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Discussion Starter #1
Com certeza esta é a primeira vez que aparecem fotos no SSC das ruínas da antiga redução jesuítica de São João Batista, no interior do município de Entre-Ijuís, na Grande Santo Ângelo - RS. Local de acesso não muito fácil, estas fotos retratam uma fria tarde de julho (cerca de 8 graus) nesta esquecida cidade que outrora abrigou quase 7 mil habitantes.

São João Batista foi fundada em 1697 e constituiu-se em uma das primeiras fundições de ferro da América Latina, com tecnologia própria. Infelizmente caiu juntamente com os demais 6 povos missioneiros na segunda metade do século XVIII.

Hoje o que restam são poucas ruínas, porém arqueólogos afirmam que o subsolo é extremamente rico em remanescentes, pouco explorados devido ao baixo interesse em investir em escavações.

Bem, minha câmera é péssima, 3 Mp sem zoom ótico então a qualidade das fotos é deplorável.

O local traz uma melancolia, um vento constante e gelado, lembranças de um tempo onde as crianças corriam pela antiga praça e pelos belos pomares onde hoje as pedras soltas e as belas colunas quebradas são um aviso para que não deixemos a ganância e a hipocrisia perdurar sobre a simplicidade.

1. Monumento em homenagem ao Pe. Antonio Sepp (década de 1940).


2. Vista parcial das ruínas, ao centro a antiga igreja e a direita o cemitério, utilizado até os anos 80 pela comunidade local.


3. Cemitério ao lado das ruínas da antiga igreja, túmulos do século XIX e início do século XX (após o período jesuítico)






4. Agora vamos às ruínas - porta lateral do templo, vindo do cemitério


5. Interior do Templo


6. Parede lateral do templo


7. Árvore comum em todas as reduções, não sei a espécie, mas existem exemplares enormes geralmente sustentando parte das estruturas de pedra.


8. Parede lateral do Templo


9. Pátio à esquerda da igreja, no entorno deste pátio existiam outras construções onde estavam as oficinas escolas além da casa dos padres.


10. Árvore


11. Vista da igreja e pátio do colégio


12. Lindos fragmentos, infelizmente apenas fragmentos




É isto aí, tirei outras fotos, porém apenas estas ficaram com qualidade regular.

Espero que apreciem!
 

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Muito interessante. É uma pena que esta parte da história e dos lugares em que ocorreu é tão menosprezada até mesmo pelo RS. Valeu ;)
 

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Discussion Starter #4
Realmente, os 7 Povos das Missões são muito estudados porém pouco visitados. Possuem um acervo arqueológico admirável, e não estão mais organizados por falta de recursos.

Visitar São João Batista vale a pena, porém se houvesse investimento público em escavações creio que muita coisa interessante seria descoberta. Por exemplo, todo o piso da igreja está intacto, sob uma camada de não mais de 10 cm de terra.

Além disso as ruínas da primeira fundição do sul do continente ainda estão encobertas e em difícil acesso, e as casas dos indíos e o cabildo nunca foram escavados.

É uma pena parte da história do Brasil ficar soterrada...
 

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Rene Hass
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Realmente, os 7 Povos das Missões são muito estudados porém pouco visitados.
Ufa! Até que enfim alguma coisa inédita aqui no SCC. Eu já estava cansado de ver só cidades verticalizadas e comentários só valorizando a verticalização das cidades!

Parabéns, missioneiro, por mostrar esse pedaço dos 7 Povos das Missões.

Concordo que os 7 Povos das Missões são pouco visitados, até mesmo por gaúchos, porque:

- Quando podem sair de suas casas, nas férias, por exemplo, os brasileiros costumeiramente valorizam apenas as praias oceânicas como destino de turismo. É como se o Brasil fosse apenas praias e mais praias.

- Há pouca divulgação dos Sete Povos das Missões como destino turístico.

- Normalmente, sabe-se lá o porquê, o Rio Grande do Sul investe muito pouco no turismo. Ao turista de fora, parece que há apenas Gramado e Canela para visitar. Na verdade, Gramado e Canela são cidades marketeiras e estão sempre se reinventando. As autoridades e empresários dos municípios da região dos Sete Povo das Missões poderiam se espelhar no marketing de Gramado e Canela para atrair turistas.

- Falta infra estrutura adequada para fomentar o turismo na região dos Sete Povos das Missões. Com a instalação de bastante hotéis, divulgação adequada, marketing e um aeroporto com vôos regulares entre a região e o centro do país, o turismo poderia ganhar ânimo na região.

- A Região dos Sete Povos das Missões fica muito distante de Porto Alegre e da Serra, que são os destinos mais freqüentes de turistas no Rio Grande do Sul. Quem vem a Porto Alegre e dispõe de pouco tempo, não consegue ir além de Gramado e Canela.

Parabéns pelas fotos!
 

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Interessante ver Mandacarú no Rio Grande do Sul,pensei q fosse apenas de lugares secos
eu já sabia da existencia da ruinas jesuitas,se n me engano tbm tem dessas ruinas no Paraguai e Argentina
Valeu pelas fotos,acho q eu nunca tinha visto o threadh dos Povos das Missões por aqui
:)
 

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Imagens muito interessantes!

Estas ruínas não tem a "força visual" de São Miguel, mas com certeza valem uma visita.
O cenário "desolado" é um convite a refletir.

Infelizmente sabemos que pra grande parte do povo brasileiro, isso tudo não passa de um monte de pedra velha.
 
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