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Concordo, Juliano, mas vale acrescentar que os municípios da Região Carbonífera não são horríveis urbanisticamente falando. Tirei uns prints do GSV alguns meses atrás e Arroio dos Ratos, por exemplo, é até ajeitada:



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Boa. Conheço bem essas ruas aí... Morei dos 10 aos 19 anos em Arroio dos Ratos rsrs.... Essas fotos podemos dizer que são das melhores ruas da cidade. Mas as outras.... bah... Pra calçar uma rua com parelelepípedos é uma luta eterna... Na rua onde eu morava, nos anos 90 era rua de terra. Hoje, ainda é. E isso que é uma rua bem grande da cidade.

Infelizmente, é uma cidade bem largada mesmo. É uma cidade pobre, sem empregos (muita gente trabalha em POA e vizinhas), sem investimentos, e ainda tem a maldição do nome da cidade - que afugenta empresas do ramo alimentício, por exemplo. Uma cidade que nos últimos 30 anos teve como marco econômico ganhar um presídio.

É uma pena, uma cidade tão próxima à POA....

Por isso eu queria que duplicassem logo a 290. Seria uma possibilidade de investimentos.
 

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Por isso que a duplicação da 290 entre Eldorado do Sul e Pantano Grande não tem "apelo" e nem mídia.
A cidades são pequenas, pobres e sem relevância nenhuma. Os prefeitos não têm poder nenhum nem deputados representando aquela região.

Se a duplicação saísse, essas cidades teriam, enfim, ao menos uma chance de se desenvolver.
Aliás, incrível uma região tão próxima à RM e seus 4 milhões de habitantes ser tão pobre e esquecida. Simplesmente nada se fala sobre a região carbonífera.

Cidades como Arroio dos Ratos, Butiá, Minas do Leão... ficam AO LADO de POA e mal sabem o que é uma rua asfaltada. É um fenômeno de descaso.
A área da BR 290 é muito pouco "divulgada" ao mundo, acho que quem mora fora do RS nem sabe o que se faz nas cidades ao longo dessa rodovia.

Mas o problema maior é que a BR 287, que corre paralela à BR 290 e que vai pro mesmo lugar (fronteira da Argentina), está com uma condição econômica melhor, tem mais população e pelos números, deve estar precisando mais ainda da duplicação (o pedágio de Venâncio Aires registrava em uma certa época movimento de 11 mil veículos/dia). Ali tem 3 cidades com PIB forte e população considerável: Venâncio Aires (70 mil habitantes), Santa Cruz do Sul (130 mil habitantes) e Santa Maria (280 mil habitantes). Ali concentra a proução de tabaco do Brasil, que é quase toda exportada, concentra produção grande de erva-mate, e anda instalando muitos frigoríficos também. Santa Cruz do Sul vem crescendo igual uma cidade do Interior de SP, é o 10ª maior PIBs do Estado. Santa Maria é o 12º maior PIB do Estado, Venâncio Aires é o 30º maior PIB do Estado.

Junte isso com o fato de que o Governo Federal nunca tem grandes verbas pra investir em infra-estrutura (tem que garantir os rendimentos mensais de 500 mil pros políticos e juízes né, pra gente nunca tem dinheiro), daí os investimentos agora estão direcionados pra esta rodovia.

Mas vou te falar, bem que podiam mudar o nome dessas cidades também, uma cidade com nome de Rato e outra com nome de Pântano, isso não ajuda nada...
 

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A área da BR 290 é muito pouco "divulgada" ao mundo, acho que quem mora fora do RS nem sabe o que se faz nas cidades ao longo dessa rodovia.

Mas o problema maior é que a BR 287, que corre paralela à BR 290 e que vai pro mesmo lugar (fronteira da Argentina), está com uma condição econômica melhor, tem mais população e pelos números, deve estar precisando mais ainda da duplicação (o pedágio de Venâncio Aires registrava em uma certa época movimento de 11 mil veículos/dia). Ali tem 3 cidades com PIB forte e população considerável: Venâncio Aires (70 mil habitantes), Santa Cruz do Sul (130 mil habitantes) e Santa Maria (280 mil habitantes). Ali concentra a proução de tabaco do Brasil, que é quase toda exportada, concentra produção grande de erva-mate, e anda instalando muitos frigoríficos também. Santa Cruz do Sul vem crescendo igual uma cidade do Interior de SP, é o 10ª maior PIBs do Estado. Santa Maria é o 12º maior PIB do Estado, Venâncio Aires é o 30º maior PIB do Estado.

