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Em um momento de forte aquecimento da construção civil, o empreiteiro de Campo Grande e do interior enfrenta dificuldades para encontrar mão-de-obra qualificada e muitas vezes tem de pagar acima do piso para segurar os funcionários no canteiro. Nas obras, placas de contratação evidenciam o problema.

O setor precisaria no momento de 10 mil funcionários qualificados, principalmente carpinteiros, armadores e azulejista. A mão-de-obra representa cerca de 40% do custo da construção.

Proprietário da obra de um hotel que é construído em terreno em frente ao Shopping Campo Grande, o empresário Jair Pandolfo calcula que a obra corra com 30% de atraso em relação ao desempenho que poderia ter se tivesse com todo o quadro de funcionários completo. A previsão de inauguração do hotel é no fim do próximo ano. Serão 140 apartamentos, 12 mil metros construídos.

Hoje trabalham 30 funcionários na obra, um quadro reduzido à metade do previsto inicialmente, por falta de oferta. Desde janeiro, quando as obras tiveram início, a placa de contratação está em frente ao canteiro, mas não houve sucesso na busca por pessoal. Outro desafio, afirma o empresário, é manter os funcionários no canteiro uma vez que, segundo ele, muitas vezes eles são assediados com propostas de serviços por salários maiores já na saída da obra.

O proprietário da Ducan Construções, Cláudio Anache, afirma que a oferta reduzida acaba acarretando em propostas de salários cerca de 30% acima do piso. É neste patamar que a Federação dos Trabalhadores quer corrigir o piso na convenção que está em andamento.

Anache diz que isso acaba impactando no custo final da obra e o contratante tendo de recorrer a financiamentos ou outros meios para pagar pela diferença em relação ao orçamento inicial do imóvel. “O negócio não fica prejudicado, mas não podemos deixar aumentar o preço de uma forma que comece a desestimular a construção”, diz.

Ele afirma que em cidades na região de divisa de outros Estados já se começa a contratar mão-de-obra de fora e defende agilidade na qualificação para que este processo seja estancado e os postos ocupados por trabalhadores do Estado.

Qualificação – Diante da falta de profissionais qualificados, o setor de construção civil está se movimentando e desde janeiro busca recursos para qualificar 10 mil trabalhadores, sendo cinco mil em Campo Grande e outros cinco mil no interior de Mato Grosso do Sul, principalmente para as cidades de Três Lagoas e Dourados.

O presidente do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil), Jary Castro, afirma que seriam necessários R$ 6 milhões para isso e deposita expectativas no chamado PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) da Construção Civil, lançado pelo governo federal. A articulação por recursos envolve a iniciativa privada, o governo estadual e municípios.

Castro afirma que esses 10 mil trabalhadores teriam absorção imediata no mercado, devido ao boom na construção civil. Sobre o fato de ocorrerem assédios nas saídas de construção civil, com oferta de melhores salários, ele diz que a busca por mão-de-obra é um comportamento natural do mercado. “É a lei da oferta e procura”, diz. Porém, Jary afirma que é difícil para o grande construtor ofertar salários diferentes do piso, porque isso impactaria no custo da obra e do produto final.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil o problema de falta de mão-de-obra é conseqüência de anos de paradeira na construção civil, que acabou fazendo com que os trabalhadores se voltassem para outras profissões para garantir o sustento.
 

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Eu li que um pedreiro em Campo Grande ganha R$1.400 em média, trabalhando na informalidade. O mestre-de-obra na mesma situação ganha R$3.000!!
Tá loco, vo larga mão de estuda...
 
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