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Maior Fórum Romano de Portugal é um campo de papoilas e lixo


Foto do fórum romano de Beja tirada em Março de 2017.

Classificado como “o maior de Portugal e um dos maiores da Península Ibérica”, o Fórum Romano de Beja está entregue ao lixo e às papoilas e ervas daninhas que crescem sem controlo, fruto do abandono a que o local está devotado. E não há no horizonte qualquer plano para a recuperação e preservação do monumento nacional único.

A arqueóloga Conceição Lopes redescobriu o Fórum Romano de Beja em 2008, após mais de 10 anos de escavações no local. Mas nos últimos 10 anos, o monumento não sofreu qualquer tipo de obra de recuperação ou de preservação.

Na actualidade, o Fórum Romano de Beja é um aglomerado de lixo, repleto de papoilas e de ervas daninhas que crescem descontroladamente, como reporta o Público. Com os “vestígios arqueológicos quase tapados”, o monumento “sofreu mais estragos” desde que foi redescoberto do que nos 2000 anos anteriores, segundo sublinha o jornal.

Alguns dos muros já caíram e as escavações arqueológicas, que ficaram a meio, não foram devidamente protegidas, pelo que há informações históricas que já se podem ter perdido para sempre.

O presidente da Câmara de Beja, Paulo Arsénio, eleito pelo PS, assume ao Público que a estrutura “já não apresenta a solidez de quando foi escavada” e que os vestígios arqueológicos estão “num estado de degradação que seria mais acentuado se tivesse chovido”.

Numa reunião do executivo municipal, em Outubro de 2018, Paulo Arsénio admitia que as “estruturas” do Fórum, “estando há três anos a céu aberto”, tinham sido “afectadas de sobremaneira com as últimas chuvadas” de Março e Abril do ano passado, como transcreve o Público.

O autarca referia, ainda, que havia “a possibilidade de alguns vestígios arqueológicos poderem vir a perder-se historicamente para sempre” e apontava para uma “tomada de decisão rápida”.

Mas, neste momento, a autarquia ainda não sabe “quando vai arrancar o projecto de recuperação” do Fórum Romano, segundo refere Paulo Arsénio ao jornal.

Conceição Lopes destaca, também em declarações ao Público, que não consegue “falar com o presidente da Câmara” para poder continuar a fazer as escavações e para “acabar o trabalho de pesquisa que está programado”.

Enquanto isso, as excursões de turistas que viajam até Beja têm o Fórum Romano como um dos pontos de interesse a visitar, mas, além do abandono a que o local está votado, ainda se deparam com uma vedação “fechada a cadeado” que impede a visita, de acordo com o Público.

Além do Fórum, que é maior do que o existe em Évora, também da época dos romanos, há no local um edifício pré-romano que reporta à Idade do Ferro e que está igualmente em risco.

Mais ao lado, o Centro de Arqueologia e Artes, que foi recuperado num investimento de 2,2 milhões de euros, está também abandonado desde que ficou pronto há dois anos. E “não há qualquer projecto para o seu uso”, segundo Paulo Arsénio.

Também sem qualquer definição estão os vestígios da Casa da Moeda de Beja, que foi descoberta em Agosto de 2012, após a detecção de quilos de moedas em cobre, junto ao Fórum Romano, que datam de 1525, durante o reinado de D. João III.

Fonte: https://zap.aeiou.pt/forum-romano-beja-abandono-254012?fbclid=IwAR1IXGsJzVc3RR57SiRvpoE07beN1E_CWtiVO_6txGm0DQ-sqDR8lDCXTB0
 

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Tutancámon britânico descoberto entre um pub e um supermercado​

Um túmulo real antigo encontrado entre um pub e um supermercado Aldi está a ser considerado a versão britânica da famosa tumba de Tutancámon, faraó egípcio que viveu há mais de três mil anos.




