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SANTARÉM & LEZÍRIA DO TEJO | Projectos e Noticias

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A Câmara Municipal de Santarém (CMS) aprovou um projecto de protocolo com a Pelicano Investimento Imobiliário, S.A, que visa a implementação de um empreendimento turístico e de lazer de grande dimensão para a Quinta de Gualdim, na freguesia de Azóia de Baixo.
O empreendimento, que se vai desenvolver numa área de 120 hectares, foi projectado pelo arquitecto Tomás Taveira e contempla a construção de um aldeamento com 204 apartamentos, 219 moradias em banda, 235 moradias isoladas, e 61 moradias e 30 apartamentos para fins turísticos. Está também prevista a construção de um hotel com 125 quartos, campo de golfe com 18 buracos, piscinas, courts de ténis, e outras mais valias. Em contrapartida à aprovação do loteamento, a Pelicano vai ceder sete hectares de terreno à autarquia e construir instalações desportivas de acesso público que incluem um campo de futebol relvado, balneários e sede para uma associação local, num investimento estimado em 252 mil euros.
Fonte:Vida Imobiliária
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Tens que ir lá Ref :eek:kay:

Belo hotel... enquadra-se bastante bem ;) Belas fotos
Sendo que as pontes contam desde a barra temos:

1ª 25/4
2ª Debaixo da Cama
3ª Marechal Carmona
4ª (passou a ser esta nova da A10) vai-se chamar Ponte Cavaco Silva :lol:
5ª Ponte Dona Amélia (Setil - Muge, Comboio e renovada há 2 anos para carros)
6ª Salgueiro Maia
7ª Velhinha de Santarém
8ª Chamusca
9ª Constância - Praia do Ribatejo (Ferroviária Também)
10ª Abrantes Ferroviária
11ª Abrantes Rodoviária
12ª Ponte Ferroviária do Pego
12ª Belver (Barragem)
13ª Fratel (Barragem)
14ª Vila Velha de Ródão
Boa :applause:

Salvaterra está a ficar uma localidade temática da falcoaria.
Estava a ver que a Ribeira ficava degradada para sempre.... boa!

As portas do Sol também precisavam...
Investimento de nove milhões de euros vai renovar o Campo Sá da Bandeira, numa parceria público-privada para a construção do Jardim da Liberdade.

Os trabalhos de construção do Jardim da Liberdade, peça principal da requalificação do Campo Sá da Bandeira, no centro de Santarém, devem começar nas próximas semanas. O investimento de cerca de seis milhões de euros vai implicar uma reformulação da circulação do trânsito, libertando os espaços centrais da actual Avenida Sá da Bandeira para o uso dos peões.
O projecto para o espaço em frente ao Palácio da Justiça decorre de uma parceria público-privada, em que uma empresa seleccionada por concurso público fica responsável pela construção e exploração de um parque de estacionamento subterrâneo com 300 lugares e pelas infra-estruturas do Jardim da Liberdade. A câmara assume a construção de uma cafetaria com esplanada, a iluminação pública e o mobiliário urbano. Segundo a autarquia, o projecto pretende "mudar em definitivo a imagem da cidade" e transformar o Campo Sá da Bandeira no "principal local de eventos de Santarém, dada a sua posição central".

"Esta obra é de extraordinária importância. Trata-se do coração da cidade e insere-se numa política de devolução dos espaços públicos às pessoas, aos peões", sustenta Ramiro Matos, vice-presidente da câmara. O autarca explica que a intervenção envolve várias fases, a primeira de reabilitação das redes de saneamento e de reparação de pavimentos, financiada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. "O coração do projecto é o Jardim da Liberdade, que será feito no âmbito de uma parceria público-privada, cujo concurso está neste momento em fase de audiência prévia. Será um investimento, só nessa fase, de nove milhões de euros. A parte do município é mínima."

Aposta na requalificação

O autarca de Santarém não arrisca previsões para a conclusão das obras, uma vez que nestas intervenções "surgem sempre problemas geológicos", mas espera que fiquem prontas até final do mandato, em Outubro de 2009. Ramiro Matos não prevê uma alteração dos lugares gratuitos à superfície para ajudar a viabilizar o parque subterrâneo, salientando que a maior parte deles também já são tarifados nesta área da cidade. "No seguimento de uma política de estacionamento no centro histórico, há concessões com direito da câmara a receber uma renda", acrescenta, referindo que um amplo espaço de parqueamento gratuito nas traseiras dos Paços do Concelho deverá manter essa função enquanto os donos não desenvolverem quaquer projecto para o local.

