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UNICAMP
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19/3/2009

O Departamento Hidroviário (DH), da Secretaria dos Transportes, e o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), da Secretaria de Saneamento e Energia, realizam estudos sobre a ampliação da utilização do rio Tietê na região metropolitana de São Paulo. Um dos principais pontos do projeto é o estabelecimento de diretrizes para utilização da via até a cidade de Salto. Com isso, o percurso navegável, que hoje tem 595 quilômetros, seria expandido em 200 quilômetros.

"A navegação comercial do rio Tietê é um tema que vem sendo discutido há bastante tempo pela comunidade técnica. O objetivo principal é tornar o rio Tietê navegável e criar condições seguras, abrindo o leque comercial de cargas. É menos poluente e pode ser utilizado para turismo e lazer", disse o superintendente do Daee, Ubirajara Tannuri Felix.

Com a maior utilização da hidrovia, é possível prever uma redução de gastos com o transporte de mercadorias. A despesa com combustíveis é 19 vezes maior no transporte rodoviário. Dados preliminares do Departamento Hidroviário mostram que, com a expansão do curso navegável, o custo específico da hidrovia teria uma redução de 20%. Além disso, o custo da logística, baseada na combinação de hidrovia, ferrovia e rodovia, chega a ser 38% menor do que o baseado unicamente na rodovia.

O estudo, que será feito por um grupo de trabalho composto por seis engenheiros, deve ser concluído em quatro meses. De acordo com o diretor do Departamento Hidroviário, Frederico Bussinger, a estimativa é de que, uma vez iniciadas, as obras sejam terminadas em dois ou três anos, e o investimento pode chegar a cerca de R$ 800 milhões.

A construção de uma eclusa na barragem da Penha para permitir a regularidade da navegação no rio também está incluída nos estudos. "Nós temos um ponto de estrangulamento que é a barragem da Penha, que ficou pronta há 30 anos e tem uma operação para controle de cheias, mas não temos eclusa, que é como um elevador de águas que cria maiores condições de navegabilidade", disse Ubirajara.

Em 2008, foram movimentados 4.854 milhões toneladas de mercadorias no Tietê. O principal produto transportado foi o complexo de soja (soja em grãos e farelo de soja), com quase 1.430 mil toneladas. "É como se o rio Tietê tivesse toda a movimentação do Porto de Santos 12 vezes", disse Bussinger. Estima-se que a movimentação poderá alcançar 20 milhões de toneladas por ano.

Atualmente, 58% do transporte nacional de mercadorias são feitos por rodovia, 25%, por ferrovia e 13% são feitos pelo sistema hidroviário. A projeção é de que, em 2025, o transporte hidroviário tenha um crescimento de 120% e seja responsável por 29% da matriz de transporte, enquanto o sistema rodoviário deve sofrer uma redução de 43%, ficando com 33% da malha viária, e o ferroviário, de 32%.

Os empresários que trocam as rodovias e ferrovias por hidrovias precisam de um terminal de transbordo e de um operador de barcaças. Bussinger afirmou que o poder público está buscando incentivar esta ação nas empresas e que muitos estão estudando a alternativa.

Outros benefícios

Além das vantagens comerciais, o aumento do trecho navegável do rio Tietê pode trazer outros benefícios, como a redução do congestionamento e da poluição da região metropolitana de São Paulo.

"Às portas da região metropolitana de São Paulo, as cargas terão a possibilidade tanto de serem transferidas à ferrovia existente em direção ao Porto de Santos, como de alcançar a própria metrópole em um novo ramal que pode ser construído, assim contribuindo para o descongestionamento do trânsito e para a redução da poluição da região", disse o diretor do departamento Hidroviário, Frederico Bussinger.

Fonte: DCI
 
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E o produto da RMSP também pode ser escoado pelo rio.

Um exemplo bom são os carros seguirem de trem até as represas ou do Pinheiros ou à marginal Tietê e de lá seguirem para o centro-sul do continente, como Paraguay, Urugay, Argentina pagando frete menor que os dos caminhões-cegonha e liberando o porto para exportação a maiores distâncias.
 

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O Brasil precisa muito investir em hidrovias e ferrovias. É inconcebível, um país, com essa dimensão continental viver refém do sistema rodoviário, que é caro e deixa o país pouco competitivo.
 

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**16º ano**
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Tomara que isso se concretize, seria ótimo ter essa opção e menos caminhões nas estradas.
 

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Será que nunca perceberam a importância desse rio?

Com um potêncial enorme e localizado bem no meio da cidade, com certeza ajudaria e muito a elevar a economia do estado e até do país.