Junte isso com o fato de que o Governo Federal nunca tem grandes verbas pra investir em infra-estrutura (tem que garantir os rendimentos mensais de 500 mil pros políticos e juízes né, pra gente nunca tem dinheiro), daí os investimentos agora estão direcionados pra esta rodovia.

Mas vou te falar, bem que podiam mudar o nome dessas cidades também, uma cidade com nome de Rato e outra com nome de Pântano, isso não ajuda nada...
A 287 já deveria estar duplicada há muito mais tempo, desde os anos 80, no mínimo. Se a 290, que tem cidades pouco populosas, já tem horários saturados pelo excesso de caminhões, imagino a 287.

A diferença entre as duplicações é que a 287 será feita via concessão; já a 290, a princípio, não. Por isso essas cidades pequenas da região carbonífera deveriam se mobilizar para tentar chamar a atenção do Gov Federal, mas isso é difícil exatamente porque é uma região irrelevante economicamente. E, sem essa duplicação, continuará sendo "zona morta" sem perspectivas de mudança.

E o nome das cidades....bah....
Lembro que nos anos 90 teve um movimento em Arroio dos Ratos para mudar o nome da cidade para "Mina do Ouro", ou algo assim, em referência ao "glorioso" passado da cidade na exploração do carvão.... Mas, né, os mais tradicionais que vivem com o freio de mão puxado não aceitaram a mudança....
 

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A 287 já deveria estar duplicada há muito mais tempo, desde os anos 80, no mínimo. Se a 290, que tem cidades pouco populosas, já tem horários saturados pelo excesso de caminhões, imagino a 287.

A diferença entre as duplicações é que a 287 será feita via concessão; já a 290, a princípio, não. Por isso essas cidades pequenas da região carbonífera deveriam se mobilizar para tentar chamar a atenção do Gov Federal, mas isso é difícil exatamente porque é uma região irrelevante economicamente. E, sem essa duplicação, continuará sendo "zona morta" sem perspectivas de mudança.

E o nome das cidades....bah....
Lembro que nos anos 90 teve um movimento em Arroio dos Ratos para mudar o nome da cidade para "Mina do Ouro", ou algo assim, em referência ao "glorioso" passado da cidade na exploração do carvão.... Mas, né, os mais tradicionais que vivem com o freio de mão puxado não aceitaram a mudança....
Pelo visto esses nomes são típicos do RS. Minha tia mora no bairro da "Tristeza", na zona sul de Porto Alegre. Independente da origem do nome, ele năo dá muito ânimo de se mudar pra lá.

Quanto a essas rodovias (287, 290, 285), elas nunca foram uma demanda da população local, nem dos governadores e senadores, exatamente por conta da resisténcia aos pedágios. Eu lembro a alegria do povo quando as estradas concessionadas estaduiais foram revertidas para a EGR, resultando em fim da cobrança

A chance se ter duplicado foi na leva de concessões federais que a OHL arrematou la em 2008 (no caso da BR 116 planalto, a concessão excluiu o RS), ou depois quando houve o PAC. Agora é tarde demais, pois não há mais recursos federais pra tais obras tão ambiciosas.

O RS já conta com duas grandes obras acontecendo (Br 116 até Pelotas e ponte do Guaíba), portanto eles não podem exigir demais de um governo falido.
 

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Pelo visto esses nomes são típicos do RS. Minha tia mora no bairro da "Tristeza", na zona sul de Porto Alegre. Independente da origem do nome, ele năo dá muito ânimo de se mudar pra lá.

Quanto a essas rodovias (287, 290, 285), elas nunca foram uma demanda da população local, nem dos governadores e senadores, exatamente por conta da resisténcia aos pedágios. Eu lembro a alegria do povo quando as estradas concessionadas estaduiais foram revertidas para a EGR, resultando em fim da cobrança

A chance se ter duplicado foi na leva de concessões federais que a OHL arrematou la em 2008 (no caso da BR 116 planalto, a concessão excluiu o RS), ou depois quando houve o PAC. Agora é tarde demais, pois não há mais recursos federais pra tais obras tão ambiciosas.

