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Sampa!
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03/08/2009 - 00h05
Salário de professor pode chegar a R$ 7 mil em São Paulo

GILBERTO DIMENSTEIN
Colunista da Folha Online
O governador de São Paulo, José Serra, vai lançar na próxima terça-feira projeto para que um professor da rede estadual tenha um salário de até R$ 7.000 e um diretor, R$ 8.000 --os valores são cerca do dobro que essas categorias atingem atualmente, depois de chegar ao máximo da carreira.

Mas, para chegar lá, eles terão de submeter a vários testes, não faltar às aulas e ficar pelo menos três anos na mesma escola. Foi o jeito encontrado de reduzir a rotatividade e o absenteísmo, além de estimular a formação.

Veja a tabela de salários em www.dimenstein.com.br

Todo o processo vai demorar 12 anos, dividido em quatros exames a cada três anos. Se aprovado, o candidato terá um aumento de 25% no salário. Mas a nota exigida será maior a cada exame, indo de 6 a 9, tornando mais difícil atingir o salário máximo.

Uma das ideias é fazer com que os professores e diretores sejam ajudados presencialmente ou em cursos a distância a realizar os exames.

Ninguém será obrigado a fazer os exames, mas, aí, terá se submeter aos aumentos regulares, baseados em tempo de serviço e diplomas --um professor com 40 horas/aulas ganha, no final da carreira, cerca de R$ 3.100 mensais.

A educação é apontada como uma das áreas mais vulneráveis da gestão do PSDB em São Paulo --a imensa maioria dos alunos sai do ensino médio sem saber ler e escrever adequadamente. Neste ano, foi lançada a obrigatoriedade para que todo professor que passe no concurso tenha de ficar pelo menos quatro meses estudando até ir para sala de aula.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u603923.shtml
 

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Isso! Certeza que dará certo.
Os professores de escolas públicas são a categoria mais desvalorizada do Brasil, embora os mais importantes...
 

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Olha tomara que seja verdade e o Serra cumpra a promessa, eu trabalho em escola pública e eu vejo todo dia o desvalor e o desânimo que toma conta da educação no estado de SP, as escolas estão sucateadas e o salário em todas as categorias da educação são uma vergonha, o sindicato dos professores (Apeoesp) é fraquíssima tb!!!!! Os alunos não se interessam por nada e os coitados dos professores ficam doidos!!!! Passou da hora de mudar o sistema e começa pelo salário que PRECISA aumentar.
 

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Uma excelente notícia para o desenvolvimento do sistema educacional da rede pública de ensino do Estado de São Paulo.

Esta medida em conjunto com as demais já anunciadas e postas em prática certamente irão proporcionar uma melhora no ensino substancial no Estado de São Paulo, afinal, um salário em torno de R$7000,00 após 12 anos de prifissão, com os devidos méritos baseado em provas aplicadas de conhecimento, é um incentivo, ou seja, uma perspectiva futura de desenvolvimento para um bom professor, que começando com um salário de R$2000,00 pode chegar a ganhar R$7000,00 + bônus, não é nada mal, aliás, é um salário digno se comparado mesmo com outros países e com os demais Estados do Brasil. Somando isto aos bônus e outras coisas, o salário aumenta subatancialmente.

Quem quiser mais informações sobre isto pode consultar aqui:
http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/index.php

Entretanto, embora o governo esteja tomando diversas medidas para o desenvolvimento educacional do Estado, que são excelentes, muitas vezes os cidadãos costumam culpar apenas o Estado e a má formação dos professores, mas o que ocorre é que o problema não é apenas este. A formação ética e moral dos jovens devem ser aprimoradas por parte da família e da sociedade, ou seja, eles precisam se conscientizar de qual é o significado de estarem na escola, e de ter um Mestre lhe ensinando em sua frente, e aprender a ter respeito por estes.

