveitam diferentes espaços para o cultivo de uvas. Há um parreiral no topo do morro e outro no jardim da casa.


Foto 15: Esta simpática construção em meio a parreirais é o Café Vallontano, da Vinícola Vallontano.


Foto 16: Algo deve funcionar nesta casa de madeira, pois há uma chaminé ali que não está enferrujada. Imagino ser uma residência particular.


Foto 17: Mais residências particulares em meio a parreirais.


Foto 18: Um veículo rural utilizado para, entre outras coisas, carregar as uvas no período de colheita (no verão).


Foto 19: Frente à prosperidade do lugar, essa bela casa de madeira é uma casa simples.


Foto 20:


Foto 21: Um simpático bar, restaurante e café colonial. Aqui, nos meses de colheita da uva, os proprietários vendem uvas direto dos seus parreirais. Em janeiro deste ano eu comprei uvas aqui a R$ 1,00 o quilo. É impossível encontrar uvas a preço tão baixo em Porto Alegre.


Foto 22: Interior do bar mostrado na foto anterior. Eis aí um dos ícones das residências na Serra Gaúcha: o fogão à lenha.


Foto 23: O esplendor dos verdes no bosque nos fundos da loja.


Foto 24: Tudo aí está à venda. Quem tiver interesse em adquirir uma dessas duas preciosidades dos anos 50 que nos remetem a Havana, basta ligar para o telefone informado abaixo da placa onde se lê “Antiquário”. Há muitas coisas interessante aí dentro. Vi pelo menos uns três altares de igreja à venda.


Foto 25: A mais recente vinícola no Vale dos Vinhedos – a Vinícola Almaúnica – inaugurada em julho deste ano. O nome sugestivo teve inspiração no vinho chileno Almaviva, um dos favoritos dos proprietários Márcio e Madga Brandelli.


Foto 26: Gosto desta foto porque ela evoca recordações da minha infância. Quando pequeno, eu costumava viajar bastante com os meus pais para essa região. E foi num lugar como esse que eu tive um dos maiores prazeres da minha infância: passear por debaixo dos parreirais e comer uvas diretamente tiradas deles. Plagiando uma famosa propaganda de cartão de crédito, “comer uvas frescas debaixo de um parreiral não tem preço”.


Foto 27: E a Estrada do Vinho (RST-444) segue pelo vale em direção a Monte Belo do Sul.


Foto 28: A simpática Vila Garibaldina.


Foto 29: A Vinícola Don Laurindo - http://www.donlaurindo.com.br/


Foto 30: Parreirais cobertos, próximos à Vinícola Don Laurindo. Não sei se eles pertencem à Don Laurindo ou à Vinícola Milantino, que fica em frente e do outro lado da estrada. Não faço idéia do porquê desses parreiras estarem cobertos em pleno final de novembro. Se fosse no inverno, eu chutaria dizendo que era por causa das geadas. Mas geadas não ocorrem em novembro.


Foto 31: A Vinícola Milantino - http://www.milantino.com.br/


Foto 32: Uma bela casa de madeira com telhas de barro à beira da estrada. Notem o quão próximo ela está da estrada e a ausência de cercas. Observem o capricho não só da casa, mas também do gramado em sua frente. Essa estrada não é a estrada principal do vale. É uma estrada secundária e pouco movimentada. Daí, creio, o fato de ela estar tão próxima da beira do caminho.


Foto 33: Essa construção, que deve ser centária ou quase, abriga um forno à lenha, onde as famílias costumam fazer pães e cucas.


Foto 34: Pelo seu estado atual, essa sim deve ser uma casa centenária. Talvez a primeira casa a ser erguida na propriedade pela família de imigrantes recém chegada da Itália. Restam poucas casas assim, ainda mantidas em pé pelos descendentes e atuais proprietários.


Foto 35: Mais uma casa moderna e de madeira junto à beira da estrada. O telhado desta é de zinco, bastante utilizado nas construções dos imigrante italianos.


Foto 36: Adoro casarões típicos da arquitetura colonial italiana como esses dois. Notem que a técnica era construir o primeiro pavimento com pedras e o segundo, com madeira. O casarão à esquerda parece ser original. O da direita parece ser mais recente, porém em conformidade com as técnicas de construção dos imigrantes italianos, ou pelo menos tentando.


Foto 37: Uma casa moderna, porém obedecendo o padrão de construir o primeiro pavimento (ou base) em alvenaria, e o resto da casa em madeira. Observem que ela também está junto à beira da estrada e não há cercas.


Foto 38: Esta casa foge um pouco do padrão das casas do Vale, mas não deixa de ser bela. Em comum com as demais, apenas o fato de estar quase grudada na estrada e não haver cercas.


Foto 39: Olha aí um belo exemplar do típico primeiro pavimento de pedras e o segundo pavimento em madeira.