A sepultura, que continha dezenas de objetos raros, já foi descoberta por trabalhadores durante as obras de alargamento de uma estrada em Prittlewell, perto de Southend, Essex, em 2003. E, na altura, a equipa do Museu de Arqueologia de Londres (MOLA) chamada ao local nem queria acreditar na "surpresa", ao encontrar a câmara funerária intacta e com cerca de 40 objetos em excelente estado de conservação.

Agora, depois de 15 anos de análise especializada, os arqueólogos do MOLA estão convictos de que esta se trata de "uma das mais importantes descobertas arqueológicas" feitas em Inglaterra nos últimos 60 anos, diz Sophie Jackson, diretora de pesquisa do museu, citada pelo The Guardian. E alguns dos objetos encontrados estão a regressar a Southend para serem exibidos permanentemente pela primeira vez no Museu Central.

A importância desta descoberta merece mesmo comparações com a do túmulo de Tutancámon, no Egito, pela contribuição deste achado para o estudo da civilização e rituais dos cristãos anglo-saxões que habitaram as ilhas britânicas entre os séculos V e XI aproximadamente.

Embora os únicos restos humanos encontrados tenham sido fragmentos de esmalte dentário, os especialistas acreditam que eles possam pertencer a um príncipe anglo-saxão do século VI e assinalam este como o mais antigo túmulo real cristão no Reino Unido.

O túmulo de Seaxa, irmão do rei Saebert?

Na altura da descoberta, sugeriu-se que os restos mortais poderiam pertencer a Saebert, rei saxão de Essex, que reinou entre os anos de 604 e 616, mas os testes posteriores indicaram que o túmulo terá sido construído entre 575 e 605, pelo menos 11 anos antes de morte de Saebert.

Para os arqueólogos, o mais provável é que a sepultura pertencesse sim a Seaxa, irmão de Saebert. Para os moradores locais, já tem outro nome: o Príncipe de Prittlewell.

Ciara Phipps, do Southend Museums Service, disse que o primeiro artefacto descoberto - uma tigela de cobre - deu aos especialistas uma "ideia real de quão importante esse túmulo poderia ser". "Acredita-se que foi uma taça provavelmente adquirida como um presente, por isso dá uma sensação de quão significativa essa pessoa pode ter sido. Ele tinha amigos importantes", acrescentou.

Os restos da estrutura de madeira, que teria medido cerca de quatro metros quadrados e cinco metros de profundidade, abrigavam cerca de 40 objetos raros e preciosos. Entre eles havia uma lira - uma antiga harpa -, uma fivela de ouro, um jarro que será proveniente da Síria, copos decorativos, moedas e uma caixa com 1.400 anos que se acredita ser o único exemplo de trabalho de madeira pintada desse período no Reino Unido.

Cada um deles foi colocado dentro do túmulo "como parte de um ritual de enterro cuidadosamente coreografado", indicando o local de descanso de um homem de linhagem principesca.

Os objetos encontrados vão ser expostos no Museu Central de Southend, a partir deste sábado, mas o Museu de Arqueologia de Londres também disponibiliza uma visita virtual para os interessados.

Fonte: https://www.dn.pt/mundo/interior/tutancamon-britanico-descoberto-entre-um-pub-e-um-supermercado-10881229.html?fbclid=IwAR1R_agqyo_11508heJNt0d417ZIJQ-IbmvdZO8r6LV7CE_vl05U-SsyfsI
 

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Moedas africanas reforçam teoria de que os portugueses chegaram à Austrália 250 anos antes do capitão Cook


Carta do Atlas de Nicholas Vallard (1547), um dos mapas da escola francesa de Dieppe que alguns investigadores dizem representar pela primeira vez a costa noroeste da Austrália

Moedas de cobre do Sultanato de Quíloa, na costa oriental de África, teriam sido transportadas no século XVI através do oceano Índico por navegadores portugueses até às Ilhas Wessel, no norte da Austrália

ma moeda de cobre encontrada por arqueólogos nas areias de uma praia nas Ilhas Wessel, no norte da Austrália, pode ser uma prova para reforçar a teoria de que os portugueses alcançaram este continente 250 anos antes do capitão James Cook, que desembarcou pela primeira vez na Austrália em 1770, em Botany Bay (costa leste, perto de Sydney).

