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Deus vult
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Discussion Starter #1
Bem, pessoal.

Vi que alguns foristas abordaram o tema em outros threads, visto que não existia um espaço no SSC apropriado para esse debate. Então, resolvi criar este thread :)

Falaremos sobre:
- cenários desastrosos;
- tutoriais;
- sites especializados;
- vídeos;
- perspectivas;
etc.

Enfim, colaborem o quanto puderem.

ps: o título do thread foi inspirado nos posts do Rodalves :lol:

..............................................................................................................


Sobrevivencialismo é um movimento de grupos ou indivíduos (chamados sobrevivencialistas ou preparadores) que estão ativamente preparando-se para emergências, até em caso de possíveis rupturas na ordem política e social local, regional, nacional ou internacional. Os sobrevivencialistas normalmente preparam-se para se antecipar as essas acontecimentos por meio de treinamentos, armazenamento de água e comida, preparação para autodefesa e autossuficiência, e/ ou construindo estruturas que os ajudarão a sobreviver ou desaparecer (ex.: refúgios de sobrevivência ou abrigos subterrâneos). É um movimento predominante nos Estados Unidos e por isso sua nomenclatura é fundamentada no inglês, assim como suas principais preocupações são relacionadas com riscos existentes naquele país.

As rupturas frequentemente citadas pelos sobrevivencialistas são: catástrofes naturais, catástrofes provocadas pela humanidade, ruptura na ordem social e política, colapso geral da sociedade, colapso da economia, emergências sanitárias e evento apocalíptico inexplicável.

[...]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sobrevivencialismo
 

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Bandeirantes
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Ha uns dois anos atrás se eu não me engano no National Geographic tinha um monte de programas de sobrevivência pos apocalíptica era febre, parece que passou a moda.
 

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Bem, pessoal.

Vi que alguns foristas abordaram o tema em outros threads, visto que não existia um espaço no SSC apropriado para esse debate. Então, resolvi criar este thread :)

Falaremos sobre:
- cenários desastrosos;
- tutoriais;
- sites especializados;
- vídeos;
- perspectivas;
etc.

Enfim, colaborem o quanto puderem.

ps: o título do thread foi inspirado nos posts do Rodalves :lol:

..............................................................................................................


Sobrevivencialismo é um movimento de grupos ou indivíduos (chamados sobrevivencialistas ou preparadores) que estão ativamente preparando-se para emergências, até em caso de possíveis rupturas na ordem política e social local, regional, nacional ou internacional. Os sobrevivencialistas normalmente preparam-se para se antecipar as essas acontecimentos por meio de treinamentos, armazenamento de água e comida, preparação para autodefesa e autossuficiência, e/ ou construindo estruturas que os ajudarão a sobreviver ou desaparecer (ex.: refúgios de sobrevivência ou abrigos subterrâneos). É um movimento predominante nos Estados Unidos e por isso sua nomenclatura é fundamentada no inglês, assim como suas principais preocupações são relacionadas com riscos existentes naquele país.

As rupturas frequentemente citadas pelos sobrevivencialistas são: catástrofes naturais, catástrofes provocadas pela humanidade, ruptura na ordem social e política, colapso geral da sociedade, colapso da economia, emergências sanitárias e evento apocalíptico inexplicável.

[...]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sobrevivencialismo
Isso me fez lembrar disto:

 

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Eu já pensei nisso. Kkkkk.

A casa da minha mãe em Brasilia seria um ótimo lugar. Fica no alto, dá para defender facilmente.

Todas as portas e janelas são duplas (externa, de ferro, interna, de vidro) e bem difíceis de violar.

A casa tem área suficiente para ter um sistema de energia solar que abasteça a casa inteira (eu, inclusive, queria instalar isso para parar de ser roubado pela CEB).

A piscina pode ser convertida numa cisterna. Como é casa, da para coletar água da chuva também. Tenho minhas dúvidas se é possível sobreviver em Brasilia apenas com água da chuva.

A casa tem uma área verde razoável, dá para ter uma horta e criar galinhas.

Tem um ambiente no subsolo da casa que daria um excelente panic room, com duas paredes enterradas, uma dando para a área externa que pode ser reforçada e uma voltada para dentro, onde eu instalaria uma porta de ferro.

Há lugares mais seguros, há lugares onde sobreviver sozinho é mais fácil. Mas nenhum lugar que eu conheço reúne tantas características boas como a casa da minha mãe.

Com um mínimo de adaptação se transforma num forte quase auto-sustentável bem razoável.
 