Foto 40: Um vale dentro do vale. Observem no morro os diversos parreirais separados uns dos outros por cercas de plátanos.


Foto 41: Uvas ainda verdes no final de novembro. A maturação vai acontecer em janeiro.


Foto 42: Uma bela curva. Para ficar melhor, só tirando a fiação que cruza a estrada por cima.


Foto 43: Gostei muito desta casa parcialmente escondida atrás das árvores.


Foto 44:


Foto 45:


Foto 46: Gosto muito deste casarão com uma característica que denuncia a arquitetura colonial italiana na região: presença de janelas por todos os lados.


Foto 47: Outro casarão que chama muito a atenção de todos que passam pela região.


Foto 48:


Foto 49:


Foto 50: Hotel Spa do Vinho visto a partir da Estrada do Vinho. Haverá uma seção bonus pics na segunda página deste thread dedicada a esse hotel exclusivo, mostrando um pouco do seu interior (lounge) e das paisagens ao seu redor.


Foto 51: A Vinícola Miolo – http://www.miolo.com.br/ – considerada a maior vinícola de um único proprietário no Brasil. A sua maior concorrente, a Vinícola Aurora, considerada a maior produtora de vinhos no Brasil, é na verdade um cooperativa. As visitas à Miolo são pagas. Posteriormente, o visitante pode abater o valor pago quando adquirir produtos no varejo da Miolo.


Foto 52: Vinícola Miolo ao fundo. Em primeiro plano, parreirais separados por uma taipa (= cerca de pedras). Os parreirais à esquerda da taipa pertencem à Miolo. Os parreirais à direita da taipa, ao Hotel Spa do Vinho, que será objeto das bonus pics na segunda página deste thread.


Foto 53: Os parreirais da Miolo. Há uma estradinha de terra (mostrada na foto anterior) que sai do Hotel Spa do Vinho e cruza esses parreirais. Como não há portões ou cercas que impedem o acesso, nós entramos ali de carro. Acho que a ausência de portões e cercas (além da taipa) é proposital para que os turistas possam entrar ali e tirar fotos. Só não sei como fica em janeiro e fevereiro, quando as uvas estão maduras. Ninguém iria resistir à tentação de tirar uvas dos parreirais.


Foto 54: A estradinha de terra que corta os parreirais da Miolo, fazendo uma curva logo adiante em direção à Estrada do Vinho.


Foto 55: Lá adiante, o portão de entrada da Miolo e a Estrada do Vinho. Em primeiro plano, o trecho final da estradinha de terra e a elegância de uma família de quero-quero.


Foto 56: Marcação de território.


Foto 57: Uma comunidade próxima a Monte Belo do Sul.


Foto 58:


Foto 59: A Via Trento, um outro caminho do Vale dos Vinhedos que liga a Estrada do Vinho até Bento Gonçalves.


Foto 60: Um belíssimo exemplar da arquitetura colonial italiana em meio aos parreirais.


Foto 61: Este casarão, na Via Trento, é original e deve ser quase centenário. Mas o porão servindo como varejo da Vinícola Barcarola é recente. Esta construção merece ser admirada um pouco. Ela segue o padrão do primeiro pavimento construído com pedras e resto de madeiras. E observem que diferentemente das demais casas desse estilo que eu mostrei até agora, a parte de madeira desta casa tem dois andares com cortes de madeira inteiros de cima a baixo. http://www.vinicolabarcarola.com.br/


Foto 62: A mesma propriedade mostrada na foto 59.


Foto 63: Vale ao longo da Via Trento.


Foto 64: Casa de Madeira – http://www.casamadeira.com.br/ – pertencente à Vinícola Valduga.


Foto 65: Detalhe de uma taipa.


Foto 66: Uma das agradáveis surpresas do dia: uma plantação de framboesas.


Foto 67: Não resistimos. Paramos o carro e tivemos que ir até as framboesas. Não havia ninguém ali nem cercas que impedissem o nosso acesso. Ao ver tamanhas maravilhas da natureza, tivemos que colher algumas e fazer a degustação ali mesmo a fim de atestar sua suavidade e o seu sabor extremamente doce. Não sabemos quem é o dono dessas framboesas. Se ele estiver lendo este texto, que nos perdoe por termos pegado algumas sem pagar. Nosso ímpeto foi mais forte que a nossa vontade de seguir em diante alheios ao brinde que a natureza estava nos fazendo.


Foto 68: Casa Giordani. A placa diz “desmontagem – restauro – remontagem”. Mas a impressão que temos é que se trata de uma casa inteiramente nova e construída conforme o estilo colonial italiano em madeira.


Foto 69: Pensei primeiro que fosse uma parada de ônibus. Mas parece ser o local onde está o relógio de luz da propriedade.


Foto 70: Simples, mas gostei.


