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Saiba o que mudou no projeto das hidrelétricas do Rio Madeira

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Saiba o que mudou no projeto das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/06/04/materia.2007-06-04.5907832463/view

Brasília - Para acelerar a liberação da licença que permite o prosseguimento do projeto das hidrelétricas de projetadas para o Rio Madeira, o consórcio formado pela estatal do setor elétrico Furnas e pela empreiteira Odebrecht concordou em retirar do projeto uma mureta de contenção que impediria detritos como galhos e pedras de passarem pelas 44 turbinas da usina de Santo Antônio. A decisão consta da última rodada de esclarecimentos enviada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Responsável pela elaboração dos projetos e dos estudos ambientais, o consórcio admitiu a retirada da ensecadeira (denominação técnica da mureta), sugerida por um consultor internacional contratado pelo Ministério de Minas e Energia para analisar o acúmulo de sedimentos provocado pelas duas usinas no leito do rio.

Segundo o relatório do consultor, a ensecadeira poderia reter a terra carregada pelas águas, o que poderia acarretar o assoreamento próximo às barragens e agravar a inundação provocada pelas hidrelétricas com o passar dos anos. Em parecer técnico divulgado no final de abril, o Ibama também manifestou preocupação quanto à possibilidade de a mureta tornar irreais as projeções da área a ser alagada.

O projeto das usinas prevê a inundação de 529 quilômetros quadrados – 271 devido à usina de Santo Antônio, a cerca de dez quilômetros de Porto Velho (capital de Rondônia), e 258 devido à usina de Jirau, a cerca de 130 quilômetros da cidade. O parecer do Ibama tinha concluído que as previsões do consórcio estavam próximas da realidade, mas apontou que a área coberta pela água poderia aumentar ao longo dos anos por causa dos sedimentos retidos pela ensecadeira.

O Ibama também alegou que a mureta interferiria na passagem de ovas e larvas de peixe rio abaixo. Anteriormente, Furnas e Odebrecht informavam que os sedimentos retidos pela mureta nos períodos de vazante (quando o nível do rio baixa) seriam carregados durante as épocas de cheia. No entanto, o consórcio voltou atrás e admitiu a retirada da barreira.

“Estudos posteriores ao EIA [Estudo de Impacto Ambiental] demonstraram que o funcionamento das usinas é compatível com as cargas e granulometria dos sedimentos sem a necessidade de estruturas de proteção, como a proposta inicial de manutenção da ensecadeira a montante [rio acima] da tomada d’água na usina de Santo Antônio”, ressaltou o documento enviado pelo consórcio ao Ibama em 11 de maio.

Nos esclarecimentos repassados ao Ibama, Furnas e Odebrecht avaliam que o assoreamento provocado pelas usinas é praticamente nulo porque, ao contrário das hidrelétricas tradicionais, que formam grandes lagos e retêm o transporte de terra pelos rios, as usinas do Rio Madeira funcionam a fio d’água. Nesse sistema, as turbinas estão deitadas e são movidas não por uma queda d'água, mas pela correnteza – o que, segundo o consórcio, mantém constantes a vazão e a velocidade do rio.

Em relação à subida dos peixes para a reprodução, outra preocupação manifestada pelo Ibama, o consórcio afirma que a construção de canais laterais ao lado das barragens, imitando as corredeiras do Rio Madeira, resolverão boa parte do problema. Os empreendedores destacaram ainda que vão monitorar o comportamento dos peixes que sobem o rio, principalmente os que o fazem perto do fundo, como os grandes bagres. Caso seja constatada dificuldade na locomoção dessas espécies, o consórcio se comprometeu a fazer o transporte manual dos peixes.

O Ibama também havia pedido esclarecimentos em relação ao possível acúmulo de mercúrio provocado pelas duas usinas, resultado da intensa atividade garimpeira registrada no Rio Madeira e seus afluentes. No documento, Furnas e Odebrecht alegaram que as reações químicas que aumentam a absorção do metal pesado pelos seres vivos só ocorrem quando a água circula em baixa velocidade e tem altas concentrações de matéria orgânica dissolvida.

Tais condições, segundo o consórcio, dificilmente se manifestariam no Rio Madeira, por causa do modelo das usinas. “A construção de grandes lagos para a instalação de usinas hidrelétricas, o que não seria o caso para as hidrelétricas do Madeira, pode contribuir para a transformação química do mercúrio”, respondem os empreendedores.

Com 6.450 megawatts de energia, 3.150 produzidos pela usina de Santo Antônio e 3.300 pela usina de Jirau, as hidrelétricas do Rio Madeira estão avaliadas em R$ 20 bilhões e são um dos principais projetos de energia do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Com 88 turbinas, 44 para cada usina, as hidrelétricas vão produzir o equivalente a mais da metade dos 12 mil megawatts de Itaipu, a hidrelétrica mais potente em operação no mundo.
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Essa obra é grande demais! R$ 20 bilhões, minha Nossa Senhora da Penha!! :shocked: :shocked: :shocked:
Hmmm

É dinheiro demais! Tem que ser tudo pesquisado mesmo, estudar TODAS as alternativas de energia e qual seria o melhor custo/benefício dentro desse valor enorme e a que causaria menos impacto ambiental. Energia de sobra é essencial, mas se for pensar em prioridades hoje, a lista vai ser muito extensa! Com menos da metade desse dinheiro daria para duplicar a BR 101 de norte a sul, construir milhares de Km's de ferrovias, e por aí vai...
:rofl: :rofl:

Energia Eólica!

Estava pesquisando e achei mais informacoes no forum Mexicano.Em média cada gerador movido pelos ventos tem potencia de 1MW e custa em torno de 1,2 milhão de dólares.
Com os 20 bi que custam essas usinas seria possível construir um parque eólico com uns 8300 geradores,e portanto conseguir uma potencia total de 8000MW.
Seria mais eficaz,"energéticamente" falando,sem contar no fator ecológico.

:rofl: :rofl:
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