Segundo o jornal britânico “MailOnline”, a moeda é originária de Quíloa, na Tanzânia (costa oriental de África), a mais de 10.000 quilómetros de distância, terá quase mil anos, a sua superfície está gasta pela erosão e faz parte de um conjunto de seis moedas encontradas no mesmo local que poderão ser as mais antigas de sempre descobertas na Austrália. Um das explicações avançadas pelos arqueólogos é que os navegadores portugueses, que invadiram o porto de Quíloa em 1505, deixaram as moedas na praia numa das suas viagens pela região do Sudeste Asiático.

Fonte: https://expresso.pt/dossies/diario/2019-05-17-Moedas-africanas-reforcam-teoria-de-que-os-portugueses-chegaram-a-Australia-250-anos-antes-do-capitao-Cook-1?fbclid=IwAR1sEAZvI-e76p-XtndNEq1lor_cmL_mUdyngue7HNEngkQ5Vipl89HDx-Y#gs.cesa2s
 

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Reino Unido. Encontradas 3 mil moedas de cobre do Império Romano

Dois britânicos desenterraram um pote de barro com 3 mil moedas de cobre do Império Romano. É o maior tesouro deste tipo alguma vez encontrado no Reino Unido.

Foram dois entusiastas com detetores de metais que descobriram o tesouro enterrado em Lincolnshire. Debaixo de terra desde o século IV estava um pote de barro com cerca de três mil moedas de cobre usadas no Império Romano. Rob Jones, de 59 anos, e Craig Paul, de 32, fizeram a maior descoberta deste tipo na história do Reino Unido.

Depois de serem descobertas em julho de 2017 as moedas foram desenterradas por um grupo de arqueólogos e, como relata a Sky News, passam agora a integrar a coleção do British Museum para que possam ser analisadas em detalhe.

O pote de barro estava no centro de uma oval construída em pedra de cal. “O que encontrámos sugere o tesouro não foi enterrado em segredo, mas como um ato cerimonial ou um oferta religiosa”, especula um dos responsáveis pelo processo, o arqueólogo Adam Daubney, que admite que nunca será possível saber exatamente a história do tesouro.

“O que se sabe com certeza é que as moedas datam do tempo em que Constantino foi declarado imperador em York [306 d.C.]“, sublinha, no entanto, Daubney, em entrevista à BBC. O arqueólogo não avançou uma ligação causal entre os dois acontecimentos.

Todos os achados arqueológicos com mais de trezentos anos, ou contendo metais preciosos, têm de ser declarados ao governo britânico. Caso um museu esteja interessado em adquirir os itens, quem os encontrou recebe uma comissão baseada no valor do objeto. Neste caso, Adam Daubney considera que o pagamento deve rondar “as dezenas de milhares de libras”.

Fonte: https://observador.pt/2019/05/11/reino-unido-encontradas-3-mil-moedas-de-cobre-do-imperio-romano/?fbclid=IwAR2JSJYhD_gsHTG7PIIj8oTLPFa2rMsytaPbUVd3nOJY67ck4yC1MRLPtbw
 

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Encontrados vestígios de um templo romano em Lisboa

Uma intervenção arqueológica na Rua da Saudade levou à descoberta de vestígios que se interpretam como pertencendo ao pavimento de um templo romano. Esta é a primeira descoberta do género em Lisboa.


A descoberta, levada a cabo por uma equipa de arqueólogos do Museu de Lisboa, foi realizada num edifício privado na Rua da Saudade

No n.º 6 da Rua da Saudade, em Lisboa, foram descobertos, a pouco mais de 50 centímetros de profundidade, vestígios daquilo que se interpreta como sendo o pavimento de um antigo templo romano, anunciou esta segunda-feira o Museu de Lisboa. Apesar de se saber da existência de vários tempos na cidade de Felicitas Iulia Olisipo, este achado permite confirmar essa informação pela primeira vez.

