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Mameluco sangue azul
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Capital pernambucana, que oferece 366 shows gratuitos, é a única cidade em que bandas de forró eletrônico não entram na programação
Júlio Cavani
Da equipe do Diario


Nos últimos anos, a Prefeitura do Recife transformou o São João da cidade no maior evento nacional dedicado ao forró pé-de-serra. O público e a programação junina de cidades como Campina Grande, Aracaju e Caruaru podem ser maiores, mas a capital pernambucana é a única onde as bandas estilizadas não sobem aos palcos, pois a valorização das raízes e tradições é privilegiada. Os 366 shows foram anunciados ontem, em entrevista coletiva com o prefeito João Paulo, que realiza a festa pela última vez em oito anos de gestão. Dominguinhos, Trio Nordestino e Zé Bicudo são os homenageados de 2008.

O pé-de-serra toma conta da maioria dos palcos, mas também há espaços para o pop rock (Rua Tomazina) e para outros gêneros folclóricos, como o coco e o reisado. Segundo Beto Rezende, coordenador do São João do Recife, o que fica de fora são os grupos que representam a "indústria cultural" e o "forró eletrônico". Segundo João Roberto Peixe, secretário de cultura, essa programação permite que "artistas esquecidos" ganhem platéia e espaço na mídia. De acordo com João Paulo, a intenção dessa política é "preservar a identidade cultural do recifense".

Além de shows, a programação também inclui a exibição de filmes sobre as festas juninas, um encontro com 150 bacamarteiros, uma caminhada com 100 sanfoneiros, um encontro de quadrilhas com a participação de 40 grupos e 2 mil integrantes dançando juntos (além do tradicional concurso), espetáculos de artes cênicas, lançamentos de livros, exposições, aulas de sanfona nas escolas públicas e seminários sobre Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. A escolha dos homenageados procurou contemplar três gerações do forró.

A programação principal se concentra no Sítio da Trindade, no Pátio de São Pedro e na Praça do Arsenal, mas também há atividades em 12 pequenos pólos distribuídos nos bairros da cidade, além da Rua Tomazina (Bairro do Recife). Locais como o Nascedouro de Peixinhos e os mercados públicos recebem atrações. Segundo Peixe, o Marco Zero não é utilizado porque esses outros locais são melhores para garantir "o clima aconchegante ideal para se dançar forró".

O Sítio da Trindade é o local que costuma atrair maior público. Para a véspera de São João, quando se apresentam artistas como Santana e Caju & Castanha, são esperadas 100 mil pessoas, com shows das 19h às 4h da manhã. A concha acústica localizada nos fundos do parque abriga apresentações de coco e reisado. A final do concurso de quadrilhas continua no Sítio, mas as eliminatórias passam a ser realizadas nos pólos descentralizados.

O investimento total é de R$ 3,9 milhões (aproximadamente R$ 3 milhões da Prefeitura e R$ 900 mil de empresas estatais e privadas, com patrocínio direto, sem renúncia fiscal). A decoração é construída com a reciclagem do material usado no Carnaval. Todos os shows são gratuitos.

http://www.pernambuco.com/diario/2008/05/22/viver1_0.asp
 

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Amável, charmoso e mortal
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Que tudo!!!!

Recife é um exemplo de (boa)cultura. Não admite axé nem forró eletrônico.

É por essas e outras que considero o verdadeiro nordeste, que mantém a tradição histórica.
 

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Cidade Lendária
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:D
 

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Mameluco sangue azul
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Discussion Starter · #4 ·
Que tudo!!!!

Recife é um exemplo de (boa)cultura. Não admite axé nem forró eletrônico.

É por essas e outras que considero o verdadeiro nordeste, que mantém a tradição histórica.
Alguém tem que deixar o legado cultural para as próximas gerações, fico feliz que a cidade em que eu nasci e que mais amo, é o maior bastião da cultura popular. Deixando a modéstia de lado, parte do Brasil pode relaxar e curtir todas as invencionices e os modismos. Se um dia precisarem de um banco de dados cultural, todos sabem onde encontrar.
 