O RS já conta com duas grandes obras acontecendo (Br 116 até Pelotas e ponte do Guaíba), portanto eles não podem exigir demais de um governo falido.
Os gaúchos tem que se decidir acerca do que querem da vida. Duplicar a 287 por exemplo não é fácil, a rodovia passa por um monte de áreas alagadas com plantação de arroz. Quando construíram essa rodovia tiveram que fazer literalmente uma montanha de 5 metros de terra em alguns pedaços, pra colocar a rodovia em cima, senão ela afundava. Vai precisar fazer várias pontes também. É uma obra cara. Mas o vício da região em eleger partidos de esquerda como PDT e PT mostra o que muita gente de lá pensa: que o estado populista vai fazer milagre, duplicar uma rodovia ao custo de 2 bilhões pra cima "de graça", sem custar nada pra eles, sem cobrar pedágio...isso não existe. O Governo Federal vai precisar simplesmente ignorar esse tipo de apelo sem fundamento do povo da região e fazer o que é necessário, leliloa e concede a estrada como foi feito com outras estradas do Brasil, assegure-se que seja duplicado e pronto. Pedágio de 1 real levou as concessionárias que aceitaram essa idéia à falência, saíram fora da concessão. Se não duplicar logo, o estado começa a perder dinheiro, porque aí, novas indústrias não vão querer se instalar na beira de uma rodovia engarrafada, logisticamente é péssimo.
 

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eu tenho 3 lembranças da BR-290: uma da minha cidade natal, Alegrete que mal passava carros no inverno. Outra é do verão de uma rodovia lotada depois de Pantano Grande.
As várias ultrapassagens arriscadíssimas dos argentinos nessa parte e de vários sustos.
 
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Os gaúchos tem que se decidir acerca do que querem da vida. Duplicar a 287 por exemplo não é fácil, a rodovia passa por um monte de áreas alagadas com plantação de arroz. Quando construíram essa rodovia tiveram que fazer literalmente uma montanha de 5 metros de terra em alguns pedaços, pra colocar a rodovia em cima, senão ela afundava. Vai precisar fazer várias pontes também. É uma obra cara. Mas o vício da região em eleger partidos de esquerda como PDT e PT mostra o que muita gente de lá pensa: que o estado populista vai fazer milagre, duplicar uma rodovia ao custo de 2 bilhões pra cima "de graça", sem custar nada pra eles, sem cobrar pedágio...isso não existe. O Governo Federal vai precisar simplesmente ignorar esse tipo de apelo sem fundamento do povo da região e fazer o que é necessário, leliloa e concede a estrada como foi feito com outras estradas do Brasil, assegure-se que seja duplicado e pronto. Pedágio de 1 real levou as concessionárias que aceitaram essa idéia à falência, saíram fora da concessão. Se não duplicar logo, o estado começa a perder dinheiro, porque aí, novas indústrias não vão querer se instalar na beira de uma rodovia engarrafada, logisticamente é péssimo.
Exatamente, se o povo não colabora, aí não tem risco da obra sair. Tem muito candidato que diz que "vai lutar pelo emprego" se eleito. O que o candidato não percebe é que empresa nenhuma, nem startup florece sem haver estrada em bom estado. Quem se lembra de pegar a BR 101 em Santa Catarina no passado, percebe o quanto a região se desenvolveu, principalemente a região de Florianópolis.
 
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Projeto para reconstrução da RS-448 é concluído e liberação parcial pode ocorrer em três meses
Contratação de empresa responsável pela obra está prevista para setembro

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O projeto para a reconstrução do km 39,5 da RS-448, entre Farroupilha e Nova Roma do Sul, foi entregue nesta segunda-feira (31) à direção do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer). O levantamento foi realizado ao longo dos últimos dois meses e é fundamental para o início das obras, já que também serve para definir qual solução será adotada no trecho. Parte do leito da rodovia cedeu no dia 30 de junho devido à grande quantidade de chuva, obrigando o bloqueio total do trânsito desde então.

