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A proposta
Projetamos uma unidade habitacional “tipo” pressupondo a sua inserção na cidade. Imaginamos essa unidade como um continente.

Piso, teto e paredes longitudinais delimitam o volume prismático de um casco de concreto, passível de associação em múltiplas formas de edificação coletiva. A resultante são os 250m3 (5x20x2,5m) sugeridos pelo edital.

Esse casco recebe a infra-estrutura necessária às demandas domésticas contemporâneas. As paredes são o suporte das instalações. Permitem conectar todos os equipamentos e ainda receber os volumes de armazenagem.

O piso técnico elevado oferece a passagem das
tubulações hidráulicas. O espaço entre piso e casco conforma shafts para a ventilação controlada de compartimentos, a serem eventualmente definidos, em especial o núcleo sanitário.

As extremidades são vazadas para estabelecer as relações interior / exterior: insolação, ventilação, fruição da paisagem.

O vazio é assim delimitado por um conjunto de pares de caixilhos pivotantes: dois externos para o fechamento do volume continente e dois internos de conformação dos ambientes. Um mecanismo basculante permite sua abertura até 180º.

Uma vez os caixilhos periféricos abertos, conforma-se uma condição de espaço avarandado, bastante utilizado nas latitudes tropicais. A duplicidade de aberturas opostas favorece a circulação do ar por diferença de pressão. Garante renovação e refrigeração dos ambientes, sem a dependência de sistemas mecanizados.

Os caixilhos internos permitem subdividir ou remembrar o espaço. Conformam os ambientes íntimos, como os quartos, se e quando desejável.

Imagina-se que a unidade hidráulica que compõe o sanitário seja um artefato industrial, de fácil transporte e instalação. Buckminster Fuller e Arthur Quarmby têm ensaios que nos servem de referência. Escolhido um modelo, sua implantação no vazio gerado pelo casco permite organizar o espaço interno por um conjunto variável de maneiras de ocupação.

Ficha Técnica:
Arquitetura: Fernando de Mello Franco, Marta Moreira, Milton Braga
Colaboradores: Ana Carina Costa, Gabriel Manzi, Márcia Terazaki, Marina Sabino, Rodrigo Brancher e Thiago Rolemberg
Modelo Eletrônico: Thiago Oakley
Localização: Rua Líbero Badaró x Viaduto do Chá, Sé - Centro - São Paulo/SP
Fica entre a Ed. Conde de Prates e a Mercantil Finasa.
 

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Alis volat propriis
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Deveriam colocar algo moderno para causar um contraste na região...
Achei terrível o projeto, realmente algo a se lamentar
 

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Poxa, não tiveram nem preocupação de colocar no photoshop para tirar as manchas da renderização do V-ray, além de tudo usaram um motor muito fraco para renderizar:eek:hno:
Realmente ficou muito ruim:(
 

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Rio de Janeiro
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Nossa, vão construir isso ai no meu querido Vale do Anhangabaú? Yo no creo!

:badnews:
 

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Tenebroso. Esse negócio saiu dos anos 70?
Mas é quase certeza de que é apenas um trabalho acadêmico, mesmo porque há uma escadaria no terreno desse prédio, que liga a rua Líbero Badaró ao vale do Anhangabaú.
 
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