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Na maior obra de Kassab, túnel de 4 km, parque e remoção de favelas

Prefeitura venderá títulos para custear os R$ 2,2 bi do megaprojeto que ligará a Roberto Marinho à Imigrantes

Abertura do túnel mais extenso de São Paulo - que ligará a Avenida Roberto Marinho à Rodovia dos Imigrantes -, a remoção de moradores e a construção de novas casas para cerca de 30 mil pessoas serão feitas simultaneamente à criação de um dos maiores parques da cidade. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) prepara para colocar no mercado no segundo semestre a licitação para a principal obra de sua gestão, um pacote estimado em R$ 2,2 bilhões.

A fase de pré-qualificação já foi encerrada e o projeto básico, obtido pelo Estado, de autoria do arquiteto Paulo Bastos, está pronto. A Prefeitura vai finalizar o projeto executivo antes de colocar a licitação na praça, dividida em quatro lotes por causa de sua dimensão e complexidade.

Inserida na área da operação urbana Águas Espraiadas, na zona sul, a Prefeitura pretende financiar as obras por meio dos Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), títulos municipais vendidos à iniciativa privada para que ela construa acima da metragem mínima permitida pela lei de zoneamento.

Desde que esse instrumento urbanístico foi criado, é a primeira vez que a Prefeitura vai usá-lo para requalificar uma ampla área de São Paulo. As principais obras financiadas pela venda de Cepacs até hoje foram os dois túneis que passam sob a Avenida Faria Lima (Max Feffer e Fernando Vieira de Mello) e a Ponte Octavio Frias de Oliveira, a estaiada, que custaram cerca de R$ 650 milhões.

"O projeto desta vez não está voltado para carros e motoristas, mas para a requalificação de uma região importante da cidade, que hoje se encontra degradada", explica o arquiteto Paulo Bastos. "A transformação da área, ao mesmo tempo, vai atrair o interesse do mercado imobiliário e permitir o financiamento do projeto por meio de recursos privados."

A obra está divida em três frentes principais. Na frente viária, os estudos para apontar o trajeto do túnel estão em fase final. Desenvolvido pela Secretaria Estadual dos Transportes, falta ainda definir exatamente onde será a entrada e a saída da obra, que terá uma extensão de 4,2 a 4,8 quilômetros.

As outras duas frentes estarão voltadas às questões habitacionais e urbanísticas. O túnel vai passar embaixo de uma região onde existem 14 favelas, cuja população será removida. A construção de apartamentos para os moradores e o trabalho de remoção já vêm sendo coordenados pela Secretaria Municipal de Habitação (Sehab).

Finalmente, na terceira frente, será feita a construção do parque em uma área estimada em 1,3 milhão de m². Nos lotes a serem licitados, divididos em quatro áreas ao longo da extensão do projeto, cada grupo vencedor terá de se encarregar da construção do túnel, do parque e de parte das moradias para realocar a população. "Isso permite que as equipes de cada um dos grupos possam trabalhar simultaneamente em um mesmo prazo. Isso agilizaria a obra", explica o secretário de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), Marcelo Cardinale Branco.

REMOÇÃO

Nas 14 favelas que hoje ocupam a região, localizada entre os bairros do Jabaquara, Brooklin e Vila Mascote, vivem pouco mais de 8 mil famílias que passaram a adensar o local a partir dos anos 1980. Esse complexo de moradias vai ser removido para dar lugar ao novo parque sobre o túnel que leva à Imigrantes, ocupando um área semelhante à do Parque do Ibirapuera, ao longo de 4,5 quilômetros de extensão.

A remoção e realocação das famílias é considerada a parte mais trabalhosa e tensa do projeto. Os cadastros da Sehab e da Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab) vão ser usados para evitar que haja novas invasões de moradores em busca dos benefícios que o projeto possa proporcionar.

A previsão da Superintendência de Habitação Popular, que vem coordenando o projeto, é que cerca de 30% dos moradores permaneçam no perímetro da operação urbana Águas Espraiadas, em áreas destinadas a habitações de interesse popular. Na licitação, cada empresa, além de fazer o túnel e o parque, deve ficar responsável pela construção de cerca de 750 apartamentos em cada um dos quatro lotes.

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano e a Cohab ficarão encarregadas da moradia dos demais habitantes. "Já estamos em busca dos terrenos onde vão ser construídos os apartamentos", diz a arquiteta Elizabete França, superintendente de Habitação Popular da Sehab.

