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Aluga-se espaço.
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01h10 A esmagadora maioria dos trabalhadores dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Loures e Odivelas adere à greve geral, pelo que os dois concelhos vão ficar sem recolha de lixo, revela a agência Lusa citando fonte sindical.


00h55 Dirigentes da União dos Sindicatos de Viseu asseguram ao PÚBLICO que a adesão à greve no Hospital de Tondela é de 100 por cento, estando garantidos os serviços mínimos.

00h47 Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, visitou o piquete de greve dos funcionários do Metro de Lisboa e afirmou que a greve geral já é “uma vitória” pela “forte adesão” que está a ter.
 

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Quais os credíveis?
É fácil, na última grande(?) manifestação feita, os números dos sindicatos apontavam para 100 mil pessoas. Mas estava em Portugal um professor de uma universidade americana, (não sei dizer qual agora) e mais alguns alunos seus, que é especialista em contabilizar multidões etc. com recurso a várias técnicas.
E garantiu que na manifestação a descer a avenida da liberdade não estavam mais de 10 mil pessoas e a ouvir os discursos estiveram somente umas 6 mil.
Os números dos sindicatos, são absolutamente estapafúrdios.

Felizmente, a mesma pessoa vai cá estar hoje e fazer a contagem novamente.
 

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Greve geral de quarta-feira pode custar 280 milhões

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O impacto da greve geral na economia poderá rondar os 280 milhões de euros se metade dos trabalhadores aderir. Os custos de uma paralisação são difíceis de medir, mas ninguém duvida que aquilo que se poupa em salários não compensa a quebra de produtividade.
Em vésperas de uma greve geral que as centrais acreditam que será a maior de sempre, intensificam-se os contactos e campanhas sindicais de adesão à greve. Os balanços só começarão a ser feitos no final do dia 24, mas não há dúvidas de que uma paralisação "trava" sempre o ritmo normal da economia. Quanto? A resposta a esta questão só pode ser totalmente obtida quando for conhecida a adesão nos vários sectores de actividade.

Mas partindo do pressuposto de que metade dos trabalhadores faz greve na quarta-feira é possível quantificar o impacto na economia. Os cálculos feitos pelo JN têm em conta a produtividade (Valor Acrescentado Bruto) do país nos 251 dias úteis de 2010, o que resulta em cerca de 560 milhões de euros/dia. Se a adesão fosse de 50%, o impacto seria, assim, da ordem dos 280 milhões.

O custo exacto de uma greve é sempre um exercício difícil. Desde logo, como referiu ao JN o economista Alberto Castro, porque a produtividade dos vários sectores da economia não é toda igual. Depois, porque há empresas e serviços públicos onde uma paralisação acaba por ter mais impacto noutros sectores do que nos próprios. É o que acontece com os transportes públicos - e todas as empresas já entregaram pré-aviso de greve - ou com repartições públicas.

Apesar de o dia de greve ser descontado no salário dos trabalhadores, esta poupança não compensa o custo de uma paragem de produção. É esta a convicção dos economistas e também do presidente da Confederação da Indústria Portuguesa que, ao JN, definiu esta situação como sendo apenas "um desconto que se pode fazer ao prejuízo" que uma paralisação provoca. Partilhando do grupo dos que não acreditam que os problemas estruturais do país se resolvam com greves, António Saraiva admite, contudo, que haja trabalhadores a aderir à paralisação para manifestar o seu "grito de indignação" face à actual situação (de crise económica, desemprego), ainda que esta não seja um exclusivo nacional.

Do lado da CGTP e da UGT a expectativa é que esta greve geral - a primeira conjunta dos últimos 22 anos - tenha uma forte adesão. Os motivos de luta são muitos: desde a redução de salários na Função Pública, ao congelamento de pensões, corte no abono de família, precariedade ou aumentos de impostos. Por tudo isto, acentuou o sindicalista Arménio Carlos, a greve de quarta-feira é dos trabalhadores, mas também dos pensionistas, idosos, estudante e dos consumidores - havendo também um "apelo" de "greve às compras" nesse dia.

* Com Pedro Araújo

LUCÍLIA TIAGO*
O meu obrigado a todos os que adiram pela responsabilidade e pelo contributo para a economia nacional.
 

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'tou na lua...
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Eu estou com quem realmente tem direito a protestar, os trabalhadores em condições públicas, os professores que estão com a vida negra na escola, trabalhadores a recibos verdes...
 

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01h10 A esmagadora maioria dos trabalhadores dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Loures e Odivelas adere à greve geral, pelo que os dois concelhos vão ficar sem recolha de lixo, revela a agência Lusa citando fonte sindical.
Então mas são os SMAS que recolhem o lixo...? :nuts::lol:


00h55 Dirigentes da União dos Sindicatos de Viseu asseguram ao PÚBLICO que a adesão à greve no Hospital de Tondela é de 100 por cento, estando garantidos os serviços mínimos.