A intervenção arqueológica que resultou na descoberta do pavimento aconteceu num edifício privado e teve como objetivo de “permitir a transformação do interior” de um rés do chão numa garagem. “Dada a proximidade com o teatro romano, monumento classificado, a equipa do Museu de Lisboa-Teatro Romano realizou os trabalhos de escavação necessários à implementação do novo projeto de engenharia, trabalhos obrigatórios sempre que se localizam em locais de potencial valor arqueológico”, explicou o organismo em comunicado.

Lídia Fernandes, coordenadora do Teatro Romano, explicou o que foi encontrado na Rua da Saudade: “Na verdade, não se pode dizer que foi encontrado o pavimento. O que se encontrava conservado, sendo menos impactante, é bastante mais curioso. O que se conservou, em perfeito estado de preservação, foram os negativos deixados pelas placas de pedra na argamassa ainda fresca, aquando da colocação das pedras. Os motivos geométricos que as placas formavam eram bastante elaborados, integrando motivos centrais delimitados por lajes retangulares”, citou o comunicado.

“Não sabendo nós que pedras foram utilizadas tivemos a sorte de os pedreiros romanos terem aproveitado os desperdícios do talhe das lajes para nivelar o terreno onde as placas foram colocadas. Neste momento, temos identificados mais de 30 ‘litotipos’, isto é, tipos distintos de pedra”, disse ainda a arqueóloga.

Apesar de os pavimentos da época romana serem “bastante diversificados”, o que foi encontrado em Lisboa não é muito comum. Em Portugal, conhece-se poucos exemplos do opus sectile e, em Lisboa, o único que se encontra preservado é o do Teatro Romano. Contudo, o que foi agora encontrado é “bastante mais interessante” do que o deste último, uma vez que “os motivos são mais elaborados e os tipos de pedra mais diversificados”.

Fonte: https://observador.pt/2019/06/03/encontrados-vestigios-de-um-templo-romano-em-lisboa/
 

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Obra quase arrasou o mais antigo forno romano no Algarve​

O forno só não foi destruído devido ao alerta, dado para a Universidade, por um cidadão inglês que mora nas proximidades, membro da Associação de Arqueologia do Algarve.

Um empreiteiro de Castro Marim que adquiriu um terreno para fazer um depósito de materiais de construção no sítio dos Olhos, no lugar de S. Bartolomeu da freguesia e concelho de Castro Marim, fez movimentações de terras no local, quase destruindo o mais antigo forno romano da região, datado do século II, que José Leite de Vasconcelos, fundador do Museu Nacional de Arqueologia, em 1896, tinha descoberto, tendo feito o seu levantamento, desenho, registo e de onde recolheu mais de uma dezena de ânforas.

O sítio, que faz parte do Endovélico – Sistema de Informação e Gestão Arqueológica da Direcção-Geral de Património Cultural – é como se não existisse por falta de informação geral. “Infelizmente, aquela zona, foz do Guadiana, é muito volátil: as fábricas que existiam estão soterradas ou foram arrasadas”, observa João Bernardes, da Universidade do Algarve (Ualg). A terraplenagem em causa – efectuada na zona de Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António – não foi submetida a qualquer pedido de apreciação autárquica ou parecer do ICNF, ao contrário do que seria obrigatório por se tratar de uma área protegida.

“Estamos perante o mais antigo Centro Oleiro Romano do Algarve, do século II”, diz o professor da Ualg, especialista em Arqueologia Romana. O facto de as peças serem assinadas por um oleiro local, com as iniciais L.F.T., diz, “constitui caso único da época romana [na região], e um dos poucos do país – aparece em Peniche e pouco mais”.

O forno só não foi destruído, prossegue, devido ao alerta, dado para a Ualg, por um cidadão inglês que mora nas proximidades, membro da Associação de Arqueologia do Algarve. De resto, esta associação, formada maioritariamente por estrangeiros reformado tem vindo a desenvolver várias actividades ligadas à defesa do património no Museu de São Brás de Alportel.