De acordo com o diretor-geral do Daer, Luciano Faustino, o projeto prevê a realização de obras em duas etapas. A primeira consiste na detonação de rochas da encosta que fica ao lado da estrada. O material será utilizado para recompor as pistas originais. Além disso, também será implantado na base do aterro por onde passa a estrada um dispositivo chamado de chaveta de reforço. A estrutura é formada por pedras de grande porte que, além de dar sustentação ao terreno, também facilitam o escoamento da água, evitando novos desmoronamentos no futuro. Uma vez concluídas essas soluções, o que o Daer prevê que ocorra em três meses, será possível liberar o tráfego de forma parcial.

— Tendo em vista que o tráfego está interrompido, desde o início pedimos que os engenheiros levassem em conta uma solução para restabelecer o tráfego no menor tempo possível — observa Faustino.

A segunda etapa consiste na implantação de telas metálicas na encosta que será detonada ao lado das pistas, a fim de evitar deslizamentos.

O prazo exato para que o fluxo possa ser restabelecido ainda depende da conclusão do orçamento da obra, o que está previsto para ocorrer em até 10 dias. Em seguida será encaminhada a contratação por meio de um pregão emergencial. O processo costuma levar pouco tempo, segundo Faustino, o que pode permitir o início da obra ainda em setembro.

Uma alternativa para a RS-448 é uma estrada que passa pelos municípios de Farroupilha, próximo à ponte sobre o Rio das Antas, na divisa com Nova Roma do Sul, e Pinto Bandeira. A estrada passa por alargamento em pontos críticos para facilitar o tráfego de caminhões, atualmente proibido. Conforme o prefeito de Nova Roma, Douglas Pasuch, que mobilizou equipes juntamente com os outros dois municípios, a expectativa é de que o trabalho termine em duas semanas, se o tempo colaborar.

Pausa na RS-437

Enquanto o tráfego da RS-448 não é restabelecido, a principal alternativa terrestre é a RS-437, que liga Nova Roma do Sul a Antônio Prado. A estrada passa por pavimentação e teve as obras retomadas em maio após quatro meses paralisadas.

Nas últimas semanas, contudo, o maquinário foi retirado do canteiro de obras. Apesar da falta de movimentação, as obras não foram interrompidas, segundo o diretor-geral do Daer, Luciano Faustino. As equipes realizaram uma pausa para finalizar obras em municípios, que tinham prazo mais apertado.

— Essa obra já teve terraplenagem, base e sub-base concluídas em gestões passadas. É uma obra que não tem continuidade e o pessoal não vai ver todo o dia máquinas trabalhando. Quando a empresa mobiliza, eles já fazem a camada asfáltica completa. Ela está com ritmo adequado com o orçamento e com o cronograma. Se tivéssemos obras do zero aí sim se veria máquinas todos os dias — explica.

A expectativa é de que as equipes retornem ao canteiro de obras na próxima semana para a finalização de um quilômetro de asfalto. O trecho entre Nova Roma do Sul e Antônio Prado possui 13 quilômetros. Do total, 2,5 quilômetros já receberam a última camada asfáltica, enquanto outros 2,5 quilômetros estão prontos para a aplicação. Os cerca de oito quilômetros restante já contam com a base em praticamente todo o trecho.

 

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Governo estuda concessão da BR-116 entre Camaquã e Porto Alegre
Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, apresentou um panorama das obras e projetos em rodovias, com dois destaques na região de Camaquã


Em palestra nesta segunda-feira (31), durante o Seminário da Competitividade na Infraestrutura, promovido pela Assembleia Legislativa, com a presença de deputados, empresários e lideranças gaúchas, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, apresentou um panorama das obras e projetos em rodovias, portos e aeroportos para o Rio Grande do Sul.

Na região de Camaquã foram dois destaques: a possível concessão do trecho da BR-116 entre Camaquã e Porto Alegre, que está sendo estudada pelo Governo, e a construção da ponte sobre o Rio Camaquã, em Cristal, até então pendente. O ministro disse que foi liberado o “lote 10” que estava em fase de contratação, com ordem de serviço prevista para setembro.