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Nothing left to fear
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Eu não agüento mais ouvir forró eletrônico!!! :gaah:
Acho que esse São João vou passar em Recife!
E pior que tá cada dia mais difícil de outras cidades do NE fazerem o mesmo, principalmente as mais tradicionais no São João, como Caruaru e Campina Grande.
 

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Guinness Book
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Capital pernambucana, que oferece 366 shows gratuitos, é a única cidade em que bandas de forró eletrônico não entram na programação
Júlio Cavani
Da equipe do Diario


Nos últimos anos, a Prefeitura do Recife transformou o São João da cidade no maior evento nacional dedicado ao forró pé-de-serra. O público e a programação junina de cidades como Campina Grande, Aracaju e Caruaru podem ser maiores, mas a capital pernambucana é a única onde as bandas estilizadas não sobem aos palcos, pois a valorização das raízes e tradições é privilegiada. Os 366 shows foram anunciados ontem, em entrevista coletiva com o prefeito João Paulo, que realiza a festa pela última vez em oito anos de gestão. Dominguinhos, Trio Nordestino e Zé Bicudo são os homenageados de 2008.

O pé-de-serra toma conta da maioria dos palcos, mas também há espaços para o pop rock (Rua Tomazina) e para outros gêneros folclóricos, como o coco e o reisado. Segundo Beto Rezende, coordenador do São João do Recife, o que fica de fora são os grupos que representam a "indústria cultural" e o "forró eletrônico". Segundo João Roberto Peixe, secretário de cultura, essa programação permite que "artistas esquecidos" ganhem platéia e espaço na mídia. De acordo com João Paulo, a intenção dessa política é "preservar a identidade cultural do recifense".

Além de shows, a programação também inclui a exibição de filmes sobre as festas juninas, um encontro com 150 bacamarteiros, uma caminhada com 100 sanfoneiros, um encontro de quadrilhas com a participação de 40 grupos e 2 mil integrantes dançando juntos (além do tradicional concurso), espetáculos de artes cênicas, lançamentos de livros, exposições, aulas de sanfona nas escolas públicas e seminários sobre Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. A escolha dos homenageados procurou contemplar três gerações do forró.

A programação principal se concentra no Sítio da Trindade, no Pátio de São Pedro e na Praça do Arsenal, mas também há atividades em 12 pequenos pólos distribuídos nos bairros da cidade, além da Rua Tomazina (Bairro do Recife). Locais como o Nascedouro de Peixinhos e os mercados públicos recebem atrações. Segundo Peixe, o Marco Zero não é utilizado porque esses outros locais são melhores para garantir "o clima aconchegante ideal para se dançar forró".

O Sítio da Trindade é o local que costuma atrair maior público. Para a véspera de São João, quando se apresentam artistas como Santana e Caju & Castanha, são esperadas 100 mil pessoas, com shows das 19h às 4h da manhã. A concha acústica localizada nos fundos do parque abriga apresentações de coco e reisado. A final do concurso de quadrilhas continua no Sítio, mas as eliminatórias passam a ser realizadas nos pólos descentralizados.

O investimento total é de R$ 3,9 milhões (aproximadamente R$ 3 milhões da Prefeitura e R$ 900 mil de empresas estatais e privadas, com patrocínio direto, sem renúncia fiscal). A decoração é construída com a reciclagem do material usado no Carnaval. Todos os shows são gratuitos.

http://www.pernambuco.com/diario/2008/05/22/viver1_0.asp
^^ Gostaria que em CG fosse 100% assim :eek:hno:
 

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Viva o Frevo
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Adorei a iniciativa. Esses forrozinhos medíocres como um tal de "chupa que é de uva"...ninguém merece.

A exemplo do frevo no nosso carnaval, agora teremos forró de qualidade.:applause::applause::applause::applause:
 

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Amável, charmoso e mortal
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^^
Abafe, aqui em Jampa no São João que a prefeitura organiza no centro histórico também não rola nada dessas bandonhas de "forró" eletrônico. Por isso ninguém fala no daqui e não é muito freqüentado.
No carnaval também imitamos vocês, a prefeitura não contrada bandas de axé.
 
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