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O movimento de folhas das árvores ao vento, o voo dos pássaros ou a prosaica vida cotidiana das pessoas que passam. Qualquer coisa que cruze o caminho dos participantes do Sketchcrawl (pronuncia-se isqueticrol) é passível de ser retratada no papel. Assim, 70 pessoas se encontraram ontem no Parque da Cidade, com grupos de outras 90 capitais do mundo com um objetivo em comum: desenhar.

Foi o 23º encontro deste tipo promovido no mundo, e a segunda vez em Brasília. Não há regras, inscrição nem taxas para participar. A ideia começou com o italiano Enrico Casarosa, em São Francisco nos Estados Unidos onde mora atualmente. O objetivo proposto por Enrico é que periodicamente os amantes da arte de desenhar reservem um dia para exercer essa habilidade ao ar livre pelas cidades. Os participantes do Sketchcrawl se movimentam por pontos pela cidade para desenhar qualquer coisa que estiver na frente.

A paulista Helena Jansen, 54 anos, moradora da Asa Sul, foi a encarregada de organizar o encontro em Brasília. "Quando soube do movimento mundial, decidi divulgar em uma lista de conhecidos. Com o tempo, essas pessoas também divulgaram a ideia até formarmos os encontros", revela Helena.

A primeira vez que Brasília participou do Sketchcrawl foi em abril deste ano. Na ocasião, o grupo se reuniu para desenhar no Setor Comercial Sul. O professor de ilustração científica da Universidade de Brasília (UnB) Marcos Santos Silva foi um dos 34 participantes que estiveram lá. "Conheci a Helena no grupo de desenho com modelos vivos da UnB e gostei da idéia. Pretendo participar sempre que houverem novos encontros, a cada quatro meses", afirmou Marcos.
A artista plástica Malu Perlingeiro, 56 anos, esteve no parque pela manhã e desenhou junto com a neta Lara Perlingeiro, de 6 anos. "O Sketchcrawl é uma novidade para mim. Só soube do movimento ontem e resolvi participar", relata. "A experiência é interessante, pois estou habituada a desenhar sozinha dentro do ateliê. Rabiscar com outras pessoas ao ar livre traz novas inspirações", complementa a artista plástica. "Desenhei a paisagem, os patos e o relógio de sol, do outro lado do lago", conta a pequena Lara.

A estudante do quarto semestre de publicidade Aline Dutra, 22, moradora da Asa Sul, participou do movimento pela primeira vez. "Achei bem tranquilo. É bom conhecer pessoas que também gostam de desenhar e fazer novos amigos", avalia a estudante.

A proposta do movimento é mudar a maneira como as pessoas veem o mundo ao redor de si. É fazer com que cada um pare para observar com mais calma e mais profundidade os detalhes da vida. Em carta publicada no próprio blog – http://sketchcrawl.com –, Enrico Casarosa explica que a ideia do desenho em grupo se baseia na percepção do quão interessante e inspirador é compartilhar e comparar os diferentes pontos de vista e pensamentos de cada desenhista.

O movimento começou depois de uma festa de despedida de solteiro, quando os amigos de Casarosa fizeram um PubCrawl, que consistia em ir de bar em bar, numa lista de dez. Eles só conseguiram chegar ao sétimo. Casarosa resolveu então, fazer a mesma coisa, só que em vez de beber em cada ponto ele decidiu desenhar em diferentes pontos da cidade. A primeira vez que o Brasil participou do Sketchcrawl foi em janeiro deste ano, no Rio, São Paulo e Curitiba. Ao fim do dia, os participantes do Sketchcrawl compartilham os desenhos com o mundo pela internet.

Fonte: http://www.jornaldebrasilia.com.br/portal/noticia_new.php?IdNoticia=107663
 
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