Ele iniciou sua fala lembrando que o Brasil ocupa a 71ª posição no ranking da competitividade, segundo o Global Competitiveness Report do Fórum Econômico Mundial, e disse que sua meta até o final do governo Bolsonaro é a de melhorar bastante esse posicionamento, passando para os investidores internacionais a mensagem de que o país pode fazer mais em termos de logística. Segundo o ministro, esse objetivo seria alcançado por meio de três estratégias principais: a transferência maciça de ativos para a iniciativa privada, a prioridade para a conclusão de obras inacabadas e a resolução de passivos.

“Estamos conduzindo um dos maiores programas de concessão do mundo, se não o maior”, declarou quanto ao primeiro ponto. Disse que o objetivo vinha sendo alcançado, tendo já sido realizados 32 leilões até o momento e encaminhados 34 ativos para a iniciativa privada, incluindo as duas prorrogações da Vale, aprovadas recentemente pelo Tribunal de Contas da União. Segundo o ministro, a previsão é de contratar R$ 250 bilhões de investimentos privados até 2022.

Ainda segundo ele, o governo não parou durante a pandemia, o que assegurou, com o auxílio dos governadores, o abastecimento no período. Tampouco as obras teriam parado. Disse que antes de dar algum passo em obras novas, era importante concluir as que já estavam em andamento. A pior estratégia, segundo ele, seria a de pulverização dos recursos, que, na sua avaliação, acaba passando a percepção para a sociedade de que a obra não anda e, no final, ela acaba saindo mais cara.

Quanto à resolução de passivos, disse que há uma série de empreendimentos que ficaram para trás e que precisam ter encaminhamento “para que a sociedade não sofra indefinidamente com projetos que não deram certo.

 

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^^ continuação da matéria que trata de outras rodovias e investimentos


Em relação às prioridades para o Rio Grande do Sul, citou a necessidade de reequilibrar a matriz de transportes e, desta forma, ter uma maior participação do modal rodoviário e ferroviário, e de fortalecer a interligação sul-americana. Destacou como “entregas” importantes do governo a assinatura do contrato com o governo Eduardo Leite da Rodovia de Integração do Sul, a BR 101, 290, 386 e 448, e a modernização do aeroporto de Porto Alegre, que, segundo ele, mostraram o acerto da concessão à iniciativa privada.

Ao mencionar o aeroporto, o ministro aproveitou para responder a pleito apresentado pelo governador em sua fala, momentos antes, sobre os vôos internacionais do Rio Grande do Sul. Disse estar completamente de acordo com a liberação e assegurou que levaria essa posição na próxima reunião sobre o tema com a Casa Civil, o Ministério da Saúde e a Anvisa.

Obras e investimentos
O ministro, a seguir, deu detalhes da situação de obras nas rodovias, portos e aeroportos do estado. Destacou a dragagem realizada no porto de Rio Grande, em um investimento de R$ 400 milhões, e a conclusão de 92 quilômetros de duplicação da BR 116 de Guaíba a Pelotas, ressaltando o empenho da bancada federal no processo. Disse que o objetivo era chegar ao fim do ano com 120 ou 130 quilômetros duplicados e a conclusão da duplicação até dezembro do ano que vem.

Sobre obra na ponte do rio Camaquã, até então pendente, disse que foi liberado o “lote 10” e estava em fase de contratação, com ordem de serviço prevista para setembro.

Quanto à segunda ponte do Guaíba, disse que estão trabalhando para sua conclusão. “Quem passar por lá verá que já começou a pavimentação asfáltica nos ramos”, relatou, acrescentando que a ideia é entregá-la à sociedade em novembro. “Ficará faltando o ramo que desce nas vilas tio Zeca e Areia, porque ainda há desapropriações a serem feitas”, explicou.

Sobre a adequação da BR 116 Norte, disse que era uma obra muito importante para o estado, mas como envolvia investimentos de quase R$ 500 milhões e não havia recursos, iriam entregar melhorias paulatinamente. Disse que será dada prioridade à duplicação da ponte do rio do Sinos e à construção do novo viaduto do bairro Scharlau (São Leopoldo), com investimentos de R$ 74 milhões e início das obras previsto para novembro.

