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SÃO PAULO - A partir de julho os túneis entre a estação da Luz, no centro de São Paulo, e a futura Estação Faria Lima, na zona oeste, na futura Linha 4 do metrô (amarela) passarão a ser perfurados por uma nova escavadeira. Antes de chegar ao país, a máquina já ganhou um apelido dos funcionários do metrô: "supertatuzão". Pesando 715 toneladas, a máquina tem 90 m de comprimento e 9,5 m de diâmetro.
A escavadeira está sendo fabricada na Alemanha. Devido ao seu tamanho, terá de ser desmontada após ficar pronta, para que um navio a transporte até o Porto de Santos. Depois, o 'supertatuzão' subirá a Serra do Mar em caminhões. Um grande poço será cavado à beira da futura estação Faria Lima, no Largo da Batata, dentro do qual o equipamento será remontado para iniciar o trabalho.

O presidente do Metrô, Luiz Carlos David, explicou que a máquina está sendo comprada pelo consórcio de empresas responsável pela construção da Linha 4. Ela custa cerca de US$ 32 milhões (mais de R$ 64 milhões). Segundo David, o 'supertatuzão' pode perfurar túneis mais largos do que a escavadeira usada atualmente. Nos túneis mais largos serão instalados trilhos nos dois sentidos da linha.
David contou ainda que o equipamento ganhou esse apelido devido à máquina que era usada antes, conhecida como "tatuzão", que tem apenas 6 m de diâmetro externo.

Túneis do Metrô da linha 2 se encontram - SÃO PAULO - As escavações do túnel entre a Estação Imigrantes do Metrô e a futura estação Alto do Ipiranga, da Linha 2 - Verde, se encontraram na manhã desta sexta-feira. Chamado de "vazamento de túneis" pela área técnica do Metrô, o encontro das escavações aconteceu no subsolo entre a Estação Imigrantes, e a Rua Salvador Simões, na região do Ipiranga, zona sul de São Paulo.
São Paulo, Diário de S. Paulo, 12/05/2006.
 

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mopc said:
Bem que podiam aproveitar esse tatuzão e depois usar ele para cavar a linha 5...
Eu acho bem provável que isso aconteça... acho que a linha 2 vai continuar com NATM, mas que vão "tatuzar" a linha 5.
 

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Discussion Starter · #4 ·
É,mas não se esqueçam que esse Supertatuzão foi comprado pelo concorcio via amarela, e não pelo metrô, portanto só se o concorcio "alugar" para o estado o equipamento, senão não tem supertatuzão pra cavar a continuação da linha 5 que é do Estado....
 

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richter30 said:
É,mas não se esqueçam que esse Supertatuzão foi comprado pelo concorcio via amarela, e não pelo metrô, portanto só se o concorcio "alugar" para o estado o equipamento, senão não tem supertatuzão pra cavar a continuação da linha 5 que é do Estado....
É muito simples: o metrô faz licitação para o trecho ser "tatuzado", e a Odebrecht por já ter o equipamento vai ganhar fácil no preço do serviço.
 

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Na verdade, para que nenhum consórcio por já contar com o shield ficasse favorecido na licitação, na época o edital previa que o consórcio deveria comprar um tatuzão novo, contasse ou não com um.

Por isso, acredito que para as próximas linhas, devam seguir uma recomendação assim também.
 

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E qual o problema de já contar, no caso da linha 5 ? O importante são os requisitos técnicos e o menor custo. Se a empresa tem isso por já ter o equipamento, melhor pra ela. Os outros que comprem e concorram.
 

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^^
Concordo!
No caso da Linha 5, o preço da obra ficaria teoricamente R$ 70 milhões mais barato para o governo do estado, uma vez que a Odebresch já possuir o tatuzão.
 

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Precisa ver se o tunel da linha 5 vai ser do mesmo tamanho do que da linha 4 também neh...
 

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Sendo um túnel só, os cruzamentos entre trens obrigam a diminuição de velocidade, no caso da linha 4 ?
 

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Tirado de http://txt.jt.com.br/editorias/2006/05/11/ger70899.xml

A supermáquina do Metrô
O megatatuzão vai abrir 6,4 km de túneis: começa o trabalho no Largo da Batata e acaba perto da Estação Luz

DANIEL GONZALES
[email protected]
ENVIADO A SCHWANAU, ALEMANHA

De seus terminais de computador, em uma sala na pequena cidade de Schwanau, no sul da Alemanha, técnicos observam atentamente um gráfico colorido e dezenas de números. Os dados mostram, milimetricamente, a direção para onde avança uma máquina que está trabalhando naquele exato momento a 30 metros de profundidade, rasgando a terra do subsolo e abrindo o caminho para um futuro túnel de metrô. A velocidade e o desempenho dos trabalhos, com precisão, também são acompanhados pelos olhos atentos nas telas.

O fato parece corriqueiro numa grande obra, não fosse o fato de a escavação e os técnicos em questão estarem separados por uma distância de mais de 10.000 km: a máquina, trabalhando no subsolo de São Paulo, na região do Largo da Batata, em Pinheiros (Zona Oeste), operada por brasileiros. Os técnicos, observando tudo na mesma hora em uma sala na Europa.

Essa cena se tornará realidade em breve, quando chegar ao Brasil, no início do segundo semestre, o novíssimo "megatatuzão", comprado e construído especialmente para as obras de escavação de parte dos túneis da Linha 4 - Amarela (Luz - Vila Sônia) . A superescavadeira, chamada de shield EPB (Earth Pressure Balanced, ou escavadeira de pressão balanceada de terra), foi comprada na Alemanha pelo Consórcio Via Amarela, encabeçado pela construtora Odebrecht, que ganhou a licitação e vem construindo a linha, de 12,8 km, em 27 frentes de trabalho.

O megatatuzão será o responsável por abrir 6,4 km de túneis: começa seu trabalho no Largo da Batata e acaba em um poço próximo da Estação Luz, no Centro. A máquina custou cerca de 30 milhões de euros (R$ 79 milhões) e demorou cerca de dois anos para ser produzida. Já está montada e em fase final de testes antes de ser dividida em partes e trazida ao Brasil, numa operação de transporte que envolverá barcaças, navios e carretas de grandes dimensões.

Por enquanto, o equipamento descansa na fábrica da Herrenknecht AG, na Alemanha, uma das maiores indústrias do mundo de shields. Ali, foi vistoriado há duas semanas por diretores e engenheiros do Metrô de São Paulo e do Consórcio Via Amarela.

Diferentemente de máquinas semelhantes utilizadas ou em uso nas escavações dos túneis do Metrô paulistano, o novo equipamento ganhou o apelido de megatatuzão, primeiro, pelo tamanho: tem diâmetro de perfuração de 9,45 metros que permite cavar um túnel onde caberão as duas vias paralelas para os trens do Metrô, com diâmetro final de cerca de 8,3 metros. Os equipamentos antecessores conseguiram perfurar o diâmetro para uma via só.

Depois, porque além do monitoramento a distância, via modem, diretamente da fabricante - o que permite a solução instantânea de qualquer problema técnico - o megatatuzão dispõe de sistemas digitais que controlam com diferença quase igual a zero, em relação ao projetado, a trajetória no subsolo paulistano.

Trabalhando a 30 metros de profundidade e avançando, em média, 10 metros por dia, a máquina tem computadores de orientação de direção, que funcionam projetando um alvo de raio laser em vários pontos do solo a ser escavado.


(SERVIÇO)Viagem a convite do Consórcio Via Amarela e do Metrô.
 
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