A Direcção Regional de Cultura do Algarve (DRCA), ao tomar conhecimento, no passado mês de Novembro, da movimentação de terras no sítio dos Olhos accionou os seus meios próprios e pediu ajuda ao Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (Sepna), da GNR, para identificar o proprietário do terreno e o dono da máquina.

“Surgiram as dificuldades do costume”, conta Cristina Garcia, arqueóloga da DRCA: “Ninguém conhece, ninguém sabe de nada”. No local chegou a ser construída uma casa por um cidadão estrangeiro.

Por fim, a investigação concluiu que, afinal, os trabalhos estavam a ser realizados à pressa, ao fim-de-semana, para esconder eventuais achados arqueológicos. As obras, sem licença, foram interrompidas. Seguiu-se aquilo que a lei impõe: realização de trabalhos arqueológicos de minimização dos impactos negativos, pagos pelo proprietário.

O concelho de Castro Marim apresenta ainda alguns sinais de que foi no passado: um centro importante de fábricas de preparado (salgas) de peixe e de olaria, donde saíram ânforas para envasar os produtos piscícolas por todo o mundo romano. Segundo trabalhos de investigação desenvolvidos na Ualg, entre Manta Rota (Vila Real de Santo António) e Sagres existiram cerca de 30 sítios que foram fábricas (oficinas) de transformação de peixe. Na zona, existiram mais dois ou três fornos romanos, que terão sido total ou parcialmente destruídos.

“Castro Marim possui o forno mais antigo”, sublinha João Bernardes. E por, em grandes letras, o cartaz de promoção turística da vila anuncia: “Uma terra com história”. Porém, é o único concelho da região que não tem um arqueólogo ao seu serviço. A directora regional de Cultura, Adriana Nogueira, lembra que se “pretendeu fazer pedagogia” com este caso ao procurar envolver a população local na recolha dos materiais cerâmicos – fragmentos de bojos de ânforas e material de construção do forno.

Os trabalhos arqueológicos foram realizados por Eliana Correia e Francisco Correia, com a ajuda de moradores e do proprietário. O relatório final foi entregue há pouco tempo na DRCA, mas ainda não foi apreciado. O coordenador científico, João Bernardes, recebeu 40 caixas de peças, que vão ser analisadas e estudadas durante o próximo ano lectivo. O material, adiantou, “tem algum valor científico”.

João Bernardes lembra que a nova agricultura da plantação de abacateiros, no Algarve, e de olival, no Alentejo, obriga a “desmontar grandes porções de terreno, e muitos sítios arqueológicos estão ser destruídos por esta via”. Pelo facto de se tratar de terrenos agrícolas, sublinhou, “não existe qualquer impedimento legal para esse tipo de intervenção”

Fonte: https://www.publico.pt/2019/06/14/local/noticia/antigo-forno-romano-algarve-nao-arrasado-construtor-civil-1876064?fbclid=IwAR1Hkgz6u1lF3su3GQvFfHTFsSBVdJObFRrud4UkPea9Y7cTLZzp_VeK5OE
 

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Arqueólogos voltam a Cacela Velha para procurar “tesouros” enterrados

Este ano, escavações vão envolver cerca de 30 pessoas

As escavações arqueológicas vão regressar a Cacela Velha já na segunda-feira, dia 17 de Junho, naquela que será a continuação do projeto de investigação «Muçulmanos e cristãos em Cacela medieval: território e identidades em mudança».

Até 12 de Julho, investigadores e alunos universitários vão trabalhar no Campo-Escola de Arqueologia de Cacela para descobrir mais alguns dos segredos enterrados nesta pequena – mas muito antiga – localidade do concelho de Vila Real de Santo António.

Esta escavação, que resulta de uma colaboração entre a Direção Regional de Cultura do Algarve, a Universidade do Algarve e a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, vai envolver cerca de 30 participantes, nacionais e estrangeiros.