A Câmara de Santarém lançou concurso para o arranjo do Jardim da República, estimado em 1,472 milhões de euros e financiando pelo programa de requalificação urbana Polis. O arranque da obra está previsto para o segundo trimestre deste ano. Já o emblemático Jardim das Portas do Sol deve beneficiar de uma requalificação estimada em 2,17 milhões de euros, parcialmente financiado pelo Polis. O início das obras está previsto para o segundo semestre de 2008.

Fonte: Público

:applause:

Santarém bem precisa
Não sei.. mas no publico estava :yes:
Nem por isso Paulo.

O Ribatejo é uma região de planície que se encontra mais identificada com o alentejo que com o centro.

Algumas zonas é que poderiam ser centro e AML, mas por causa da pouca quantidade de threads da zona sul, é bom que o Ribatejo esteja nessa zona.
Santarém ainda é sul.

Podes levar Tomar :D
31.03.2008

Inauguração dos dois centros de tratamento de resíduos perigosos prevista para 5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente. As duas unidades começarão a funcionar logo a seguir

Os dois centros integrados de recuperação, valorização e eliminação de resíduos perigosos (CIRVER) em construção na Chamusca devem estar concluídos até ao final de Abril, prevendo-se que a sua inauguração ocorra no Dia Mundial do Ambiente, a 5 de Junho.

Com o início da actividade dos dois centros, que acolherão os resíduos industriais perigosos não tóxicos de todo o país, poderão passar a ser ali tratadas e recuperadas cerca 200 mil toneladas de resíduos, aproveitando-se os benefícios da sua reciclagem e evitando-se o pagamento dos custos do seu transporte para outros países. Os dois CIRVER, construídos pelos consórcios Sisav e Ecodeal, terão, contudo, em conjunto, uma capacidade instalada para tratar e recuperar 465 mil toneladas de lixos perigosos provenientes de todo o país.

Com a entrada em funcionamento dos dois centros, Portugal passa a ser quase auto-suficiente nesta matéria, ficando a exportar apenas uma pequena parcela de resíduos cujo tratamento ainda não pode ser feito na Chamusca. O concelho já está, porém, a beneficiar directamente da instalação das duas mega-unidades que separam os resíduos e os tornam química e biologicamente inertes e que ocupam no total mais de 60 hectares de terrenos. Isto porque em torno destas duas unidades, que não irão recolher nem resíduos radioactivos nem explosivos, muitas outras empresas da fileira ambiental e dos vários sectores de reciclagem, estão já a instalar as suas unidades produtivas que irão aproveitar como matéria-prima os produtos resultantes dos CIRVER.

"Estes investimentos são uma aposta de todo o município na área ambiental e procuram trazer desenvolvimento e emprego para um concelho deprimido economicamente. Temos consciência dos seus riscos, mas é uma necessidade do país para cuja satisfação a Chamusca quer contribuir - mas também tirar daí algum proveito", afirma o presidente da Câmara da Chamusca, Sérgio Carrinho (CDU). O autarca sublinha que o construção dos dois CIRVER está a ser acompanhada de perto pela Agência Portuguesa do Ambiente, mas mostra-se preocupado, sobretudo, com os acessos à zona.

Muitas dezenas de camiões transportarão diariamente resíduos para os dois centros, que distam dois quilómetros um do outro, e a travessia de povoações e de pontes com trânsito condicionado, como são as pontes sobre o Tejo na Chamusca e entre a Praia do Ribatejo e Constância-Sul, está longe de ser considerada segura. A câmara prevê construir uma estrada de 12 quilómetros ao longo de uma zona florestal para permitir a ligação directa aos dois centros e evitar a passagem dos camiões por algumas aldeias, mas esse projecto levará ainda alguns anos a concretizar.

"Há neste momento cerca de cem hectares com empresas da fileira ambiental já instaladas ou em fase de obras. Nos próximos anos estimamos que o número de pessoas que trabalharão nas várias indústrias irá crescer significativamente", observa Sérgio Carrinho. O autarca sublinha que o município está já a preparar o cenário de uma expansão a médio e longo prazo do polígono ambiental, conhecido por Eco Parque do Relvão, de modo a que mais 1800 hectares de terras fiquem disponíveis para a sua expansão. A revisão do Plano Director Municipal na zona do Relvão para permitir futuros investimentos industriais está a ser outra das prioridades municipais.