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Como já disse em outro tópico, saim da cidade o mais rápido possível se você ver que a merda vai pegar real.

A escalada de um evento causado por motivos não-naturais (terremoto, tsunami, asteroide...) é mais ou menos assim:

Protestos, ação policial, violência urbana, saques, perda de controle das autoridades locais, exército, perda de controle regional, grupos organizados sequestrando e buscando resgate, redução dos mantimentos em zona urbana, perda de controle total das cidades, anarquia, luta entre pequenos grupos por mantimentos, fuga das cidades e semi-tribalismo.

Conhecimento é poder. Você pode se salvar e salvar sua família num momento desses se estiver minimamente preparado para sair do conforto da civilização. Saber se esconder em meio a uma multidão desesperada, por exemplo. Quem vocês acham que estaria mais propenso a ser atacado por pessoas desesperadas e/ou oportunistas: alguém com uma mochilona de camping dos Marines ou uma pequena mochila low profile? Pensem nisso, nem tudo é Hollywood.

.

Só deixando para aquecer as turbinas:

 

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Deus vult
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Discussion Starter #8
Estre thread promete ser rodalvista.
O sobrevivencialismo surgiu em meio aos temores de uma guerra nuclear entre EUA x URSS. No entanto, hoje, outros fatores podem desencadear um desastre generalizado: mudanças climáticas e colapso da economia mundial.

Nada mais natural que existam técnicas de sobrevivência em meio à ruptura da civilização.
 

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O sobrevivencialismo surgiu em meio aos temores de uma guerra nuclear entre EUA x URSS. No entanto, hoje, outros fatores podem desencadear um desastre generalizado: mudanças climáticas e colapso da economia mundial.

Nada mais natural que existam técnicas de sobrevivência em meio à ruptura da civilização.
E uma coisa bem curiosa: na Guerra Fria, os EUA e a URSS preparavam a população para uma possível guerra nuclear de formas bem diferentes.

Os norte-americanos investiam em folhetos explicativos que eram distribuídos à população sobre sobrevivência numa guerra nuclear e alguns prédios comerciais com porões suficientemente fortes eram designados como bunkers; além disso, as Interstates foram implantadas com o propósito de evacuação da população em caso de ameaça nuclear (por isso que essas rodovias passam no centro das grandes metrópoles). De resto, a própria população se virava, mas não todos: boa parte construiu bunkers no quintal (a minoria) e alguns estocavam alimentos para meses.

Já os soviéticos investiram bem mais na preparação para uma guerra. Bunkers foram construídos para acomodar toda a população e todos os habitantes recebiam uma máscara contra gases para ser usada em caso de ataque nuclear (modelo GP-5, aquela que cobre toda a cabeça e está em moda entre os que gostam de apocalipse zumbi ou Guerra Fria; acha-se uma GP-5 por 10 Euros em barracas de rua na Europa). Nota: eu tenho uma máscara soviética contra gases e radiação... Havia também treinamento constante com simulações de ataque, no qual a população via como se agia quando havia contaminação por radiação e feridos. Os soviéticos viviam em estado permanente de possível ataque nuclear.
 

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Dando um tempo.
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Eu já pensei nisso. Kkkkk.

A casa da minha mãe em Brasilia seria um ótimo lugar. Fica no alto, dá para defender facilmente.

Todas as portas e janelas são duplas (externa, de ferro, interna, de vidro) e bem difíceis de violar.

A casa tem área suficiente para ter um sistema de energia solar que abasteça a casa inteira (eu, inclusive, queria instalar isso para parar de ser roubado pela CEB).

A piscina pode ser convertida numa cisterna. Como é casa, da para coletar água da chuva também. Tenho minhas dúvidas se é possível sobreviver em Brasilia apenas com água da chuva.

A casa tem uma área verde razoável, dá para ter uma horta e criar galinhas.

Tem um ambiente no subsolo da casa que daria um excelente panic room, com duas paredes enterradas, uma dando para a área externa que pode ser reforçada e uma voltada para dentro, onde eu instalaria uma porta de ferro.

Há lugares mais seguros, há lugares onde sobreviver sozinho é mais fácil. Mas nenhum lugar que eu conheço reúne tantas características boas como a casa da minha mãe.

Com um mínimo de adaptação se transforma num forte quase auto-sustentável bem razoável.
Com exceção da piscina lembrou a minha casa hehe.

E a minha também está no alto (casa e terreno) só não tem piscina. Tem terreno de 1000 metros quadrados totalmente murado (muros altos e de pedra) que dá pra, além da árvores de fruta e horta, criar galinhas, coelhos, codornas e até porcos.

