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Sete estados selam união em prol do Corredor Centro-Norte
Representantes dos estados da região reúnem-se em São Luís e criam fórum


cezar scansette

Da Equipe de o estado



A finalização da ferrovia Norte-Sul, a construção das eclusas que viabilizarão a hidrovia Tocantins, a ampliação do Porto de Itaqui, o escoamento da grande produção agrícola e uma eficiente logística de transporte intermodal. Assim se resume o protocolo de intenções assinado ontem, no Palácio dos Leões, em São Luís, por representantes do Maranhão, Tocantins, Pará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Piauí, que integram o chamado Corredor Centro-Norte. O objetivo é unir esforços em torno de políticas de desenvolvimento em comum para os referidos estados.

Também compõe a pauta do Corredor Centro-Norte a discussão de projetos de desenvolvimento sustentável, como o incremento da produção de bioenergia, caso da indústria do álcool e também do biodiesel. Além disso, os estados reunidos pretendem cobrar do Governo Federal a finalização da ponte que liga o Maranhão ao Tocantins, bem como a instalação de uma refinaria de petróleo e uma siderurgia.

Destaque ainda para a questão da produção de alimentos, principalmente nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que possuem grande potencial de produção de grãos e esperam um sistema de escoamento eficiente, que tenha como ponto de destino o Porto do Itaqui, no Maranhão, devido à sua proximidade com o hemisfério norte do planeta, o que barateia os custos das exportações para a Europa e Estados Unidos.

O evento reuniu os governadores do Maranhão e do Piauí, respectivamente Jackson Lago e Wellington Dias, bem como os vice-governadores do Mato Grosso, Sinval Barbosa; Tocantins, Paulo Sidnei; e Pará, Odair Corrêa, além do secretário de Planejamento de Goiás, Othon Nascimento; e ainda o secretário da Indústria e Comércio do Tocantins, Eudoro Pedroza.

O encontro também contou com as presenças do ministro Extraordinário de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger; do secretário nacional dos Portos, Pedro Brito; do diretor-gerente da estrada de ferro Norte-Sul, Eduardo Calleia Junger, e do diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-estrutura de transporte (DNIT), Antonio Pagot, que falou sobre o “Plano Nacional de Logística e Transporte (PNLT) e o Corredor Centro-Norte”.
 

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Fórum defenderá interesses da região

O chamado Encontro de Governadores do Centro-Norte serviu ainda para a criação de um fórum permanente para acompanhar a implantação das referidas políticas de desenvolvimento. A entidade se reunirá uma vez por trimestre, sob a coordenação do estado anfitrião. A próxima reunião, ainda sem data marcada, será no Piauí. O Fórum poderá também constituir comissão especial para lhe representar oficialmente em eventos e organizações congêneres e criar grupos de trabalho para execução de estudos e tarefas específicas.

O Fórum, que terá vigência até o dia 31 de dezembro de 2010, deverá ser um instrumento de desenvolvimento das políticas nacionais de interesse dos estados-membros do Corredor. Entre suas competências está a articulação entre os ministérios do Governo Federal e os governos estaduais para a execução dos projetos incluídos no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

Ministro

Na abertura do Fórum Permanente de Governadores do Corredor Centro-Norte, o ministro Extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, proferiu palestra na qual defendeu o Plano Amazônia Sustentável (PAS). O ministro falou sobre o potencial da região amazônica, a qual integram o Tocantins, Pará e Maranhão, e reforçou a importância do desenvolvimento sustentável.

Unger disse considerar o Maranhão um dos estados que merece atenção especial porque faz parte dos dois lados da região, a Amazônia com floresta e a Amazônia sem floresta. “Além disso, nós temos preocupação com uma política agrícola - que reorganize o desenho institucional de uma agricultura moderna e democratizada. É preciso estruturar a produção para fortalecer os produtores fragilizados”, frisou o ministro.

O ministro elegeu como prioridade a tentativa de solucionar os problemas fundiários, com o fortalecimento de órgãos como o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra); também a criação de alternativas ambientais seguras e economicamente viáveis para os pequenos produtores agrícolas e extrativistas; e a necessidade de vincular a floresta com a indústria na Amazônia.


Ferrovia

O diretor-gerente da Ferrovia Norte-sul, Eduardo Calleia Junger, ministrou palestra sobre o “Corredor Centro-Norte e sua Importância Logística”. A estrada de ferro corta os estados do Tocantins, Maranhão e Goiás. Quando concluída, terá 1.550 quilômetros de trilhos, sendo 724 só em terras tocantinenses. O trecho de 365 quilômetros entre Açailândia (MA) e Araguaína (TO) já está concluído.

Outro trecho, Araguaína/Guaraí, com 226 quilômetros, tem previsão de conclusão em setembro deste ano. Calleia Junger disse acreditar no avanço do desenvolvimento regional com a junção dos trilhos com a hidrovia Tocantins e o Porto de Itaqui.
 

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A finalização da ferrovia Norte-Sul, a construção das eclusas que viabilizarão a hidrovia Tocantins, a ampliação do Porto de Itaqui, o escoamento da grande produção agrícola e uma eficiente logística de transporte intermodal.
:D Que lindo isso!:banana:
 
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