00h47 Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, visitou o piquete de greve dos funcionários do Metro de Lisboa e afirmou que a greve geral já é “uma vitória” pela “forte adesão” que está a ter.
Os dirigentes sindicais e os líderes partidários não deviam estar solidários com os grevistas e absterem-se também de actividades políticas? Porque não fazem greve também, se a ela apelam? :bash:

:lol:
 

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Acho muito bem que se faça greve...mas havia de ser uma bela greve, que parasse mesmo tudo durante uns dias. Isto com paninhos quentes não se vai lá, já deu para perceber...
 

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'tou na lua...
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Essa do patrão do intermarché é ditatorial :bash:

Excelente artigo do Público
http://www.publico.pt/Economia/uma-greve-dos-que-ganham-menos-e-dos-mais-qualificados_1467798?p=1

"
Cláudia Pacheco, 31 anos e dois filhos, é funcionária administrativa da câmara e resolveu ir fazer companhia a uma colega que é delegada sindical e que passou a noite centro de recolha de lixo dos Olivais. “Não nos aumentam. Eu tenho um salário base de 530 euros. Trabalho na câmara há 12 anos e só fui aumentada duas vezes”, queixou-se. “Gostava de ver o primeiro-ministro sustentar-se com mil euros”, disse, em referência ao seu salário somado ao do marido, funcionário público."

E já deu na CNN e tudo. A governação é um insulto a quem trabalha, a quem recebe menos. Porque é que não abrangem os aumentos de impostos e cortes salariais aos que neste momento têm bons salários?
Os jovens e outros menos jovens estão em situação precária. Os qualificados não têm emprego. Quando o há, é a recibos verdes com implicação na redução do rendimento líquido e, consequentemente, do poder de compra. Temos professores a contrato e em risco de vir para a rua porque sim, funcionários da segurança social e outros serviços na mesma situação, sendo a redução neste sector prejudicial à boa condução de processos em curso.

Quem critica a greve deve ter uma boa vidinha e nem sequer sentir os cortes e a crise, mas por favor, respeitem as pessoas nas situações acima descritas. E não falo sem conhecimento, falo de casos que tenho na família mais próxima. Falo do meu caso em que vou ganhando dinheiro porque faço trabalhos como freelancer, já que quando mando currículos seja para onde for ou nem me respondem ou dizem que quando precisarem dizem algo... o que nunca acontece... falo pelas pessoas que, como eu, se veem obrigadas a saír do país para uma vida digna.
 

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'tou na lua...
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Fosca-se para a ministra... greve varia entre 5 e 95%, escolas a funcionar...
isto quando as escolas estão fechadas :nuts: Ela não sai mesmo à rua...

Já parece o ministro da informação do Iraque...

O governo anuncia que a greve na administração central ronda os 19.4%...
http://tv2.rtp.pt/noticias/?t=Paral...es.rtp&article=394296&visual=3&layout=10&tm=6

No sector da justiça
A adesão à greve geral, às 10h00, situava-se entre os 85 e os 90 por cento, sendo "muitos" os tribunais em que chegou aos 100 por cento, de acordo com o sindicato dos funcionários judiciais.

(...)

Os magistrados do Ministério Público registavam às 12h00, um elevado índice de adesão à greve que se contabilizava, de acordo com o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público em 87%.

Saúde
Já os sindicatos da Função Pública referem paralisações totais nos hospitais de Tondela, Capuchos, Aveiro, Hospitais da Universidade de Coimbra, São José (Lisboa) e hospital psiquiátrico de Coimbra.

Lixo parado, 3 vôos desde Lisboa, comboios reduzidos a serviços mínimos...
 

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Portugal
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O patrão que atropelou grevistas em Famalicão foi o Costa. :bash:
O Miguel já teve alta do hospital e encontra-se a recuperar bem. :banana:
 

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Profissional da desordem
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Pelo que vi de manhã, as seguradoras é que devem de estar arrependidas de não terem feito grve ...

:lol:
 

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'tou na lua...
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Não vi as escolas fechadas, mas tenho profes na família e as notícias servem para alguma coisa... se até no telejornal falam em escolas fechadas...

Goza, goza... quando estiveres com o rabo apertadinho entre as pernas quero ver... espero que não, mas há trabalhadores que tb não se viam numa situação tremida até há pouco tempo. Como os professores em topo de carreira ou os técnicos superiores de serviços públicos em risco de serem despedidos em massa com os cortes nos horários... ou então professores na situação de excesso de carga horária (isto mais reuniões, preparação e correcção de testes, viagens) e que, com a avaliação dos próprios colegas têm depressões e clima humano nas escolas de cortar à faca...
 

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Portugal
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Maneira que com uma greve o clima deixa de ser cortado à faca. :banana:

Por estarem com o rabinho bem sentado à muitos anos e provavelmente cheio de chagas é que a produtividade é baixa, e tem que se mudar o rumo das coisas.

Professores com excesso de horário? Deevem se poucos e se o estão é porque o aceitaram. Bem me parecia que era uma greve dos que não gostam de trabalhar. ^^
 
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