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Subsolo de área no Lago Sul está poluido desde 2001

Ação judicial movida pelo bispo Rodovalho, secretário de Trabalho do DF, impede a continuidade dos serviços de despoluição da QL 6, contaminada por vazamento de combustível em 2001

Marcelo Rocha - Correio Braziliense e Pablo Rebello - Correio Braziliense

Publicação: 25/06/2008 08:40 Atualização: 25/06/2008 08:49

Uma pendência que tramita na Justiça do Distrito Federal paralisou os trabalhos de despoluição do subsolo na região da QL 6 do Lago Sul. A área foi atingida por combustível que vazou de um dos tanques do posto Auto Shopping, localizado naquela quadra. Por causa da disputa judicial, que envolve moradores do bairro nobre e a Petrobras Distribuidora S/A (BR Distribuidora), a empresa interrompeu a descontaminação do lençol freático. Não há previsão para a retomada do serviço.

O secretário de Trabalho do DF e deputado federal, Robson Rodovalho (DEM), mora na casa mais próxima ao revendedor de combustíveis. Em 2004, o parlamentar — e bispo da comunidade evangélica Sara Nossa Terra — recorreu à Justiça para reivindicar R$ 1,5 milhão de indenização (em valores da época), referentes a danos morais e pelo imóvel, em processo que tramita na 2ª Vara Cível de Brasília. Sem uma solução para o impasse, a recuperação ambiental ficou em segundo plano.

Foi por causa de uma cisterna no terreno de Rodovalho que se soube do acidente. Do poço, de onde era retirada água para uso doméstico, sem conhecimento da administração pública, surgiram os primeiros sinais da contaminação, ainda em 2001. Funcionários da residência de Rodovalho notaram forte cheiro de gasolina na água da cisterna e de locais para onde era canalizada. Ao protocolar a ação indenizatória, ele anexou uma série de documentos com detalhes importantes sobre o desastre.

Há neles referências a laudos de remediação ambiental na área do posto e casas vizinhas, elaborados por empresas contratadas pela BR Distribuidora. Num desses papéis, registra-se a retirada de 129 litros de combustível em 18 dias de trabalho. O acidente na QL 6 do Lago Sul foi detectado na mesma época em que se soube do vazamento de diesel no posto Brazuca, localizado na estrada que liga Brasília a Sobradinho (leia memória), apontado como o maior desastre do gênero no DF.

Perícia
O Correio apurou que o processo que tramita na 2ª Vara Cível ficou parado mais de um ano para que, entre outros motivos, as partes chegassem a um entendimento sobre a realização da perícia que apontará a extensão do dano. Passados sete anos do desastre, não se tem idéia de quanto combustível vazou do tanque. Procurada pelo jornal, a BR não informou.

Por meio da assessoria de imprensa, a empresa confirmou apenas a interrupção dos serviços. Em nota encaminhada ao jornal, a empresa informou que “nas duas residências vizinhas ao posto não foi permitido o prosseguimento do trabalho, situação ainda não solucionada em virtude de ação judicial.” Uma dessas residências é de propriedade de Robson Rodovalho.

Apesar da interrupção dos trabalhos de despoluição ambiental, a empresa argumentou ainda no comunicado que “vem realizando a remediação ambiental na área de abrangência do Auto Posto QL-06 desde 2001, empregando as mais eficazes técnicas disponíveis e em consonância com a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do DF (Semarh)”. As atribuições da Semarh foram absorvidas pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do DF (Seduma).

Rodovalho confirmou nesta terça-feira (25/06) a restrição de acesso a seu imóvel. “Eles insistem em trabalhar comigo lá dentro, e isso não posso aceitar. Nego-me a deixar que pessoas estranhas trabalhem no local onde moro enquanto não resolverem meu problema”, justificou. Para ele, o ideal seria a distribuidora de combustíveis comprar dele a mansão. “Solicitei na Justiça que a Petrobras me tire da casa, que está com o solo e subsolo contaminados, e me arrume um novo lugar para morar”, afirmou.

De acordo com o secretário de Trabalho, ainda hoje camadas de óleo surgem esporadicamente na piscina da casa e a água das duas cisternas apresenta consistência oleosa. O cheiro de combustível nas horas mais quentes do dia incomoda. “Não tenho nem como molhar minhas plantas com essa água”, destacou. Pelo terreno, encontram-se 13 “suspiros”, buracos feito por técnicos da BR em visitas anteriores para possibilitar a saída de gases e fazer análises de contaminação. A equipe do Correio esteve ontem na casa de Rodovalho e acompanhou um dos funcionários da mansão tirar a tampa de um desses buracos. De fato, exala cheiro de combustível.

Fonte:
http://www.correiobraziliense.com.b...sao=13&id_noticia=15062/noticia_interna.shtml
 
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