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Daqui a duas semanas, entram em vigor as regras criadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para tentar tornar menos perigosa a profissão de motoboy. Uma das principais novidades, a exigência de um curso de capacitação, esbarra em um problema que já ameaça o cumprimento das normas: o pequeno número de vagas. Só 4 mil motoboys da capital paulista conseguiram fazer o curso até agora, ou 2% dos 200 mil estimados pelo sindicato da categoria.

Em todo o Estado, são cerca de 500 mil, segundo o Sindicato dos Mensageiros, Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas de São Paulo (Sindimotosp). E somente 9 mil fizeram as aulas obrigatórias.

O curso profissionalizante, que traz de regras para a direção segura a cuidados para tornar a moto menos poluente, tem de ter 30 horas de duração e é quesito obrigatório para que os motociclistas obtenham o Condumoto – documento criado pela Prefeitura que permite aos motoqueiros trabalhar com motofrete. Sem o curso e o Condumoto, quem trabalha com motofrete estará irregular a partir do dia 4.

Quem tem a responsabilidade de oferecer os cursos é o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP). O órgão fez uma parceria com o Serviço Social do Transporte (Sest) e com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) para dar as aulas. São 32 centros em todo o Estado, quatro na capital.

O Sest-Senat diz que começou a oferecer os cursos no meio do ano passado, desde que as portarias com as regras foram reeditadas. Mas que a procura mais intensa começou somente há dois meses.

“Estamos tentando negociar um prazo maior para os colegas se adequarem”, diz o presidente do Sindimotosp, Gilberto Almeida dos Santos.

O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), no entanto, disse que, até sexta-feira, não havia planos para adiar a data da entrada em vigor das regras. As resoluções do órgão, publicadas em 2010, deveriam ter entrado em vigor no ano passado, mas foram adiadas justamente para dar mais tempo aos Estados para formar seus motofretistas.

http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/so-2-dos-motoboys-fizeram-curso-de-capacitacao/
 
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