Foto 71: Vinícola Dom Cândido – http://www.domcandido.com.br/


Foto 72: A placa indica a famosa Casa Valduga – http://www.casavalduga.com.br/. Mas a casa que aparece na foto é a casa do vizinho.


Foto 73: Parreiras já quase no fim da Via Trento, quando ela se aproxima de Bento Gonçalves (ao fundo).


Foto 74: Não é nenhuma vinícola. É apenas um pequeno parreiral em uma residêmcia particular.


Foto 75: Cachorrinho na varanda em pose de RCA. Só falta o gramofone.


Foto 76: Moraria tranqüilo numa casa assim.


Foto 77: A Via Trento já se transformando em rua chegando a Bento Gonçalves.


Foto 78: Os reflexos do sol e as sombras do final do dia sobre o vale e os parreirais.


Foto 79: Elejo esta a melhor foto deste thread.


Foto 80: Mais sol e sombras sobre o vale.


Foto 81: Uma favela – sim, a Serra Gaúcha também tem favelas – em Bento Gonçalves próxima do fim da Via Trento.


Foto 82: O trecho final do Vale dos Vinhedos em Monte Belo do Sul.


Foto 83: Casarão colonial italiano em Monte Belo do Sul.


Foto 84: A cidade de Monte Belo do Sul fica situada no topo de uma montanha, sendo que a igreja é a sua construção mais proeminente.


Foto 85: Vale com parreirais fotografado de Monte Belo do Sul.


Foto 86: O mesmo vale da foto anterior com o skyline de Bento Gonçalves a cerca de 10 km de distância.


Foto 87: Zoom mostrando Bento Gonçalves. Esta foto foi tirada do mesmo lugar em Monte Belo do Sul onde eu tirei a foto anterior. Em linha reta, as duas cidades ficam a 10 km de distância uma da outra. E ambas se estendem por topos de montanhas. O Vale dos Vinhedos se estende neste trecho de 10 km entre as duas cidades.


Foto 88:Casa em Monte Belo do Sul.


Foto 89: Outra casa em Monte Belo do Sul.


Foto 90: Uma casa bem original em Monte Belo do Sul. As torres da igreja aparecem atrás da casa.


Foto 91: Elejo essa propriedade rural em Monte Belo do Sul a segunda melhor foto deste thread.


Foto 92: Pegando a estrada e retornando para o Vale dos Vinhedos e Bento Gonçalves.
 

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Rene Hass
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Olá AcesHigh, se vocês me permitirem gostaria de comentar que não sou especialista nem nada mas me interesso e gosto de vinho. O clima da Serra Gaúcha compromete a maturação das uvas e não dá para produzir bons vinhos brancos e tintos mas quando se trata de espumante é bom porque o espumante necessita de maior acidez nas uvas. Se se interessar, veja o que o site Wine Review (USA) fala dos vinhos gaúchos.

Já o site Espumantes do Brasil lista algumas das premiações internacionais dos espumantes brasileiros.

:cheers:
Agradeço imensamente por essa contribuição do colega forista [email protected]_Cwb, feita no meu thread de Garibaldi.

Eu tomei a liberdade de fazer uma tradução livre do artigo do norte-americano Ed McCarthy sobre sua visita às vinícolas de Bento Gonçalves e do Vale dos Vinhedos em 2008.

Vinhos do Brasil: a Próxima Onda Vindo para os Estados Unidos?
Por Ed McCarthy

Vinhos brasileiros? Eu já consigo ouvir alguns leitores dizendo, ‘Mas eles produzem vinhos no Brasil?’ A maioria de nós aqui nos Estados Unidos provavelmente teve pouca ou nenhuma experiência com vinhos brasileiros, mas isso deverá mudar em breve. Aqueles de nós que já têm cabelos brancos o suficiente ainda conseguem se lembrar do tempo em que os vinhos argentinos e chilenos eram desconhecidos por aqui, e olhem bem hoje o quão popular esses vinhos são nos Estados Unidos!

O Brasil já é, na verdade, o quinto maior produtor de vinhos no hemisfério sul, logo após da Argentina, da Austrália, da África do Sul e do Chile. Sim, e a produção é até mesmo maior do que a da Nova Zelândia, cujos vinhos são bem conhecidos no mercado americano há pelo menos 15 anos.