Quanto a questão social, reduziria consideravelmente alguns deslocamentos com a região do Alto Tietê, paulistano ainda não sabe o que é serviço de barcas
 

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Sampa!
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SP | Hidroanel Metropolitano


Meta é usar o rio Tietê como alternativa para o transporte de cargas e projeto prevê intervenções em Barueri, Carapicuíba e Parnaíba


O governo do Estado deu o “pontapé” inicial para o projeto de criação de uma hidrovia, permitindo a navegação pelo rio Tietê. Foi assinado, no último dia 22, pelo Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo, órgão da Secretaria Estadual dos Transportes, e a Petcon Planejamento um contrato para estudo de pré-viabilidade técnica, econômica e ambiental do hidroanel metropolitano.

O trabalho, de acordo com o departamento, vai avaliar as condições de intermodalidade no escoamento das cargas; as melhorias nos deslocamentos dos usuários dos sistemas viários; a compatibilidade dos investimentos para a implantação na área e os principais impactos ambientais. O estudo será desenvolvido pela Petcon em parceria com o Departamento de Engenharia Naval da USP e deverá ser entregue em sete meses, ao custo de R$ 1,2 milhão.

A idéia é utilizar os rios Tietê e Pinheiros como meio de transporte de cargas significa, visando aliviar do trânsito da região Metropolitana parte das 400 mil viagens de caminhão por dia ou 1 bilhão de toneladas de cargas/ano.

Atualmente o rio Tietê já possui 41 km navegáveis, com início na barragem de Edgard de Souza (Santana de Parnaíba), passando pela eclusa sob o Cebolão e finalizando na barragem da Penha (São Paulo), cujo projeto executivo para construção de uma eclusa no local deverá ser entregue em junho. Já o hidroanel vai acrescentar mais 14 km ao trecho navegável, totalizando 55 quilômetros.

Embora o projeto não esteja finalizado, estudos preliminares apontam intervenções em três cidades da região. Santana de Parnaíba, onde há um “degrau” de cerca de 200 metros no leito do rio, ganharia novas eclusas. Já Barueri, com sua estação de tratamento de esgoto, passaria a ser destino do lodo que será retirado do leio do rio, onde será instalada uma unidade industrial capaz de transformá-lo em blocos para a construção. E Carapicuiba, ao lado de São Bernardo e Guarulhos, é um dos pontos cotados para receber centrais de abastecimento (tipo Ceagesp) e de logística, no transporte das cargas, onde haveria ligação da hidrovia com os sistemas rodoviários e ferroviários.

Fonte
 

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Até que enfim deram início a um estudo mais sério sobre o hidroanel. Só espero que a implantação não seja a mesma novela do primo rodoviário.
 

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O Rodoanel mal sabemos se sairá até o final (Trecho norte). O Ferroanel com certeza ficará para depois de 2020 e demorará mais uns 20 anos para ficar pronto.

Sejamos realistas: o Hidroanel não fica pronto antes do ano 2040. Talvez com o nome Hidroanel José Serra.
 

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Pelo ritmo que têm tomado as obras em São Paulo nos últimos anos, vejo que a forma como a notícia foi tratada vem daquele velho prazer que os tupiniquins têm de tomar qualquer anúncio do governo como motivo para reclamação e auto-vitimização.

Mas o governo de São Paulo tem demonstrado muito mais que isso.

Estou muito confiante.

Avante, São Paulo.
 

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Virou moda esse negócio de "Anel e Estaiado".... :lol:

Rodoanel, Ferroanel, Contorno Norte, AnelMetropolitano, Ponte Estaiada de Guarulhos, do Guarujá, do Acre, etc e etc.... :eek:hno:

O Hidroanel já existe, ele é formado pelas Marginais Tietê e Pinheiros, com uma alça pela Avenida do Estado e outra pela Avenida Aricanduva, tendo seu funcionamento em épocas de enchentes...... :gaah:
 

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Virou moda esse negócio de "Anel e Estaiado".... :lol:

Rodoanel, Ferroanel, Contorno Norte, AnelMetropolitano, Ponte Estaiada de Guarulhos, do Guarujá, do Acre, etc e etc.... :eek:hno:

O Hidroanel já existe, ele é formado pelas Marginais Tietê e Pinheiros, com uma alça pela Avenida do Estado e outra pela Avenida Aricanduva, tendo seu funcionamento em épocas de enchentes...... :gaah:

É verdade, e em épocas chuvosas do ano, tem mostrado seu enorme potencial de expansão! :lol::lol::lol:
 
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