FUNDO DE VALE

Localizada em uma região de fundo de vale, para onde correm as águas das chuvas que causam cheias constantes na área, com o novo parque a ideia é contribuir para a permeabilização da região. "O projeto do túnel permite que uma ampla área verde ocupe um espaço que não pode ser adensado", explica o secretário Marcelo Cardinale Branco.

Lagos feitos a partir do represamento do córrego Águas Espraiadas devem ajudar a aumentar a capacidade da região para receber as águas. O arquiteto Paulo Bastos afirma que redes coletoras de esgoto podem fazer com que o córrego tenha águas limpas. "A intenção é fazer um projeto que sirva também como modelo ambiental a ser replicado", afirma Bastos.

O prazo para a finalização das obras vai depender do interesse do mercado na compra dos Cepacs. A Siurb avalia que, com dinheiro em caixa, seria possível executar tudo em pouco mais de três anos. Existem cerca de R$ 400 milhões em caixa das últimas vendas dos títulos municipais em leilões.

Para completar a verba, a Prefeitura precisaria vender 2,5 milhões de Cepacs, a um valor estimado de R$ 600 cada um. Cada Cepac permite ao comprador construir 1 m² adicional ao mínimo permitido pela lei de zoneamento.





Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090622/not_imp390958,0.php

Imagens fornecidas pelo forista lpaganini
 

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Mais uma obra atrasada retomada nessa gestão. Pelo menos essa é mais que um túnel. Tem toda a questão da favela, da construção do parque, e da ligação importante com a Imigrantes. Mas eu quero ver se as famílias que forem para longe vão gostar. Se elas tiverem empregos na região, e toda a sua vida estabelecida lá.

Uma dúvida de engenharia. O parque, em cima do túnel, também não seria impermeavél?! Digo, depois de entrar na terra, a água não encontraria o concreto do túnel?! Ou existe algum escoamento. E fazer a rede de esgoto na região é importante.

E por último, a reportagem fala que existem 400 milhões em caixa de venda de CEPACs. Mas não explica que o dinheiro da venda das CEPACs tem que ser usado na mesma região. Ou seja, se esse dinheiro for de outra região.
 

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Antes tarde do que nunca. Não entendo pq não removeram aquela favelinha do Berrini antes da construção da ponte.
 

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Como não tenho imagens de terra, e as obras estão longe de começar, vou colocar algumas do Google Earth.

Final da Roberto Marinho


Final da Roberto Marinho, e a continuação do corrego.


Visão geral do "caminho" do túnel.


Visão geral, mais a distância.
 

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Annoying ex-moderator
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Projeto maravilhoso, antes tarde do que nunca!

Para aqueles que são de fora, esse projeto significa dar uma alternativa à avenida dos bandeirantes, que atualmente é o principal acesso de caminhoes ao porto de santos.
 

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Viagem Interna
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O parque ficaria exatamente onde?
Deve margear os córregos que formam o Aguas Espraiadas e as favelas lindeiras a ele

O túnel é a melhor solução possível. Se fosse optado pela continuidade da avenida Roberto Marinho na superfície até a Imigrantes bairros inteiros sofreriam com grandes desapropriações, o que seria desgastante. Talvez a Saída desse túnel seja na encosta da Cidade Vargas, o que talvez leva a desapropriação de algumas casas.

Essa seja talvez a obra de maior impacto sobre o tráfego nessa gestão. Sua execução e conclusão após o rodoanel Sul proporcionará um equilíbrio no tráfego de autos junto com a Bandeirantes, porém sem a presença de caminhões, que espero que utilizem o Rodoanel para atingir a Imigrantes/Anchieta.
 

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Viagem Interna
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^^

E ainda parece que vão proibir o tráfego de caminhões na Roberto Marinho, se já não é proibido.
Na verdade, com o Rodoanel parte Sul pronta, dever-se-ia proibir que os caminhões atravessassem a cidade via Marginais/Bandeirantes e agora Roberto Marinho para atingir a Imigrantes. O problema é que muitos vão alegar que o pedágio desestimula o uso do rodoanel...
 

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Viagem Interna
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Moretti, vc que está com o GE fácil, simule a distância de um túnel que ao invés do ponto que vc marcou, chegasse a Imigrantes abaixo do pátio Jabaquara - seguindo mais ou menos a linha do córrego. Acho que aí estão os 4 km de túnel, com menor intervenção na Cidade Vargas....
 