O Brasil tem sido um gigante adormecido quando se trata de vinho. O país tem a quinta maior população do mundo, com quase 200 milhões de habitantes, e tem a quinta maior área territorial – quase do tamanho dos Estados Unidos. Hoje o Brasil conta com uma classe média próspera, e o interesse pelo vinho tem aumentado por lá nas duas últimas décadas.
Eis dois fatos interessantes sobre os vinhos brasileiros:

Quase todos (90%) dos seus vinhos são produzidos no Rio Grande do Sul, o estado mais meridional do país, na fronteira com o Uruguai (que também produz vinhos):

Praticamente toda vinícola, pelo menos no Rio Grande do Sul, foi fundada por imigrantes italianos, dos quais quase todos chegaram ao Brasil entre 1875 e 1900. E, na verdade, praticamente todas essas famílias são oriundas de apenas duas regiões no norte da Itália, o Vêneto e a Província do Trento.
O Rio Grande do Sul tem um clima temperado, com quatro estações distintas. Os invernos são marcados pela chuva e até mesmo a neve. No verão, a temperatura gira principalmente em torno dos 27ºC. Os imigrantes italianos, especialmente fazendeiros pobres, atraídos pela perspectiva de comprarem suas próprias terras, fixaram-se nas montanhas ao redor da cidade de Bento Gonçalves, e plantaram uvas assim como grãos, exatamente o que eles vinham fazendo na Itália.

O fato é que no último século não houve mercado algum para vinhos no Brasil, tradicionalmente um país pouco consumidor desse produto. Além disso, o governo brasileiro não tem ajudado muito, pois ainda impõe um taxa de 50% sobre a venda de vinhos no país. Felizmente, a taxação não se aplica a produtos exportados, e, em função disso, ainda conseguimos encontrar vinhos brasileiros a preços módicos nos Estados Unidos.

Quase todas as vinícolas no Rio Grande do Sul começaram a produzir no final dos anos 80 e começo dos anos 90 do século passado. Elas foram fundadas por membros da terceira e quarta geração, descendentes das famílias originais de imigrante italianos. A gigantesca Cooperativa Aurora – conhecida simplesmente por Aurora – e duas outras grandes vinícolas, a Salton e a Miolo, dominam o mercado doméstico e de exportação, apesar de pelo menos outras 18 vinícolas estarem agora exportando seus vinhos para o mundo. Os maiores mercados importadores dos vinhos brasileiros são os Estados Unidos, a Alemanha, a Suíça, a República Tcheca e a Holanda, com o Canadá e Singapura aumentando suas importações rapidamente.

Eu degustei o meu primeiro vinho brasileiro nos Estados Unidos a menos de 20 anos atrás. Esses vinhos tinham como marca um nome improvavelmente brasileiro: Marcus James! Um pequeno toque romano e anglo-saxão, talvez, para o nosso mercado. Honestamente, eu não fiquei impressionado com os vinhos Marcus James. Mal sabia eu naquela época que os vinhos Marcus James faziam parte de uma linha de baixo custo produzida pela já mencionada Cooperativa Aurora. Os vinhos Marcus James ainda são encontrados nos Estados Unidos, mas os melhores vinhos da Aurora são comercializados com a marca Aurora. De fato, durante a minha recente visita à Aurora, não me ofereceram nenhum vinho Marcus James – apenas vinhos da marca Aurora.

Eu acabei de retornar de uma visita à região do vinho no Brasil, localizada nos arredores da pujante Bento Gonçalves – uma cidade de 100.000 habitantes e com a segunda maior renda per capita em todo o Brasil. Próximo a Bento Gonçalves e Garibaldi – uma pequena cidade vizinha produtora de vinhos – está um hotel novo e esplêndido, o Villa Europa, de frente para a Vinícola Miolo e de propriedade, pelo menos parcial, da Miolo. Eu visitei oito vinícolas e experimentei vinhos de pelo menos outras oito vinícolas. Muitas das vinícolas e dos parreirais estão concentradas no sugestivo Vale dos Vinhedos, tornado fácil o acesso de uma vinícola para outra.

Minha primeira surpresa durante a visita foi que praticamente toda vinícola produz tanto vinhos quanto espumantes, ou champanhes, e que esses vinhos são geralmente de muito boa qualidade. Há três tipos de espumantes produzidos no Brasil: espumantes feitos com o Método Champenoise, também conhecido por Método Tradicional (como na Champagne, França); espumantes feitos com o Método Charmat; e espumantes feitos com o Método Asti Moscatel a partir da variedade moscatel – e, diga-se de passagem, normalmente de qualidade bastante excepcional. Eu descobri que os brasileiros bebem bastante espumantes, especialmente o Charmat e o Moscatel, que são mais baratos. O mercado norte-americano para os espumantes brasileiros é ainda muito limitado por ora, não obstante o sucesso desses espumantes na região de Miami. A Miolo exporta pelo menos um espumante Brut para os Estados Unidos, feito com as variedades Chardonnay e Pinot Noir.

