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88,52% da cidade teria esgoto, segundo estudo da FGV e de instituto.
Quatro das cinco cidades com melhor saneamento também estão em SP
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A capital paulista conta com a segunda maior rede de coleta de esgoto entre as 12 capitais que irão sediar a Copa do Mundo de 2014. Segundo estudo feito pelo InstitutoTrata Brasil e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgado na manhã desta quinta-feira (2), 88,52% da população do município de São Paulo dizem ter acesso à rede de esgoto. A informação foi retirada da base de dados da Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (PNAD) de 2007, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A cidade ficou atrás apenas de Belo Horizonte (MG), que registrou índice de 97,05% em 2007. Após São Paulo, a capital que ficou em terceiro lugar foi Salvador, com 87,77%; Rio de Janeiro, com 83,73%; Brasília,com 80,17%; Curitiba, com 79,37%; Fortaleza, com 54,62%; Porto Alegre, com 49,29%; Recife, com 47,12%; Cuiabá, com 41,21%; Manaus, com 34,98%; e Natal, com 21,26%.


Como os índices do estudo levaram em consideração o PNAD, os percentuais representam a percepção da população sobre seu acesso à coleta de esgoto. De acordo com os responsáveis pelo estudo divulgado nesta quinta, os índices reais de atendimento de esgoto nesses locais podem divergir um pouco daquele do PNAD, mas não modificam a posição das cidades no ranking.



“As companhias [de saneamento] de Manaus dizem que 11% do esgoto é coletado. No estudo do PNAD, Manaus aparece com 34,98 %, mas nos dois casos Manaus permanece na 11ª posição no ranking“, disse Raul Pinho, presidente do Instituto Trata Brasil, que afirmou ainda que a variação desses percentuais pode ser menor do que a existente em Manaus. No caso de São Paulo, segundo ele, o percentual informado pelas companhias de saneamento seria de 85%.

De acordo com o chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Neri, o motivo que levou Belo Horizonte e São Paulo a ficarem no topo da lista de coleta de esgoto está muito mais relacionado à gestão do que a recursos. “Não é só dinheiro. Dinheiro é importante, mas fundamentalmente é gestão e, para isso, a população tem que estar conscientizada. Tem que perceber que a falta de saneamento não é só o cheiro que as câmeras de TV não pegam, que não é aquela coceirinha, mas é doença”, afirmou.

Raul Pinho vê a Copa como possibilidade de geração de investimentos em saneamento no país. “Levantamento rápido em cima das cidades sede da Copa [de 2014] mostra que investimentos da ordem de R$ 7 bilhões seriam suficientes para sanar o problema do saneamento nessas cidades. Cerca de R$ 100 bilhões serão gastos com a Copa no país. Seriam apenas 7% desse total”, afirmou Pinho, acrescentando que o saneamento no Brasil precisa de R$ 270 bilhões para cobrir seu déficit.

Outras pesquisas do IBGE fora o PNAD também foram usadas e, além dos dados do instituto, o estudo feito em parceria com a FGV também levou em consideração dados do Ministério da Saúde.



Melhores cidades em SP

O estudo divulgado nesta quinta-feira abrangeu não só as cidades que serão sede da Copa de 2014, mas um total de 79 municípios do país com mais de 300 mil habitantes. Nessa lista, das cinco cidades com melhores condições de saneamento no Brasil, quatro ficam no estado de São Paulo. Seriam elas: Franca, em primeiro lugar; Sorocaba, em terceiro lugar; Santos, em quarto lugar; e Jundiaí, em quinto lugar. A única das cinco cidades que não está no estado de São Paulo é Uberlândia (MG), em segundo lugar na lista.



A cidade em pior situação de esgoto no estado é Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, que está na 60ª posição no ranking dos 79 municípios. O índice é baseado num conjunto de indicadores bem mais amplo que a coleta de esgoto, levando em consideração fatores como atendimento total de esgoto, esgoto tratado por água consumida, volume produzido de água e total de investimentos.



Por este ranking, a capital paulista aparece na 21ª posição, atrás ainda de outras cinco cidades do estado. No final da lista aparece a cidade fluminense de São Gonçalo, com graves problemas de saneamento, na definição dos divulgadores do estudo.

Segundo Neri, apesar dos bons índices de coleta e tratamento de esgoto em algumas cidades do país, ainda é muito grande o déficit nacional na área. Atualmente, 49,44% da população brasileira possui rede de esgoto, contra 81,11% de água encanada, 86,79% de lixo coletado, 98,18% de fornecimento de energia e 95,03% de acesso a banheiro.

O estudo aponta os reflexos na saúde da ausência de esgoto entre a população. Segundo o professor da Fundação Getúlio Vargas, 12% é o aumento na chance de quem não tem esgoto em casa ter faltado o trabalho nos últimos 15 dias. Além disso, a ausência de esgoto faz crescer em 22% o risco de crianças morrerem antes de completar seis anos. Pessoas sem rede de esgoto têm ainda cerca de 2 centímetros de estatura a menos que pessoas que têm acesso a esgoto.

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPau...DE+DE+ESGOTO+DAS+CIDADES+SEDE+DA+COPA+DE.html
 

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Muito estranho alguns dados: POA, apesar de não conhecer a cidade, DUVIDO que tenha menos de 50% do esgoto coletado.
 

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Muito estranho alguns dados: POA, apesar de não conhecer a cidade, DUVIDO que tenha menos de 50% do esgoto coletado.
Acho um pouco real já que algumas cidade beira a lagos, rios e mares despejam dejetos regular ou irregularmente...

Infelizmente, mas já não sei o caso de POA...
 

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pesquisa estranha...
Só devem estar considerando a captação do esgoto em si, pois o tratamento dos mesmos é uma outra história...
Também não devem ter considerado o esgoto "in natura" e lixo jogado sem critério algum em córregos e lagos das grandes cidades brasileiras..
 

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Noticia interessante, mas como já foi dito, coleta é uma coisa, tratamento é outra.

Coleta é s[p a captação oficial dos dejetos pelo sistema público, ao invés dos canos sairem direto nos córregos, mas a sujeira acaba indo parar nos rios, lagos e oceano do mesmo jeito.

Já o tratamento é bem mais caro, e envolve limpar todo os dejetos recolhidos e despejar nos rios e mares uma água limpa, que nao vai estragar o meio ambiente
 

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De nada vale se fazer a coleta se não houver tratamento. Guarulhos, por exemplo, coleta boa parte dos esgotos mas manda tudo (tudo mesmo) para o rio Tietê.

Vejam abaixo:

Entre os distritos do Brasil que possuem coleta de esgoto sanitário, pouco mais de 1/3 tratam o esgoto sanitário (33,8%). O restante (66,2%) não dão nenhum tipo de tratamento ao esgoto produzido. "Nesses distritos, o esgoto é despejado in natura nos corpos de água ou no solo, comprometendo a qualidade da água utilizada para o abastecimento, irrigação e recreação".

Do total de distritos que não tratam o esgoto sanitário coletado, a maioria (84,6%) despeja o esgoto nos rios. Nas regiões Norte e Sudeste, o número sobe para 93,8% e 92,3% respectivamente.

http://www.brasiloeste.com.br/noticia/1744/recursos-hidricos
 
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