PS: Acabei de assistir o novo Mad Max.
 

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Deus vult
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Discussion Starter #13
Sorte de quem tem casa no campo. As cidades serão os locais mais perigosos para sobreviver.
 

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Em primeiro lugar, leiam este texto ótimo. De alguma maneira tem relação com o tema (Nós somos aquela ovelha): http://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,nos-somos-aquela-ovelha,1756803

Em segundo lugar, já pensei em criar um tópico sobre o tema, mas acabei não criando. Muito boa a ideia da criação do thread, valeu pevigs.

Em terceiro lugar: não sei, mas acho que o nós brasileiros em geral (não todos, claro), temos uma cultura muito distante da natureza. O mais "próximo" é ser banhista numa praia urbana, na frente de um monte de prédios. Entretanto o sobrevivencialismo não é apenas rural/florestal, mas também urbano. Leio há um bom tempo blogs sobre o assunto, mas posso dizer que não pratico quase nada (um bom sobrevivencialista deve praticar quando possível algumas técnicas).

Em quarto lugar: pra mim isso é mais um hobby que qualquer outra coisa, mas pode sim ser útil. Exemplos de casos extremos recentes não faltam: Venezuela (caos político), Grécia (caos econômico), Japão (acidente nuclear e necessidade de fuga rápida), fora outros tsunamis e terremotos recentes que mataram centenas de milhares de pessoas, etc. Ou seja, não é algo pra se encucar e ficar paranoico, mas é um conhecimento importante.

Em quinto lugar, último, destacado e mais importante lugar: Eu lia sobre o assunto e tal, mas percebi mesmo a importância foi na última greve dos caminhoneiros, que aqui no sul foi muito forte. Foi bizarro. Quando se alastrou a notícia da possibilidade de falta de combustível, fui abastecer. Meu pai ligou e falou pra ir correndo e tal. Fiquei mais de um hora na fila, foi muito tempo e bizarro. Eu estava no meio da manada. Foi um cenário de caos, e foi real. Aqui na minha cidade quase não faltou nenhum tipo de alimento, apenas algumas verduras, mas teve cidade pequena que ficou uns dois dias sem combustível nos postos. O pessoal governista ficou dizendo no Facebook: "Ah, nunca que vai faltar combustível em Maringá, larguem mão, pois chega gasolina da refinaria não sei de onde (acho que Curitiba ou sei lá)". Falavam isso como se não fosse possível um caminhoneiro meter um caminhão na frente dos trilhos...
Ou seja, em um cenário de crise, pelos mais diversos motivos, mesmo que esteja tudo óbvio, sempre vai ter gente dizendo que "nada está acontecendo". Foram dias estranhos. Ali percebi que o caos político/econômico poderia realmente acontecer no país. Pra mim a sensação de estranheza e anormalidade foi até mais intensa que nos dias de protesto de 2013.


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Agora, falando sobre diversos cenários de crise:

Crise político-econômica de nível médio: faltando combustível e comida por mais de 30 dias.
Minha opção seria ir pra uma cidade pequena rural da minha região em que tenho parentes. Acho que cidades rurais são mais tranquilas nestes momentos. Comida e água não falta. Se a violência se propaga, também são mais sossegadas (dependendo da cidade, pois algumas cidades pequenas também são violentas). Minha vontade era ter um sítio pequeno, com lago, de preferência.

Crise político-econômica severa (a la Venezuela): só existem duas opções (três na verdade): lutar ou fugir. Neste ponto ou você luta, ou vive como gado, ou vaza. Viver como gado não é muito minha praia, então só considero lutar ou fugir. Mas eu não lutaria, pois não creio que algo bom substituiria o cenário. Não acredito em uma melhora no cenário brasileiro, por conta da corrupção e mania de se aproveitar dos outros que faz parte do caráter de grande parte dos brasileiros (não todos, diga-se de passagem pra ninguém dizer que estou generalizando), da situação ideológica do ensino, etc.
Resumindo: eu fugiria. Cada um foge pra onde pode. Minha opção seria o Paraguai ou Chile. De qualquer maneira, o Paraguai seria, pra minha região, uma ótima rota de fuga da crise. Tipo: primeiro Paraguai, como plataforma pra se mandar pra outro lugar, ou até pra permanecer. Isso tudo depende da situação financeira no momento da crise.
 

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Como já disse em outro tópico, saim da cidade o mais rápido possível se você ver que a merda vai pegar real.