Hoje em dia muitos jovens depredam sua escola, o patrimonio público, cometem atos de violência verbais ou em algumas ocasiões agressões fícicas ante a seus professores.

Eu costumo dizer que a educação no Brasil é algo muito mais do que um problema de Estado no Brasil. Este é um problema social, no sentido de que a sociedade é um dos grandes responsáveis pelo ensino, no modo de educar os jovens nas ruas, na questão da família.

O professor pode até ser um gênio. Podem até levar um Albert Einstein para ensinar alguns destes jovens, e para muitos destes, isto não fará diferença nenhuma pois estes não sabem qual é o real significa do conhecimento e da sabedoria, e não conseguem dar valor a isto, mesmo porque, muitos deles nem mesmo sabem quem foi Albert Einstein.

Enquanto estes jovens não aprenderem a dar valor ao conhecimento e a sabedoria, e enquanto não aprenderem a se respeitar, a respeitar seus companheiros, seus professores, e a sua escola, pode ter em sua frente o melhor professor do mundo, mas isto não fará tanta diferença.

A questão do ensino do Brasil, acredito eu, é um problema que engloba diversas esferas, que vai desde a formação dos professores, até a burocracia de ensino implantada no Brasil, até a má conservação das escolas e falta de equipamentos, como laboratórios, além da questão social, comentada parcialmente aqui.
 

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Serra lança programa que pode aumentar salário de professor quase quatro vezes
Salários poderão superar R$ 7.000 e tornarão as carreiras do magistério mais atrativas

O governador José Serra lançou nesta quinta-feira, 6, o Programa Valorização pelo Mérito, com medidas que vão permitir aos professores multiplicar o salário inicial da carreira por quase quatro vezes desde que cumpram as regras de promoção e tenham notas mínimas em avaliações. A remuneração inicial para a jornada de 40 horas semanais, que hoje é de R$ 1.834,85, poderá chegar a R$ 6.270,78 ao longo da carreira, um aumento de 242%. Pelas regras atuais, a elevação máxima de salário é de 73%. "São Paulo dá um passo gigantesco para mudar a história das remunerações de professores no Brasil", diz o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.

Os integrantes do magistério poderão ter importantes ganhos de remuneração ao longo de suas carreiras em função apenas de seu esforço e dedicação, valorizando o mérito. As novas regras da promoção tornarão as carreiras do magistério mais atrativas para bons alunos egressos do Ensino Médio.

Os salários de diretores de escola e supervisores de ensino também poderão crescer mais com as novas regras. A remuneração de diretor de escola poderá chegar a R$ 7.147,05, mais de três vezes o salário inicial, que é de R$ 2.321,09. Sem as mudanças, o salário final de diretor de escola seria de R$ 3.786,03. No caso dos supervisores, a remuneração poderá chegar a R$ 7.813,63, mais de três vezes o salário inicial de R$ 2.509,11. Além desses valores, os profissionais do magistério ainda vão acumular vantagens como auxílio por localização de exercício, auxílio transporte, sextas partes e quinquênios, e levarão todos os benefícios para as suas aposentadorias.

O Programa de Valorização dá sequência ao projeto desenvolvido pelo governo do Estado para melhorar a qualidade da educação, com medidas como o Programa Ler e Escrever (voltado a acelerar a alfabetização de crianças da primeira à quarta séries) e o São Paulo Faz Escola (com novo currículo e materiais específicos para alunos e professores). "O diagnóstico da educação em São Paulo, enfatiza a melhoria da qualidade da aula. Daí, todos os programas que nós criamos, liderados pelo Ler e Escrever, o reforço de ter uma professora auxiliar no primeiro ano, um conjunto de ações na sala de aula, e agora a questão da carreira", afirmou José Serra.

As novas regras da promoção também estimularão (se aprovadas pela Assembléia) o constante aperfeiçoamento dos atuais integrantes do magistério. A vinculação da assiduidade à evolução da carreira fará diminuir o absenteísmo nas escolas, melhorando o resultado do aprendizado. As mudanças fazem parte de projeto de lei enviado pelo governador Serra à Assembleia Legislativa nesta quinta-feira, 6.