Os vinhos finos de mesa brasileiros são essencialmente feitos com as mesmas variedades européias com as quais estamos familiarizados. O Cabernet Sauvignon e o Merlot são os principais vinhos tintos, sendo que o Chardonnay é o principal vinho branco. Do que eu gostei particularmente, entretanto, foi a gama de variedades que está sendo usada nos vinhos brasileiros. Por exemplo, a Tannat, uma uva levemente tinta originária do sudoeste da França, está se desenvolvendo muito bem no Brasil e no vizinho Uruguai. Na França, a Tannat honra o nome que tem: é uma variedade muito escura, muito ácida e adstringente, usada principalmente em vinhos misturados. O solo brasileiro, entretanto, suavizou bastante a adstringente Tannat. Ela tem sabor mais adocicado e se sai muito bem como um vinho varietal brasileiro – embora ela seja normalmente misturada com a Cabernet Sauvignon e a Merlot.

Somando-se ao Tannat, os dois vinhos tintos varietais brasileiros que eu mais apreciei foram o Cabernet Franc e o Teroldego. De um modo geral, eu descobri que aquelas vinícolas que produzem os vinhos Cabernet Franc, tais como a Casa Valduga, muitas vezes se saem melhor com essa variedade do que com outra. O Cabernet Franc da Casa Valduga, por exemplo, tem um aroma intenso e grande firmeza. Talvez o fato que a Cabernet Franc leva menos tempo para amadurecer do que outras variedades, tais como a Cabernet Sauvignon, seja vantajoso para ela dentro do clima brasileiro.

A Teroldego é a principal variedade tinta oriunda de região do Trento na região italiana de Trentino-Alto Ádige, e poucas vinícolas brasileiras produzem vinhos varietais a partir dela. Eu adorei cada Teroldego brasileiro que eu experimentei. Assim como o Tannat, a versão brasileira do Teroldego é menos ácida e mais adocicada do que os proibitivos vinhos Teroldego italianos.

Dentre outros vinhos varietais tintos brasileiros que eu experimentei estão o Tempranillo (bom), Pinot Noir (legal), Syrah/Shiraz, Barbera, Gamay, Malbec, Ancellota (uma variedade escura italiana oriunda da Emília-Romanha e da Suíça), Marselan (uma nova variedade francesa mediterrânea feita do cruzamento entre a Cabernet Sauvignon com a Grenache) e o Nebbiolo (apenas um, da Vinícola Lídio Carraro, que é muito bom, com a verdadeira qualidade Nebbiolo!).

A maioria das vinícolas brasileiras produz mais vinhos tintos do que brancos (com um pouco de rosé), mas alguns dos vinhos brancos que eu experimentei são muito bons. De modo geral, os Chardonnays são muito bons, mas nada de espetaculares. Eu preferi os Sauvignon Blancs (eu penso que o clima do Brasil é frio o suficiente para produzir excelentes Chardonnays e Pinot Noirs). Eu apreciei muito o Pinot Grigio e o Viognier da Miolo, e o Gewurztraminer da Casa Valduga é particularmente bom.

A maioria das vinícolas cujos vinhos eu experimentei exporta seus vinhos para os Estados Unidos, mas quase sempre em mercados limitados. Por exemplo, uma vinícola pequena me disse que os seus vinhos estão no Colorado. A região de Miami é um bom mercado para os vinhos brasileiros da mesma forma que é para todos os vinhos sul-americanos. As duas vinícolas que parecem fazer a maior distribuição dentro dos Estados Unidos são duas das maiores e melhores: a Salton e a Miolo. A Salton, que produz 20 milhões de garrafas por ano, é a maior vinícola privada do Brasil. Procure pelos vinhos da Reserva Familiar da Salton, especialmente sua linha Volpi. A Miolo, que tem uma nova e suntuosa vinícola, produz sete milhões de garrafas por ano. Eu achei todos os vinhos da Miolo de primeira qualidade.

Três outras vinícolas que me impressionaram: Casa Valduga (administrada pelos três irmãos Valduga, que merecem nota dez por sua hospitalidade ao estilo italiano); a Lídio Carraro, uma vinícola menor e surpreendente que envelhece seus vinhos em tanques de aço inoxidável – e nenhum barril de carvalho por perto – cujos vinhos são de alto calibre; e a Aurora, cujos vinhos da marca Aurora são todos impressionantes.

Outras vinícolas brasileiras a considerar são a Pizzato, a Panceri, a Luiz Argenta, a Perini Courmayeur e a Don Laurindo.

As exportações brasileiras de vinho aumentaram 127% desde o ano passado, confessamente de uma base minúscula. Eu visitei o Brasil com poucas expectativas, e retornei impressionado. Eu descobri que os vinhos são normalmente bem feitos, interessantes e de bom preço. Para as minhas resenhas sobre alguns vinhos atuais brasileiros disponíveis nos Estados Unidos, vá à minha página de Resenhas de Vinhos.

Tradução livre por Rene Hass (dezembro de 2010)
A íntegra do artigo original (Wines from Brazil: The Next Wave Coming to the U.S.?), em inglês, pode ser encontrada no endereço
http://www.winereviewonline.com/Ed_McCarthy_on_Brazil.cfm
 

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Rene Hass
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Discussion Starter · #3 · (Edited)
^^^ Eu vejo direto os espumantes brasileiros colocados 'entre' os melhores do mundo. Várias vinícolas já foram premiadas em eventos internacionais, acho que principalmente pq são degustados sem rótulo.