A escalada de um evento causado por motivos não-naturais (terremoto, tsunami, asteroide...) é mais ou menos assim:

Protestos, ação policial, violência urbana, saques, perda de controle das autoridades locais, exército, perda de controle regional, grupos organizados sequestrando e buscando resgate, redução dos mantimentos em zona urbana, perda de controle total das cidades, anarquia, luta entre pequenos grupos por mantimentos, fuga das cidades e semi-tribalismo.

Conhecimento é poder. Você pode se salvar e salvar sua família num momento desses se estiver minimamente preparado para sair do conforto da civilização. Saber se esconder em meio a uma multidão desesperada, por exemplo. Quem vocês acham que estaria mais propenso a ser atacado por pessoas desesperadas e/ou oportunistas: alguém com uma mochilona de camping dos Marines ou uma pequena mochila low profile? Pensem nisso, nem tudo é Hollywood.

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Só deixando para aquecer as turbinas:

Você tocou num ponto importante. Na cidade a pessoa tem que tentar chamar o menos de atenção possível. Andar com roupa camuflada na cidade não ajuda muito.
 

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Dando um tempo.
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Com exceção da piscina lembrou a minha casa hehe.

E a minha também está no alto (casa e terreno) só não tem piscina. Tem terreno de 1000 metros quadrados totalmente murado (muros altos e de pedra) que dá pra, além da árvores de fruta e horta, criar galinhas, coelhos, codornas e até porcos.

PS: Acabei de assistir o novo Mad Max.
Esqueci de comentar: na casa ao lado com as mesmas caracteristícas que a minha, vive sozinha uma idosa de uns 90 anos e passa um córrego que desce do morro canalizado no terreno dela.

MEIN LEBENSRAUM!!
 

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E uma coisa bem curiosa: na Guerra Fria, os EUA e a URSS preparavam a população para uma possível guerra nuclear de formas bem diferentes.

Os norte-americanos investiam em folhetos explicativos que eram distribuídos à população sobre sobrevivência numa guerra nuclear e alguns prédios comerciais com porões suficientemente fortes eram designados como bunkers; além disso, as Interstates foram implantadas com o propósito de evacuação da população em caso de ameaça nuclear (por isso que essas rodovias passam no centro das grandes metrópoles). De resto, a própria população se virava, mas não todos: boa parte construiu bunkers no quintal (a minoria) e alguns estocavam alimentos para meses.

Já os soviéticos investiram bem mais na preparação para uma guerra. Bunkers foram construídos para acomodar toda a população e todos os habitantes recebiam uma máscara contra gases para ser usada em caso de ataque nuclear (modelo GP-5, aquela que cobre toda a cabeça e está em moda entre os que gostam de apocalipse zumbi ou Guerra Fria; acha-se uma GP-5 por 10 Euros em barracas de rua na Europa). Nota: eu tenho uma máscara soviética contra gases e radiação... Havia também treinamento constante com simulações de ataque, no qual a população via como se agia quando havia contaminação por radiação e feridos. Os soviéticos viviam em estado permanente de possível ataque nuclear.
Você não nos decepciona! :lol:
Eu estou louco pra comprar uns equipamentos de sobrevivencialismo, mas não quero torrar dinheiro agora. É aquela história: pode nunca ser útil (e esperamos que não seja), mas no mínimo fica legal de enfeite (é o caso dessa máscara), um belo objeto decorativo!
Nunca tinha pensando em como esta máscara protege dos resíduos nucleares. Por falar nisso, muitas pessoas morreram por conta dos resíduos e poeira dos prédios no 11 de setembro.

Minha lista de compras é tão grande, pena que o dinheiro é curto. :eek:hno: Vontade de pegar o cartão e ir passando ele sem dó numa loja de caça e pesca, como se não houvesse amanhã.
 

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Dando um tempo.
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Coisas para ter em estoque:

Latas ou vidros de conservas de pêssegos, figos, pepinos, beterraba etc... Duram anos.
Armas de fogo e munição.
Cigarros e bebidas (valem ouro nessas situações).
Sementes.
 

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Coisas para ter em estoque:

Latas ou vidros de conservas de pêssegos, figos, pepinos, beterraba etc... Duram anos.
Armas de fogo e munição.
Cigarros e bebidas (valem ouro nessas situações).
Sementes.
Ou pelo menos uma carabina de pressão Sumatra (meu sonho de consumo), que também dá pro gasto, super potente (uma das mais potentes sem necessidade de registro, apenas de ter nota fiscal junto), seis tiros e abate boi tranquilamente (tem vídeo no YouTube). Pena que é cara, muito cara...
 
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