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R.I.P. Niki
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Discussion Starter · #1 ·
O texto desta propaganda do Fusca veiculada em 1971 pela VW dá uma idéia da dificuldade que era chegar a Belém de carro naquela época. Trafegar pela Belém-Brasília era uma referência de dificuldade, uma prova de resistência para os carros.

Se pra chegar a Belém era assim, imaginem como era a situação no resto da região Norte...



Fonte: www.carroantigo.com
 

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KKKKKKKKKKKKKKK, muito bom

bem precaria a situação da Belém-Brasilia naquela época!!!
não sei bem ao certo quando foi feita a abertura da rodovia!
 

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Aquela frase do comercial do Gol cabe como uma luva no Fusca:
"Fusca, use sem dó!" :lol:
Naquela época atravessar a Belém-Brasília era considerado um desafio, não pela estrada em si, mas pela distância.


Olha, já vi uma reportagem numa Quatro Rodas do início da década de 70, e eles fizeram essa viagem com uma Rural.

A estrada em si, na época, era bem conservada. O asfalto tinha em média menos de 10 anos e como o uso era menor...

O grande problema era a falta da infra-estrutura de apoio, atravessando regiões "inóspitas". E os veículos de então não andavam a uma média acima de 80km/h, o que tornava as viagens mais "penosas".

Não sei em que estado se encontra a Belém-Brasília, mas não me assustaria se em 1971 ele estivesse em melhores condições do que hoje!
 

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^^

em 2002 quando morei no Tocantins :) a Belém - Brasilia estava sendo totalmente recuperada! Aqui no Pará ela está em boas condições de trafego! O trecho do Maranhão é um dos piores!
 

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R.I.P. Niki
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Discussion Starter · #7 ·
Olha, eu tenho um mapa rodoviário da Quatro Rodas que por coincidência é exatamente de 1971. Naquela época a Belém-Brasília era de terra ainda. Pelo menos no mapa ela aparece como sendo estrada de terra. Então acredito que a maior dificuldade era em função disso.

Nesse mapa de 1971 as únicas capitais de todo o Norte e Centro-Oeste que eram interligadas ao resto do país por estradas asfaltadas eram Brasília e Goiânia. Até Campo Grande também tinha asfalto, mas a cidade não era capital ainda. Cuiabá e todas as capitais do Norte não tinham estradas asfaltadas. A BR-364 passou a ser asfaltada até Porto Velho em 1984. Ou seja, há 25 anos atrás, quem vinha pra Rondônia ainda pegava estradas de terra.

Enfim, não tem como comparar a situação daquela época com a situação de hoje. Hoje está muito mais perigoso, por causa do fluxo bem mais intenso. Mas em termos de dificuldade de acesso, não tem comparação, hoje a realidade é outra.
 

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R.I.P. Niki
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Discussion Starter · #9 ·
^^ Esse mapa tá na casa da minha mãe em Porto Velho, mas na próxima vez que eu for lá eu vou trazer ele pra cá. Eu tenho uma foto que eu tirei do mapa, mas só mostra a região amazônica. Quando eu chegar em casa eu posto a foto aqui. O restante do mapa assim que eu trouxer ele pra cá eu escaneio e posto também. É bem interessante comparar ele com os mapas atuais e ver o quanto a malha viária do país evoluiu.
 

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Nada, ele só tem uns acentos a mais.

Esse mapa tá na casa da minha mãe em Porto Velho, mas na próxima vez que eu for lá eu vou trazer ele pra cá. Eu tenho uma foto que eu tirei do mapa, mas só mostra a região amazônica. Quando eu chegar em casa eu posto a foto aqui. O restante do mapa assim que eu trouxer ele pra cá eu escaneio e posto também. É bem interessante comparar ele com os mapas atuais e ver o quanto a malha viária do país evoluiu.
Eu adoraria ver o que já estava duplicado em São Paulo naquela época: no máximo a Dutra, a Anhangüera (até Campinas eu tenho certeza foi em 1964, depois não sei) e a Anchieta...
 

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Nossa se hoje em dia é dificil trafegar em rodovia, imagine na década de 70...E realmente é engraçado como o português muda com o tempo.
 

