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armatissimi & liberissimi
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Croqui geral:






O Centro de Interpretação do Pampa será um espaço destinado às mais diversas manifestações culturais, congregando pesquisadores e público em geral no conhecimento sobre o modo de ser e viver no pampa.

O local escolhido para seu funcionamento são as ruínas e cercanias de uma antiga enfermaria militar do exército brasileiro, no denominado “Cerro da Polvóra”, na cidade de Jaguarão/RS, sendo o imóvel tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN.

Abrigará salas de exposições com conteúdo multimídia, salas de pesquisa, auditório subterrâneo, espaço de convivência e anfiteatro a céu aberto, além de prédio de apoio técnico e administrativo.​

Fonte: http://porteiras.r.unipampa.edu.br/portais/cip/apresentacao/

Enfermaria tempos áureos:



Detalhado:

- Centro de Interpretação do Pampa Jaguarão, RS -


- diálogos com a comunidade -

Alexandre dos Santos Villas Bôas [*]
Heloisa Helena Fernandes Gonçalves da Costa [**]


Introdução

O Centro de Interpretação do Pampa [1] (CIP) é um órgão complementar da Universidade Federal do Pampa [2] (UNIPAMPA), localizado na cidade de Jaguarão – RS, e está sendo construído no local onde se encontram as ruínas de uma antiga enfermaria militar datada do final do século XIX, a qual foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), no ano de 2011.

A finalidade do CIP será a de agregar as funções de museu, centro de pesquisa e cultura, com exposições sobre a temática do bioma pampa, desde sua formação geológica até a sua ocupação humana, além de anfiteatro a céu aberto e auditório subterrâneo. Sua idealização foi feita pela Prefeitura Municipal de Jaguarão e viabilizada numa parceria entre a UNIPAMPA e o IPHAN, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - cidades históricas.

Atualmente o projeto está em fase de obras, com a consolidação das ruínas da antiga Enfermaria Militar e construção do prédio administrativo, sendo prevista a conclusão em dois anos desse importante aparelho cultural que será uma referência internacional.

1 A cidade de Jaguarão e a Enfermaria Militar

A cidade de Jaguarão localiza-se no extremo sul do país, na fronteira com o Uruguai, a cerca de 380 km de Porto Alegre. Essa cidade originou-se de um acampamento militar no ano de 1802, quando das constantes disputas entre Portugal e Espanha pela região do rio da Prata.

Por ser uma região de conflitos, a cidade de Jaguarão sempre teve importante efetivo militar, demandando uma estrutura de apoio como quartel e hospital. Nesse sentido, no final do século XIX foi erguido um hospital militar que ficou mais conhecido como enfermaria militar [3], apesar de seu porte e pessoal médico envolvido.

No final dos anos sessenta do século XX, houve a transferência da unidade militar estacionada em Jaguarão, ocasionando o abandono das instalações da enfermaria militar, que jogada à própria sorte foi depredada e transformou-se em ruínas que denotavam uma antiguidade não compatível com verdadeira idade.
As ruínas, a partir de então, serviram de abrigo a pessoas marginalizadas na sociedade, como usuários de drogas, bem como local de visitação esporádica de viajantes que curiosos com a imponência das ruínas, tentavam decifrar o que ocorrera para ter chegado aquele estado. Em suas paredes foram feitas diversas inscrições de quem por lá passou, vestígios deixados na pedra onde outrora muitos sofrimentos testemunharam.

O projeto de revitalização da antiga enfermaria militar, de autoria de empresa de arquitetura [5] contratada para elaboração do CIP. Procura mesclar as ruínas com a parte nova, mantendo a fachada no estado atual e completando o conjunto com elementos que evoquem o bioma pampa. Em seu interior existirão exposições museográficas que conduzirão o visitante a uma experiência sensorial.

Segundo BRASIL ARQUITETURA (2010, p. 11): O objetivo maior é fazer com que as pessoas mergulhem no universo do Pampa, através da vivência de experiências afetivas e intelectuais relacionadas aos diferentes âmbitos da vida e da cultura daqui. Que se surpreendam e descubram aspectos da região - bem como da sua importância para a formação do país em que vivem - nos quais nunca haviam pensado antes. Que se espantem ao descobrir que o Pampa tem tantos aspectos ocultos.

[*] Possui graduação em História Licenciatura pela Universidade Federal de Pelotas (2006) e graduação em História Bacharelado pela Universidade Federal do Rio Grande (2011). Atualmente é historiador da Universidade Federal do Pampa e mestrando em Patrimônio Cultural da UFSM. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil, atuando principalmente no seguinte tema:patrimônio cultural e desenvolvimento urbano contemporâneo.

[**] Possui Doutorado em Sociologia - Université du Québec à Montréal (2000),Mestrado em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (1984) graduação em História pela Universidade Federal Fluminense (1973), graduação em Museologia - Museu Historico Nacional (1973).