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Viagem Interna
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Peraí. To fazendo.

Edit: A imagem.

Segui o corrego o máximo que pude. Tem uma hora que se perde o corergo em meio a favela.
Bingo ,é isso aí FM!!!! talvez seja nessa direção a contrução. Ao sul do terminal Jabaquara e do pátio, seguindo proximo ao córrego. 4 km!
 

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bye Iguaçu, hi Tietê
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Para ficar mais que excelente, é só acrescentar o braço Americanópolis do VLT/Monotrilho de Congonhas (linha 17-ouro). A meu ver, poderia ser feito em conjunto, talvez será. Reurbanização, parque, transporte coletivo, bom acesso de tráfego... Vai ficar uma área show.
 

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Para ficar mais que excelente, é só acrescentar o braço Americanópolis do VLT/Monotrilho de Congonhas (linha 17-ouro). A meu ver, poderia ser feito em conjunto, talvez será. Reurbanização, parque, transporte coletivo, bom acesso de tráfego... Vai ficar uma área show.
E está previsto o VLT ligando o Aeroporto à linha 1 e posteriormente à estação Morumbi. Esta notícia da Folha explica melhor:

Túnel fará ligação entre Imigrantes e avenida Roberto Marinho
EVANDRO SPINELLI
da Folha de S.Paulo

Um túnel de 4,5 quilômetros ligará a avenida Jornalista Roberto Marinho à rodovia dos Imigrantes. Sobre o túnel haverá um "metrô de superfície", que passará também pelo aeroporto de Congonhas.

Esse pacote de obras para serem executadas nos próximos seis anos foi anunciado ontem de manhã pela Prefeitura de São Paulo e pelo governo do Estado durante a vistoria final das obras da ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira, na zona sul de São Paulo.

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) disse que, com a inauguração da ponte no próximo sábado, a prefeitura poderá começar a segunda etapa das obras de infra-estrutura financiadas com recursos da Operação Urbana Água Espraiada.

A extensão da Roberto Marinho até a avenida Pedro Bueno, um trecho de 400 metros, já está em licitação e as obras, com duração prevista de 17 meses, devem começar ainda neste ano. Desse ponto da avenida Jornalista Roberto Marinho até a Imigrantes, de acordo com Kassab, a ligação viária será subterrânea.

A obra, com custo estimado em R$ 1 bilhão, ainda está em fase de projeto. A idéia é criar uma espécie de corredor exclusivo para carros e motos. Hoje, a principal ligação com a Imigrantes é por meio da avenida dos Bandeirantes, normalmente congestionada por causa, principalmente, do tráfego de caminhões.

O acesso da marginal Pinheiros para a Roberto Marinho será, a partir da próxima semana, pela ponte estaiada, vetada para ônibus e caminhões. Porém esse corredor ainda não dá acesso à Imigrantes. A extensão da Roberto Marinho até a Pedro Bueno cria uma espécie de "atalho" que deve desviar o tráfego de carros da Bandeirantes. O túnel consolidará o corredor.

Em todo o trecho da obra estão previstas cerca de 8.500 desapropriações -a maioria em favelas- para as obras do túnel, do "metrô de superfície" e de parques que deverão ser construídos sobre o túnel da Roberto Marinho.

Para abrigar as famílias desapropriadas serão feitos inicialmente três conjuntos habitacionais --no Jardim Edith, com 528 unidades, na av. Washington Luís, com 240, e na rua dos Corruíras, com 248. No total, o pacote de obras, incluindo as desapropriações e conjuntos habitacionais, deve custar cerca de R$ 2,5 bilhões.

A prefeitura estima bancar cerca de R$ 1,5 bilhão. Parte desse recurso será arrecadada com a venda de Cepacs --títulos que permitem a construção de prédios mais altos do que o previsto no plano diretor.

O governo federal deve enviar R$ 400 milhões, para as obras do "metrô de superfície". Os cerca de R$ 600 milhões restantes devem ser bancados pelo governo do Estado. A maior parte desse recurso deve ser usada no túnel de ligação com a rodovia dos Imigrantes.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u398145.shtml
 

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A, essa notícia nem dá tantos detalhes. Só fala que terá linha do VLT (na epóca, provavelmente, Bonde Chique). Mas que saia tudo mesmo.
 
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