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Mameluco sangue azul
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O Complexo Industrial Portuário de Suape quer zerar seu passivo ambiental até 2010. A idéia é investir R$ 16,5 milhões em 39 projetos que vão desde a elaboração de uma agenda ambiental portuária, passando pela implementação de Planos Básicos Ambientais (PBA) e outras ações. Os projetos foram apresentados pela diretoria do porto durante a Semana do Meio Ambiente de Suape, que teve início na última quarta-feira e se estendeu até ontem no hotel Summerville, em Porto de Galinhas.

O diretor de Engenharia e Meio Ambiente de Suape, Ricardo Padilha, diz que o plano de zerar o passivo vai utilizar recursos das vendas de terrenos no complexo. “Desde fevereiro deste ano, 50% dessas vendas estão sendo destinadas a projetos ambientais”, observa. Por enquanto, o “cofre ambiental” conta com R$ 2 milhões.

A coordenadora de meio ambiente de Suape, Daniella Cysneiros, adianta que dos 39 projetos que serão tocados na área ambiental, oito estão na lista de prioridades. Dentre eles aparece a recuperação do Riacho Algodoais, em Ipojuca, a implantação do Programa de Recuperação de Área Degradada (Prad) da Mata do Zumbi, a construção de um Centro de Tecnologia Ambiental (CTA) e o desenvolvimento de uma agenda ambiental portuária.

“Uma das propostas da agenda, por exemplo, é oferecer cursos de capacitação para gestores das prefeituras do Cabo e Ipojuca, além de instituições que têm interface com a gestão do porto”, diz Daniella. Os cursos serão ministrados pelo Ministério do Meio Ambiente e a expectativa é iniciar com uma turma de 20 alunos. Depois da fase de capacitação, a agenda prevê a realização de oficinas, que vão discutir temas como resíduos sólidos, zoneamento, gestão e plano de emergência.

O projeto do Riacho Algodoais vai consumir investimento de R$ 145 mil para fazer um diagnóstico da situação do manancial, que teve sua vazão reduzida nos últimos anos e não consegue diluir a quantidade de efluentes descartados pelas indústrias Suape Têxtil, Coca-Cola e Rexam. As três empresas e o Porto de Suape foram alo de denúncia e um processo tramita na promotoria pública do Estado.

FUTURO

Além de tentar eliminar o passivo, a diretoria do porto também faz planos de utilizar energia eólica no complexo. “É um projeto embrionário ainda, mas queremos ter esse diferencial no futuro, usando esse tipo de energia na parte administrativa e na iluminação pública”, vislumbra Padilha.

O diretor comemora o resultado da Semana do Meio Ambiente, que teve 550 participantes e ainda teve que recusar 300 inscrições. “No ano passado o evento aconteceu em Suape e foi para 50 pessoas”, compara.

Fonte: Jornal do Commércio.
 
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