Fonte: Público
Companhia das Lezírias quer lançar projectos turísticos

28.04.2008

Os núcleos da herdade ligados à produção de vinho, de cavalos e à observação de aves serão dinamizados com fins agro-turísticos

A administração da Companhia das Lezírias (CL), empresa do Estado que detém cerca de 19.600 hectares de terras no Sul do Ribatejo, pretende aproveitar "as oportunidades" geradas pela mais que provável construção do futuro aeroporto no vizinho Campo de Tiro de Alcochete (CTA) para dinamizar três pólos de actividades turísticas. Os responsáveis da CL acreditam que este território poderá desempenhar um papel importantíssimo no ordenamento do território desta área da margem esquerda do Tejo e que deverá ser reforçado o seu estatuto de protecção, para impedir quaisquer situações de especulação imobiliária, mas permitindo alguns investimentos de cariz turístico que aproveitem as tradições e a riqueza natural da zona.

Vítor Barros, presidente da CL, recentemente reconduzido para um segundo mandato de três anos, disse ao PÚBLICO que acredita que a construção do aeroporto na área do CTA vai constituir "uma oportunidade" e não um risco para a companhia agrícola ribatejana. "Acho que é uma oportunidade que vai permitir que nunca mais se pense na privatização da CL. Vai haver uma grande protecção de todo o território situado à volta do futuro aeroporto. É intenção do Governo e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional fazer isso", revelou o responsável da CL, vincando que o território da Companhia "vai ser muito importante em termos de ordenamento do território" e que se prevê o alargamento das zonas de protecção especial (ZPE) e da Reserva Natural do Estuário do Tejo (RNET), de modo a abrangerem ainda mais terras da Companhia.

Tendo em conta que o CTA possui cerca de 7500 hectares e que o futuro aeroporto e as suas infra-estruturas de apoio exigirão cerca de 3000 hectares, os responsáveis da CL julgam que haverá ali espaço mais do que suficiente para a ventilada cidade aeroportuária e que será possível manter as actuais características de todo o espaço da Companhia das Lezírias. "Aqueles muitos milhares de hectares do CTA são suficientes para as necessidades do aeroporto e da cidade aeroportuária e haverá uma tentativa de reforçar a protecção do que sobra e de desenvolver outro tipo de utilizações", explicou. Mesmo ao nível dos acessos, Vítor Barros acha que não haverá razões para grandes preocupações, porque o IC3 poderá ter um percurso paralelo ao da EN118 e o TGV deverá passar a sul do território da Companhia.

De acordo com o presidente da CL, já se iniciaram algumas conversas com o Governo e com a Parpública (entidade do Estado que detém os 100% de capital da companhia agrícola) para preparar um plano de desenvolvimento do turismo em três áreas da empresa. Estão em equação os núcleos do Catapereiro (vinho), de Braço de Prato (cavalos) e do Pólo do Cabo (observação de aves e tradições ribatejanas).

O primeiro, junto à EN118, entre Alcochete e o Porto Alto, fica a cerca de 10 km da zona para onde está agora previsto o aeroporto. Integra a adega da CL, onde a empresa vai investir 1,5 milhões de euros na melhoria das condições de vinificação e de armazenamento. O núcleo de Braço de Prato, onde já existem um complexo para provas hípicas, um restaurante e bungallows para alojamento, deverá ser dinamizado, com o provável aumento da sua capacidade de alojamento. Nesta área funciona também a coudelaria da CL.

Para o Pólo do Cabo, situado junto ao topo sul da Ponte de Vila Franca, está em desenvolvimento o projecto de um complexo turístico que inclui hotel, áreas para festas e congressos e actividades hípicas e tradicionais. Trata-se de uma parceria com uma empresa privada, a quem a CL concessionou o espaço, que Vítor Barros acha que poderá ter uma forte articulação com o Espaço de Observação e Visitação de Aves que vai ser instalado cerca de 10 km a sul, onde o Sorraia desagua no Tejo. "Gostaríamos de criar estes núcleos na base do agro-turismo e em complementariedade. Vamos procurar criar oportunidades com esta proximidade do aeroporto", rematou.