Segundo o ministro, a duplicação do contorno de Pelotas deverá ser inaugurada no início do ano que vem. Já concluiu-se, segundo ele, o lote 1A, o lote 1B está com quase 90% de execução e a previsão é concluir mais três viadutos este ano, Oderich, Viscondessa e Duque, ficando o restante da obra para o primeiro trimestre do ano que vem.

Também as obras da travessia urbana de Santa Maria, com 87% da execução concluída, deverão ser entregues no início do ano que vem nas BRs 158 e 287, conforme o ministro.

Já a duplicação da 290, especialmente o trecho Eldorado do Sul-Pantano Grande, que é uma demanda grande, segundo o ministro, sofre a limitação do espaço fiscal, por ser uma obra de mais de R$ 700 milhões, e deverá ser posta para concessão. O ministério ainda estuda a concessão da 116 com a 290, que deverá contemplar a duplicação do trecho.

Outro empreendimento importante, que trata da integração sul-americana, conforme o ministro, é a ponte de Porto Xavier. O projeto foi contratado e está em andamento, devendo ocorrer a licitação da obra até o fim do ano e o seu início no ano que vem, com conclusão em 2022.

Também deve ser licitada este ano a pavimentação da 285, os oito quilômetros que faltam de São José dos Ausentes até a divisa com Santa Catarina. Segundo o ministro, a obra no estado vizinho “está andando bem”, devendo ser concluída este ano.

Sobre a ponte do Jaguarão, disse que está em estudo e que a ideia é contratar 419 metros de ponte, mais nove quilômetros de acesso no ano que vem e que já se tem o anteprojeto que permitirá esta licitação.

O ministro referiu ainda projetos em andamento na ponte do Ibicuí, a adequação da 285 entre Santo Ângelo, Ijuí e Panambi, a travessia de Ijuí (em fase final, devendo ser concluída até o fim do ano), projetos de pavimentação da BR 153, Erechim-Passo Fundo, e da BR 470, Barretos-Nova Prata (a serem concluído em 2021) e prolongamento da BR 448, Esteio-Portão (estão sendo feitos estudos de viabilidade). Citou também concessões que estariam em estudo, da BR 116 de Porto Alegre a Camaquã, da 290, de Guaíba a Pântano Grande, e da 392 e 158 de Caçapava do Sul, Santa Maria, Panambi, e a recuperação de 243 quilômetros de rodovia concedida à CCR ViaSul.
 

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Concluída pavimentação do acesso ao município de Carlos Gomes, no Alto Uruguai

Sinalização da rodovia começa nesta semana e deve ser finalizada em outubro

Publicação: 09/09/2020 às 16h31min
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Os 14,5 quilômetros da rodovia de acesso ao município de Carlos Gomes, no Alto Uruguai, já estão totalmente pavimentados. Cerca de R$ 2,8 milhões, provenientes do Tesouro do Estado, foram investidos na conclusão das obras.
Os serviços ocorreram nos oito quilômetros restantes da ERS-477, que liga o perímetro urbano ao entroncamento com a ERS-126. A ação integra o Plano de Obras do Governo do Estado, que destinou R$ 37 milhões a acessos municipais.
“Mesmo diante dos grandes desafios que enfrentamos neste ano atípico, seguimos firmes no propósito de reduzir a lista de municípios sem ligação asfáltica", afirma o secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella. "Em 2020, já entregamos cinco acessos e temos mais 14 em andamento, muitos em fase final de execução."

As atividades na ERS-477 foram retomadas pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) no segundo semestre de 2019. Todas as camadas do pavimento estão finalizadas e a interseção no entroncamento com a ERS-126 já conta com pintura.
“Nesta semana, começaremos a sinalização da rodovia, que inclui a pintura da pista, colocação de placas e instalação de tachinhas e tachões”, explica o diretor-geral do Daer, Luciano Faustino. “Em outubro, todas as atividades previstas na rodovia serão finalizadas e entregaremos à população essa importante ligação entre as regiões Norte e Nordeste do Estado”, acrescenta.

