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Gyn Tônica
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Economia (19/06/2008)
Salários em Goiás sobem 21,9%




Exemplo – Leandro Martins, da Áurea Engenharia, contabiliza crescimento de 30% nos últimos dois anos
Eva Taucci

O salário nominal pago aos trabalhadores do setor de construção civil subiu 21,9% em Goiás, enquanto o crescimento nacional desse índice foi de 12,9%. É o que revela a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic), realizada em todo o Brasil pelo IBGE, com referência ao ano de 2006 divulgada ontem. A Paic registrou 1,5 milhão de pessoas ocupadas nas 109 mil empresas do ramo de construção civil em todo o Brasil.

Em relação a 2005, o valor das obras executadas em 2006 no País cresceu 7,1%. O valor das obras residenciais subiu 9,4%, e das edificações não residenciais, obras de infra-estrutura e demais procedimentos do setor cresceu acima de 20%. Com receita operacional de R$ 105,6 bilhões, no ano de 2006, as construtoras no País realizaram obras públicas e serviços no valor de R$ 110,7 bilhões.

Resultados

O economista do IBGE em Goiás, Edson Roberto Vieira, destaca a elevação do número de empresas que possuem sede (824 empresas) ou atuam no setor (935) em Goiás. O Estado goiano teve elevação de 4,4% nesse indicador, contra 2,5% da média nacional. Ele diz que a elevação se deve, principalmente, às fusões e parcerias que as construtoras goianas estão fazendo com empresas de fora e ao crescente interesse de se investir em Goiás.

A média mensal dos salários pagos no Estado foi maior que a nacional. O número brasileiro foi correspondente a 2,5 salários mínimos; a média goiana foi de 2,8 salários. O número de empregos, na comparação com 2005, permaneceu estável, o que leva a crer que o valor da massa salarial cresceu devido à falta de profissionais capacitados no mercado. O número de desempregados no setor caiu 19% em Goiás, contra 9% da média brasileira.

O valor das obras realizadas em Goiás ficou aquém da média brasileira, 3,3% em relação a 2005, e o valor gasto nas obras da média brasileira subiu 13%. Para Edson, o setor teve aumentos significativos em 2006. “Foi o ano da recuperação dos preços da agropecuária. Como a economia goiana é formada, em grande parte, por esse setor, teve impacto positivo.”

Para o presidente do Sinduscon-GO, Roberto Elias de Lima Fernandes, o setor ficou estagnado por 20 anos e, em 2006, realizou a curva de ascensão. “Aumento dos prazos e do crédito e a queda das taxas de juros proporcionaram mais vendas e, por conseguinte, mais lançamentos. É um círculo virtuoso, e isso representa também mais investimentos e novos postos de emprego.”

Economia (19/06/2008)
Mais espaço para o setor

Roberto Elias, do Sinduscon-GO, diz que, apesar da crescente demanda do setor, prejuízo dos anos de estagnação não foi todo recuperado. “Em 1980, o Banco Nacional da Habitação financiava 500 mil unidades anuais; hoje, o setor consegue financiar só 300 mil. Temos muito espaço para crescer.”
Crescimento de 30% foi o que contabilizou a Áurea Engenharia nos últimos dois anos, diz o diretor-presidente, Leandro Martins. Impulsionado pelo aumento da demanda e oferta de crédito, a empresa contratou novos empregados e fornece qualificação ao pessoal. Focado no mercado da classe média, a construtora está com três empreendimentos em construção. A expectativa de crescimento em 2008 é tão alta quanto a demanda do setor: 30%.

Pg. 17
http://www2.dm.com.br/digital/index.php?edicao=7531
 
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