Fonte: Público
O Alentejo e Ribatejo têm excelentes zonas para isso... grandes Herdade etc.
Mas a melhor Coudelaria é em Alter :D
Obras de reabilitação de seis pontes sobre o vale do rio Sorraia vão avançar

06.05.2008


As obras de reabilitação de seis das sete pontes metálicas que atravessam o vale do rio Sorraia no acesso à vila de Coruche deverão começar nas próximas semanas, depois de quase sete meses de alguma indefinição, porque autarcas e empresários locais não aceitaram soluções que obrigassem a desvios de muitas dezenas de quilómetros.

Só no próximo Outono a intervenção, com um prazo de execução de um ano, deverá chegar às pontes sobre o rio propriamente dito e, até lá, a Escola Prática de Engenharia (EPE) deverá instalar uma ponte alternativa com capacidade para suportar a passagem de veículos com peso até às 20 toneladas. Nos primeiros cinco meses, a obra desenvolver-se-á nas pontes mais afastadas da vila, onde existe a alternativa de passagem pela chamada "Estrada de Meias" (estrada de campo), em que a passagem de viaturas pesadas estará mais facilitada pelo tempo seco.

A Estradas de Portugal (EP) explicou ao PÚBLICO que após a conclusão das negociações com a EPE, tutelada pelo Estado-Maior do Exército, foi possível elaborar um programa de obra e que decorrem contactos com a Câmara de Coruche para a execução dos acessos à ponte militar.

Segundo a edilidade, estão reunidas condições para o arranque dos trabalhos nas pontes mais afastadas da vila. A Câmara enviou em Outubro um memorando à EP onde reconhecia a importância das obras, mas salientava que teriam de ser garantidas alternativas de circulação para evitar o "caos absoluto". As sete pontes metálicas de Coruche foram construídas na década de 30, mas revelam-se hoje bastante limitadas para o tráfego que suportam, na ligação entre as EN119 e 251 e o centro da vila. No início da década, a EP fez análises ao estado das pontes e investiu na reparação da quinta, considerando que era a que estava em pior estado. Prometeu, então, intervir nas restantes, mas o processo arrastou-se até ao Verão passado.

Quando a EP anunciou a perspectiva de início das obras, orçadas em dois milhões de euros, autarcas e empresários contestaram a possibilidade de proibição de trânsito naquele eixo durante 60 dias, frisando que seriam obrigados a percorrer mais 50 a 60 quilómetros para atravessarem a área ou para fazerem as ligações entre a vila e a sua zona industrial.

Fonte: Público
A mulher do escritor será também homenageada

Azinhaga: Casa-Museu José Saramago vai ser inaugurada a 31 de Maio

21.05.2008

A Casa-Museu José Saramago abre as portas dia 31 de Maio, na Azinhaga, aldeia natal do escritor distinguido com o Nobel da Literatura, num edifício onde funcionará um pólo da Fundação José Saramago, de acordo com declarações de Vítor Guia, presidente da Junta de Freguesia.

De acordo com Vítor Guia, a Casa-Museu ficará no primeiro piso de um edifício no largo central da Azinhaga (Ribatejo) recuperado pela Fundação José Saramago, e exibirá fotografias de arquivo do Nobel da Literatura português, quadros inspirados na obra do autor, e alguns objectos ligados à infância passada na aldeia, onde viveu com os avós.

Entre os objectos, os visitantes poderão ver "a cama dos avós, onde no Inverno dormiam com os porquinhos para que os animais não morressem com o frio", episódio a que Saramago alude no livro "As Pequenas Memórias", e também "a arca das favas, que ficava à entrada da casa", referiu o presidente da junta de freguesia da Azinhaga.

A inauguração do pólo da Fundação José Saramago na Azinhaga, agendada para 31 de Maio, contará com a presença do escritor e da mulher, Pilar del Rio, que será homenageada como "Filha da Terra de Azinhaga" com o descerramento de uma placa toponímica para dar o seu nome a uma rua da localidade.

Nesse dia será também lançado o livro "Memórias da Terra de Saramago", de José Henriques Dias, com prefácio de Saramago, haverá uma recepção a entidades oficiais de Portugal e de Espanha e a representação de uma peça de teatro intitulada "Que fazer com estes livros José?".

O autarca adiantou que o pólo que a Fundação irá abrir nesse dia na Azinhaga terá uma sala de leitura e uma biblioteca "com exemplares de todas as obras de Saramago escritas em português e edições estrangeiras".Instalado no Largo da Praça da Azinhaga, o pólo ocupa um edifício antigo - pertença da junta de freguesia recentemente recuperado pela Fundação - que funcionou anteriormente como prisão, registo civil e sede da autarquia local.