 

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Discussion Starter #795
No Rio Grande do Sul, a expectativa na BR-285
Trecho catarinense segue em obras, enquanto os oito quilômetros gaúchos ainda dependem de edital e licitação

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A BR-285 estará concluída no trecho catarinense, em Timbé do Sul, e o trecho gaúcho, ainda de chão batido, se encontrará em obras. É a expectativa do prefeito Ernesto Boeira, de São José dos Ausentes. "Aqui está tudo certo para ser licitado", anuncia. "O edital ainda não saiu, mas vai sair a qualquer momento", garante, após persistentes contatos com a bancada do Rio Grande do Sul em Brasília e com o Ministério da Infraestrutura. "É uma obra de R$ 80 milhões, mas só temos R$ 8 milhões garantidos, é o suficiente para começar", pondera.

A rodovia tem, no total, 744,3 quilômetros entre São Borja (RS), na fronteira com a Argentina, e Araranguá, no sul catarinense. A parte em obras em Santa Catarina conta com 22 quilômetros entre Timbé do Sul e a divisa com o estado vizinho. Desses, 17 quilômetros estão pavimentados e cinco ainda encontram-se em obras.

O Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) projetava a entrega dessa etapa da BR-285 em dezembro, mas é difícil que isso se confirme, em função das intempéries e deslizamentos. Ainda assim, está mantida a expectativa de abertura ao tráfego com a pista concretada e pronta em 2021.

No Rio Grande do Sul a projeção é bem diferente. "Aqui, a licitação sai esse mês, o resultado até o fim do ano, a obra vai começar no nosso trecho que falta no começo do ano que vem", projeta o prefeito Ernesto. São exatos oito quilômetros e 376 metros que precisam de asfalto entre São José dos Ausentes e a divisa com Santa Catarina.

Boas e más notícias

A boa notícia é que o relevo não é tão complicado quando o de Timbé do Sul. "Não, é uma estrada plana, sem muitos morros, é um trecho grande de retas nesses oito quilômetros", confirma o prefeito. A má notícia é que existe, no caminho, uma grande obra de arte a ser feita. "É, uma ponte de 400 metros sobre o Rio das Antas, é a principal obra de arte do trecho", detalha Boeira.

Mas o prefeito lembra que boa parte da terraplenagem do trecho gaúcho está feita. "Pelo menos 70% está pronta, o problema maior é a ponte, ali que a obra vai demorar", reconhece. Atualmente, a passagem para quem usa a estrada de terra até Santa Catarina se dá por um trecho antigo, que desvia do ponto onde será necessário fazer a ponte. "Mas para o asfalto o traçado projetado pelo Dnit é por essa ponte, que terá que ser feita", explica. "O negócio é fazer esses oito quilômetros até Ausentes, pois daqui em diante já é asfalto, daí é só alegria", refere.

O último trecho de asfalto na região foi inaugurado pela União em agosto de 2010, no acesso a Sâo José dos Ausentes. Depois, o canteiro de obras foi abandonado.


As obras travadas

Em entrevista ao jornal O Pioneiro, de Caxias do Sul (RS), o engenheiro Adalberto Jurach, responsável pelo projeto da BR-285 gaúcha junto ao Dnit, apontou que a paralisação das obras em Sâo José dos Ausentes se deu por razões ambientais. Havia um impasse com o licenciamento junto ao Ibama, que foi resolvido e permitiu uma tentativa de retomada da obra em 2014. Porém, na ocasião a empresa contratada desistiu por questões financeiras.

Uma nova licitação ainda em 2014 resultou frustrada, e ajustes nos anos seguintes continuaram travando a retomada do investimento. Em abril de 2020 o Dnit aprovou novo anteprojeto para a volta do trabalho. Mas a reserva de R$ 80 milhões feita pela bancada federal do Rio Grande do Sul junto ao Orçamento da União para viabilizar a obra acabou sendo direcionada para outras iniciativas.


A reserva feita há poucas semanas, de R$ 1,5 milhão pelos deputados e senadores gaúchos, trouxe à tona a expectativa da retomada, novidade anunciada pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, nas redes sociais. "Temos que trabalhar para lançar esse edital o quanto antes", disse o deputado federal Ronaldo Santini, presidente da Frente Parlamentar Mista do Rio Grande do Sul para a conclusão da BR-285.

A obra no trecho gaúcho tem previsão de se estender por dois anos.
 
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