Além do Programa de Valorização, os profissionais continuarão se beneficiando do Bônus por Resultado, que paga até 2,9 salários extras por ano para as equipes que superarem as metas estabelecidas para cada escola. Com o novo programa, os valores pagos pelo bônus serão ainda maiores, pois os salários serão maiores.

O "Valorização pelo Mérito" é a segunda etapa do Programa + Qualidade na Escola, lançado em maio pelo Governo do Estado. Em sua primeira fase, o programa criou a Escola de Formação de Professores de São Paulo, mudou a forma de ingresso dos profissionais do magistério (instituindo o curso de formação como última etapa do processo seletivo), criou duas novas jornadas de trabalho (de 12 e 40 horas semanais), abriu 80 mil novas vagas para cargos efetivos do magistério e regulamentou a situação dos professores temporários, instituindo o exame como requisito para sua atuação nas aulas.

Sistema de Promoção


O projeto de lei enviado à Assembleia Legislativa cria o Sistema de Promoção no Quadro do Magistério do ensino oficial do Estado de São Paulo, com cinco Faixas (1, 2, 3, 4 e 5) em cada uma das carreiras: professor, diretor e supervisor. Dentro de cada faixa são mantidas as evoluções previstas na legislação atual, baseadas em tempo de serviço e cursos que aprimoram a formação. As promoções significam uma evolução salarial na carreira com os seguintes percentuais de aumento:


* Promoção da Faixa 1 para a 2, equivalente a 25% da remuneração inicial

* Promoção para a Faixa 3, equivalente a 50% da remuneração inicial

* Promoção para a Faixa 4, equivalente a 75% da remuneração inicial

* Promoção para a Faixa 5, equivalente a 100% da remuneração inicial


Para concorrer à promoção da Faixa subseqüente deverá haver um intervalo de no mínimo três anos. O integrante do magistério que mudar de carreira mediante concurso público (de professor para diretor ou supervisor) terá garantido o enquadramento em faixa correspondente à remuneração imediatamente superior à que possuía no cargo anterior.

Poderão ser beneficiados em cada processo de promoção até 20% dos integrantes de cada uma das faixas. Essa limitação decorre da necessidade de tornar o programa sustentável do ponto de vista orçamentário. As verbas para a realização do programa decorrem, principalmente, da exigência da Constituição paulista da aplicação de 30% do orçamento em educação e da exigência de que 60% dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) sejam aplicados no magistério ativo dos estados e municípios.

Incorporação do ALE

O projeto de lei traz ainda um importante benefício para os professores e para as escolas das regiões mais vulneráveis do Estado. Para efeito de aposentadoria, será incorporado aos salários dos integrantes do quadro do magistério, por ano de permanência na escola, o Adicional Local de Exercício - pago aos profissionais que atuam em unidades em áreas consideradas de vulnerabilidade. O valor corresponde a 20% do salário base da carreira do magistério e 6% do salário base dos funcionários. Pela proposta, o funcionário passará a descontar a contribuição previdenciária sobre esse valor.

A nova regra de incorporação do ALE é um estímulo à permanência dos profissionais numa mesma escola, reduzindo a rotatividade de docentes e diretores.

Regras para promoção

A promoção para a Faixa subseqüente será obtida mediante processo seletivo com dois componentes: Exame de Promoção de Professores, a ser oferecido anualmente pela Secretaria de Estado da Educação; e análise da vida funcional do integrante do magistério nos anos anteriores.

O Exame de Promoção de Professores será realizado pela Escola de Formação de Professores de São Paulo. Já, a análise da vida funcional do integrante do magistério vai levar em conta a assiduidade e o tempo de permanência na mesma escola.

http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=203602
 
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