Tem este post de um norte-americano que visitou a serra gaucha há alguns meses atrás:
http://www.winemag.com/Wine-Enthusiast-Magazine/Web-2010/Chile-Argentina-and-now-Brazil/
Igualmente eu agradeço imensamente por essa contribuição do colega forista Sapox, feita no meu thread de Garibaldi.

Eu também tomei a liberdade de fazer uma tradução livre deste artigo do norte-americano Adam Strum sobre sua visita ao Vale dos Vinhedos.


Chile, Argentina e agora o Brasil
Por Adam Strum

Alguns dos melhores exemplares do método Champenoise fora da França podem ser encontradados nas regiões vinícolas no sul do Brasil. Surpreso?

Brasil. O nome evoca todos os tipos de associações, da exuberante floresta equatorial às praias, ao carnaval e aos cruzeiros pelo rio Amazonas. Agora, acrescentem essa palavra: vinho. O Brasil deverá ser o próximo país emergente sul-americano a impactar os mercados norte-americano e globais, seguindo os passos de seus vizinhos mais consagrados, a Argentina e o Chile.

Essa mais recente e empolgante região de viticultura, centrada ao redor da cidade de Bento Gonçalves, gaba-se de seus extensos parreirais, que são exaltados no Brasil, mas muito pouco conhecidos no exterior. Entretanto, isso vai mudar à medida que hotéis do nível do esplêndido Hotel Spa do Vinho Caudalie começam a ser inaugurados para receber os turistas. Dirigir pelos arredores de Bento Gonçalves é como fazer um passeio pela Toscana. As colinas dão lugar a paisagens espetaculares. É a magia do interior. E os parreirais têm sua magia, também. Os viticultores da região estão produzindo excelentes Merlot, Cabernet Franc e estupendos espumantes.

Os vinhos dessa região ainda não são distribuídos em larga escala nos Estados Unidos, mas fique atento, pois em breve você encontrará Merlots fortes e saborosos da Pizzato, os Cabernet Franc adocicados da Casa Valduga assim como as misturas de Tannat, Cab Franc e Malbec, que não deixam a desejar em nada para os melhores vinhos feitos nos países vizinhos (Chile e Argentina). O Grupo Miolo incumbiu o consultor Michel Rolland, que reformou suas instalações para produzir vinhos e espumantes de excelente qualidade, incluindo o Meritage Bordeaux, que custam entre 30 e 50 dólares em média, ao passo que vinhos semelhantes argentinos e chilenos custam entre 50 e 100 dólares em média. A Lído Carraro oferece o Quorum, uma mistura de Merlot, Tannat e Cab Franc, que tem os sabores de hortelã e cassis, e o seu carro-chefe é uma maravilha feita com Nebbiolo que tem as características maravilhosas do Piemonte.

Mas o grande foco aqui são os espumantes. A Moët et Chandon tem a sua própria fábrica nessa região para a produção do champanhe Chandon brasileiro a partir das uvas Pinot Noir e Chadornnay em todo o seu esplendor. Ao preço médio de 15 a 20 dólares, há muito o que escolher. O espumante Chardonnay da Aurora (junto com os vinhos Cab Franc, Carmenère e Cabernet Sauvignon) oferece excelente qualidade por menos de 10 dólares. A Casa Valduga produz um Malbec Rosé, tanto vinho quanto espumante. Mas o melhor produtor de espumantes na região é a Cave Geisse. Situados no sul de Bento Gonçalves, os parreirais estão em uma altitude elevada onde as montanhas lembram a Toscana, porém mais frias. O Cave Geisse Brut, o Natural e o Rosé pontuariam alto no conceito de qualquer crítico de vinhos.

O Brasil é a prova de que a América do Sul é um continente que está passando por mudanças substanciais, mas há muito mais por vir. Tradicionalmente pensa-se que o Chile é um país dominado pelos homens, mas como Michael Schachner relata em seu artigo sobre mulheres produtoras de vinho no Chile (página 60), desde a década passada as mulheres assumiram um papel central como viticultoras influentes. Todavia, outro país tradicional que está sofrendo mudanças rápidas é Portugal, mais especificamente no Douro. Com as vendas do vinho do Porto diminuíram desde a última década – certamente não por conta da falta de qualidade, mas em função principalmente de uma mudança de tendência e estilo de vida – os produtores de vinho do Douro concentraram suas habilidades na produção de vinhos de mesa. Na história que começa na página 76, o editor europeu Roges Voss desvenda as preciosidades para você comprar hoje.