Este ano, como o Sul informação avançou em Março, a ideia é dar continuidade ao trabalho que foi iniciado em 2018.

«Continuamos à procura do cemitério islâmico, que é o que nos falta. No ano passado, só não fomos para a zona onde julgamos que ele existe, porque se tornava incomportável. Era muito complicado em termos logísticos. Pensamos que fica um pouco mais para cima, na zona da Várzea [a Norte da aldeia]», disse ao Sul Informação a arqueóloga Maria João Valente, que coordena o projeto com a também arqueóloga Cristina Teté Garcia, à margem da sessão de apresentação dos resultados preliminares da primeira campanha de escavação deste projeto.

«Em 2019, vamos voltar ao local onde estivemos em 2018, para acabar a escavação, e vamos para a outra zona, onde esperamos que possa estar a necrópole islâmica», acrescentou a arqueóloga.

A Direção Regional de Cultura reforçou, numa nota enviada às redações, que «as áreas abertas em 2018 vão ser alargadas, continuando a desenvolver o estudo do bairro medieval islâmico (séculos XII-XIII) e a necrópole da Ermida de N. S. dos Mártires (séculos XIII-XVI)».

Os trabalhos do Campo-Escola incluem escavação, registo e análise das diferentes camadas, recolha de sedimentos, recolha e identificação de materiais, como cerâmicas, restos alimentares, peças de metal, entre outras.

Além das escavações propriamente ditas, fazem parte do programa desta campanha um workshop em bio-arqueologia, que decorrerá no dia 18 de Junho, entre as 16h00 e as 18h00, e a iniciativa “Passos Contados”, uma visita ao campo com os arqueólogos no local, marcada para 13 de Julho, às 18h00, e dinamizada pelo CIIP Cacela.

Será ainda realizada uma conferência sobre “Práticas funerárias no período medieval. O que nos dizem hoje os vestígios arqueológicos”, a realizar na Casa do Pároco, no dia 27 de Junho, às 18h00.

Como já havia acontecido em 2018, haverá um Dia Aberto a 9 de Julho, entre as 10h00 e as 14h00, em que qualquer pessoa pode «visitar o espaço da escavação, ver alguns achados arqueológicos e ouvir as novidades».

Fonte: https://www.sulinformacao.pt/2019/06/arqueologos-voltam-a-cacela-velha-para-procurar-tesouros-enterrados/?fbclid=IwAR0ckdiQZiGubkfM4YxbU7IKFxmbqRzmxWC-UOPIoSRpqdoKg3F8af8gBk4
 

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Escavações arqueológicas em Cacela Velha detetam casas de bairro islãmico​

Uma equipa de arqueólogos concluiu hoje uma nova campanha de escavações em Cacela Velha, concelho de Vila Real de Santo António, e detetou novos arruamentos e casas de um bairro islâmico, destacou uma investigadora.

Apesar de ainda não terem localizado a ermida de Nossa Senhora dos Mártires, a primeira ermida instalada neste território do sotavento algarvio após a conquista cristã, os investigadores conseguiram nas quatro semanas de trabalhos concluir o levantamento de corpos da necrópole medieval cristã, iniciado no ano passado, e chegar ao nível do bairro islâmico, congratulou-se Cristina Garcia, arqueóloga da Direção Regional de Cultura do Algarve (DRCAlg).

No nível da necrópole medieval cristã, as equipas descobriram 12 esqueletos, "metade de crianças, desde recém-nascidos a infantis", e "vários ossários aglomerados de limpezas de sepulturas mais antigas", revelou Cristina Garcia.

Estes dados apontam para uma "alta mortalidade infantil" e para uma "utilização muito abundante, intensa e ao longo de muito tempo deste cemitério" da localidade, situada no extremo nascente da ria Formosa (distrito de Faro), segundo a investigadora.

"No bairro islâmico conseguimos finalmente trazer mais alguns elementos à luz do conhecimento e detetámos mais vias, mais ruas. É de facto um bairro muito bem planeado e estruturado, com ruas paralelas entre si, que delimitam pequenos bairros compostos por uma sucessão de casas com o seu pátio interior, e identificámos mais duas cassas este ano", contou Cristina Garcia.