Vítor Guia disse ainda que uma comissão composta por leitores de Saramago pretende homenagear o escritor com uma estátua a erigir no Largo da Praça da Azinhaga, encomendada ao escultor José Rodrigues."Gostávamos muito que fosse inaugurada no dia 8 de Outubro deste ano, data em que se cumpre uma década do anúncio do Nobel da Literatura atribuído a José Saramago, ou quando a recebeu, a 12 de Dezembro", referiu o presidente da Junta de Freguesia.

José Saramago possui desde 1987 uma rua com o seu nome na Azinhaga, onde, em 2006, lançou o livro "As Pequenas Memórias" - obra em que recorda o período da infância e as férias passadas até aos 15 anos - e celebrou 84 anos com festejos organizados pela localidade.

A sede da Fundação José Saramago é partilhada por Lisboa, e Lanzarote, onde o escritor vive desde 1993, e possuirá agora um pólo em Azinhaga e outro em Castril (Granada).

Fonte: Público
Devia ser em Lanzarote.. ou então na plaza mayor de MAdrid...
Centros de tratamento de resíduos industriais são inaugurados hoje

Governo quer proibir saída de lixos perigosos para a UE

04.06.2008 - 08h36

O Governo quer proibir a exportação de resíduos perigosos de Portugal para outros países da União Europeia. Esta é uma forma de proteger os dois centros integrados de reciclagem, valorização e eliminação de resíduos perigosos (CIRVER) que hoje são inaugurados na Chamusca.


A abertura dos CIRVER encerra duas décadas de avanços e recuos sobre a escolha da solução para lixos industriais do país. Mas um regulamento polémico, que o Ministério do Ambiente está a ultimar, ensombra a cerimónia de hoje, em que o ministro socialista Francisco Nunes Correia vai assinalar a concretização de uma ideia lançada pelo PSD.

Os CIRVER vão tratar 80 a 85 por cento das 250 a 300 mil toneladas de resíduos perigosos produzidos em Portugal, segundo diferentes estimativas. Actualmente, uma parte significativa dos resíduos é enviada para o exterior, sobretudo para Espanha, para tratamento ou deposição em aterro. Em 2007, foram exportadas cerca de 140 mil toneladas, segundo informação do gabinete do ministro do Ambiente.

Portugal vai impor objecções à saída da maior parte desses resíduos, ao abrigo de um regulamento comunitário que defende o princípio da proximidade e da auto-suficiência dos Estados-membros no tratamento dos seus lixos. "O que temos em mente é preparar uma objecção com o fundamento de termos, a partir de hoje, o ciclo completo de tratamento no país", disse ao PÚBLICO o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.

Apesar de os dois CIRVER prometerem custos de tratamento mais baixos dos que os actuais, a concorrência da exportação inspira receios. Frederico Macedo, director-geral da Ecodeal, a empresa responsável por um dos CIRVER, afirma que unidades de tratamento em Espanha, que têm o investimento amortizado e alegadamente estão sujeitas a menos exigências, podem vir a baixar excessivamente os seus preços. "É muito importante que a exportação seja muito bem controlada", afirma.

Na guerra dos preços, os CIRVER temem também ser prejudicados por um regulamento de funcionamento, que o Governo introduziu como obrigatório em 2006. A primeira versão do documento foi alvo de várias críticas. A associação ambientalista Quercus aponta, por exemplo, excessivas exigências burocráticas tanto aos operadores dos CIRVER, quanto aos seus clientes, que ali entregarão os resíduos para serem reciclados.

Distorção do mercado

Também se critica o facto de só os CIRVER serem obrigados a ter um regulamento, contrariamente a outras operações de tratamento de resíduos - como a co-incineração em cimenteiras. "Não é justo, é tecnicamente errado e faz distorcer o mercado", afirma Rui Berkmeier, da Quercus.

A Autoridade da Concorrência terá também levantado dúvidas a esse respeito, numa reunião para discutir o regulamento ontem, na Agência Portuguesa do Ambiente.

Humberto Rosa diz, porém, que as disposições do regulamento podem vir a ser estendidas a outras unidades. Às cimenteiras isso será feito "se for necessário". Para os CIRVER, acrescenta Humberto Rosa, "o regulamento é fundamental para dar garantias" de que os resíduos têm o tratamento adequado.