[1] O termo Pampa foi cunhado no idioma indígena quéchua, em tempos pré-colombianos, e significa região plana. Essa denominação estava ligada às paisagens de extensas planícies com topografia suave ou levemente ondulada, cobertas por vegetação baixa, predominante em uma área de clima temperado que se estende a partir da patagônia argentina, em seu limite sul, até as encostas do planalto sul - brasileiro no Rio Grande do Sul, em seu limite norte. No Brasil, o Bioma Pampa possui uma área de 178.243Km2 e está restrito ao Rio Grande do Sul, ocupando cerca de 63% do Estado e 2% do Brasil (Ribeiro, Maria de Fátima Bento; Melo, Alan Dutra de. 2011, pág. 10).

[2] Criada pela lei 11.640/08 com atuação em 10 campi da fronteira oeste do Rio Grande do Sul.

[3] O prédio da Enfermaria Militar teve sua construção iniciada em 1880 e finalizada em 1883, sendo a construção dirigida pelo Capitão Carlos Soares, por ordem do Ministro da Guerra, Visconde de Pelotas. Este local servia de atendimento médico para os militares do 3º Batalhão de Infantaria Pesada, estacionado em Jaguarão (Disponível em < http://porteiras.r.unipampa.edu.br/portais/cip/historico/ > ).
[5] BRASIL ARQUITETURA. Concepção e Fundamentação das Bases Museológicas e Museográficas. Brasil Arquitetura, São Paulo, 2010.

Fonte: http://www.revistamuseu.com.br/artigos/art_.asp?id=36030

Da Zero Hora de Julho de 2013:

Para este projeto, que envolve a Prefeitura da cidade, a Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o escritório Brasil Arquitetura, sob o comando do arquiteto Marcelo Ferraz, ousou na proposta. A união entre a edificação neoclássica de 1883 e os novos volumes contemporâneos de concreto somará 2,3 mil metros quadrados.

— Quero que o Centro traga um nocaute para a pessoa. Não é um museu de história, mas trata das guerras. Não é antropologia, mas trata do homem. Não é arqueologia, mas traz em suas exposições a ocupação humana — explica Ferraz.

Se no exterior as ruínas dão o tom, no interior a tecnologia comanda diferentes áreas, como a de exposições temporárias, e o auditório e a arena escavados diretamente no basalto do terreno. Com 350 metros quadrados, o desafiador auditório subterrâneo atualmente está com cerca de 60% da escavação pronta, e deve apresentar pé-direito médio de 3m de altura, conforme a Marsou Engenharia, responsável pela execução. A previsão é que o CIP seja concluído daqui a um ano e meio.

Toda a obra está cerca de 40% concluída, conforme a Pró-Reitoria de Planejamento, Desenvolvimento e Avaliação (PROPLAN), responsável pela construção do complexo.

Fonte:

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/v...va-ruinas-para-narrar-a-historia-4217452.html

Ibagens:


Vista da área antes da intervenção:



Renders:



















Obras:






Fontes imagens:
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.234182640037724.49951.153259248130064&type=3
http://porteiras.r.unipampa.edu.br/portais/cip/apresentacao/

:cheers::cheers::cheers::cheers:

Jaguarão é uma cidade lindíssima, vale a visita e a distância percorrida!​
 

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Orgulho de ser Gaúcho
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Lindooooo.....mais uma para o excelente acervo arquitetônico da cidade, e uma aula de intervenção em um prédio histórico. ótimo para a campanha ou o correto seria zona sul.
 

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Ótimo e lindo projeto!

Vou bastante a Jaguarão, não só pelos free shops (=P), mas porque tenho família na cidade. Faz muito tempo que não passo pela obra, então nem sabia do andamento atual. Bom saber que está avançando!

Jaguarão tem um patrimônio arquitetônico bonito, grande e bem conservado até. Não diria que é uma cidade belíssima, mas tem potencial pra ser.

Sobre pertencer à Campanha ou ao Sul, não tenho certeza, mas acho que ali é ainda considerado Sul mesmo...
 

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Arquiteto e Urbanista
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Gosto muito da Brasil Arquitetura, sou apaixonado por essa ruína, conheço a fundo o projeto e o local, já visitei as obras, mas... Não gosto da forma que algumas coisas foram pensadas. Na verdade, esse projeto não me agrada. Acho que algumas soluções foram dispensáveis, e esteticamente os novos blocos poderiam ser melhores. Mesmo assim não desrespeito a obra, nem ao menos questiono seu real valor. :)
 

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armatissimi & liberissimi
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Discussion Starter · #16 ·
Vocês perceberam que o auditório é escavado na pedra? E ela ficará bruta, nas paredes?

E atrás do terreno hoje em dia tem uma pedreira desativada, que será um auditório ao ar livre.

Hoje no local há somente lixo. Uma MUDANÇA E TANTO!
 
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