Os arqueólogos puderam assim "localizar a sala, apanhar a cozinha, aquilo que é o pátio interior e os acessos", permitindo "dar forma ao bairro" e descobrir materiais como "metais, cerâmicas, um brinco caído na lareira", que "denotam o estilo de vida daquelas populações", destacou.

Estes materiais abrem novas vias de investigação ao serem analisados pelo laboratório Hércules, da Universidade de Évora, um dos parceiros das escavações, a par da Direção Regional de Cultura do Algarve, da Câmara de Vila Real de Santo António e da Universidade do Algarve.

Da parte da academia, os alunos de arqueologia formaram a maioria do corpo de 30 pessoas que colaborou na escavação.

As análises laboratoriais podem ajudar a determinar, através dos ossos, que "tipo de alimentação tinham" ou que "tipo de animais comiam" essas populações, mas também perceber a composição química das pastas com que se faziam as cerâmicas, para determinar os locais de onde provinham as matérias-primas, exemplificou.

Cristina Garcia garantiu que já há informação e planos para prosseguir o trabalho em 2020 e o objetivo será "abrir uma frente noutro espaço" para "escavar uma segunda necrópole" do período romana ou do islâmico.

"Está perto de uma via para Vila Nova de Cacela e sabemos que os islâmicos e os romanos faziam as necrópoles perto de vias, por isso pode ser romana ou islâmica", argumentou a investigadora.

Cristina Garcia referiu, no entanto, que a Ermida de Nossa Senhora dos Mártires vai "continuar a ser um objetivo presente" e adiantou que, em 2020, os investigadores vão "aproximar a sondagem do local onde se pensa que pode estar" este primeiro templo construída após a conquista cristã.

Fonte: https://www.rtp.pt/noticias/cultura/escavacoes-arqueologicas-em-cacela-velha-detetam-casas-de-bairro-islamico_n1160043
 

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Cidade Romana de Balsa é alvo de projecto de revalorização


A Câmara Municipal de Tavira em parceria com a Universidade do Algarve e a Direcção Regional de Cultura do Algarve, celebraram um protocolo com vista à salvaguarda da cidade romana de Balsa localizada em Torre D’Aires, Freguesia da Luz de Tavira.

Com uma candidatura aprovada pela CCDR Algarve de 70 mil euros, o protocolo visa a salvaguarda deste património, monumento de interesse nacional.

O projecto irá desenvolver-se, numa primeira fase com a duração de 3 anos, entre pesquisas e escavações, mas contempla a promoção da formação da comunidade em geral e da população escolar.

À Direcção Regional de Cultura do Algarve compete participar na investigação científica, efectuar acompanhamento técnico, colaborar na definição de medidas de protecção e salvaguarda das estruturas arqueológicas, apoiar e articular soluções de musealização e divulgação do património.

À Universidade do Algarve cabe a responsabilidade de criar um projecto plurianual de investigação arqueológica e científica, além de participar no planeamento da conservação e restauro dos materiais.

A autarquia será responsável pela participação da equipa técnica nas actividades arqueológicas, na conservação e restauro do espólio, dinamizando acções de informação, promovendo a criação de um espaço museológico e prestar apoio logístico na realização das escavações.

As escavações arqueológicas vão começar já em Agosto: Balsa poderá ter sido «a maior cidade romana a sul» e um importante porto marítimo.

Fonte: https://www.patrimonio.pt/single-post/2019/07/29/Cidade-Romana-de-Balsa-%C3%A9-alvo-de-projecto-de-revaloriza%C3%A7%C3%A3o?fbclid=IwAR1GUfp6HCoF3HxOvg4kUmNHsBzKJdVqHsZldpCytD_2W2Jqw8wCRKnn_yM
 

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Arqueólogo Cláudio Torres recebe Medalha de Mérito Cultural do Governo​

O arqueólogo Cláudio Torres recebe, no dia em que faz 81 anos, a Medalha de Mérito Cultural do Governo Português, em reconhecimento de uma vida dedicada à investigação histórica.


