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De um rincão distante
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Um santuário (do Latim sanctuarium, de sanctus), no conceito religioso, é um local sagrado, para onde, por devoção, acorrem peregrinos de diversas regiões. Geralmente possui objetos simbólicos usados no culto. Em algumas denominações religiosas, estes objetos são imagens ou relíquias. Entretanto algumas religiões não adotam o culto de imagens. O termo também pode ser usado em sentido figurado: significa o que há de mais sublime. (wikipédia)

No oeste paulista, na cidade de Alvares Machado (SP), as margens da rodovia Raposo Tavares Km 576, foi erigido pelo ex-prefeito de Pres. Prudente, Agripino de Oliveira Lima, um santuário cujo tema principal, são as passagens da paixão de Cristo, representadas por estátuas em tamanho real. A área deste santuário era para ser originariamente destinada ao Campus III da Unoeste, cujo o ex-prefeito era reitor.

A principal construção desse santuário é a igreja Jesus de Nazaré, tendo cerca de 50 metros de altura, e capacidade estimada para cem pessoas.

Esse santuário pertence à Diocese de Presidente Prudente, cujo centro fica distante cerca de 15 km. Não há notícias de peregrinações neste Santuário. esta sendo construído junto ao enorme estacionamento um refeitório, o que certamente trará a estrutura necessária para receber muitos peregrinos. Na região, é bom lembrar, há um grande movimento de peregrinos à cidade de Santo Expedito, na data festiva deste popular santo católico.

As fotos foram feitas por mim, vamos à elas:

1. Portão:



2.Detalhe dom portão:


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5. Logo na entrada começa a se ver as imagens que representam as passagens da paixão, as quais ficam dispostas em um caminho que pode se percorrer a pé ou de carro. Melhor ir de carro, pois o local é grande.
A primeira "estação" é um alto relevo, o único do santuário.


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8.Pilatos lava suas mãos.


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10. Aspecto do caminho entre as estações


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24.a. Crucificação


24.b. A réplica da pietá - a estátua mais bonita do complexo.



25. O templo principal.


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36. A capela de Nossa Senhora da Agonia.


37. Há umas pinturas bem bonitinhas de anjo na capela.


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39. No santuário há emas que ficam vagando de um lado para o outro.




CEMITÉRIO JAPONÊS


Este cemitério fica ao lado do santuário. Do estacionamento é possível avistá-lo. Uma reportagem da Folha de São Paulo on line, explica bem a importância desse cemitério. Transcrição de trechos da reportagem abaixo:

Na década de 20, Álvares Machado, que tinha a maior parte da sua área ocupada por mata virgem, foi atingida por uma epidemia de febre amarela que matou muitos pessoas, incluindo os recém-chegados japoneses. Kussushigue e Kazumassa, tio e avô de Ogassawara, foram das primeiras vítimas.

Por decisão dos parentes, os dois foram sepultados em um sítio da família, já que o cemitério mais perto ficava em Presidente Prudente, uma distância de 15 km que era percorrida a pé. O pai da aposentada Emília Matsumoto, 69, então um rapaz de 18 anos, era um dos escalados para carregar os caixões.

Depois de optar por enterrar no próprio sítio os dois parentes, a família Ogassawara passou a ser procurada por outros imigrantes de luto. Decidiram, então, em 1920, doar cinco alqueires do sítio para construir o cemitério e uma escola.

No "ohaka", cemitério em japonês, de Álvares Machado estão enterradas 784 pessoas, entre japoneses e descendentes diretos. Há uma única exceção, logo justificada: Manoel, um brasileiro, ganhou seu jazigo no espaço japonês porque foi assassinado defendendo uma família japonesa de um jagunço que queria matá-la durante a madrugada para tomar o sítio.

O cemitério passou, então, a receber não só vítimas de febre amarela e de doenças tropicais. Tooru Tachibana, tio-avô da professora de estatística Vilma Tachibana, é um dos que foram enterrados no local. Ele morreu com 20 anos por ferimentos de luta de sumô.

Também estão sepultadas ali muitas crianças que nem sequer atingiram os dez anos: muitas delas sofriam com a alimentação escassa.

Além dos túmulos, os imigrantes construíram no local uma capela para orações de budistas. Como católicos também foram enterrados no cemitério, a colônia permitiu que fossem colocadas uma cruz e imagens de Nossa Senhora e de Jesus.

Boa parte da conversão de japoneses ao catolicismo se deve ao trabalho do monsenhor Nakamura, que, segundo a comunidade, foi o primeiro padre japonês enviado ao Brasil, em 1923. Há um processo no Vaticano que busca a beatificação do religioso.

O "ohaka" funcionou até 1942, quando o então presidente Getúlio Vargas decidiu fechá-lo --durante a Segunda Guerra Mundial, uma série de medidas foi adotada pelo governo contra as comunidades japonesas por pertecerem a uma nação inimiga.

"O povo ficou triste quando fechou. A partir dali, os japoneses passaram a ser enterrados no cemitério municipal de Machado", conta Ogassawara.

Os familiares dos japoneses mortos continuaram, porém, a fazer suas orações no local. Os portões são abertos duas vezes por ano: no Dia de Finados e em julho para uma celebração chamada Shokonsai (convite às almas). O cemitério foi tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de SP).
(http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u398382.shtml)

Fotos do local:

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Belo trabalho Urbano. Fui neste santuário a pé! :D Por ser novo, acredito que ainda não foi muito bem divulgado e não recebe muitas visitas, pelo menos quando eu fui lá não tinha uma viva alma! :lol:
O templo principal é bonito mas acho um pouco pequena em proporção ao tamanho geral do santuário. O motivo da construção dele envolve algumas "experiências místicas" por parte do ex-prefeito de Prudente. rsrsrsrs

Sobre o cemitério japonês, o que eu sempre ouvi, ele é o único do mundo fora do Japão!

No mais, parabéns!

OBS: Infelizmente, as fotos do Flickr não estão aparecendo! :eek:hno:
 

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Muito bonito o lugar, impressionantes todas as obras e como se localizam.
Valeu também o registro do cemitério japonês. :eek:kay:
 
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