O mundo do vinho está cheio de surpresas e prazeres inesperados na taça. Por exemplo, os amantes do vinho com um determinado grau de experiência que pensam saber tudo sobre o Pinot Grigio poderiam se surpreender com o artigo sobre Pinot Grigio/Pinot Gris a partir da página 67. Há alguns vinhos memoráveis, estilosos e distintos sendo produzidos. As pessoas clamam por um excelente guia de vinhos.

E se são por vinhos preciosos e de boa qualidade aliada ao bom preço que você procura, tenho a certeza que a história de capa chamou a sua atenção. Uma das seções mais populares todos os anos é a nossa seleção dos 100 Melhores Vinhos (página 42) – vinhos que são de alta qualidade em relação ao seu preço. Você encontrará vinhos que receberam pontuação altíssima e cujo preço de varejo é 15 dólares ou menos. É o artigo referência para ter consigo quando você for fazer aquele estoque de vinhos para as suas férias.

Nos próximos anos, nós esperamos que os vinhos brasileiros ocupem o seu lugar entre muitos outros em listas como essas, incluindo nossas listas das 100 Seleções da Adega e 100 Entusiastas que vão aparecer nas próximas edições. Nosso editor para a América do Sul, Michael Schachner, vai escrever artigos sobre o Brasil e resenhas sobre os seus vinhos nas próximas edições. Nós ficamos felizes em trazer para a sua atenção as surpresas, os valores e a qualidade.

Saúde!

Tradução livre por Rene Hass (dezembro de 2010)
A íntegra do artigo original (Chile, Argentina and now Brazil), em inglês, pode ser encontrada no endereço
http://www.winemag.com/Wine-Enthusiast-Magazine/Web-2010/Chile-Argentina-and-now-Brazil/
 

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Estas paisagens do interior do Rio Grande me emocionam. Sinto uma paz interior e familiaridade muito grande. Parabens pelo tread e, principalmente, o nível de detalhes na exposição das fotos!!
 

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Essa regiao deveria ser mais divulgada pelo Brasil!
Com certeza e um dos locais com maior infraestrutura turisca do pais e o trabalho que o governo gaucho tem feito nos ultimos 15 anos na area turistica eh excelente, mas com a valorizacao do real ela compete diretamente com a Europa ou Argentina!
O thread esta maravilhoso assim como os outros que vc tem feito!
 

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Esse trédi me deu vontade de comer polenta.
sahushashashuashasuh

Tenho meio que uma casa abandonada na serra, que era da vó... conheço bem essas coisas, mas nunca fui pra esses lugares, me deu muita vontade de conhecer...

Na verdade, conheci a 11 anos, pelo colégio.....
É muito show, tenho que voltar.

Parabens pelo trédi e fotos, cara, incrivel, dava pra fazer uns filmes ae..
 

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Fantástica essa região Renê, muito obrigado por compartilhar suas fotos, pela atenção e paciência em legendar as fotos com explicações bastante detalhadas, parabéns mesmo pelo thread!

Quanto à região do Vale dos vinhedos, é simplesmente maravilhosa, realmente lembra muito a Toscana, é tudo muito bonito mesmo e a tendência é um crescimento cada vez maior de vinícolas e que bom que estamos aprimorando cada dia mais os nossos vinhos e espumantes, foi muito bom ler esses 2 textos dos especialistas em vinhos e ver que elogiaram muito a qualidade dos vinhos que temos produzido no Rio Grande do Sul.
 

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Rene Hass
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Discussion Starter · #15 ·
Surpreendentemente linda essa Região. Valeu muito a postagem !
Obrigado pela visita e comentário, DEBAREMBAR. :eek:kay:

Estas paisagens do interior do Rio Grande me emocionam. Sinto uma paz interior e familiaridade muito grande. Parabens pelo tread e, principalmente, o nível de detalhes na exposição das fotos!!
Obrigado pelo comentário, Bonja. Eu também me emociono com algumas das paisagens, especialmente quando elas me trazem boas memórias de tempos idos. :eek:kay:

Mais um thread lindo, Rene, essa região é um charme, maravilhosa. :cheers:
Obrigado pela visita ao thread, Santista. :eek:kay:

Essa regiao deveria ser mais divulgada pelo Brasil!
Com certeza e um dos locais com maior infraestrutura turisca do pais e o trabalho que o governo gaucho tem feito nos ultimos 15 anos na area turistica eh excelente, mas com a valorizacao do real ela compete diretamente com a Europa ou Argentina!
O thread esta maravilhoso assim como os outros que vc tem feito!
Muito obrigado pelo comentário, Nando. Realmente, a divulgação dessa região deveria ser maior entre os turistas brasileiros. Entretanto, não podemos esquecer que culturalmente o turista brasileiro prefere o mar. :eek:kay:

Belas fotos rene! Acho essa região sensacional, sou fã mesmo

Aproveito pra deixar algumas fotos minhas tiradas no hotal Villa Europa, que também retrataste no thread:
Obrigado pela contribuição Kehrwald. Eu entrei no Villa Europa, mas circulei apenas pelo lounge, bar e restaurante. Você, pelo que eu percebi nas fotos, deve ter se hospedado no hotel.