Mas as próprias empresas que gerem os CIRVER argumentam que, para isso, já é suficiente a licença ambiental - o documento-chave que especifica todas as normas que uma indústria tem de cumprir.

"O regulamento vai além da licença ambiental", queixa-se Frederico Macedo, da Ecodeal, empresa que contesta a existência do documento. "Vai introduzir custos não previstos."

CIRVER ou co-incineração?


Dos resíduos que não serão tratados nos CIRVER, cerca de cinco por cento ainda terão de ser exportados, devido à falta de unidades de tratamento no país. Os 10 a 15 por cento restantes serão queimados como combustível em cimenteiras - no processo de co-incineração, alvo de intensa controvérsia desde que foi escolhido por José Sócrates em 1998, quando era ministro do Ambiente, como método de tratamento dos resíduos industriais perigosos em Portugal.

"A única solução que o PS tinha era a co-incineração", afirma o deputado social-democrata José Eduardo Martins, que lançou os CIRVER, quando secretário de Estado do Ambiente entre 2002 e 2004. "A iniciativa política de haver os CIRVER é, de facto, minha", afirma.

Humberto Rosa, actual secretário de Estado do Ambiente, diz que uma solução como a dos CIRVER já estava nos relatórios da Comissão Científica Independente constituída no auge da polémica sobre a co-incineração, em 1999. E o actual Governo do PS, segundo Humberto Rosa, melhorou a concepção do sistema deixado pelo PSD: "Somos co-autores da solução."

Com a abertura dos CIRVER, a co-incineração passa a ser um tratamento complementar. Mas não se destinará apenas ao que não puder ser tratado pelos centros da Chamusca. Os próprios CIRVER vão preparar misturas de resíduos que serão encaminhados para as cimenteiras. Segundo Frederico Macedo, da Ecodeal, alguns dos materiais com maior poder calorífico serão à partida destinados à co-incineração.

Cada CIRVER dispõe de um aterro, com capacidade total para um milhão de toneladas de resíduos. Mas a sua utilização é o último elo, depois de uma série de métodos paralelos de tratamento, onde é separado tudo o que puder ser reutilizado, reciclado ou valorizado. Carlos Cardoso, do Sisav - um dos centros da Chamusca - resume: "Isto não é só um aterro, é uma unidade industrial complexa."

Fonte: Publico
Penitenciária de Lisboa pode ir para Fazendas de Almeirim

17.06.2008

O futuro Estabelecimento Prisional de Lisboa e Vale do Tejo poderá ficar instalado em Fazendas de Almeirim, estando dependente de votação na assembleia de freguesia, na noite de ontem, de uma proposta de protocolo com o Ministério da Justiça.

José Sousa Gomes, presidente da Câmara de Almeirim (PS), disse à agência Lusa que, assim que se soube da intenção do Ministério da Justiça de construir novos estabelecimentos prisionais e da alienação da Penitenciária de Lisboa, a autarquia iniciou contactos para atrair o investimento. Fonte do Ministério da Justiça confirmou à Lusa que "tem havido diligências" entre as três entidades "para localização do Estabelecimento Prisional de Lisboa e Vale do Tejo naquela freguesia", escusando-se a adiantar mais pormenores.

A Assembleia de Freguesia de Fazendas de Almeirim terá votado uma proposta de protocolo, na qual se incluía uma cláusula que prevê a cedência de cerca de 40 hectares de uma herdade, com perto de 580 hectares, propriedade da freguesia, disse à Lusa o presidente da junta, Manuel Bastos Martins. Esse protocolo prevê que os reclusos em regime aberto fiquem a trabalhas na freguesia, nomeadamente na conservação e limpeza da mata da herdade, mas também de caminhos e outras infra-estruturas da freguesia, adiantou.

Por outro lado, a população da freguesia poderá usufruir de infra-estruturas do estabelecimento prisional, nomeadamente do Polidesportivo, estando a ser negociadas parcerias entre os Ministérios da Justiça e da Saúde para que a prestação de cuidados de saúde se estenda à população local.

O presidente da Câmara de Almeirim realçou ainda que, não podendo o Ministério da justiça dar preferência a recursos humanos locais em eventuais contratações, há um conjunto de empregos indirectos que são criados. Acresce ainda o conjunto de serviços que uma infra-estrutura deste tipo incentiva, desde limpeza, restauração, produtos agrícolas, procura de habitação, frisou.

Fonte: Público
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