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ontogeny recapitulates...
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Eu adoraria ver o que já estava duplicado em São Paulo naquela época: no máximo a Dutra, a Anhangüera (até Campinas eu tenho certeza foi em 1964, depois não sei) e a Anchieta...
^^

Era isso mesmo! É fácil saber o que estava duplicado na época, pois a duplicação da Anhanguera (trecho SP - Cps), Dutra e Anchieta são iguaizinhas: duplicações antigas, com reduzido canteiro central e sem obras de retificações.

As duplicações posteriores (Dom Pedro, Anhanguera de Sumaré pra cima, etc), foram mais modernas, com largos canteiros centrais, algumas retificações, etc.
 

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E não melhorou muito. Só Belém, Palmas, PVH e Rio Branco tem ligação terrestre com o país, ainda que precárias.
Manaus, Macapá e Boa Vista estão isoladas.
Ainda acho um erro insistirem na Transamazônica como rodovia o mesmo para a Manaus-PVH, Cuiabá-Santarém, a Calha Norte Macapá-Boa Vista todas poderiam ser ferrovias com duas linhase apenas nos trechos de 100km antes e depois de cada cidade rodovias. Para a região 100km é razoável entre duas cidades.
Não há razão econômica para querer ir de Marabá a Itaituba de caminhão ou ônibus
 

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discordo de você, acho que todas as cidades citadas por você tem o direito de ter ligação terrestre com restante do país!
a idéia da ferrovia é boa, mas enquanto essa realidade não chega, o mais indicado seriam rodovias!
a Transamazônica no Pará está sendo asfaltada!
 

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R.I.P. Niki
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Discussion Starter · #17 ·
Conforme eu havia prometido, aqui estão as fotos que eu tirei da minha relíquia... :D

Mapa Rodoviário Quatro Rodas 1971 - Convenções




Mapa Rodoviário Quatro Rodas 1971 - Região Amazônica (Norte e parte do Centro-Oeste)

 

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Paraense com orgulho!
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em 2002 quando morei no Tocantins :) a Belém - Brasilia estava sendo totalmente recuperada! Aqui no Pará ela está em boas condições de trafego! O trecho do Maranhão é um dos piores!
Realmente Drico, em uma viagem de ônibus dá pra notar nitidamente a diferente, quando o ônibus sai do Pará a coisa fica feia, mesmo. Tanto que os motoristas preferem fazer mais ou menos 200KM a mais para evitar certos trechos, por causa dos buracos e assaltos principalmente.
Posso falar porque nos últimos 2 anos fiz duas viagens dessas.

Um ônibus da UEPA vindo de um congresso a uns 2 anos atrás foi assaltado e o pessoal ficou só com a roupa do corpo e nada de dinheiro, isso no trecho do Maranhão!
 

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R.I.P. Niki
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Discussion Starter · #19 ·
Observem que as estradas na cor branca não existiam, eram apenas rodovias planejadas. Algumas delas jamais foram abertas (ex: BR-080, BR-172, BR-307).

As rodovias laranjas eram de terra e as vermelhas eram asfaltadas. Notem que apenas Brasília e Goiânia tinham ligação por asfalto. Cuiabá e Belém tinham ligação sem asfalto e Boa Vista sequer tinha uma estrada de terra completa ligando a Manaus.

Outra coisa que chama a atenção é a categoria das cidades. No Norte e no Mato Grosso, além das capitais, apenas Santarém se enquadrava na categoria "20.000 a 50.000 habitantes". Todas as outras cidades do interior tinham menos de 20 mil habitantes.
 

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Realmente Drico, em uma viagem de ônibus dá pra notar nitidamente a diferente, quando o ônibus sai do Pará a coisa fica feia, mesmo. Tanto que os motoristas preferem fazer mais ou menos 200KM a mais para evitar certos trechos, por causa dos buracos e assaltos principalmente.
Posso falar porque nos últimos 2 anos fiz duas viagens dessas.

Um ônibus da UEPA vindo de um congresso a uns 2 anos atrás foi assaltado e o pessoal ficou só com a roupa do corpo e nada de dinheiro, isso no trecho do Maranhão!

o pior trecho da Belém - Brasilia creio que fique no Maranhão, digo isso pq já constatei a situação da estrada no trecho maranhense!
 
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