Tirei algumas fotos legais do lounge decorado para o Natal. As fotos serão colocadas na segunda página deste thread. Aguarde. :eek:kay:

Esse trédi me deu vontade de comer polenta.
sahushashashuashasuh

Tenho meio que uma casa abandonada na serra, que era da vó... conheço bem essas coisas, mas nunca fui pra esses lugares, me deu muita vontade de conhecer...

Na verdade, conheci a 11 anos, pelo colégio.....
É muito show, tenho que voltar.

Parabens pelo trédi e fotos, cara, incrivel, dava pra fazer uns filmes ae..
Obrigado pelo comentário, Xinah! :eek:kay:

Na verdade, essa região já apareceu em filmes. O filme “Saneamento Básico, o Filme”, de Jorge Furtado (2007), foi filmado nessa região, mas especificamente no interior de Monte Belo do Sul.

A Rede Globo procura bastante essa região para filmagens temáticas, como se fosse a Itália.

O meu próximo thread será sobre os Caminhos de Pedra, em Bento Gonçalves, do lado oposto ao do Vale dos Vinhedos, onde foram feitas as gravações do filme “O Quatrilho”, de Fábio Barreto (1995). E é também o lugar onde normalmente a Rede Globo faz cenas temáticas para as suas novelas “italianas”.

A minisérie “Decamerão – A Comédia do Sexo”, de 2009, também foi filmada naquela região.

Fantástica essa região Renê, muito obrigado por compartilhar suas fotos, pela atenção e paciência em legendar as fotos com explicações bastante detalhadas, parabéns mesmo pelo thread!

Quanto à região do Vale dos vinhedos, é simplesmente maravilhosa, realmente lembra muito a Toscana, é tudo muito bonito mesmo e a tendência é um crescimento cada vez maior de vinícolas e que bom que estamos aprimorando cada dia mais os nossos vinhos e espumantes, foi muito bom ler esses 2 textos dos especialistas em vinhos e ver que elogiaram muito a qualidade dos vinhos que temos produzido no Rio Grande do Sul.
Obrigado pelo comentário, Julio. Em todas as vezes em que eu fui ao Vale nesses últimos anos, sempre encontrei algo novo. São hotéis, restaurantes e até mesmo vinícolas. Ao poucos o Vale vai se consolidando. :eek:kay:

Melhor região do Brasil em qualidade de vida eu acho, e muito linda.
Obrigado, Pietrin, pelo comentário. :eek:kay: Não sei se é a melhor região do Brasil em qualidade de vida. Mas deve, com certeza, ser uma das melhores. As pessoas vivem muito bem ali. Basta ver a natureza ao seu redor, as casas belas e bem cuidadas. Além disso, há uma fartura que é impossível de retratar em fotos. Pena que o Brasil inteiro não é assim. Nem mesmo o RS inteiro não é assim.

Esse roteiro dos vinhos é maravilhosos, o interior gaúcho sempre nos brindando com belas paisagens! :cheers:
Obrigado pelo comentário, Tony. :eek:kay:
Meu caro Rene Hass vc está de parabéns !!! Esse seu Thread está magnífico :cheers::cheers: Essa região é simplesmente lindaaaa !!!! Valeu !!!!!
Obrigado pelo comentário, Mironga. Venha conhecer essa região um dia. Você vai adorar ver tudo isso de perto. :eek:kay:

Belas fotos! Tenho muitas fotos dessa região quando passei pelo RS, especialmente dos "Caminhos de Pedra"... falta tempo para postar!
Obrigado pelo comentário, Cruvinel. Os Caminhos de Pedra serão o tema do meu próximo thread. :eek:kay:
 

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Foto 81: Uma favela – sim, a Serra Gaúcha também tem favelas – em Bento Gonçalves próxima do fim da Via Trento.

^^
Rene , será que existe algum plano de remoção dessas ou dessa favela ai da região ??? Espero que sejam poucas neh !

Realocar essas famílias em locais seguros com infraestrutura , com saneamento e tals !!!
Essa belíssima região merece ser tratada com muito carinho !
Bom essa é a minha opinião .

Saúde e Paz para todos !!!
 

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Longe demais das Capitais
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Sobre o teu thread, simplesmente adorei !

Como são bonitas essas paisagens ! Colinas, chales de madeira velhos e típicos, casas "normais" de madeira, muito verde, hortências, árvores araucárias...

É uma terapia ficar um dia num lugar assim. E uma delícia.

Valeu pelo thread, ficou lindo ! :applause:





O Inter , o Rio Grande e o Brasil em Abu Dhabi !






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