O arqueólogo Cláudio Torres recebe este sábado, dia em que faz 81 anos, a Medalha de Mérito Cultural do Governo Português, em reconhecimento de uma vida dedicada à investigação histórica e às causas do património cultural e da arqueologia.

A medalha é entregue pela ministra da Cultura, Graça Fonseca, numa cerimónia marcada para as 12:00, no Campo Arqueológico de Mértola (CAM), distrito de Beja, que Cláudio Torres fundou em 1978 e dirige.

Segundo o gabinete da ministra, o Governo Português entendeu prestar pública homenagem a Cláudio Torres, concedendo-lhe a Medalha de Mérito Cultural, “em reconhecimento do inestimável trabalho de uma vida dedicada ao estudo e à investigação histórica e às causas do património cultural e da arqueologia peninsular, tendo ajudado a preservar e a compreender, com a sua obra, uma parcela fundamental da nossa memória coletiva”.

Em declarações à Lusa, Cláudio Torres manifestou-se honrado com a decisão do Governo de lhe atribuir a medalha, que considerou “uma forma de haver, pela primeira talvez, uma certa atenção a um património em abstrato”, que tem sido desvendado pelo CAM na “vila-museu” de Mértola.

A distinção é resultado de um “trabalho conjunto” e “indissociável de toda uma equipa, de anos de trabalho de centenas de jovens e de pessoas”, que trabalharam em Mértola através do CAM, disse o arqueólogo, que nasceu em Tondela, distrito de Viseu, em 11 de janeiro de 1939.

No início dos anos 60 do século XX, Cláudio Torres, com 21 anos e estudante de Belas-Artes no Porto e oposicionista ao regime de Salazar, sofreu a perseguição da polícia do regime, tendo estado preso durante algum tempo.

Exilado no estrangeiro, trabalhou em vários países, como a Roménia, onde em 1973, concluiu a licenciatura em História e Teoria da Arte na Universidade de Bucareste.

Após o regresso a Portugal, em 1974, iniciou a atividade de docente no Departamento de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde lecionou várias cadeiras ligadas à História Medieval.

Em 1978, a convite do primeiro presidente da Câmara de Mértola eleito em democracia, António Serrão Martins, que era seu aluno em Lisboa, Cláudio Torres “lançou mãos à obra” em Mértola, onde fundou o CAM, naquele ano, e para onde se mudou definitivamente, em 1986, depois do afastamento definitivo da Faculdade de Letras.

Cláudio Torres tem desenvolvido atividade científica na área do património cultural, nomeadamente nos domínios da arqueologia, da investigação histórica e da museologia.

Na área da arqueologia e da investigação histórica, destaca-se a direção das escavações arqueológicas em Mértola, desde 1978.

No âmbito da atividade museográfica, fundou o Museu de Mértola e foi consultor e comissário de várias exposições exibidas em Portugal e Marrocos.

O arqueólogo fundou a revista “Arqueologia Medieval”, tem várias obras publicadas, já recebeu diversas distinções, desempenhou vários cargos e, desde 2006, é membro do Conselho Consultivo na área do Património Cultural do Ministério da Cultura.

Fonte: https://observador.pt/2020/01/11/arqueologo-claudio-torres-recebe-medalha-de-merito-cultural-do-governo/?fbclid=IwAR0PqWYW6_EMr3v4iKrQqvOKVGWoyQgV5HyWt2bLntN_bTuvNlmAaQR5EUY
 

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Fábrica do século XIX de Gaia - 1 minuto Era Arqueologia

A ERA num projecto em curso que revela uma fábrica de Gaia, fundada no século XIX por Jann Hinrich Andresen. Este dinamarquês, que um dia desembarcou no Porto para nunca mais abandonar a região, viria a ser avô de Sophia de Mello Breyner Andresen.

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